Denúncia: “Esperando a morte chegar”

Marisa Fonseca Diniz


Aqui no Brasil é assim, se você precisar se tratar na rede pública de saúde vai ter que mandar a dona morte esperar, pois até para morrer você tem que ter paciência para entrar na fila. É isso mesmo, o descaso com a saúde da população brasileira é uma brincadeira de mau gosto.

Nunca vi um político se quer fazer uma cirurgia em um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde) ou se consultar em um posto de saúde. Aliás, acho que todos os políticos quando eleitos deveriam receber uma carterinha “Preferencial do SUS”, nada mais justo do que eles mesmos testarem o sistema que sua corja de amigos políticos criou para tratar da saúde brasileira. Montes de dinheiro são desviados pelos gestores públicos e os burocratas da saúde que  nada fazem, como se roubar dinheiro público fosse algo normal, anormal somos nós brasileiros que pagamos tantos impostos, e não temos saúde de qualidade.

Viver no Brasil é conviver diariamente com o despreparo de gestores e funcionários públicos que pouco se importam com o mau atendimento que oferecem àqueles que por anos a  fio vem pagando altas taxas de tributos, e a único retorno que tem  é o escárnio de sistemas públicos falidos. Sem dinheiro o cidadão brasileiro não é nada e ninguém nesse país. Perdeu o emprego e precisa ser atendido em um hospital público ou unidade básica de saúde?  Prepare-se para receber um atendimento pior do que os dos animais que vão para o abate em frigoríficos clandestinos.

O cidadão brasileiro é tratado de maneira desumana, os atendimentos são feitos em macas no chão, não há remédios básicos e nem específicos, equipamentos então nem se fala, eles até existem, mas estão desligados por falta de manutenção há anos, e para piorar estão enferrujados propiciando doenças, aja tétano. Mas, segundo os sábios governantes que comandam o país, o que falta não são hospitais, e sim “médicos”. Ou será curandeiros e milagreiros?

Ser médico do serviço público brasileiro é realmente uma aventura fazer cirurgia sem luvas, gases, algodão, instrumentos cirúrgicos, equipamentos, remédios e “higiene” é realmente uma falta de respeito não só com a população, mas também aos profissionais que passaram anos nas faculdades para depois serem chamados de “tolos”.

E, pasmem os governantes não acham que o tratamento oferecido à população seja tão ruim assim, o que falta são médicos, sinceramente não sou médica, mas se fosse jamais iria ter prazer em trabalhar em hospital público, onde falta tudo, inclusive dignidade. Se o cidadão for portador de uma doença degenerativa que não tenha cura, e precisar de tratamento ou remédio de alto custo para se manter vivo, vai ter que pensar seriamente em comprar um jazigo, porque com certeza vai morrer.

A burocracia do SUS é tão grande que para conseguir tratamento a doenças degenerativas, o cidadão precisa primeiro conseguir uma vaga para passar em um clínico geral através de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A primeira consulta pode demorar anos para ser marcada, pois o sistema burocrático da saúde brasileira tem uma lista de preferência, e se o indivíduo não tiver mais de 60 anos com certeza “não” conseguirá marcar um médico, imagina conseguir um especialista? Piada de mau gosto, não?

Engana-se quem acha que este tipo de procedimento só acontece nas regiões norte e nordeste do Brasil, acontece e muito nas grandes capitais, tais como São Paulo e Rio de Janeiro. Infelizmente, nem todas as pessoas  terão a oportunidade de receber qualquer tipo de tratamento, pois morrerão antes dos 60 anos de idade, principalmente quando são portadores de doenças onde a média de vida não passa dos 50 anos. Há doenças tão agressivas, que o indivíduo não consegue viver muito tempo após o diagnóstico.

O SUS escolhe quem tem direito a vida, o mais impressionante é que doenças dos quais o Ministério da Saúde garante o tratamento público são cada dia mais ignoradas. Ser atendido no pronto-socorro de hospitais filantrópicos que atendem o SUS é saber que caridade é o que eles menos fazem. A ala particular destes hospitais “interesseiros” trata muito bem pacientes da classe social “A”, porém pobres não tem direito a vida, escutar a frase menos um no mundo é o que mais se ouve neste tipo de hospital, não faltam médicos, mas faltam remédios, higiene, respeito e dignidade.

O SUS mata silenciosamente várias pessoas por dia tendo o luxo de escolher quem pode ou não viver, ignora o direito dos cidadãos e trata com desdém todos aqueles que lutam de alguma maneira pelo direito de ter uma saúde de qualidade. Inexplicável é entender como os hospitais públicos brasileiros não conseguem ser melhores que os particulares, uma vez que, recebem muito mais investimentos dos governos, comunidades e organizações filantrópicas. Má administração ou ganância pelo dinheiro público?

Nunca teve o incomodo de precisar se tratar no SUS? Parabéns, porque com certeza você faz parte dos 10% da classe rica do Brasil, enquanto que os outros 90% dos brasileiros estão fadados a morrer através do sistema caótico da saúde.


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Sociedade Hipócrita


Marisa Fonseca Diniz


Sai ano, entra ano e a história é sempre a mesma, a taxa de violência vem aumentando gradativamente nos grandes centros urbanos do Brasil. Os números apresentados pela insegurança chegam a impressionar. São Paulo, por exemplo, é a cidade mais populosa do Hemisfério Sul, sendo a décima cidade com o maior PIB no mundo, conseqüentemente a cidade onde  concentra a maior quantidade de pessoas da classe A (ricos). Porém, a desigualdade social é uma das causas que mais tem gerado alta taxa de latrocínio na cidade.

O Brasil tem uma das mais altas taxas de desigualdade social no mundo, que são perceptíveis as pessoas que vivem em regiões onde há poucas pessoas com muito e muitas sem nada. A taxa de desemprego na cidade de São Paulo é a mais alta do país, jovens entre 18 e 24 anos são os mais penalizados na falta de oportunidades de trabalho. Fato este que incentiva cada vez mais os jovens procurarem caminhos alternativos para seguirem as regras ditadas pela sociedade hipócrita. Quem não tem dinheiro para viver na cidade mais cara da América Latina é marginalizado, e condenado a viver no submundo do crime.

A desigualdade social prejudica não só os jovens como todos os cidadãos que ficam impossibilitados em ascender socialmente pela falta de oportunidades em terem uma educação básica de qualidade. Uma pequena minoria tem condições de pagar por uma educação de qualidade no Brasil. A educação pública brasileira é considerada uma das piores do mundo, e para piorar este quadro, poucos são aqueles pertencentes à classe de baixa renda que conseguem passar em uma universidade pública de qualidade. Ironicamente, os integrantes da classe social mais rica é que se formam nas melhores universidades públicas do país, conseqüentemente conseguem as melhores vagas de trabalho.

A desigualdade social é um mal tão grande para o desenvolvimento de um país, que a própria sociedade acaba sendo vítima das suas próprias regras impostas aos cidadãos de menor baixa renda. O mercado de trabalho e a educação no país é elitizada, excluem de maneira cruel aqueles que não conseguem ter uma formação educacional e profissional digna para concorrer com os demais indivíduos, favorecendo dessa maneira com a violência urbana.

A falta de estrutura familiar às classes sociais mais injustiçadas tem gerado monstros juvenis, onde a frieza não é impedimento para conseguirem a qualquer custo satisfazer seus egos consumistas, não importando a maneira utilizada para saciá-los. Ser aceito por uma sociedade que impõe normas e regras absurdas, onde o cidadão só é reconhecido pelos bens que possui e não pelo caráter ou por sua capacidade intelectual, obriga o ser humano agir de maneira cruel com àqueles que indiretamente os hostilizam por sua falta de condição financeira.

Ostentação é o lema da sociedade atual, quem não estiver dentro dos padrões é hostilizado. A sociedade reclama que é vítima de violência urbana, mas não percebe que vem vitimando muito mais pessoas por suas imposições hipócritas.

Quem será que está errado a sociedade, os injustiçados ou todos nós que permitimos isso? 


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Síndrome do Pavão


Marisa Fonseca Diniz



Seja na mídia, no trabalho, num grupo de amigos ou na sociedade, não importa, muitas pessoas fazem de tudo para aparecer mais que os outros. Essa é a atitude que muitas pessoas de alguma maneira querem atrair a atenção para si, seja por quererem ser famosas ou quererem atrair dinheiro de maneira fácil. Não importando se possuem talento como um diferencial, o mais importante na concepção destas pessoas é atrair os holofotes para si mesmas.

Atitudes como estas são freqüentes nos dias atuais, a partir do momento que entram na fase adulta, as pessoas começam a ficar reféns da sua própria vaidade seguindo os padrões estipulados pela própria mídia. A Síndrome do Pavão não atinge apenas aquelas pessoas que querem do dia para noite serem reconhecidas como sendo a mulher mais sexy ou o homem mais bonito.  Atinge também os profissionais do meio corporativo, que fazem de tudo para mostrar as demais pessoas que são mais inteligentes, mais poderosos, mais criativos e mais influentes, quando na verdade não passam de pessoas comuns, senão fosse pela vaidade aguçada.

A maioria dos consultores de recursos humanos acha necessário que as empresas tenham este tipo de profissional dentro de seus quadros de funcionários, pois apesar desta plumagem toda se mostram profissionais frágeis. Mas, o que muitos profissionais não sabem é que este tipo de comportamento é uma doença conhecida como Transtorno de Personalidade Histriônica (TPH – Histérica).

O Transtorno de Personalidade Histriônica é caracterizado por um padrão invasivo de emocionalidade excessiva e comportamento em busca de atenção, que começa no início da fase adulta. Os indivíduos com TPH sentem-se desconfortáveis ou desconsiderados quando não são o centro das atenções. Frequentemente animados e dramáticos tendem a chamar a atenção sobre si mesmos e podem, de início, encantar as pessoas com quem travam conhecimento por seu entusiasmo, aparente franqueza ou capacidade de sedução. Estas qualidades perdem a força à medida que estes indivíduos exigem a qualquer custo serem o centro das atenções, porém quando não conseguem, se tornam dramáticos a fim de que possam com este comportamento chamarem a atenção alheia para si.

Os indivíduos portadores de TPH frequentemente usam de maneira inadequada a sedução e a provocação sexual. Este comportamento não é apenas demonstrado pelos indivíduos que tem interesse romântico ou sexual, mas também para relacionamentos sociais, ocupacionais e profissionais. No trabalho os portadores deste transtorno podem passar por frequentes mudanças de motivação, pelo fato de se entendiarem facilmente e ter problemas em lidar com as frustrações. A ansiedade por novidades e excitação podem colocar estes indivíduos em situações de risco e aumentar o perigo de desenvolver depressão. Embora seja perceptível que ao iniciarem um trabalho ou projeto demonstram grande entusiasmo, seus interesses podem desaparecer imediatamente.

Os portadores do TPH podem afastar os amigos devido às exigências de constante atenção. Frequentemente se sentem deprimidos, aborrecidos e intolerantes por situações que envolvam um adiantamento da gratificação, já que são voltados a satisfação imediata. As causas deste transtorno são desconhecidas, mas eventos na infância e adolescência incriminam atitudes autoritárias ou distantes dos pais como um amor baseado em expectativas, onde a criança jamais poderia alcançar podem resultar em ansiedade constante.

Os principais sintomas a serem observadas sobre os portadores de TPH são:

Comportamentos exibicionistas;
Constante busca de aprovação e apoio;
Dramatização excessiva com demonstrações exageradas de emoção;
Sensibilidade excessiva a críticas e desaprovações;
Orgulho da própria personalidade e avesso a mudanças;
Aparência e comportamento inapropriadamente sedutor;
Necessidade de ser o centro das atenções;
Baixa tolerância a frustrações;
Mitomania;
Sintomas somatoformes;
Rápida variação dos estados emocionais;
Tendência em acreditar que relacionamentos são mais íntimos do que na realidade;
Decisões precipitadas.

Dramatização, teatralidade, pessoas que influenciam outras pessoas ou ambientes de trabalho, afetividade superficial e instável, busca contínua por excitação, sedução inapropriada em aparência e comportamento, busca de parceiros simultâneos, desprezo por diagnósticos, críticas e sugestões, preocupação excessiva com aparência física, vestimentas e acessórios também são características destes indivíduos portadores de TPH.

Na hora de selecionar profissionais capacitados fiquem mais atentos as atitudes e comportamentos, mesmo que temporariamente ocultos para não se arrependerem mais tarde, colocando em risco seu profissionalismo.


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Quanto vale o seu passe?

Marisa Fonseca Diniz


Parece estranha esta pergunta, mas é assim que os profissionais deveriam se “vender” a uma vaga de emprego. O mercado de jogadores de futebol, por exemplo, reconhece muito mais seus talentos do que o mercado de trabalho dos demais profissionais, aliás, não existe crise para profissionais que pensam com os pés.

Agora se você for um profissional que tem cérebro e sabe utilizá-lo, estuda, está sempre se atualizando, e perde tempo investindo em sua carreira com certeza, não terá as mesmas oportunidades do jogador de futebol. Pior, não terá nenhum tipo de reconhecimento por isso. Se bobear será chamado para vagas de empresas que procuram um profissional com qualificação de diretor, que se submeta a trabalhar na função de assistente e com um salário de ajudante.

Os profissionais que mais são reconhecidos no mercado de trabalho são justamente aqueles que não perdem seu tempo investindo no seu intelecto, pois utilizam à ferramenta do apadrinhamento, que diga de passagem é a forma mais corrupta e baixa de tirar a vaga de um profissional competente.

É incompreensível entender a teoria de alguns empresários e profissionais de RH que, insistem em afirmar que não há profissionais com alta qualificação no mercado de trabalho nacional. Aliás, fico na dúvida se a maioria destes profissionais sabe o que significa o termo “altamente qualificado” ou o que procuram para suas empresas. O tarjão virou moda no mercado de trabalho brasileiro, é bonito dizer que não há profissionais altamente qualificados, sinceramente só se for para apertar parafuso, é claro.

Por outro lado fico me questionando, como podem exigir algo dos profissionais se o que oferecem em troca não condiz com que o profissional tem a oferecer? Na verdade o mercado de trabalho é igual o mercado de compra e venda, quando você compra um bem seu valor é super valorizado, mas quando precisa se desfazer dele, não vale nada. Assim acontece com os profissionais que tem qualificação acima dos demais no mercado de trabalho, e não se  sujeitam aceitar qualquer oferta barata.

O empresário que busca profissional talentoso tem que ter a consciência de que custa caro, assim como o jogador de futebol. Querer contratar um profissional muito qualificado sem condições de oferecer cargo, salário e benefícios compatíveis, é perda de tempo.

No caso do jogador de futebol, a valorização do passe dele depende da criatividade, disposição e habilidades com os pés para fazer gols. Ele não precisa nem ter estudo, aliás, assinar só o nome já está ótimo, e mesmo assim tem mais reconhecimento do que um profissional talentoso.

O Brasil é realmente um país de contrastes, o profissional com qualificação acima da média é reconhecido por empresas do estrangeiro, mas no próprio país não tem reconhecimento algum, e se não tiver o bendito “QI” nem adianta ficar esperando oportunidades de trabalho, pois os únicos convites que terá serão dos empresários oportunistas querendo levar vantagem. Pior ainda se estiver na faixa etária acima dos 45 anos, for mulher, inteligente, tiver todas as características que o mercado de trabalho de povos desenvolvidos procura,  e não aceitar qualquer oferta de trabalho que não ofereça nenhum retorno positivo a carreira.

É parece que falta muito para o Brasil chegar ao nível de país desenvolvido, pois enquanto tivermos profissionais que não conseguem usar o cérebro de maneira inteligente, continuaremos copiando processos americanos que não se adaptam a realidade brasileira, e continuaremos reféns dos “profissionais medíocres” indicados no mercado de trabalho.

Meu passe é valorizado, e o seu?


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Você já foi vítima de “cyberstalkers”?

 Marisa Fonseca Diniz


O Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe) caracteriza-se por um padrão de relacionamento emocional intenso, porém confuso e desorganizado. A instabilidade das emoções é um traço marcante deste transtorno de personalidade, pois apresenta variações no estado de humor de um momento para outro sem justificativa real.

O padrão de relacionamento dos portadores deste transtorno é instabilidade, variando rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa até o desprezo. O comportamento é impulsivo principalmente no que se diz respeito a gastos financeiros, sexual, abuso de substâncias psicoativas, pequenos furtos e dirigir irresponsavelmente. Há grande variação nas emoções, passando por um estado irritadiço ao angustiado, e depois a depressão. O sentimento de raiva é frequente, sem controle, chegando a agredir suas vítimas por meio de  lutas corporais. Possuem comportamentos suicidas ou auto-mutilantes, sentimentos de vazio e tédio, e tem dúvidas a respeito de si mesmos, de sua identidade, comportamento sexual e de sua carreira profissional.   

Os portadores deste transtorno quando percebem qualquer ameaça de rejeição ou abandono por parte de outra pessoa são capazes de ter comportamentos cruéis em relação a elas. São capazes de mentir, fingir passar mal, ficar doentes, acidentar-se propositalmente, auto-mutilar-se, ameaça de suicídio, prender a pessoa, chantagear, agredir e até mesmo perseguir o outro (stalker).

Um indivíduo que faz uso da internet ou de outros meios eletrônicos para perseguir, assediar uma pessoa, um grupo de pessoas, uma organização é conhecido como “cyberstalker” ou “stalker”. O cyberstalker é um indivíduo que tortura psicologicamente suas vítimas, realizando falsas acusações, difamando, monitorando, ameaçando, roubando identidades, causando danos aos dados e equipamentos, assediando menores de idade para sexo virtual, coletando informações que podem ser utilizadas para chantagear suas vítimas através da tecnologia.

Os portadores de TPB (limítrofes) em contato com a internet aterrorizam suas vitimas quando desprezados ou ignorados. Sabe aquela pessoa bacana que você conheceu na sala de bate papo ou no site de relacionamento, e que parecia ser a pessoa ideal para sua vida? Só que de repente você a menosprezou, e começou a te perseguir nas redes sociais e te ameaçar? Pois é, ele com certeza é portador de TPB, e é um cyberstalker.

A inveja, a obsessão patológica, seja profissional ou sexual, desemprego, fracasso com o trabalho e com a vida são alguns fatores que identificam os criminosos digitais. A intenção é sempre intimidar e atacar outras pessoas a fim de causar um sentimento de inferioridade na pessoa que é atingida. O perseguidor é uma pessoa delirante que tenta causar medo na vítima a fim de poder tirar algum proveito da situação, seja através da vantagem financeira ou profissional. Em geral, sempre mantêm suas identidades no anonimato.

Os principais tipos de cyberstalking são:

Mulheres: é o assédio e a perseguição que os cyberstalkers fazem on line, podendo incluir desde uma ameaça de estupro até a publicação de informações pessoais causando muitas vezes o cyberbulling. Há casos de cyberstalkers que publicaram vídeos íntimos na rede com o nome da vítima, e convenceram outros indivíduos a perseguir e difamar a vítima.

Parceiros Íntimos: é o assédio on line de um parceiro romântico antigo ou atual, como exemplos temos: ex namorado(a), ex marido, ex esposa, um amante ou um amor platônico. É uma forma de violência doméstica onde o assediador tem como objetivo principal causar dependência, controlar a vítima com o intuito de causar isolamento social. O indivíduo envia vários e-mails ameaçadores à vítima na intenção de usar estas correspondências digitais contra elas, quando não conseguem o que querem.

Celebridades e pessoas públicas: os stalkers sempre perseguem pessoas que eles conhecem ou acham que conhecem (ilusão). Criam perfis falsos e espalham pelas redes informações falsas e mentirosas sobre pessoas públicas ou celebridades.

Anônimos mobs on line: tecnologias da web 2.0 permitem que grupos de pessoas anônimas se organizem para atingir indivíduos através da difamação on line, ameaças de violência e ataques baseados na tecnologia. Publicações mentirosas, fotografias manipuladas, informações, declarações prejudiciais sobre as vítimas são encaminhadas aos seus empregadores, além de manipularem os motores de busca para fazer com que o material prejudicial sobre a vítima seja proeminente.   

Em geral, o assedio as vítimas sempre começa pela internet, mas se o assediador tiver acesso a e-mails, telefones, celulares, skype e o endereço da vítima a situação pode ficar mais grave. As principais vítimas dos cyberstalkers são as mulheres.

Cyberstalking é considerado crime e deve ser denunciado. Os crimes digitais mais comuns são o roubo de identidade, pedofilia, difamação, calúnia, discriminação, cyberbulling e quebra de direitos autorais. É muito importante que as pessoas não compartilhem informações pessoais, fotos, vídeos e protejam seus arquivos e senhas.

Onde denunciar crimes digitais, inclusive cyberstalking:

Ministério Público Federal

Policia Federal  
crime.internet@dpf.gov.br 

Policia Civil de SP 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br 

Policia Civil do RJ

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Construção Civil: “insumos sustentáveis” Parte II

Marisa Fonseca Diniz


O Bambu é o nome que se dá as plantas da sub-família Bambusoideae, o caule é um cilindro longo de consistência lignosa  que pode atingir 45 m de altura, e oco nos intervalos dos nós. É uma matéria vegetal como o algodão e o linho. A fibra do bambu se caracteriza por ser homogênea e pesada (não amassa), possui aspecto suave e reluzente. O bambu é uma planta anti-bacteriana, sendo esta uma grande virtude.

Na China e Japão, o bambu é um material muito utilizado na engenharia e na área química. Apesar de ser um material muito versátil, no Brasil é pouco usado devido à falta de conhecimento das espécies, características e aplicações. As aplicações deste material ficam restritas ao artesanato, na fabricação de varas de pescar, móveis e na produção de brotos comestíveis.

O bambu é uma ótima alternativa construtiva, pois é um recurso natural que se renova em curto período de tempo, se desenvolve rápido, possui baixo custo, tem um ótimo aproveitamento de áreas, e é o maior consumidor de gás carbônico não tendo nenhuma outra planta que se comporte da mesma maneira.

Produtos à base de bambu podem ser utilizados na construção civil, tais como:

Chapas de aglomerados;
Chapas de fibra orientada (OSB);
Chapas entrelaçadas para uso em fôrmas para concreto (compensado de bambu);
Painéis;
Produtos à base de bambu laminado colado (pisos, forros e lambris);
Esteiras;
Compósitos;
Componentes para construção e habitação;

Fabricação de móveis.


Os resíduos da casca de arroz, casca de caju, folha de bananeira e bagaço de cana, já são aproveitados na indústria da construção civil. A necessidade do uso de resíduos e subprodutos contribuem com a preservação do meio ambiente, além de proporcionarem economia na fabricação de produtos. A utilização de materiais alternativos, como a cinza das folhas de bananeira na construção civil está sendo cada vez mais empregada, pois podem melhorar a durabilidade e o desempenho de concretos e argamassas.

Ensaios laboratoriais comprovam que a cinza da folha de bananeira apresenta atividade pozolânica podendo ser adicionada parcialmente em argamassas com proporções de até 30%, atendendo os requisitos técnicos estabelecidos na norma técnica NBR 13281/05.

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Brasil, o país da mentira

Marisa Fonseca Diniz


A economia do Brasil anda de mal a pior, e mesmo assim muitas pessoas nem desconfiam porque continuam desempregados. O governo brasileiro insisti em demonstrar dados de que não há desemprego, e sim falta de profissionais qualificados, mas a taxa de desemprego continua em ascensão. 

Apesar da mídia nacional continuar informando que a taxa de desemprego está baixa no Brasil, saiba que é uma grande mentira, pois a taxa de desemprego no país é altíssima. A substituição da expressão taxa de desocupação por taxa de desemprego é a formula mágica, na qual o governo federal e a mídia nacional encontraram para continuar ludibriando a população brasileira que não entende como são calculados os dados estatísticos, políticos e econômicos do país.

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é o responsável pelo levantamento de dados estatísticos no Brasil, e muitos brasileiros não sabem que o IBGE não mede a taxa de desemprego, e sim a taxa de desocupação. A diferença entre taxa de ocupação e taxa de desemprego é a ocupação precária (ou emprego precário).

O trabalho precário não é considerado emprego, por ser uma alternativa de emprego sem registro formal, neste caso temos os free-lancers, autônomo e os que trabalham “por conta”. Vejamos os números do IBGE em maio de 2013 para melhor entendimento:

PEA – população economicamente ativa = 24,3 milhões

Pessoas ocupadas (trabalhando)  = 22,9 milhões

Pessoas desocupadas = 1,4 milhões

Taxa de Desocupação  = 5,7%
                                                         
As pessoas que fazem parte da população economicamente ativa são os trabalhadores em idade ativa que recebem salário por seu trabalho, e os temporariamente desempregados que recebem seguro desemprego. Os aposentados, estudantes e pessoas que desenvolvem atividades domésticas não remuneradas, não pertencem a população economicamente ativa.

Em maio de 2013, os números da Ocupação Precária eram de:

Pessoas Marginalmente Ligadas a PEA = 713 mil

Pessoas Subocupadas por Insuficiência de Horas Trabalhadas = 413 mil

Pessoas Ocupadas com rendimento por hora menor que o salário mínimo por hora 3,5 milhões

O IBGE em maio/2013 informou as seguintes taxas seqüenciais: 2,9% + 1,8% + 15,4% = 20,1%

Os “Desocupados” e os “Ocupados Precariamente” são os que constituem efetivamente a Taxa de Desemprego, isto é 5,7% +  20,1% = 25,7% da PEA.

Dados que não são demonstrados pela mídia, e reforçam a precariedade do emprego no Brasil são os das pessoas que saíram do trabalho no período de 365 dias, a rotatividade anual no emprego, as pessoas ocupadas procurando outro emprego nos últimos 30 dias, e as pessoas empregadas no setor privado, porém sem carteira assinada. Vamos aos dados de maio/2013 novamente:

Pessoas que saíram do trabalho no período de 365 dias = 2 milhões e 36 mil

População Ocupada = 22 milhões e 922 mil
A divisão dos ocupados pelo total de pessoas que saíram do emprego temos um valor próximo de 9% que corresponde à rotatividade anual no emprego.

Pessoas ocupadas procurando emprego nos últimos 30 dias 2,2% ou 534 mil

Pessoas empregadas no Setor Privado, sem carteira assinada = 2 milhões 250 mil, ou seja, 9,8% das Pessoas Ocupadas.

Mediante estes dados reais, a baixa taxa de desemprego no Brasil não condiz com a realidade. E, se percebermos a taxa de desemprego no Brasil é de 25,7% próxima aos dados de desemprego na Grécia e Espanha no mesmo período. Em maio, a taxa de desemprego em Portugal era de 17,6%, sendo 8,1% menor que a taxa de desemprego no Brasil.

Os absurdos do governo brasileiro não param por aí, pois enquanto a taxa de desemprego no país é alta, o governo federal alega insistentemente que não há profissionais altamente qualificados para ocuparem as vagas de emprego abertas no país. E, incentiva a importação de profissionais estrangeiros para ocuparem as poucas vagas existentes. Fato este que o governo federal continua a incitar com a constante desculpa de que não temos no país, médicos, engenheiros, administradores e demais profissionais capacitados ou disponíveis.

Dados mais contundentes justificam a incapacidade do país em gerar novas vagas, que são os dados econômicos apresentados, tais como a baixa do PIB, alta do valor do dólar, endividamento da população, inflação em alta, alta taxas de juros, desvalorização da bolsa de valores, fuga de investimentos estrangeiros e falta de crescimento das indústrias.

Até quando a população brasileira vai continuar calada mediante as mentiras que o governo brasileiro conta para o povo e aos estrangeiros?


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Vergonha nacional - obras inacabadas

Marisa Fonseca Diniz

A quantidade de obras inacabadas no Brasil alerta para o descaso do uso do dinheiro público por parte dos governantes. Dinheiro este que é arrecado através de impostos pagos pelos contribuintes. Em época de eleição muitas obras são iniciadas como forma de enganar os eleitores e angariar votos, porém após eleições ganhas ou não, as obras são paralisadas e esquecidas.

A maioria dos “elefantes brancos” existentes no país são devido a erros nos projetos arquitetônicos, cálculos errados do custo total da construção, problemas com construtoras envolvidas em escândalos políticos, descaso das autoridades e desvio de dinheiro.

As obras inacabadas geram prejuízo ao país devido o desperdiço dos recursos públicos mal utilizados, além da deterioração ou perda das parcelas já executadas levando a administração pública a incorrer em despesas desnecessárias quanto à preservação das instalações, que ficam sujeitas às depredações.


O Hospital de Monte Castelo na zona sul de Teresina, Piauí, é um exemplo típico de como o dinheiro dos cidadãos é mal administrado. A obra de ampliação e reforma do hospital orçado em R$ 2,2 milhões encontra-se abandonada, a previsão de entrega era para julho de 2012, hoje serve como abrigo de usuários de drogas, deixando a população frustrada e sem poder usufruir dos benefícios planejados no empreendimento hospitalar.




A região norte do Brasil é uma das mais carentes de hospitais públicos, e no maranhão o Hospital de Matinhas é um ótimo exemplo de como a saúde brasileira é tratada com descaso. A construção do Hospital de Matinha que consta como entregue pelo governo estadual está abandonada. O governo do estado abandonou a construção do hospital devido a um contrato de R$ 19 milhões assinado com a empresa “fantasma” JNS Canaã.

O desperdício do dinheiro público não pára por aí, a Ferrovia do Aço é um bom exemplo disso, túneis e pilares de viadutos construídos na década de 1970 encontram-se abandonados e jamais foram utilizados. A obra faraônica do governo militar serviria para escoar o minério de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, o único trecho construído é o de Itabirito e Volta Redonda, os demais trechos do projeto foram abandonados.


Quando a ferrovia foi planejada, o Brasil vivia o período conhecido como “milagre econômico”, onde a economia crescia a taxas superiores a 10% ao ano. O valor estimado para a construção de toda a ferrovia na época era de US$ 1,8 bilhão, dinheiro jogado fora.

O maior empreendimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), transposição do rio São Francisco, teve inicio há seis anos com um orçamento inicial de R$ 4,5 bilhões em 2007. Após sucessivos adiamentos o valor do projeto quase dobrou para R$ 8,2 bilhões, e a previsão da entrega foi marcada para 2015


O Conjunto Habitacional Jardim Esperança, em Ananindeua, na Grande Belém, no Pará, aguarda a conclusão das obras do PAC do governo federal, que nunca foram finalizadas.  O projeto apresentado à população em 2008 incluía asfalto, esgoto sanitário e abastecimento de água. Os recursos provenientes do PAC são de mais de R$ 20 milhões, porém as obras estão paradas há mais de um ano.

Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que em 2007 do total de 400 empreendimentos, com orçamento na época de R$ 3,3 bilhões, 130 eram de responsabilidade da União e 270 dos estados e municípios. Entre as 400 obras, 167 estavam totalmente abandonadas, sendo que Minas Gerais era o estado com mais empreendimentos inacabados 17,7% do total, seguido por Mato grosso do Sul com 12,3%. Obras inacabadas e abandonadas afetam principalmente a população. É uma vergonha ver o dinheiro do contribuinte ser jogado fora desta maneira, à única certeza que temos é que, após a Copa do mundo e Olimpíadas o Brasil terá muito mais “elefantes brancos”!


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O trabalho Vergonha nacional - obras inacabadas de Marisa Fonseca Diniz foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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