Mobilidade Urbana Sustentável

 Marisa Fonseca Diniz



O Brasil possui um grande desafio nos próximos anos que é proporcionar a população meios de transportes mais eficientes e menos poluentes. Nos últimos dez anos, o incentivo do uso do automóvel como forma de driblar a falta de investimentos públicos em transportes de massa acabaram gerando problemas de congestionamento em larga escala nas grandes capitais brasileiras. A frota de automóveis e motocicletas teve um crescimento de mais de 400% nos últimos anos, e os investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana ficou muito aquém do esperado.

Com a aproximação dos eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas que ocorrerão no Brasil em 2014 e 2016 respectivamente, um verdadeiro caos poderá se formar impossibilitando o tráfego de pessoas nas cidades onde acontecerão as competições. O Brasil tem pela frente um grande desafio na questão da mobilidade urbana sustentável que é justamente proporcionar meios de transportes públicos eficientes e com melhor qualidade de vida às pessoas que deles dependem totalmente.

Planejamento, investimentos e gestão eficientes poderão colaborar na confecção de projetos de mobilidade urbana expandindo de modo satisfatório transportes públicos menos poluentes, e que proporcionem melhor qualidade do ar das grandes cidades. Investimentos em veículos sobre trilhos, tais como metrô, trem, bondes com tecnologia avançada, ônibus elétrico-híbrido e sistemas de bicicletas públicas poderão ser uma boa solução para a mobilidade urbana. Não podemos esquecer que se faz necessário investimentos em infraestrutura urbana principalmente à ampliação de ciclovias, calçadas mais seguras, integração entre os transportes públicos, faixas exclusivas para o tráfego de ônibus, sinalizações  adequadas e orientação educacional para a melhora do trânsito.


Atualmente, Tóquio, Nova York e Londres são as cidades com melhor mobilidade urbana sustentável. A capital japonesa possui um sistema de transporte complexo onde integra metrô, bondes (VLT), trens urbanos, ônibus e balsas que são responsáveis por mais de 30 milhões de viagens diárias. A cidade de Nova York por sua vez, investiu em transportes que funcionam 24 horas por dia, tais como ônibus, metrô, trem, bicicletas, balsas, e criou faixas exclusivas de pedestres para uma melhor mobilidade dos transeuntes. Londres possui o metrô mais antigo do mundo datado de 1863 com 400 km de extensão e 268 estações. Além de investir em trens de superfície em uma vasta rede de ônibus e bondes suburbanos.



Em contra partida, o Brasil possui uma das piores malhas ferroviárias perdendo apenas para países como Paquistão e Índia. A malha ferroviária brasileira é datada de 1828 com aproximadamente 30.000 quilômetros de extensão, sendo deste total apenas 1,4 mil km direcionados para transporte de passageiros em áreas urbanas. A partir da década de 1980 as ferrovias brasileiras entraram em estado de sucateamento e esterilização da ampliação da malha ferroviária, não recebendo investimentos desde então.



No caso do metrô a falta de investimentos na ampliação é um problema ainda maior, enquanto Pequim possui a maior rede de metrô do mundo com 442 km de extensão, o Brasil possui apenas 270 km. São Paulo é a cidade que possui a maior rede de metrô com 74,3 km de extensão, porém em horários de pico os trens circulam com média de 8 passageiros por m² gerando desconforto e insegurança aos usuários. As plataformas das estações ficam abarrotadas de pessoas, e muitas vezes acontecem arrastões onde acontecem roubos e acidentes. O descaso dos governantes com a população brasileira é absurda, principalmente porque o valor da passagem está muito além do benefício oferecido. 




Os turistas que planejam acompanhar os eventos esportivos no país terão que ter doses superiores de paciência e tolerância à insegurança que os transportes públicos oferecem, além de correrem o risco de terem seus objetos roubados durante os arrastões.


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Mentes robotizadas e perigosas


 Marisa Fonseca Diniz




Bons tempos aqueles em que os célebres Chopin, Bethoven, Einstein entre outros utilizavam o cérebro de modo criativo e inteligente para expressar suas idéias e seus conhecimentos.

O surgimento da tecnologia como ferramenta auxiliar para a modernização dos grandes parques industriais do século passado, atualmente tem proporcionado um rico material a uma legião de seres humanos robotizados, onde o cérebro não funciona mais como o órgão que comanda o corpo e a criatividade de processos e projetos com a finalidade de ajudar empresas e outras pessoas desfavorecidas de conhecimento

A idéia inicial de que, a tecnologia além de colaborar com o avanço das máquinas e com o encurtamento das distâncias mundiais no fechamento de grandes negócios, tem feito com que uma leva de seres humanos nos dias de hoje fiquem completamente dependentes do mundo virtual.

O mundo virtual da maioria das massas populacionais tem sido muito mais importante do que a realidade física destes seres. Tiranos virtuais têm conduzido uma massa de seres ignorantes que não conseguem enxergar ou discernir o certo do errado, deixando-se levar por normas impostas aos viciados em tecnologia.

A inteligência racional e emocional tem sido constantemente deixada de lado, dando lugar a inteligência cybernética. Mas, que inteligência é essa que invés de abrir a mente das pessoas para o conhecimento e a sabedoria, tem destruído e fechado às mentes por um simples interesse comercial?

Regras e normas são ditadas às sociedades sem permitir que o ser humano pense em colocar para fora seus sentimentos reais. Sentimentos estes que vão criando rancores, insatisfações e problemas psicológicos ao longo da caminhada vital. Normas escusas impostas pelo marketing agressivo e convincente de empresas que visam apenas lucro exorbitante com a venda de seus aparelhos virtualmente avançados. Não ponderando ou se preocupando com a destruição da vida de muitos outros que são explorados pela falsa idéia de que a tecnologia cria seres geniais.

A exploração exagerada das massas populacionais pela tecnologia tem feito com que o conceito família seja totalmente esquecido. Não há mais comunicação interpessoal, apenas via aplicativos tecnológicos. A vida virou uma exposição gratuita nas redes sociais, onde tudo é belo, inclusive a ignorância alienatória das mentes vazias.

As empresas estimulam sem limites a criação de vagas de emprego à procura de profissionais com inteligência cybernética, pois são mais facilmente manipulados pela maioria e não causam problemas uma vez que, não pensam, não criam e não opinam.

As pessoas perderam a noção do que pode ser feito ou não, condenam  severamente àqueles que não fazem uso da tecnologia como forma de relacionamento pessoal. Tiranos cybernéticos estão criando a cada dia um exército de seres com mentes robotizadas e de fácil manipulação.

Exército este que obedece às normas impostas e é vigiada vinte e quatro horas por dia sem reclamar. Mentes robotizadas e perigosas que satisfatoriamente replicam aos demais seres as ações absurdas que lhe são impostas não importando os sentimentos, o preconceito ou a falta de bom senso. Uma legião de robôs obedientes onde a função de desligar não funciona, e muito menos a de pensar.

Diariamente continuaremos observando ao nosso redor este exército de robôs que não tiram o olhar das minúsculas telas dos celulares e tablets que comandam seus cérebros apodrecidos dentro da pequena caixa craniana, e vagam sem destino pelas ruas, transportes, lugares privados e públicos preocupados muito mais com o mundo virtual do que o real. 



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A educação é a chave para um mundo mais sustentável

Marisa Fonseca Diniz




No decorrer dos últimos tempos ficamos cientes dos diversos pensamentos, projetos, tecnologias e regulamentações ambientais criadas para conter os avanços da destruição do nosso planeta. Vários cientistas e estudiosos constataram que a emissão crescente de gases tóxicos na atmosfera vem destruindo gradativamente a biodiversidade provocando colapsos climáticos e ambientais que, tem como consequência o aumento da fome no mundo.

Diversos impostos foram criados para educar os países poluentes através de punição financeira, porém invés dos níveis de poluição desacelerarem surgiu um mercado de interesses econômicos na negociação dos créditos de carbono. A concorrência econômica nos mercados internacionais fez com que países ignorassem por completo as políticas ambientais estabelecidas.

A partir de março de 2012 a União Européia criou a lei da “taxa de carbono emitido”. É um tributo cobrado pelo Estado pela quantidade de CO2 emitido nos processos de produção e venda de produtos e serviços em diferentes setores. A polêmica envolveu principalmente as companhias aéreas, uma vez que, empresas de outros continentes deveriam pagar pelas emissões de CO2, porém a China foi o primeiro país a se manifestar contrariamente proibindo suas empresas a pagarem à taxa.

A criação da taxa de carbono foi uma das soluções encontradas pela União Européia e de outros países em elaborar e aplicar uma solução a nível internacional  mitigando os efeitos da poluição atmosférica. Outra polêmica criada entre os países é a questão dos créditos de carbono que, são certificados emitidos a uma pessoa ou empresa pela redução da emissão dos gases do efeito estufa (GEE). O comércio de compra de créditos de carbono no mercado virou um excelente negócio e lucrativo. Pois, comprar créditos de carbono no mercado corresponde comprar uma permissão para emitir GEE. O preço dessa permissão deveria ser inferior ao valor da multa a ser paga pelo emissor ao poder público, porém na prática o que vem acontecendo no mercado é a obtenção de descontos sobre a multa devida.

Os países desenvolvidos estimulam a redução da emissão de GEE em países em desenvolvimento através do mercado de carbono, quando adquirem créditos de carbono provenientes destes países, sendo assim um mercado promissor aos emissores de gases.

Atualmente há vários acordos internacionais relacionados ao aquecimento global, tais como:

Protocolo de Kyoto: é um tratado internacional que possui compromissos rígidos na redução dos gases que provocam o efeito estufa que causam o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto surgiu como resultado coercitivo da Conferência-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas;

Conferência-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – CQNUMC: firmada por quase todos os países do mundo com o objetivo de estabilizar a concentração de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera em níveis que evitem a interferência perigosa no sistema climático;

Organization for Economic Co-operation and Development (OECD): é uma organização que reúne governos de alguns países comprometidos com a democracia do Mercado mundial para dar suporte ao crescimento sustentável da economia, impulsionando empregos, elevando padrão de vida, mantendo a estabilidade financeira, auxiliando o desenvolvimento econômico de outros países e contribuindo com o comércio mundial;

Conferência das Partes: são reuniões onde cerca de 190 países membros se reúnem para debater e aprovar medidas de preservação ambiental.

Porém, se percebermos todas as ações que têm sido feitas em conjunto através dos tratados internacionais não são suficientes na melhora do ambiente em que vivemos. A consciência sustentável deve partir de cada um de nós. O primeiro passo é mudar nossos hábitos diários utilizando produtos sustentáveis que não agridam o meio em que vivemos. Abolir a utilização de aerossóis, saneantes domissanitários, reciclar materiais como papel, plásticos PET, pneus, tecidos, aproveitar alimentos invés de jogá-los fora, reaproveitar o lixo sólido, utilizar meios de transporte alternativos, e conscientizar a sociedade em que vivemos da importância em conservar o meio em que vivemos.

Somente com educação podemos mudar o quadro atual do nosso planeta, há ótimos exemplos de países ao redor do mundo que são sustentáveis e colaboram para radicar deste problema, por exemplo, a Dinamarca. Os países devem ter consciência da necessidade de ampliar pesquisas no combate aos gases poluentes, criar recursos sustentáveis a fim de que a população local, e as empresas saibam a importância de conservamos nosso planeta e fornecer uma vida mais saudável ao futuro das nações.

Interessante seria criar políticas mais duras a fim de punir os países que insistem em destruir a biodiversidade, e quem sabe criando um tribunal mundial do meio ambiente não poderemos acabar mais rapidamente com a ignorância mundial que insiste em destruir o planeta?



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