Honestidade no Brasil não vale nada


Marisa Fonseca Diniz


No Brasil quem é honesto é taxado como otário, um país onde a corrupção e a desonestidade imperam livremente, honestidade é sinônimo de atitude anormal. Quanto mais honesto for o cidadão, mais terá que provar que é mesmo uma pessoa correta. A burocracia pública e privada impera como um sistema enfadonho que irrita e compromete as atitudes corretas do cidadão.

A palavra honestidade é uma qualidade que significa não mentir, não fraudar, não dissimular e não enganar. Esta qualidade pode ser advinda de uma pessoa ou uma instituição. O indivíduo honesto repudia qualquer ação de malandragem ou esperteza, onde uma outra pessoa ou instituição tenta levar vantagem em tudo.

Nunca se viu tantas queixas contra as empresas públicas, privadas sejam elas nacionais ou estrangeiras no Brasil como atualmente, não importa se são empresas que vendem serviços ou produtos para o consumidor final ou a outras empresas. Quanto maior a empresa, pior, mais ela vai querer convencer o consumidor de que o processo dela não tem falhas, o que nem sempre é verdade.

A imagem do brasileiro anda tão desgastada no exterior, que as empresas estrangeiras que se instalam no território nacional pouco se importam em serem corretas e honestas. A visão de que o consumidor tem que engolir serviços desnecessários e produtos supérfluos já virou moda nos mais diversos telemarketings contratados por operadoras de celular, internet e canal pago.

Ser vítima de um operador de telemarketing mal treinado e mal educado não é nada comparado a uma empresa que tem por filosofia enganar seus clientes chantageando ou ameaçando-os com processos autoritários e mentirosos. O funcionário ou terceirizado que aceita trabalhar no setor de atendimento de empresas que tem por lema a desonestidade e a burocracia, não enxergam que acabam tendo seus nomes associados ao mal procedimento destas empresas, que visam apenas lucro a qualquer custo.




Quantas vezes não encontramos nas mais diversas listas de reclamação ao consumidor, as tais empresas que operam os serviços de telefonia móvel? E não adianta reclamar, pois elas vão continuar vendendo seus produtos e serviços enganando o cliente, vão provar por A +  B, que você o cidadão honesto é o mentiroso nesta história.


Ranking Reclame Aqui – 12/02/2015

O processo utilizado nos atendimentos das grandes empresas de telefonia é feito de maneira com que o cliente seja lesado. A orientação para o registro das informações e reclamações entre o cliente e o atendente deve ser sempre contrária à realidade, de modo que o cliente nunca seja a parte favorecida, e sim a empresa.

Empresas responsáveis e sérias jamais irão dizer que o cliente é o otário. Nunca alegarão que as reclamações dos clientes são improcedentes, pois elas são capazes de reconhecer seus erros e tendem a sempre devolver o dinheiro quando percebem que o cliente se sentiu lesado por algum serviço ou produto que não condizia com a promessa original.

As empresas que mais deveriam se preocupar em atender o cliente de maneira satisfatória são as que mais tropeçam na deficiência da qualidade e tecnologia empregada em seus métodos de trabalho. É vergonhoso saber que as empresas que mais lucram no Brasil são justamente aquelas que mais fraudam o cliente. 




Estas empresas são campeãs em vender promessas que não se cumprem, serviços que não existem e produtos ilusórios. O mais interessante é que há um código de defesa ao consumidor, que nunca é respeitado pelas empresas que detêm o cartel da telefonia móvel no Brasil.

A Lei Federal 8.078/1990 – Código de Defesa do Consumidor , no capítulo III – artigo 6º estabelece os direitos básicos do consumidor, a saber:

I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

* Inciso III acrescentado pela Lei nº 12.741, de 08.12.2012.

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

Fundação Procon-SP – Código de Proteção e Defesa do Consumidor7

VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

IX - (Vetado);

X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.


Ironicamente o Brasil possui leis para combater os abusos cometidos contra os consumidores, porém quase nunca a lei é respeitada por quem se sente o dono do mercado. As altas multas empregadas a quem desrespeita os direitos alheios não são o suficiente para fazer com que o consumidor tenha seus direitos respeitados.

A honestidade no Brasil se tornou uma atitude rara, onde o cidadão direito tem que ficar provando que é honesto. O exemplo que temos no país de honestidade não é o suficiente para combater a corrupção que corrói a sociedade e os governos no país. Não é à toa que de vez enquando é noticiado nas redes de comunicação exemplos de honestidade, quando este tipo de atitude deveria ser parte integrante da cultura do país. Jamais deveria ser permitido no país, que instituições nacionais ou estrangeiras cometessem tantos absurdos em questão de desrespeito como temos presenciado atualmente.

O mercado de telefonia no Brasil deveria ter livre concorrência, e não um cartel, onde meia dúzia de empresas controla o mercado interno oferecendo um serviço de péssima qualidade aos consumidores. Gasta-se muito com publicidade, mas o investimento nos serviços e produtos oferecidos aos clientes é quase nulo.




Se mais pessoas reclamassem, o desrespeito pelos consumidores seria bem menor!

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Baseado no trabalho disponível emhttp://marisadiniznetworking.blogspot.com/2015/02/honestidade-no-brasil-nao-vale-nada.html.

Até onde chega a ganância do ser humano?


Marisa Fonseca Diniz


A área de desenvolvimento e gestão de negócios é realmente fascinante, mas há alguns acontecimentos que ocorrem diariamente, que não podemos deixar de compartilhar. O ser humano está sempre em constante movimento e sempre busca se desenvolver mais e mais, principalmente quando busca a qualquer custo ser uma pessoa importante junto à sociedade ou no mundo dos negócios em que vive.

Algumas pessoas são movidas à ganância, pois acreditam que só conseguem se destacar, quando agem de má fé,  não importando se para isso precisam pisar ou usar outros profissionais para conseguir o que almejam. O cérebro das pessoas gananciosas é direcionado ao poder, nem que para isso elas precisem influenciar as outras pessoas de tal maneira que chegam ao cúmulo de corromper, manipular e enganar.

A defesa das pessoas mal intencionadas é tentar dizer que são ambiciosas, mas que acima de tudo são caridosas e complacentes, o que na verdade não são e sequer medem esforços para prejudicarem outros indivíduos. O mais interessante é que pisam deliberadamente na cabeça de quem contratam para auxiliá-los no fechamento de negócios internacionais.

Alguns profissionais provenientes de países onde a situação econômica se encontra deficiente são os que mais procuram lucrar com o imediatismo na ânsia de sanar suas dificuldades financeiras futuras. Os profissionais que não conseguiram sair do país quando a bolha financeira estourou perdendo seus valiosos empregos se viram em situações caóticas, alguns chegaram a perder seus bens hipotecados e outros foram parar na rua.

A falta de criação de novos empregos fez com que um número relativo de profissionais migrasse para áreas totalmente diferentes ou aproveitassem os conhecimentos da área comercial para oferecer o serviço de divulgação às empresas sobreviventes à crise. Uma enxurrada de profissionais, muitos destes sem curso específico técnico ou de graduação transformaram suas casas em micro empresas para oferecer uma solução imediata aos empresários, alegando que poderiam ter um rendimento maior se os pagassem para divulgar seus produtos e serviços nas redes sociais. 

Uma vez que, as redes sociais são variadas e incorporam ferramentas de informação e comunicação permitindo aos usuários compartilharem ideias, imagens, mensagens, atividades, eventos de interesses em comum com todos os usuários que participam de determinadas redes sociais ou profissionais, criando-se assim o conceito do networking social.



Alguns profissionais cresceram na área da mídia social e criaram projetos mais rentáveis, e acabaram invertendo a prioridade para a própria imagem, tornando-se palestrantes. Quando nos referimos aos profissionais palestrantes, em geral temos o conceito de que são pessoas que dominam conhecimentos em áreas específicas, mas nem sempre é isso que acontece.

Nos países que estão em situações economicamente difíceis, por exemplo, há muitos profissionais que enveredaram para este campo de atuação para conseguirem ascensão financeira rápida, buscando patrocínios e oferecendo a publicidade em troca do valor pago. Há profissionais e empresas que preferem agregar ao patrocínio alegando que estarão ajudando em causas sociais visando apenas à glória da sua própria imagem. Porém, o que muitas empresas não sabem é que a maioria destes profissionais que oferecem “milagres financeiros” imediatos, nem sempre fazem um trabalho honesto e ético.

Muitos profissionais que se autointitulam especialistas em networking social ampliam suas redes de contatos baseados na quantidade e não na qualidade, criam apresentações medíocres baseadas nas próprias experiências passadas, e que não servem para a situação atual na qual passam seus próprios países. Não falam fluentemente outros idiomas globais, apresentam diplomas falsos, ou seja, são verdadeiros trambiqueiros, o mais espantoso é que se consideram "experts"  na área que atuam e tentam a qualquer custo serem reconhecidos em seus países de origem e nos demais países que falam o mesmo idioma. Porém, há uma expressão muito verdadeira para isso, se quiseres saber se aquele profissional é sério e competente, basta ver como anda a sua vida.



Há profissionais competentes que realmente estão interessados em achar soluções para os problemas enfrentados pelos desempregados, sejam jovens ou não, e pelos empresários. O mais impressionante é que os profissionais sérios e éticos de mídia social se sentem prejudicados pela maioria dos inescrupulosos que agem no mercado mundial, e nem sempre conseguem o sucesso imediato.

Lógico, que o bom profissional sempre será visto com bons olhos e será indicado para compartilhar conhecimentos e experiências em países que enxergam esta qualidade. O que precisamos mesmo é tomar cuidado com aqueles que arrotam profissionalismo, mas estão apenas em busca de sucesso e poder a qualquer custo, não importando se para isso precisam passar rasteira em quem tem ética ou os auxilia intermediando seus negócios ou palestras.

Assim como em todas as carreiras há os bons profissionais e os desonestos, em geral aqueles que são capazes de fazer qualquer coisa para conseguirem projeção internacional mentem descaradamente em seus portfólios comerciais. Não se acanham em ter que pagar a imagem do seu produto, ou seja,  “eles mesmos” agregando vídeos de apresentações ou tirando fotos profissionais para parecerem profissionais sérios.

Por isso se faz necessário aos profissionais que trabalham com desenvolvimento ou intermediação de negócios investigarem por completo estes profissionais e empresas que não possuem ética no mercado global. A visão de águia deve estar sempre bem aguçada evitando desta maneira que mais pessoas e empresários sejam prejudicados por aqueles que estão mais preocupados com o poder e o dinheiro, não se importando em enganar pessoas e empresas inocentes e honestas.  

Este tipo de empresário ou profissional deve ser banido da sociedade mundial, não importando em que setor eles exercem suas atividades. Muitas pessoas mal intencionadas criticam deliberadamente os corruptos, e não analisam suas próprias atitudes diárias.

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