10 de abril de 2018

O que devemos esperar dos próximos anos?



Marisa Fonseca Diniz


Os últimos anos foram bem difíceis para o setor da construção civil no Brasil, isto é um fato, não podemos negar, a quantidade de escândalos sobre empresas do setor envolvidas em corrupção foram enormes, o que não é uma surpresa para quem trabalha no setor há muitos anos, mas é um fato que todos tentam de certa maneira esconder embaixo do tapete.


Não podemos negar que a maioria dos brasileiros ainda tem aquela velha concepção de que para crescer na vida e ter sucesso imediato nos negócios é necessário se deixar corromper, o que é um grande erro. Jamais devemos nos deixar corromper por tanta mesquinharia, pois se observarmos muitos dos empresários arrolados nos escândalos vem por longos anos roubando, explorando e escravizando muitos outros bons profissionais e empresários.

No início das investigações sobre corrupção, muitos indivíduos tinham quase certeza de que tudo acabaria em pizza, mas nem tudo acabou dessa maneira, muitos dos intocáveis empresários cumprem atualmente pena em presídios federais, mas mesmo assim, a corrupção não termina, simplesmente porque faz parte da cultura do brasileiro, levar vantagem sobre tudo e todos, não é a toa que o país empaca mediante qualquer crise econômica ou política.



A corrupção é um mal que precisa ser combatido, pois todos pagam a conta no final, a quantidade de dinheiro desviado dos cofres públicos e privados faz com que toda a população de um país seja indiretamente co-responsável por estes desvios. Não podemos nos enganar, mas enquanto uma pequena parcela da população se enriquece ilicitamente a outra parte se torna cada vez mais miserável.

O setor da construção civil está debilitado, isso é um fato incontestável, porém não podemos ficar estagnados mediante a situação, há a constante necessidade de arregaçar as mangas e seguir adiante enfrentando o dragão que nos consome diariamente por falta de obras e o desemprego.

O setor da construção civil sempre foi à base de apoio da economia brasileira e não é porque a situação anda complicada que temos que ficar nos lamentando por todos os problemas, os empresários e profissionais do setor precisam ter em mente a necessidade de se inovarem, sim, o país anda anos luz atrasado quando o assunto é inovação, sustentabilidade e energia renovável.




Não podemos negar, o Brasil é um país rico, muito rico em recursos naturais, pois temos abundância de sol e vento, água doce nem tanto, mas temos uma grande porção do oceano que banha nosso litoral. Só não temos o mais importante, capacidade industrial para produzir os equipamentos necessários para a captação desses recursos e transformar em energia, e muito menos altos investimentos em pesquisas para desenvolver processos, equipamentos e produtos sustentáveis que possam nos auxiliar na transformação desses recursos naturais.

O que nos torna reféns dos conhecimentos estrangeiros e da importação de materiais e equipamentos. Não podemos nos deixar levar por modismos, mas o setor da construção civil precisa se adaptar as mudanças e entender, por exemplo, que a sustentabilidade não é um modismo, e sim uma necessidade. Precisamos ter consciência de que as empresas e profissionais que não se adaptarem as mudanças estarão fadados a ficar para trás na no fechamento de negócios, e um dos pontos mais importantes da sustentabilidade dos negócios se chama ÉTICA, sim essa tal de ética que está em falta no setor é o que mais empaca o crescimento do setor.



Que neste e nos próximos anos, a consciência da importância em se tornar sustentável esteja presente no dia-a-dia dos profissionais de engenharia e nas empresas indiretamente conectadas ao setor da construção civil, não apenas para desenvolver a economia do nosso país como também aplicar as técnicas sustentáveis na construção na conservação e preservação do meio ambiente que nos envolve.


A educação é a chave para um mundo mais sustentável , e este é o caminho que temos que seguir no ano que se inicia. Não adianta ficarmos batendo sempre na mesma tecla que o Brasil não tem jeito ou que a economia brasileira não vai para frente, cabe a cada um de nós sermos a diferença que queremos no nosso país, e o primeiro passo somos nós que temos que dar.
Invés de fugirmos para o exterior como cordeiros assustados, sejamos aqueles que mudarão o país no futuro próximo, sem falsas promessas de um crescimento medíocre, e sim cientes da necessidade de que todos os envolvidos nesse processo sejam responsáveis pelo desenvolvimento econômico do Brasil. 

E que venha outros anos, a fim de que todos possam fazer a diferença com muita determinação, perspicácia e vontade de crescer!


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