Arquitetura e o meio ambiente

Marisa Fonseca Diniz

A harmonização da conservação do meio ambiente com a utilização de recursos naturais, tais como o sol, a água, o vento, entre outros nas construções são características da arquitetura bioclimática na qual desenha edifícios e casas levando em consideração as condições climáticas do local onde as mesmas são fixadas.

Técnicas construtivas contemporâneas, conceitos energéticos avançados e dispositivos mecânicos modernos visam à estruturação de projetos arquitetônicos de acordo com as características bioclimáticas de cada local nos seus mínimos detalhes.

A necessidade de unir o conforto humano com a natureza faz com que a arquitetura bioclimática utilize técnicas construtivas da arquitetura vernácula, possibilitando uma melhor eficiência nas técnicas, processos, materiais construtivos e os modelos energéticos disponíveis reduzindo dessa maneira os impactos ambientais.

Em locais muito frios a arquitetura bioclimática sugere a utilização de vidros mais transparentes à radiação solar visível resultando em um maior aquecimento do ambiente interno, em locais quentes opta-se pelo contrário.




A arquitetura vernacular consiste em empregar materiais e recursos do próprio ambiente em que as edificações são construídas, apresentando caráter regional e local. As principais técnicas utilizadas pela arquitetura vernacular são:


Taipa de Pilão: é uma mistura feita de terra, areia ou argila, cal, baba de cupim sintético e cimento. A mistura é compactada com um pilão e colocada em formas de tijolo, quando seca é empregada na construção de casarões, mosteiros e igrejas. Esta técnica foi muito utilizada no Brasil há mais de 250 anos atrás.


Pau-a-pique: é uma técnica em que as paredes são armadas com madeira ou bambu e preenchidas com barro e fibra. A matéria prima consiste em uma trama de cipó, bambu ou madeira acrescentada de solo local, água e fibra vegetal que são socados com o pé. É muito utilizada para erguer paredes ou como vedação.



Adobe: os tijolos de adobe são muito usados em paredes, abóbodas, cúpulas, e outros. É uma mistura feita de terra, fibras naturais e estabilizantes moldadas em fôrmas de madeira e secadas ao sol.



Bambu: chão, pilares, paredes, portas, janelas e telhado podem utilizar o bambu como matéria prima. É um material resistente a determinados pesos, além de ser um ótimo isolante térmico e acústico. É um material renovável e sustentável, sendo uma das melhores opções para projetos de construção de moradias populares.


Telhado de grama: é uma técnica originária da Escandinávia na qual consiste em construir um telhado com grama invés de telha. É um processo sustentável e perfeito para isolamento térmico. Madeira ou terra são utilizadas como vedantes do telhado de grama. 


Os países que mais utilizam os processos da arquitetura bioclimática e vernacular são: China, Estados Unidos, Espanha, Brasil, Grécia e países Árabes. Exemplos a serem seguidos por todos os países que se preocupam com o meio ambiente.


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Brasil: tirania demagoga do poder


 Marisa Fonseca Diniz




Os cidadãos que estiverem na faixa etária dos quarenta anos de idade ou foram bons alunos de história com certeza se lembrarão dos tempos da URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A URSS foi formada em 1922 no final da Revolução Russa, onde os socialistas enfrentaram os exércitos czaristas e intervencionistas estrangeiros, e o tirano comunista Vladimir Lênin implantou o comunismo no país.  O país ao se formar apresentava um atraso econômico extremo em relação ao oeste europeu.

A demagogia política econômica da URSS era baseada no Manifesto do Partido Comunista de Karl Marx, que reunia as teses fundamentais do socialismo.  A tese era maravilhosa apenas na teoria, pois o que se assistiu foi o terror da tirania no país comunista.

A economia e a política da URSS se fundamentavam na apropriação de todas as fontes e meios de produção pelo Estado, obedecendo ao sistema de planificação econômica. Um planejamento rigoroso foi introduzido no país baseado nos planos quinquenais que consistiam no planejamento e reestruturação de setores econômicos de cinco em cinco anos. A prioridade era a indústria pesada (indústria metalúrgica) que posteriormente foram utilizados na fabricação de outros bens destinados ao consumo final (indústria automobilística e equipamentos).

O Estado nacionalizou a maioria das empresas lançando um programa extensivo para conseguir uma rápida industrialização, enquanto a agricultura produzia através da coletivização forçada da terra. O país deixou de ser uma economia agrária e passou a ser uma sociedade industrializada em um curto espaço de tempo, o que não impediu de ter diversas dificuldades econômicas.

As principais consequências da nacionalização e da aniquilação física dos camponeses foi o cruel genocídio dos agricultores por parte da repressão do Estado, onde a fome devastou de 1932 a 1933 o território ucraniano. O genocídio ficou conhecido em todo o mundo como a “Grande Fome da Ucrânia” ou “Holocausto Ucraniano” com mais de cinco milhões de mortes.
Apesar do genocídio por parte do Estado, o tirano Stalin deixava claro que sua política era de liquidar toda a classe dos camponeses.  Em 1936 cerca de 90% da agricultura estava coletivizada levando ao declínio catastrófico a produtividade de gado.

Os objetivos propostos pelos planos quinquenais submetiam os trabalhadores a jornadas desumanas de 16 a 18 horas por dia sob ameaça de processo de traição ao sistema comunista, sendo que, cerca de 127.000 pessoas morreram entre 1928 e 1932. Os números eram altíssimos na produção de ferro fundido e carvão, o que garantia a ganância do poder de Stalin à frente da URSS. Enquanto isso, a vida da população era deplorável devido os trabalhos forçados no campo e nas indústrias. Mas, Stalin gritava aos quatro cantos do mundo que a “educação” escolar atingia mais de 32 milhões de pessoas.

A característica mais marcante do sistema comunista empregado por Stalin na antiga URSS não foi o desempenho econômico, e sim o “culto à personalidade”, que é uma estratégia de marketing político baseado na exaltação de virtudes reais ou supostas dos governantes. Os cultos de personalidade são encontradas em ditaduras e algumas democracias, onde a falsa simpatia política dos tiranos é exaltada convencendo o eleitorado de que são ótimos líderes políticos.  

Cartazes gigantescos com a imagem do líder, a exaltação da cor vermelha e a bajulação dos meios de comunicação manipulando notícias e dados, além da perseguição constante e a censura daqueles que discordam  dos seus atos políticos são características contundentes do culto à personalidade. Exemplos de tiranos psicopatas que exaltavam o culto à personalidade: Adolf Hitler, Benito Mussolini, Tsé-Tung, Getúlio Vargas, Saddam Hussein, Nicolae Ceausescum, Kim Jong-il, Juan Péron entre outros.

De 1953 a 1985, Nikita Kruschev sucedeu Stalin no poder da URSS. Durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética em 1956 Kruschev divulgou uma série de crimes de Stalin renegando por completo a herança do stalinismo adotando assim uma nova postura, e criando o paradigma do comunismo internacional denominado existência pacífica entre o capitalismo e o socialismo. O colapso econômico da União Soviética veio no final dos anos 80, e em dezembro de 1991 foi extinta.

Cuba localizado no continente americano implantou o socialismo em 1961, onde o modelo seguido é o marxista-leninista e o guevarismo tendo Fidel Castro como único soberano do governo.  É um Estado centralizador onde o único partido político oficial é o Partido Comunista Cubano. A política leninista é seguida a risca no país, onde a população é terminantemente proibida de enriquecer. As terras, a produção, as propriedades pertencem ao Estado. A população é escravizada aos moldes do governo leninista sem ter direitos a nada vivendo em condições precárias e desumanas. Mais de 17 mil opositores do regime ditatorial cubano já foram executados e acusados de traição desde 1961.

No final da década de 1960, todos os jornais de oposição ao governo foram fechados como forma de censura, e a informação é toda divulgada sob rígido controle estatal seguindo até os dias atuais.

Homossexuais, religiosos, e todos aqueles nas quais não condizem com a política comunista são mandados para campos de trabalhos forçados e submetidos à reeducação segundo critério do Estado Cubano. O sucesso nas áreas da saúde, igualdade social, educação e pesquisa científica não é nada comparado com o fracasso no campo das liberdades individuais e no campo econômico.

A economia cubana depende exclusivamente da exportação de açúcar e fumo devido não conseguir diversificar a agricultura do país, e tampouco estimular a industrialização. Com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha cubana e a extinção da URSS, Cuba ficou sem como se sustentar economicamente devido à falta de investimentos estrangeiros.  Mediante esta situação Fidel Castro se viu obrigado a permitir uma economia mais maleável dentro de sua estrutura comunista, abrindo a economia para atividades capitalistas, dentre elas o turismo. Apesar da entrada de capital estrangeiro, o turismo gerou diversos outros problemas, tais como o surgimento da AIDS e a prostituição. As famílias cubanas viram uma  oportunidade paliativa em oferecer  à prostituição suas esposas e filhas aos estrangeiros como forma de ganhar um pouco mais de dinheiro, e comprarem alimentos e produtos de higiene no mercado negro. Pois, o permitido pela cota estatal não permite aos cidadãos cubanos uma vida digna.

A partir de fevereiro de 2008, Fidel Castro renunciou, e seu irmão  Raúl Castro assumiu o governo da ilha prometendo reformas econômicas. A reforma econômica incluiu o incentivo de investimentos estrangeiros e mudanças estruturais, a fim de que, o país pudesse produzir alimentos e reduzir a dependência das importações, porém o regime político continua fechado a mudanças.

Atualmente Cuba, China, Coreia do Norte,  Vietnã, Angola e Laos continuam seguindo o socialismo. Outros países como Bolívia, Venezuela, Argentina e Brasil são fortes candidatos à implantação do regime socialista marxismo-leninista. Os governos ditatoriais destes países são simpatizantes do regime comunista, e já estão implantando medidas que visam a implantação do regime comunista em sua totalidade.

Todos os ditadores comunistas eram provenientes da burguesia, e ao assumirem o poder as teses demagogas do socialismo ficaram apenas na teoria.  Os líderes que antes de se elegerem demonstravam simpatia e prometiam uma sociedade mais justa e equilibrada, deixaram suas promessas de lado e mostraram realmente a que vieram.

No Brasil, a criação das diversas bolsas com a justificativa de tirar a população carente da linha da pobreza é um bom exemplo de como um governo autocrata consegue convencer uma grande massa populacional  a seu favor.  A maioria dos participantes das “bolsas” oferecidas no Brasil não é de pessoas carentes, sendo os beneficiários eleitores que se vendem em troca de votos, participantes  do regime carcerário e seus adjacentes, além de desocupados que não visam trabalho como forma de sustento e  simpatizantes do regime socialista disfarçado em partido dos trabalhadores.

A bandeira vermelha aos poucos vem tomando conta das ruas do país, enquanto o governo confraterniza seu posicionamento político socialista com seus aliados estrangeiros oferecendo ajuda “humanitária” através de empréstimos bilionários aos países comunistas. Enquanto isso, a população brasileira se vê refém da bandidagem que começa no topo da pirâmide com seus políticos corruptos e acaba nas ruas onde a insegurança faz vítimas inocentes diariamente.

A educação não é prioridade do governo brasileiro, uma vez que, quanto mais ignorante o povo, mais fácil ser manipulado, a exemplo de Cuba que consegue distorcer os fatos reais. 
A importação de médicos estrangeiros, principalmente os cubanos é apenas uma questão estratégica para ajudar os aliados comunistas estrangeiros, e implantar de vez o comunismo no país com a ajuda dos mesmos.

A bandeira da campanha eleitoreira brasileira neste ano de 2014 nada mais é do que a importação de médicos cubanos, já que os nacionais estão cada vez pior em sua formação e má vontade com a população. Só quem depende do SUS sabe a porcaria que é este sistema burocrático e falido, onde não só faltam médicos brasileiros e estrangeiros competentes, como faltam equipamentos, leitos, remédios e hospitais com atendimento humanizado. E nesses quesitos os governantes e os políticos não estão dispostos a investir, pois o lema principal do SUS é deixar morrer.

Os planos quinquenais já acontecem no Brasil desde 2003, onde o povo farto da falta de políticas cabíveis à população decidiu votar naquele que parecia ser mais simpático. Político este que não sabe o que é trabalhar, uma vez que, após perder um dedo nunca mais trabalhou, e foi viver de política a frente do sindicato dos metalúrgicos. Os políticos sabendo que a maioria da população  brasileira não é culta e nem um pouco inteligente tem se aproveitado a cada eleição para fazer diversas promessas, que nunca são cumpridas.

Promessas essas que visam apenas o poder político e econômico, uma vez que a arrecadação de impostos enche os olhos daqueles que estão à frente da direção do país, e querem implantar a qualquer custo o comunismo.  Impressionante é que, cada dia mais a população que ainda acredita nos políticos dos partidos que se dizem “trabalhadores” apenas querem se eleger para mudar a constituição, implantar a reforma política-comunista e escravizar a população em benefício do Estado e de seus dirigentes.

Os países estrangeiros andam desacreditados com o Brasil, que a qualquer custo tenta tampar o sol com suas bandeirolas vermelhas e faz a política simpatizante de que o país está em pleno desenvolvimento, o que é uma verdadeira mentira, o desenvolvimento é apenas uma utopia demagoga.  O padrão econômico não subiu como dizem os governantes, e sim tapeou os olhos daqueles que nada enxergam ou entendem de economia.

O Brasil é um país falido, endividado, corrupto, inseguro para investir e morar, trapaceiro nas relações exteriores, que vende seu patrimônio aos países socialistas, e que visa apenas criar parcerias por interesses de ditadores tiranos cheios de demagogia. Precisam do povo para quê? Apenas para confiscar seus bens e distribuir entre os camaradas, pois a população continuará sendo escravizada.

Àqueles que acreditam que tudo isso não passa de um questionamento banal, não esqueçam que quem possui parentes, oportunidades ou dinheiro no exterior  serão os primeiros a deixar o país, os intelectuais e artistas pedirão asilo político e aos demais ficará as perseguições, a escravidão e o genocídio. Aos simpatizantes dos modelos comunistas cubanos, chineses, angolanos entre outros, aconselho a se mudarem para lá em definitivo.

Aos desinformados, o Brasil já é um país onde é proibido pensar e falar a verdade, pois a censura já não está mais permitindo tal atitude!

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Regionalização do trabalho

 Marisa Fonseca Diniz




Quem não gostaria de trabalhar ao lado de sua residência sem ter a preocupação de depender  de transporte público ineficiente ou das congestionadas vias de acesso que circundam os grandes centros urbanos? Lógico que muitas pessoas adorariam que esta fosse à realidade nos dias atuais.

A falta de meios de transporte e infraestrutura urbana adequada tem causado diversos aspectos negativos às cidades e aos cidadãos.  A ineficiência na gestão pública dos grandes centros urbanos tem feito com que, projetos sejam arquivados por falta de verba pública cabível que proporcione a eficiência na mobilidade urbana e a satisfação dos cidadãos em terem empregos rentáveis e melhor qualidade de vida.

Atualmente, os cidadãos moradores de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro vêm sofrendo com a falta de oportunidades  de trabalho próximo de suas residências, tendo que se deslocar a locais muito distantes. A falta de políticas de incentivo fiscal por parte dos governantes em criar  centros industriais e comerciais regionalizados causam total desconforto àqueles que dependem de trabalho remunerado para sustentar seus familiares. 

A política de emprego atualmente empregada nas cidades mais populosas do Brasil é totalmente discriminatória. Pessoas qualificadas são obrigadas a se deslocar para outros estados, cidades ou bairros longínquos, que acabam  causando estresse pelas muitas horas despendidas nos trajetos entre a residência e o trabalho. Quando não são obrigados a ficarem desempregados por longos períodos de tempo por não encontrarem empregos com remuneração satisfatória ou que, admitam profissionais com idades avançadas por simples preconceito da idade.

Preconceito este que não justifica em nada a não contratação de profissionais com idades e qualificação superiores aos demais. A regionalização do trabalho derrubaria por terra qualquer tipo de preconceito, além de abrir oportunidades àqueles que não possuem tanta qualificação e que não podem gastar valores exorbitantes com transporte público de má qualidade. 

O empresariado deve ter consciência de que a pressão sobre os governantes em criar políticas públicas eficientes na criação de centros industriais e comerciais regionalizados, poderia evitar a migração de profissionais qualificados para áreas distantes, e melhoria em muito a qualidade dos produtos e serviços prestados por elas aos seus clientes. Além de melhorar em muito a mobilidade urbana, uma vez que, o trabalhador estaria trabalhando na mesma localidade onde mora, poupando desta maneira tempo, saúde e dinheiro.

Alguns empresários ainda possuem a concepção de que, a falta de mão de obra qualificada os obriga a contratar profissionais de regiões distantes, quando na verdade poderiam treinar e qualificar os profissionais advindos de suas regiões tendo a garantia de ter profissionais muito mais dispostos ao trabalho e mais eficientes.

A regionalização do trabalho além de ser muito mais produtiva proporcionaria uma mobilidade mais suportável e planejada, pois menos pessoas estariam pegando diversos transportes públicos por dia em seus deslocamentos, e também haveriam menos carros trafegando em avenidas e marginais. Sendo assim, o meio ambiente estaria menos sobrecarregado de gases poluentes e haveria uma qualidade nos projetos futuros de infraestrutura onde sobrecarregaria menos os meios de transporte e as vias de acesso.

Em ano de eleição, o que mais escutamos no Brasil são promessas de transporte público de qualidade por valores baixos, mas são apenas promessas que nunca saem do papel. Projetos absoletos, má qualidade e má gestão do dinheiro público utilizado são os resultados que os cidadãos mais vivenciam nos grandes centros urbanos.

Os governantes devem ter consciência de que, o Brasil está estagnado em seu desenvolvimento econômico por falta de boa vontade política. A partir do momento que todos eles deixarem suas ideologias de lado e começarem a agir  como gestores, o país poderá sim ser um exemplo a ser seguido na criação de empregos, mobilidade e evolução econômica.


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Obras inacabadas: “copa do mundo”

Marisa Fonseca Diniz

Com um orçamento total de R$ 33 bilhões designados à copa do mundo de 2014, o Brasil corre o risco de ser um grande vexame internacional, uma vez que, não garante a entrega total das obras em perfeitas condições de uso no prazo estipulado. A fama do país de não entregar obras no prazo ou de abandoná-las no meio do projeto vem de anos, atualmente estima-se que no país há mais de 30 mil obras abandonadas ou inacabadas.

Enquanto o Brasil sofre com a falta de hospitais, escolas e infraestrutura necessária para a mobilidade dos cidadãos brasileiros, o governo federal se preocupa em satisfazer todas as exigências da FIFA ( Federação Internacional de Futebol), sem se preocupar com as reais necessidades internas do país.


Alguns estádios que estão em construção após o evento da copa não terão serventia alguma, uma vez que, o futebol em muitas destas regiões não consegue atingir nem a metade da lotação dos estádios por jogo. Mesmo o governo federal insistindo que há possibilidades de promover shows e eventos internacionais nestes espaços é sabiamente impossível realizar eventos em localidades distantes onde não há infraestrutura necessária para comportar o público tanto durante a copa como após o campeonato.




Um dos exemplos clássicos de elefantes brancos é a Arena Amazônica, apesar de já ter sido executado 94,1% das obras ainda não há data certa para entrega do estádio. Com um orçamento de obra no valor de R$ 605 milhões onde sediará apenas quatro partidas do campeonato, a manutenção da arena custará aos cofres públicos mais de R$ 6 milhões ao ano. A Arena está localizada na capital do Amazonas, uma cidade rica em problemas estruturais devido à falta de planejamento e de investimentos públicos. O calor insuportável da região combinado ao trânsito caótico, transporte público precário, internet cara e lenta são alguns dos desafios proporcionados ao público que assistirão aos jogos da copa na cidade.



A cidade de Cuiabá é famosa pela falta de infraestrutura em relação à segurança, trânsito, saúde e está na lista dos futuros elefantes brancos brasileiros. Já foram concluídas 89% do total das obras da Arena Pantanal, e está prevista a entrega do estádio ainda para este mês de janeiro. Assim como a Arena Amazônica sediará apenas quatro jogos da copa, e o orçamento do projeto ficou em torno dos R$ 540 milhões. A Arena Pantanal foi declarada Monumento Arquitetônico, e o único time interessado em usar o estádio após a copa é o time de futebol americano Cuiabá Arsenal que prometeu atingir um  público de 40 mil torcedores por jogo.




A construção da Arena das Dunas na cidade de Natal foi orçada previamente em R$ 400 milhões, porém neste valor não foram incluídos os valores dos 11.744 assentos temporários do estádio. O projeto do estádio contava apenas com 31.375 assentos, porém a FIFA exigiu que as arenas da copa tivessem no mínimo 40 mil assentos, e com isso o custo da obra aumentou em R$ 13 milhões. O estádio já concluiu 94,07% das obras e está prevista para ser entregue em meados deste mês de janeiro.





A entrega do estádio Beira-Rio está prevista para este mês, o orçamento da reforma do estádio ficou em R$ 400 milhões valor necessário para fazer um estádio novo nos padrões FIFA. Não podemos dizer o mesmo dos hospitais, escolas, transportes públicos e de toda a infraestrutura necessária para comportar um evento de tão alta magnitude no país, pois nem todas as obras estão prontas e não há prazo para entregá-las concluídas. Dos 140 projetos de infraestrutura previstos para a copa do mundo no Brasil, apenas 21 obras foram entregues. O país tornou-se um canteiro de obras abandonadas, com gestão pública corrupta e promessas que nunca saíram do papel, um verdadeiro caos. O padrão das obras de infraestrutura não é padrão FIFA e sim de terceiro mundo, onde os turistas terão grandes dificuldades para se locomoverem de um estado a outro se quiserem acompanhar todos os jogos da copa do mundo no Brasil.




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