MD Networking

A banalização do papel do CEO

Marisa Fonseca Diniz 



Com toda certeza você leitor, já deve ter escutado ou visto muitos profissionais se autointitulando como CEO de uma empresa MEI ou EIRELI, saiba que esta conotação é totalmente equivocada. E para entender melhor porque esta informação é completamente sem sentido precisamos entender melhor o que são empresas MEI e EIRELI.

Sempre que um profissional decide trabalhar por conta própria e tem uma previsão de faturamento anual de até R$ 81 mil/ano ou R$ 6.750,00/mês ele pode formalizar seu negócio abrindo uma MEI (Micro Empreendedor Individual). Resumindo é uma empresa de uma única pessoa, que além do dono pode ter apenas um funcionário, e o capital social pode ser de qualquer valor até mesmo R$ 1,00.

A empresa EIRELI por sua vez é uma empresa individual de responsabilidade limitada, que tem que ter um capital social de no mínimo 100 salários mínimos vigentes à época do registro. Em ambos os casos tanto o MEI como a EIRELI possuem apenas um proprietário, que é justamente aquele que é o dono, que dirige e muitas vezes executa o próprio trabalho. Este tipo de empresa é a preferida dos representantes comerciais, engenheiros, arquitetos, supermercados de bairro, marketing digital, jornalistas, entre outros, o que não faz o menor sentido o dono do negócio se autointitular fundador ou CEO.

O que para algumas pessoas possa parecer interessante, por vezes chamativo ao se autointitularem Founder (fundador) ou CEO (Chief Executive Officer) acaba demonstrando o quanto alguns empresários banalizam a função por desconhecerem alguns pontos chaves no mercado empresarial. É de suma importância que as pessoas entendam que apenas empresas como startups e S/A tendem a utilizar as nomenclaturas em inglês de Founder, Co-Founder, Time Founder, CEO e VP (fundador, co-fundador, time fundador, diretor executivo), as demais usam os termos diretor, sócio proprietário, comerciante, empresário ou dono.


Quando algumas pessoas desenvolvem um projeto, um serviço ou um produto inovador em épocas de incertezas econômicas com o intuito de gerarem emprego, renda e impacto recebem o nome de startup. Criar uma startup é sair da mesmice, ou seja, ser diferente das empresas existentes, a startup é o pontapé inicial de uma empresa que poderá ser um sucesso se bem administrada por um CEO capaz de organizar um time vencedor de funcionários e se responsabilizar pelo plano estratégico da empresa.

O CEO de uma startup é o cargo mais importante, pois ele é o responsável direto por apresentar as melhores soluções para fazer com que a empresa cresça de maneira satisfatória no mercado  nacional e internacional, um líder que poderá gerar não apenas bons lucros como criar novos empregos e novas perspectivas de mercado e produto. A função do CEO é simplesmente estratégia, diferente do dono da padaria, que abriu seu estabelecimento para vender pães, aplicou capital na sua empresa, comprou maquinário, contratou pessoal, adquiriu matéria prima, fabricou o produto e colocou a venda com o intuito exclusivo de gerar lucros.


A startup é acima de tudo uma empresa inovadora de negócios estratégicos, diferente da escola ou do mercadinho de bairro que não criou nada de novo, visto que escolas  e mercados sempre existiram.

Se algum empresário insistir em dizer que é o CEO, não discuta, apenas observe o que a empresa produz de riquezas para o país ou para o mundo. Se ela for apenas uma empresa que oferece serviços ou produtos semelhantes aos já existentes no mercado, saberá que o empreendimento não começou como uma startup, e a pessoa que coloca no portfólio da empresa ou em seu perfil profissional os cargos de Founder ou CEO, na verdade é o dono da empresa, que formalizou os serviços ou produtos nos quais ele vende como forma de obter lucros decorrentes do seu investimento inicial na abertura da empresa, mesmo sendo uma empresa de responsabilidade limitada.

É importante registrar as diferenças e as responsabilidades empresariais para que o cargo de CEO não seja desvalorizado e nem banalizado no mercado de trabalho, pois nem todo empreendedor é um bom inovador ou estrategista, o que não quer dizer que eles não sejam bons empresários, por exemplo.

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Sabe com quem está falando?

 

Marisa Fonseca Diniz


A famosa e emblemática frase que representa tão bem algumas pessoas está cada dia mais em evidência, nunca se viu tantas noticias referente a discursos de desmerecimento alheio como nos dias atuais. A arrogância e a petulância de certas pessoas que se consideram superiores as demais é algo que impressiona pela coragem de se sentirem no pedestal da sociedade.

Eventos que aconteceram e que foram divulgados repetitivamente na grande mídia faz com que nós, os espectadores, façamos uma reflexão do tipo de sociedade em que vivemos atualmente. O desrespeito por profissionais que estão à frente da responsabilidade de coibir qualquer ação que contrarie normas, regulamentos e leis são constantemente agredidos verbalmente por certos tipos de pessoas, que tem o intuito de desmerecer a reputação de quem lhe disser o que deve ou não fazer, simplesmente pelo fato de irem contra o que de fato deveria ser respeitado.

Atitudes abusivas como estas denotam a total falta de uma educação básica baseada no respeito, onde as crianças de ontem se tornam adultos cheios de si e com total falta de empatia pelos demais indivíduos. Famílias de classes sociais mais abastadas tem um conceito muito diferente do que é educar os filhos, acreditando que dinheiro e posição social sejam mais importantes do que o respeito.

A famosa “carteirada” é mais comum do que se pode imaginar, um velho hábito do brasileiro principalmente daqueles que não tem o menor pudor em intimidar quem quer que seja. Indivíduos que  valem de suas funções e exigem tratamento diferenciado, apenas com o intuito de obter vantagens nas quais não tem direito são os que mais dão a tal carteirada.

Não obstante, determinados funcionários públicos adoram intimidar seus desafetos dizendo que conhecem ou são amigos de políticos, o que facilitaria destruir de modo condizente a vida de qualquer cidadão que os repreenda por algo que os frustre.


As pessoas que mais adotam esta frase de “você sabe com quem está falando” em geral, são indivíduos conhecidos na mídia, políticos ou filhos, funcionários públicos, policial, juízes, promotores, desembargadores, advogados, médicos, engenheiros, entre outros. A insegurança de assumir os erros que cometem acreditando que intimidando quem quer que seja por se considerarem melhores ou acima da lei tem demonstrado aos cidadãos, que a humildade está longe de ser uma atitude plausível para quem comete este tipo de delito.

Ninguém é melhor do que qualquer outro indivíduo, mesmo quem tem dinheiro ou poder nas mãos, aliás, dinheiro algum compra gentileza e respeito. Seria muito mais fácil se todos reconhecessem seus erros e assumissem suas responsabilidades.


Pessoas que se veem superiores aos demais tem personalidade narcisista, não aceitam críticas e muito menos insultos, pois não conseguem de jeito nenhum lidar com frustrações, rejeições ou derrotas, uma vez que, não possuem maturidade emocional. Quando são contrariados em suas atitudes, os narcisistas tendem a negativar a raiva, e consequentemente ficam irritados e nervosos.

A agressividade é uma reação de insegurança do indivíduo narcisista em decorrência da baixa autoestima. O interessante é que as prioridades, as opiniões ou interesses são muito mais importantes para os narcisistas do que os valores que as pessoas têm, por isso tendem a agredir ferozmente qualquer pessoa que lhes diga que estão errados em suas atitudes.

Os narcisistas acreditam que eles devem ser o centro das atenções, não importando o grau de intimidação, além do que controlar e dominar os outros indivíduos é uma atitude importante, que passa a impressão de que possuem o poder em suas mãos. O interessante é que os narcisistas se sentem especiais, únicos e exclusivos por acreditarem possuir qualidades excepcionais, que os outros não têm.

A cultura da carteirada é algo danoso para a sociedade como um todo, apesar de alguns juristas considerarem crime, a vantagem indevida muitas vezes é tratada apenas como um processo administrativo, quando na verdade este tipo de atitude deveria ser coibida desde cedo, onde as crianças deveriam receber uma educação em que prevalece o respeito.


Precisamos pensar melhor, qual o tipo de sociedade queremos para o futuro das crianças?

 

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Revolucionando a construção: “Tijolo Verde”


Marisa Fonseca Diniz



Um projeto desenvolvido durante dois anos no Laboratório de Chalkers da Flinders University tendo a colaboração de Ryan Shapter, Nicholas Lundquist, Alfrets Tikoalu entre outros constatou a criação de um novo polímero de borracha capaz de ser utilizado juntamente com PVC reciclado, resíduos de fibras de plantas ou areia como base para a produção de novos materiais de construção mais sustentáveis.


Esse novo polímero é feito com o próprio polímero de borracha, enxofre e óleo de canola comprimido e aquecido, que serve como composto para a criação de novos materiais de construção é o que afirmam os pesquisadores. Justin Chalker professor associado de química orgânica da Flinders University afirma que este método é o futuro da produção de materiais da construção, tais como tijolo e concreto.

Segundo o estudo, a borracha em pó pode ser utilizada para fazer tubulação, revestimentos de borracha, para-choque, blocos de construção e isolamento de concreto. O principal autor do estudo, Flinders PhD, Nic Lundquist diz que este novo método de reciclagem e os novos compostos são um importante passo para a fabricação de materiais de construção sustentáveis, uma vez que este material poder ser triturado e reciclado diversas vezes, além do que, as partículas de borracha também podem ser utilizadas para purificar a água e depois serem reaproveitadas para produzir um tapete ou um tubo de borracha.

O interessante é que esta nova técnica de fabricação e reciclagem denominada como moldagem por compressão reativa é aplicada ao material de borracha que pode ser comprimido e esticado, e não derrete, uma vez que a estrutura química da estrutura principal do enxofre na nova borracha permite que várias peças de borracha se unam, ou seja, é possível fazer tudo com ela sem correr o risco de perder a peça.

A professora associada Chalker e a colaboradora Dr Louisa Esdaile e outros pesquisadores da Flinders University, da Deakin University e da University of Western Australia concluíram a importância desse método, uma vez que existem poucos métodos capazes de reciclar o PVC e a fibra de carbono.
O interessante nesse estudo é que as pesquisas tem encontrado um novo rumo para materiais antes descartados na natureza, poluindo o meio, e que agora podem ter uma nova utilidade. Que mais pessoas possam usufruir deste método e reaproveitar e reciclar materiais a serem utilizados em indústrias do mundo todo.

(Fonte de Referência: Flinders University. "Bricks made from plastic, organic waste: New binding solution targets construction uses." ScienceDaily. ScienceDaily, 26 May 2020)

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Linkedin, uma rede de narcisistas para narcisistas


Marisa Fonseca Diniz




Nem todas as redes sociais que parecem ser boas, de fato são, muitas escondem por trás dos perfis e dos inocentes feeds uma forte toxidade, que acaba contaminando todos os usuários, desde os mais ingênuos até os mais experientes.  

Depois de sete anos tendo um perfil na antiga rede profissional LinkedIn, decidi em  2016 excluir o perfil com quase 10 mil contatos, uma atitude que para muitos poderia ser considerada uma loucura, no entanto, com o advento da compra da rede pela então empresa Microsoft comecei a ter uma série de problemas, e uma delas me causou diversos prejuízos materiais e morais, já que na época vinha sofrendo com a invasão de um cracker no meu computador e perfil, e que de nada resolveu tentar conversar com os responsáveis da rede, no qual se eximiram de qualquer responsabilidade, o que acabou se tornando um verdadeiro estorvo.

Conhecida mundialmente como sendo uma rede profissional direcionada a profissionais interessados em networking de negócios ou recolocação no mercado de trabalho acabei retornando à rede no final do ano de 2017, tempo suficiente para perceber que a rede aos poucos vinha definhando em questão de qualidade tanto para negócios como para oportunidades de trabalho.

Apesar de ser uma rede profissional com milhões de profissionais cadastrados em todo mundo, a rede deixou de ser atraente após a venda à Microsoft. Infelizmente, nem todas as redes proporcionam qualidade a seus usuários. Atualmente o  LinkedIn se tornou uma rede exclusiva de “profissionais milagreiros”, coaches, entendidos, e especialistas sem terem trabalhado na área em que se autointitulam doutores, sem formação acadêmica, seja graduação, especialização ou doutorado no assunto. Além do que, há muitas promessas de ganhar dinheiro fácil, sem muito esforço, mas com muita propaganda enganosa para conquistar um público ingênuo disposto a pagar por e-books, palestras e conselhos de autoajuda financeira, o que por sinal trás muita rentabilidade financeira à Microsoft. 

Os influencers do LinkedIn vivem em um mundo a parte, a elite do mundo contemporâneo, que recebem muitos likes e comentários, carreira esta desejada por alguns usuários, mas que ninguém sabe se quer como chegaram ao posto. Supostamente por terem muitos seguidores na rede, não necessariamente sendo um especialista na área, pois o intuito é atrair o público para a rede, a fim de que mais pessoas se cadastrem e consequentemente haja mais vendas de conta premium.

O Linkedin é uma rede de pessoas entendidas em LinkedIn:

Ø Como ter um perfil campeão;

Ø Como ter mais de 10 mil seguidores;

Ø Como ser notado;

Ø Como se tornar rico sem muito esforço;

Ø Como ter o melhor emprego;

Ø Como conseguir poder;

Ø Como ser um líder que influencie outras pessoas.

O Linkedin praticamente é uma rede de narcisistas para narcisistas, não, não estou falando do Facebook ou do Instagram, e sim do LinkedIn, onde há muitos egos inflados.

No Linkedin é proibido discordar de postagens, usuários com opinião são duramente criticados, se o usuário for opinar sobre política ou economia pode ser brutalmente ofendido, a ética não existe por lá, o que existe na verdade é uma porção de pessoas que se dão o direito de autojulgarem quem quer que discorde de determinados posicionamentos, ou seja, se a maioria concorda com que está exposto, quem é você para discordar?



O Pulse do Linkedin é outra plataforma emblemática, que mostra como algumas pessoas tem a necessidade de mostrar seu comportamento egocêntrico. Os temas são todos praticamente voltados para si mesmos, não para uma organização, uma equipe de trabalho ou conhecimentos técnicos. O que demonstra perfeitamente o quanto as pessoas são narcisistas, e como atraem outras pessoas com comportamento semelhantes.

Particularmente prefiro ler artigos de profissionais da minha rede que não escrevem no Linkedin, apenas publicam os links de seus artigos que se encontram fora da plataforma, e que se diga são excelentes, mas que se fossem escritos na rede não seriam lidos, já que a maioria prefere quem encha o ego.

A rede também tem uma peculiaridade interessante para quem busca uma oportunidade de trabalho, as centenas de vagas anunciadas diariamente no Linkedin nem sempre de fato existem, mas escondem uma rede de sites que atraem desempregados para cadastrar o currículo e depois oferecerem serviços pagos de recolocação. Muitas empresas chegam a lotar diariamente a caixa de e-mail dos candidatos com anúncios de artigos, lives, cursos, palestras, e-books e serviços de recolocação com um preço bem acima do praticado no mercado em plena época de recessão econômica e alta taxa de desemprego.



Na rede há muitos profissionais que atenderiam perfeitamente as vagas de emprego que buscam o “super-homem”, perfis impecáveis, graduação em universidade de primeira linha, MBA internacional, idiomas fluentes, experiência em multinacional, mas que infelizmente continuam desempregados há anos. A diversidade de perfis é enorme daria para encher um banco de vagas facilmente com pessoas capacitadas, mas as empresas que buscam o tal “super-homem”, não estão interessadas em pagar um salário que faça jus a experiência ou capacidade dos profissionais, e por fim acabam refazendo o anúncio da vaga de emprego diariamente.

O Linkedin é uma rede brochante que faz a pessoa considerada eficiente se sentir uma incompetente, principalmente os profissionais que não pertencem às classes sociais mais abastadas, pois sucesso é ter poder, influências e dinheiro. Quem não faz uma faculdade de primeira linha ou um intercambio no exterior nem é avaliado pela empresa, que antecipadamente já o considera inapto para assumir qualquer função, mesmo quando o profissional é considerado uma pessoa com inteligência acima da média.

A rede também oferece uma gama enorme de negócios, muitos por sinal, fraudulentos, mas, que só são percebidos depois que o golpe do dinheiro fácil for aplicado. Não se desespere porque reclamar para a central do Linkedin sobre o fato não resolverá absolutamente nada, pois irão se isentar completamente da responsabilidade em manter a rede segura, a culpa por sinal é sempre do usuário que não soube configurar o seu perfil de maneira segura.

Um fato interessante que ocorre diariamente no LinkedIn é a facilidade que as pessoas tem de acreditarem 100% em tudo que divulgam na rede, sem ter um filtro do que é enganoso ou duvidoso. Na rede tudo é lindo, maravilhoso e não há crise, o que há é uma parcela de pessoas que se deixam enganar pela manipulação em massa. A vida virtual de certos profissionais parece realmente como o País das Maravilhas, não há recessão, desemprego e todos são emocionalmente estáveis, sem problema algum.

Outros indivíduos insistem em mostrar o crachá, a mesa em que desempenham suas funções, os presentes que ganham no primeiro dia de trabalho e relatar por escrito que trabalham na melhor empresa e tem o melhor emprego do mundo, além de pessoas que colocam fotos aleatórias em seus perfis como da viagem com a família, do cachorro, do papagaio e fotos sensuais, o que é perceptível à necessidade de se autoafirmarem e terem a aprovação do público da rede. Casos como estes mostram insegurança por parte do profissional e uma arrogância em querer dizer e mostrar o que não interessa aos demais.



Com a recessão econômica no mundo todo, os profissionais precisam se adaptar a nova realidade, não se concentrarem em apenas uma rede profissional, abrindo assim um leque de oportunidades e se inovando. Fazer cursos gratuitos pela internet e se adaptando a novas oportunidades de trabalho, principalmente remotamente. É interessante que as pessoas aprendam a ampliar seus conhecimentos, não apenas na área em que atuam, a fim de que possam também buscar emprego em outras áreas. Ler livros virtuais pode ser uma ótima alternativa para quem não possui muito dinheiro para gastar, mas que desejam aprender um pouco mais. Abaixo deixo alguns links de livros virtuais:





O mercado de trabalho precisa absorver uma boa parte dos desempregados, e é certo que isso pode levar um longo tempo para acontecer, e não podemos desanimar. Há muitos jovens desempregados bem como muitas pessoas acima dos 50 anos de idade, que estão longe de se aposentar, assim como eu, e que estão aptos para trabalhar.

Portanto, quando pensar em buscar uma nova recolocação de trabalho não se prenda há conselhos irreais nas redes sociais, muito menos no Linkedin, onde há muitos milagreiros prometendo sucesso em plena recessão, faça diferente, cadastre o seu currículo nos sites das empresas, não perca seu precioso tempo com futilidades, que além de não acrescentarem nada de bom na vida ainda podem deixar um rastro de raiva por acreditar que você tem o pior currículo do mundo. 



Para finalizar este artigo, não vou deixar dicas de como ficar rico da noite para o dia, mas sim vou deixar o link dos blogs, onde há artigos interessantes para conhecimento geral, saia do mundo bitolado das redes sociais e profissionais que prometem muito e no final fazem muito pouco pelas pessoas, uma vez que o interesse delas é exclusivamente financeiro. O Projeto MD Networking Publicações surgiu no final do ano de 2012 com a finalidade de levar conhecimentos a várias pessoas ao redor do planeta, portanto aqui fica meu convite para conhecer os blogs e seja bem vindo!





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Rodovias ecológicas, a favor do meio ambiente


Marisa Fonseca Diniz



O setor que mais polui o meio ambiente é a construção civil, sendo responsável pelo consumo de quase 75% de toda matéria-prima produzida no mundo, sendo que cada ser humano é responsável por produzir 500 quilos de entulho, o equivalente a 3,5 milhões de toneladas por ano.

O entulho gerado pela construção é composto de praticamente restos e fragmentos de materiais de obra, tais como gesso, asfalto, amianto, madeira, papel, plástico, ferros, entre outros, que são passíveis de serem reciclados e até mesmo reaproveitados. A reciclagem desse material é feita em três etapas, a saber: triagem, trituração e classificação dos materiais.

O pneu que compõe os veículos motorizados é outro produto que demora 600 anos para se decompor na natureza, e que assim como o entulho pode ser reaproveitado e reciclado. No Brasil são mais de 450 mil toneladas de pneus descartados todo ano, já no mundo são produzidos a cada ano mais 1,6 bilhões de pneus novos e cerca de 1 bilhão de pneus usados são descartados, no entanto apenas 100 milhões de pneus são reciclados, o que faz com que muitos pneus continuam sendo abandonados no meio ambiente sem um destino certo.



Pensando nisso, uma equipe de pesquisadores liderados por Mohammad Boroujeni da RMIT University, em Melbourne, na Austrália desenvolveu uma pesquisa única no mundo em que combina restos de entulho de construção e borrachas recicladas, que são otimizadas para atender os padrões de segurança da engenharia rodoviária.

Esta mistura foi projetada para ser utilizada nas camadas de base do asfalto por ser uma mistura mais flexível que os atuais materiais padrões utilizados, o interessante é que este tipo de material além de trazer benefícios ambientais, também colabora com a engenharia, uma vez que, proporciona menos rachaduras nas rodovias.

Para o pesquisador chefe desta pesquisa, esta mistura é uma alternativa 100% reciclada que oferece um produto mais sustentável por reaproveitar pneus e resíduos de construção fornecendo maior flexibilidade e resistência às estradas e rodovias, diferente da brita e areia utilizada como base das rodovias australianas, que são insustentáveis por serem materiais extraídos da natureza.



Segundo os pesquisadores, as estradas são feitas de quatro camadas: subleito, base, sub-base e asfalto. Todas as camadas devem ser fortes e resistentes para suportar as pressões dos veículos pesados, e flexíveis o suficiente para permitir a quantidade certa de movimento para que não deforme ou apareçam facilmente rachaduras.

RCA, como é chamado esta mistura, pode ser utilizado sozinho como camada base, testes feitos na RMIT School of Engineering comprovaram que esta mistura de entulho e borracha tem melhor resistência contra ácidos, água, estresse das vias, deformação do asfalto, além de possuir mais força e dinamismo, pois há baixa contração e uma excelente flexibilidade que reduz os riscos de rachadura do asfalto.

A equipe identificou que a proporção para que esta mistura dê bons resultados é de 0,5% de borracha fina para 99,5% de RCA, a fim de proporcionar resistência ao cisalhamento (física), mantendo uma boa coesão entre os dois materiais. Cisalhamento é o fenômeno de deformação ao qual um corpo está sujeito quando as forças que sobre ele agem provocam um deslocamento em planos diferentes, mantendo o volume constante.

Que logo possamos ter este produto comercializado no mercado mundial, a fim de que todos possam se beneficiar colaborando com a preservação do meio ambiente, do mesmo modo que alguns asfaltos ecológicos já existentes no mercado fazem como é o caso do bioasfalto.

(Fonte de referência: RMIT University - ScienceDirect - An experimental study on the shear behaviour of recycled concrete aggregate incorporating recycled tyre waste. Construction and Building Materials, 2020)

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Nem tudo está perdido...


Marisa Fonseca Diniz



A vida nem sempre pode ser baseada em momentos fugazes, principalmente durante uma pandemia, seja ela por um vírus mortal ou por uma situação que foge a normalidade diária. Muitas pessoas necessitam de contato direto com outras pessoas para se sentirem confortadas em sua vida, seja um familiar, um amigo ou um companheiro de trabalho, não importa, a necessidade de ser agraciada por um abraço, uma conversa despretensiosa faz toda a diferença na vida de muitos indivíduos.

De alguns anos para cá, a quantidade de pessoas que moram sozinhas mais que dobrou em todo mundo, só nos Estados Unidos, por exemplo, 34 milhões de pessoas moram sozinhas, no Brasil são 30 milhões de pessoas que estão nesta mesma situação. A família unipessoal é uma realidade dos tempos contemporâneos, infelizmente ainda há muitas pessoas que desconhecem este conceito de família e equivocadamente acreditam que quem vive sozinho é uma pessoa solitária.

Não obstante, nem todas as pessoas que vivem sozinhas de fato optaram em viver dessa maneira, os indivíduos acima dos 60 anos em geral acabam perdendo seus cônjuges ou parceiros e consequentemente adotam este novo estilo de vida, principalmente quando eles possuem uma situação financeira que os beneficiem em ter uma vida mais confortável. Diferentemente das pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade financeira, que acabam ficando sem opção e vão morar com os filhos ou vão morar em casas de repouso.




Os jovens por sua vez, estão cada dia saindo mais tarde da casa dos pais por diversos fatores, falta de emprego e oportunidades ou dependência financeira, no entanto, há ainda aqueles que são favorecidos financeiramente e optam por morar sozinhos nas grandes cidades ao redor do mundo para desenvolver suas atividades profissionais ou estudar. Para estes indivíduos viver sozinho é uma opção muito agradável e adaptável à nova realidade dos tempos atuais.

O advento do coronavírus que aconteceu no mundo todo, fez com que muitos governos aconselhassem que idosos e portadores de  doenças crônicas ficassem dentro de seus lares, longe de amigos e familiares para evitar que fossem contaminados pelo vírus. No entanto, alguns cientistas sociais americanos ficaram preocupados com este isolamento acreditando que uma nova pandemia pudesse surgir, a da solidão. A solidão é um sentimento no qual uma pessoa pode ter uma profunda sensação de vazio e isolamento, no entanto, este acontecimento pode acontecer com pessoas que vivem rodeadas por outras pessoas também, e não apenas naquelas que vivem sozinhas.

Um estudo recentemente publicado na Revista American Psychologist  com o objetivo de medir a solidão neste tempo de quarentena constatou justamente o contrário. Uma equipe de pesquisadores liderados pela professora associada de ciências comportamentais Angelina Sutin da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual da Flórida analisaram o comportamento de 1500 americanos entre 18 a 98 anos no período de janeiro a abril.

A pesquisa tinha como objetivo analisar como a solidão poderia influenciar a saúde psicológica e física dos participantes. Os participantes da pesquisa preencheram um questionário pelo computador sobre como eles se sentiam sozinhos ou isolados, se tinham pessoas a quem recorrer e se tinham doenças preexistentes.

O questionário apresentava uma escala de 1 a 3, onde 1 era pouco solitário e 3 muito solitário, a pontuação foi de 1,69 na primeira pesquisa, 1,71 na segunda e 1,71 na terceira, ou seja, no período de uma pesquisa para outra, não houve uma estatística significante.  

Dentro deste parâmetro percebeu-se que algumas pessoas relataram que eram recém-solitárias e outras se sentiram menos solitárias ao longo do tempo. Os pesquisadores relataram que não encontraram diferenças raciais nas respostas, mas que, no entanto fizeram uma análise etária e descobriram que as pessoas com 65 anos ou mais tendem a ser mais solitárias do que aqueles que estão na faixa dos 18 a 64 anos.Em termos percentuais, a prevalência da solidão entre as pessoas com 65 anos a mais passou de 16%  na primeira entrevista para 21% na segunda e depois caiu para 18% na terceira.

Uma carta de pesquisa publicada no Jornal da Associação Médica Americana - JAMA em junho por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins citaram a pesquisa nacional realizada entre abril e maio de 2018, antes da pandemia, em que 11% dos americanos relataram que se sentiam sozinhos. Pesquisadores da própria universidade elaborou sua própria pesquisa nacional em abril de 2019 com outros participantes e constataram que 13,8% dos entrevistados disseram se sentir um pouco sozinhos.



Em plena pandemia do coronavírus há outras duas pesquisas em andamento, a primeira liderada pelo psicólogo Jonathan Kanter da Universidade de Washington. Nesta pesquisa, os pesquisadores enviam mensagens de texto pelo celular para as pessoas de Seattle e outras regiões dos Estados Unidos pedindo-lhes que preencham um questionário que inclui quanto de interação social eles tiveram naquele dia, se sentiram compreendidos ou cuidados por outras pessoas e se gostavam de ficar sozinhos.

Psicólogos dizem que a relação do estudo da solidão com o uso das mídias sociais por adolescentes e adultos podem acarretar sintomas de depressão e ansiedade associado a problemas físicos como dores de cabeça e falta de ar, por exemplo, como sendo uma resposta à pressão social. E que isso não acontece quando estão em contato com familiares. Os altos índices de solidão antes da pandemia não são dados satisfatórios, por isso há a necessidade de pesquisas constantes durante a pandemia, a fim de saber até que ponto isso pode interferir na saúde mental das pessoas.

Outros estudos indicam que o isolamento social crônico pode trazer consequências negativas até mesmo para pessoas saudáveis como o aumento de desenvolver uma doença coronária. De certa maneira todos os estudos evidenciam que pessoas acima dos 60 anos de idade, quando isoladas por um período longo podem desenvolver um risco acentuado de demência, enquanto que pessoas que sofrem com a solidão têm até quatro vezes mais risco de morrer.

O pesquisador Oliver Hamming do Instituto de Epidemiologia, Bioestatística e Prevenção da Universidade de Zurique publicou em agosto de 2019 um artigo na revista Plons One, onde relatava que pessoas socialmente isoladas, independente da idade tendem a apresentar comportamentos pouco saudáveis, ou seja, o isolamento pode ser muito prejudicial a determinados grupos de pessoas, tais como idosos, crianças, adolescentes, pessoas com transtornos mentais, além de profissionais da área da saúde, nos quais podemos notar que, durante a pandemia tem sido as mais acometidas pelo coronavírus, sendo que muitas nem conseguem sobreviver.



O ser humano por si só é um ser sociável, sendo o isolamento muitas vezes prejudicial à maioria dos indivíduos que não estão acostumados a viver muito tempo sozinho. Um projeto de atendimento online baseado na experiência de outros países foi criado no Brasil para que pessoas que se sentem sozinhas e isoladas durante a pandemia possam ter apoio emocional.

Nem tudo está perdido e esta pandemia vai passar, com certeza ficaremos seres mais fortes e melhores com estas experiências!

(Fontes de Referência de Pesquisa - Sites: npr.org , ourworldindata.org, self.inc, e revistapesquisa.fapesp.br)

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