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Os efeitos nocivos do desemprego


Marisa Fonseca Diniz



O total de desempregados em todo mundo cresce assustadoramente, sendo que em alguns países em específico há uma maior concentração do número de desempregados decorrente da economia deficitária. Dados da OIT, Organização Internacional do Trabalho mostram que quase 45% da população mundial, atualmente se encontram desempregadas. Desse total, apenas 48% do total de mulheres em idade laboral se encontram empregadas contra os 75% do total de homens, ou seja, a desigualdade de gênero ainda é muito alta em todo mundo.

Pesquisas comprovam que as mulheres possuem maior grau de escolaridade em comparação aos homens, porém a sociedade ainda é patriarcal. O patriarcado é um sistema social, onde os homens predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle de propriedades, além de ter o domínio familiar e a autoridade sobre as mulheres e crianças.

O atraso deste tipo de sistema social em relação à legislação trabalhista com o argumento de que as mulheres são o sexo frágil, serve apenas para denegrir a imagem da mulher, de maneira a pensar que elas são menos capazes para assumir cargos de liderança ou fazer atividades mais braçais. Esta desqualificação gera um retardo no desenvolvimento econômico dos países que possuem alta taxa de desemprego e políticas patriarcais, onde o homem é o centro da sociedade, mesmo sabendo que a sociedade ano a ano vem perdendo este conceito retrógrado.

O número de famílias chefiadas por mulheres mais que dobrou em muitos países, o que faz pensar que o pensamento patriarcal não se adéqua a este novo papel da mulher na sociedade. No Brasil, por exemplo, mais de 28,9 milhões de famílias são chefiadas por mulheres. A família hoje tem outro conceito muito diferente de séculos passados, as mulheres são sempre aquelas que assumem a responsabilidade dos filhos e da casa, e quando há uma separação ou viuvez se tornam exclusivamente as responsáveis em prover o sustento da família.

O que não faz o menor sentido, quando analisamos os dados recentes sobre o desemprego, visto que, elas têm menos oportunidades de trabalho, quando não, são subaproveitadas em suas funções laborais. O Conselho Nacional de Justiça do Brasil com base no Censo Escolar de 2011 constatou que mais de 5 milhões de estudantes não possuem o nome do pai na certidão de nascimento, e que em 2018 mais de 100 mil processos judiciais tramitavam na justiça por falta de pagamento de pensão alimentícia, ou seja, a sociedade é patriarcal mais a responsabilidade financeira da família sempre sobrecai sobre as mulheres.

Segundo dados de 2019, o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística constatou que a expectativa de vida dos homens é de 73 anos e para as mulheres 80 anos, no entanto, o mercado de trabalho brasileiro considera que as mulheres a partir dos 40 anos de idade já sejam consideradas velhas demais para assumir qualquer função de gestão, e as empresas que oferecem oportunidade de emprego às mulheres preferem que elas assumam funções menos importantes dentro das organizações.

O descarte de profissionais mulheres maduras do mercado de trabalho tem feito com que o número de desempregadas cresça demasiadamente, não importando se elas possuem mais diplomas ou experiência profissional em relação aos homens. Tanto é que, as oportunidades de emprego de média e alta gestão são sempre direcionadas aos homens de cor branca, descartando de imediato as mulheres, além de pardos e negros.

O pré-conceito concebido por aqueles que se encontram em posições mais elevadas dentro das organizações tem feito com que uma legião de profissionais talentosas sejam descartadas antes mesmo de terem a oportunidade de serem entrevistadas para a vaga no qual se candidatam, ou seja, a descriminação vai muito mais além da raça ou gênero, incluindo dessa maneira o preconceito da idade.


Em quase um ano de busca por uma oportunidade de recolocação no mercado de trabalho, enviei mais de 18.000 currículos profissionais tanto para vagas no Brasil como fora dele. No entanto todas as vagas abertas no Brasil, apenas uma empresa deu a oportunidade de uma entrevista, ainda que pelo telefone, as demais empresas enviavam e-mail de resposta minutos depois do envio do currículo informando que não havia interesse por parte da empresa em continuar o processo de seleção, seja porque a idade era superior ao esperado ou porque preferiam um homem para assumir a função, ou seja, no Brasil ser mulher e estar acima dos 50 anos de idade é o mesmo que ter lepra. As pessoas ficam consternadas com a situação, mas não oferecem uma oportunidade para uma profissional madura. Um absurdo em pleno século XXI, as pessoas e as empresas pensarem desta maneira.

Os efeitos nocivos do desemprego vão muito mais além do que o preconceito ou a falta de dinheiro. O desemprego causa efeitos nocivos à vida emocional, física e social das pessoas, e pode piorar  quando não se tem perspectiva de uma recolocação no mercado de trabalho a curto prazo. Para algumas pessoas esse fato pode não significar absolutamente nada, principalmente quando o pensamento é de que jamais vivenciarão este fato.

As receitas prontas de que a melhor saída para o desemprego é recomeçar tudo do zero e abrir um negócio próprio chove na internet e nas livrarias, porém não podemos achar que todas as pessoas irão se adaptar a esta nova vida ou tem reservas financeiras suficientes para investir em um negócio próprio até porque nem todas as pessoas estudadas se encontram nas classes sociais A, B ou C. Quando se é o único provedor da família e não há reservas financeiras suficientes ou não se tem tino para vendas, não é o negócio próprio que vai tirar a pessoa da situação de miséria.

O primeiro impacto do desemprego é o social, que desestrutura a família, além de fazer com que se perca o poder de compra fazendo com que as dívidas se multipliquem. A pessoa que se encontra desempregada se sente impactada com a falta de condições de prover uma vida segura e digna para a sua família, pois infelizmente quando se perde o poder de compra em uma sociedade capitalista, a classe social de antes deixa de existir. E este fato acontece principalmente com as pessoas das classes sociais mais baixas, diferente da realidade da classe média e alta, que sempre se mantêm nos melhores empregos ou são empresários de longa data.



O impacto emocional na vida de um profissional desempregado é enorme e pode gerar diversos problemas físicos, que vão desde um estresse crônico até complicações mais severas como pressão alta, diabetes, enfarte, doenças crônicas de pele, baixa imunidade e câncer.

Estudos feitos pelo jornal britânico BMC sobre desemprego durante um longo período de tempo concluiu que este fato pode causar transtornos mentais e multiplicar as doenças somáticas. O desemprego gera flagelo emocional, estresse, insegurança, desamparo e autocondenação por acreditar ser incompetente por não conseguir se recolocar, ou seja, colabora de maneira direta para diminuir a autoestima da pessoa. 

A situação piora quando pessoas próximas ou familiares daquele desempregado o acusam de não estar sendo forte o bastante para contornar a situação e buscar um emprego de maneira persistente acreditando que a pessoa está desempregada porque não quer trabalhar. Conselhos nada positivos e críticas persistentes fazem com que as pessoas em situação de desemprego se considerem incompetentes e ineficientes em sua busca por uma recolocação, mesmo elas tendo um currículo impecável ou invejável com diversos cursos internacionais no currículo, por exemplo.

A perda de emprego é um dos fatores que tem colaborado para o aumento da taxa de suicido em todo mundo, além do que, nem todas as pessoas conseguem lhe dar com as pressões do cotidiano e nem com situações adversas, o que pode acometer pessoas das mais variadas faixas etárias. A perda do emprego tem sido considerada um dos traumas mais devastadores dos tempos atuais, pois nem todas as pessoas conseguem enxergar que esta situação possa ser apenas momentânea e a qualquer momento pode mudar.

A busca frenética por uma recolocação no mercado de trabalho tem feito com que as pessoas andem diversos quilômetros por dia para enfrentar filas gigantescas que se formam desde madrugada na frente das empresas, apenas para concorrer a pouquíssimas vagas de emprego abertas. No entanto, quando se está acima dos cinquenta anos de idade, os recrutadores não leem o currículo do profissional e ainda por cima olham com desdém para aquele que busca uma recolocação mesmo em vagas inferiores a sua competência. A falta de trato daqueles que estão à frente da responsabilidade de contratarem profissionais para as vagas em aberto vão muito além do preconceito, desprezar alguém pelo gênero, raça ou idade é uma atitude cruel do ser humano.

Tão cruel que pode debilitar emocionalmente uma pessoa que esteja se sentindo a pior das espécies naquele momento, tanto é que, a depressão pode surgir como consequência da falta de emprego, a se pensar que nem todas as pessoas são resilientes para superar esta fase abrupta de mudanças.

Apesar de muitas empresas e profissionais acreditarem que todas as pessoas acima dos quarenta anos de idade sejam um estorvo para as organizações e que muitos estejam próximos de se aposentar, na verdade desconhecem a realidade do Brasil. A maioria das pessoas que se aposentam antes dos 55 anos de idade pertence à classe social A, na sua maioria funcionários públicos, e que concentram quase 30% do total de gastos da Previdência, ou seja, as pessoas que trabalham na iniciativa privada tendem a se aposentar mais tarde, com idade superior aos 65 anos e com ganho médio de 01 salário mínimo.

Em compensação, as empresas que mais faturam no país possuem renda líquida superior a 810 bilhões de dólares, quantia suficiente para investir em novos postos de trabalho, mas que preferem explorar a mão de obra barata em detrimento aos benefícios recebidos do governo brasileiro em não taxar grandes fortunas e ganhos. O mesmo país que favorece os mais ricos é o mesmo que sobretaxa os mais pobres, tira os direitos dos trabalhadores e favorece a classe social privilegiada do país.

Não são à toa que as melhores vagas de emprego são oferecidas aqueles que são oriundos das classes sociais A e B, que estudaram nas melhores escolas privadas do país e ficaram por anos estudando em universidades públicas e federais,  excluindo de vez do mercado de trabalho aqueles que não possuem “pedigree” por não terem tido a oportunidade de estudar em uma faculdade de primeira linha.

No entanto, quando há uma crise econômica rondando o país as primeiras pessoas a perderem o emprego são aquelas que dependem exclusivamente do salário que ganham em troca do seu esforço físico e mental. Quanto mais baixa for à classe social do profissional desempregado mais tempo ele levará para se recolocar no mercado de trabalho, desde que ele não seja mulher, negro, pardo ou esteja com idade superior de 50 anos.

A vida vai ficando cada vez mais difícil para aqueles que precisam se recolocar no mercado de trabalho, e continuar mantendo a família viva. Infelizmente, as expectativas de uma recolocação vão diminuindo dia após dia causando diversos problemas físicos e emocionais, além de contribuírem para o aumento da desigualdade social. Uma dura realidade para quem se encontra assim como eu nesta situação de desalento, pois por mais que se seja otimista é difícil enxergar uma luz brilhante no final do túnel!

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A ignorância se alimenta de aplausos


Marisa Fonseca Diniz



Nunca foi tão verdadeiro este pensamento, nos dias que se sucedem somos muitas vezes obrigados a conviver com certas pessoas que chegam a nos sufocar por acreditarem estar acima dos outros, desmerecendo a sapiência ou a formação acadêmica alheia. A ignorância nem sempre é sinal de falta de conhecimento, muitas vezes ela pode ser considerada um comportamento rude de um determinado ser humano que se considera mais inteligente do que os demais.

Muitas pessoas podem sentir raiva de um chefe, colega, familiar, vizinho ou até mesmo um prestador de serviço que se considera um especialista em um assunto qualquer sem ter o mínimo de conhecimento básico na matéria, sim, comportamentos como estes são muito comuns na sociedade em que vivemos.

Não desmerecendo ninguém, mas humildade e sabedoria são virtudes importantes na vida das pessoas, pois possibilitam novos aprendizados, independente daqueles que a vida oferece. No entanto, algumas pessoas em especial acreditam que são especialistas em todos os assuntos sem nunca ter sentado em um banco de escola ou faculdade, pois acreditam que indivíduos que estudaram não passam de pessoas orgulhosas e que só tem na verdade um mero diploma.

A concepção destas pessoas em questão de conhecimento é totalmente deturpada da realidade, não medem esforços para denegrir a imagem ou a ciência daqueles que estudaram anos a fio sobre determinados assuntos, e não se dão conta do quanto ofendem e desmerecerem os indivíduos que se esforçaram para conseguir concluir seus estudos técnicos ou acadêmicos chegando ao ponto de serem oratoriamente agressivos com quem discorda de seus conceitos retrógrados.

Pessoas que criticam gratuitamente outros indivíduos por acreditarem que são melhores em tudo, não se intimidam em desmerecer os outros sendo conhecidos por terem uma personalidade controladora caracterizada por insegurança, altos níveis de ansiedade, teimosia e domínio. Os indivíduos controladores são pessoas narcisistas, egoístas, imaturas, resistentes, manipuladoras, calculistas e com tendência a psicopatia.

Com certeza, em algum momento alguém já se deparou com um ser humano com estas características, difíceis de conviver no dia-a-dia, seja em uma empresa, na família, na escola ou em qualquer outro lugar de convivência. O controlador é aquele ser que tenta a qualquer custo manipular aqueles indivíduos nos quais acredita que não sabem fazer nada da maneira que lhe agrada.

As dez principais características deste tipo de personalidade controladora são as seguintes:

Críticas constantes: os controladores são ávidos críticos, não poupam ninguém. Não aceitam ideias e opinião dos outros;

Argumentadores: tendem sempre argumentar que sua atitude é de proteção, quando na verdade tem medo de perder o controle sobre quem está monitorando;

Temperamentais: tendem a ter explosões de raiva quando as pessoas discordam deles ou não fazem exatamente o que eles querem. Esses acessos de raiva habitualmente são acompanhados por bullying, porém de maneira sútil;

Manipulação emocional: não conseguem lidar com o poder fazendo de tudo para diminuir a outra pessoa na tentativa de se sobressair. Frases do tipo: “não aguento mais”, “vou me matar”, “vou ter um ataque cardíaco” são algumas das táticas usadas pelos controladores que não se reconhecem como portadores desta personalidade, e passam a vida toda remoendo a culpa por tentar harmonizar o ambiente em que vivem, no entanto se tornam prisioneiras das suas próprias armadilhas na tentativa de fugir dessa situação;

Sarcasmo: são péssimos em elogios, não são carinhosos e não tem empatia com as pessoas. Portanto, quando receber algum carinho vindo de um controlador fique alerta, pois são falsos, sarcásticos e adoram expor os defeitos dos outros em público, principalmente daqueles indivíduos que não fazem o que eles querem;

Não aceitam não como resposta: os controladores são pessoas que não aceitam a rejeição e muito menos a frustração. Tendem a fazer com que as pessoas que não concordam com seus métodos autoritários, se sintam culpadas e envergonhadas por suas negativas;

Não respeitam a individualidade alheia: por quererem exercer o controle, não confiam nas pessoas e consequentemente não respeitam a privacidade e individualidade das pessoas. O controlador não admite que as pessoas ao seu redor se sintam bem com a própria companhia por medo de perderem o controle e a atenção devida;

Sem limites: o controlador não respeita o livre arbítrio das pessoas, impondo decisões que não lhe compete e extrapolando todos os limites. Segundo eles próprios, sempre estão certos, e sabem o que é melhor para os outros, justificando o controle como zelo e sufocando as pessoas com suas imposições agressivas;

Resistentes: não aceitam novidades ou inovação por medo, pois controlar exige dedicação, rotina e constância das atitudes;

Acumulo de responsabilidades: são acumuladores de responsabilidade e tarefas, pois assim conseguem se manter no controle de tudo.

O gestor que sempre fica na empresa sozinho após o fim do expediente com a desculpa que precisa arrumar a mesa bagunçada ou confeccionar um relatório, quase sempre irá vistoriar as gavetas das mesas dos seus subordinados para conferir se não estão roubando objetos e dinheiro da empresa, sim, o controlador morre de medo de perder o controle, porque não confia em ninguém. O gerente que ridiculariza a secretária na frente de funcionários, clientes, fornecedores dizendo que ela é incompetente por não fazer o trabalho do jeito que ele quer, nada mais é do que uma pessoa frustrada, crítica, autoritária e controladora.

Aquela pessoa maravilhosa que compartilha os dias com você, que decide tudo o que fazer, extremamente ciumenta, e sempre argumenta que as atitudes são de amor, cuidado porque na verdade ela pode estar apenas te manipulando por ser uma pessoa controladora emocional. Com o tempo o controlador vai te afastando dos amigos, colegas e familiares te sufocando de tal maneira que não conseguirá se soltar desta prisão emocional, pois o controlador não admite repartir nada com ninguém, a fim de não perder o poder de controlar.

O seu familiar que sempre achou que você nunca fez as coisas direito por não saber absolutamente nada, que te deu carro, casa e trabalho com a desculpa que tudo isso é para você ter uma vida digna, mas que no fundo impõe as decisões dele goela abaixo, que quer saber tudo que você faz, que te critica, fala mal de você para os outros e não te respeita, saiba que na verdade é uma pessoa imatura e controladora. Jamais admitirá que você ande sozinho, tenha vontade própria e tome as suas próprias decisões, pois o controlador sempre dará a desculpa de que suas atitudes são de zelo, quando na verdade ele está apenas te boicotando e controlando.

O colega que sempre diz que sabe tudo sobre todos os assuntos e que é o melhor profissional do mundo, mas que nunca se interessou em inovar na carreira e desmerece os diplomas e cursos alheios na certeza de ter os holofotes virados exclusivamente para ele, com certeza está tentando manter o poder de que todos precisam dele.

Quem nunca foi vítima daquele cidadão que interrompe as conversas alheias para dizer que sua viagem é a melhor, que seu carro é o mais possante, que sua casa é maravilhosa e sua família é a melhor que qualquer pessoa poderia ter, saiba que esta pessoa na verdade é controladora e faz de tudo para desmerecer os acontecimentos alheios, pois o poder é tudo para ela.


Não é fácil conviver com pessoas de personalidade difícil, seja no trabalho, socialmente, num relacionamento, na família ou em qualquer outra situação. As pessoas com personalidade controladora dificilmente irão se enxergar como tal, pois elas têm o costume de transferir suas frustrações, medos, instabilidade emocional e ansiedade para os outros que não concordam com elas, o que dificulta o tratamento psicológico.

A ação de controlar na verdade para os portadores desta personalidade funciona como uma proteção à fraqueza sentida tendo como obrigatoriedade a vigilância constante, a fim de que os outros não percebam suas deficiências emocionais, no entanto as pessoas que convivem diretamente com este tipo de pessoa sofrem também diversos danos emocionais.

Relacionamentos amorosos são sempre muito conflitantes repletos de altos e baixos devido à instabilidade de humor e há críticas nada construtivas por parte dos controladores, o que faz com que as pessoas ao redor se sintam desmerecidas e com baixa autoestima, o melhor a fazer é buscar ajuda profissional de um psicólogo para poder reagir de maneira positiva a este tipo de situação.

No caso de familiares controladores busque o diálogo, quando a comunicação não for mais possível mantenha-se afastado de quem te sufoca, não fale de seus projetos ou conquistas, mantenha a sua sanidade mental, não entre em atritos, tenha sua autoestima equilibrada, tome suas próprias decisões e saiba que nada e ninguém pode acabar com sua paz interior. Neste caso, o silêncio é a atitude mais inteligente a se ter.


Nestes últimos anos conseguir uma oportunidade de trabalho é quase impossível, manter-se no emprego tendo um chefe controlador é um teste diário de paciência, e neste caso o melhor a fazer é não permitir que este indivíduo tire a sua concentração, portanto defenda seus direitos como indivíduo mostrando sutilmente que você está lá para trabalhar de maneira sensata. Educadamente mantenha o diálogo, e não deixe suas emoções emergirem a ponto de que haja conflitos desgastantes no ambiente de trabalho. O controlador gosta de se sentir no centro do universo, pois dessa maneira ele acredita que mantêm o controle sobre tudo e todos, mesmo não tendo.

O colega que critica tudo e todos com certeza precisa de muita ajuda psicológica, o melhor conselho é deixá-lo falando sozinho, pois com o passar do tempo, as pessoas ao seu redor irão se afastar de sua presença, e ficar sozinho o resto da vida o fará refletir se a melhor coisa não seria buscar a ajuda de um  profissional ou mudar sua maneira de ver os outros.

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Na corda bamba...


Marisa Fonseca Diniz



Se não fosse por alguns seres humanos preocupados com a preservação do meio ambiente, hoje não seriamos nada mais do que pó, sim, pois o inimigo do próprio homem é ele mesmo. Lemos e ouvimos diariamente sobre as atrocidades que o ser humano tem feito em prol ao desenvolvimento industrial e tecnológico das nações, porém muitos de nós esquecemos a importância em preservar o meio em que vivemos. É necessário ter consciência ecológica e sustentável na preservação do meio ambiente, caso contrário no futuro próximo não teremos fauna e flora, e sem isso não seremos nada mais do que parasitas ambulantes.

Cientistas do mundo todo alertam que a sociedade humana está para desaparecer caso nada seja feito, pois o declínio acelerado dos sistemas naturais pode deixar os seres humanos sem nenhum tipo de suporte à vida, sim, o aumento progressivo das doenças ao redor do planeta, muitas antes erradicadas, tem aumentado e consequentemente ceifado vidas precocemente.

O assunto é sério, porém governantes preocupados no aumento de suas atividades econômicas não tem dado a devida atenção ao tema, o relatório de avaliação global da Organização das Nações Unidas, ONU, revela que a biomassa de animais silvestres teve uma queda de 82%, além de um milhão de espécies estarem em risco de sumirem da face da Terra decorrente da diminuição acelerada dos ecossistemas naturais (Fonte: IPBES Global Assessment).


Pesquisadores da Northern Illinois University descobriram que habitats de florestas tropicais degradadas estão tendo um impacto prejudicial à diversas espécies animais, em especial aos sifakas diademadas selvagens, uma espécie de lêmures que vive em Madagascar, e que é o grupo de mamíferos estudados nesta pesquisa.


O estudo apresenta dados detalhados sobre as proporções corporais e as dimensões destes animais que ultrapassam os 20 anos de vida com dietas alimentares ricas em frutas e sementes.  Os lêmures estudados vivem na floresta Tsinjoarivo de Madagascar, localizada a 80 quilômetros ao sul e sudeste da capital Antananarivo. Esta floresta tropical é o lar de vários tipos de lêmures, grupo de primatas encontrados apenas no país insular.

Nos últimos 35 anos, grande parte das florestas Tsinjoarivo foram transformadas em terrenos agrícolas, além de árvores cortadas para servir de matéria-prima às habitações de madeira.  Os pesquisadores concluíram que, a mudança nos habitats causada pelos seres humanos pode afetar as populações de animais selvagens, principalmente os primatas que mudam sua dieta e os padrões de movimento em decorrência às mudanças climáticas (Fonte: Science Daily).

Na semana do dia 20 de agosto deste ano foi publicado um estudo  na revista Current Biology sobre a extinção de 79 espécies de plantas de três dos principais centros de biodiversidade do mundo,  Região Florística do Cabo, o Suculento Karoo e o corredor Maputuland-Pondoland-Albany localizados na África do Sul.


A equipe internacional de pesquisadores do Centro de Invasão de Biologia da Universidade de Stellenbosch liderada pelos professores Jaco Le Roux e Heidi Hirsch analisaram um conjunto de mais de 291 extinções de plantas desde 1700 em dez hotspots de biodiversidade de seis pontos frios que cobrem cerca dos 15% da superfície terrestre da terra.

De acordo com este estudo, 45,4% de todas as plantas conhecidas de 10 dos 36 hotspots de biodiversidade do mundo já estão extintas, e as regiões que abrigam espécies únicas vem sofrendo há tempos ameaça humana, o que pode proporcionar a extinção das mesmas em curto espaço de tempo.

A agricultura é apontada como responsável da extinção das plantas em 49,4%, a urbanização em 38% e espécies invasoras em 22%. O mais agravante neste estudo é que o resultado das análises mostra que desde a década de 1990, as taxas de extinção das plantas nos últimos 300 anos parecem ter sido fixadas em 1,26 extinções por ano.

A preocupação maior é que dentro destas áreas estudadas há uma previsão chocante que pelo menos 21 espécies serão completamente extintas até 2030, 47 espécies até 2050 e 110 espécies até 2100 se nada for feito para parar a extinção completa das espécies que se encontram em perigo de sumirem da face da Terra.

Outro estudo publicado na Nature Climate Change e liderado pelas  universidades de Stanford e a Autônoma de Barcelona incluindo pesquisadores do Imperial College London constataram que árvores e plantas poderiam remover até seis anos de emissões de dióxido de carbono até 2100, porém isso só seria possível se não houvessem mais desmatamentos, algo praticamente impossível nos dias atuais.


O estudo analisou 138 experimentos, onde os pesquisadores mapearam o potencial de plantas e árvores atuais que podem armazenar carbono extra até o final do século. O interessante é que à medida que as plantas se desenvolvem, absorvem cada vez mais dióxido de carbono do ar. O que melhoraria muito o meio ambiente, uma vez que, o homem tem aumentado às emissões de gases tóxicos na atmosfera.

No entanto, o crescimento das plantas não acontece apenas por causa das concentrações de CO2, também porque há disponibilidade de nutrientes no solo, particularmente o nitrogênio e o fósforo. Se não houver nutrientes suficientes, elas não crescerão mais, apesar das altas taxas de concentrações de CO2.

Uma pesquisa publicada na Nature Ecology and Evolution reuniu mais de 80 pesquisadores marinhos da Escola de Ciências Bológicas de Irvine, Universidade da Califórnia, e constataram o alto número de branqueamento de corais decorrente do aumento da temperatura dos mares. A pesquisa abrangeu mais de 2.500 recifes em 44 países.



Os pesquisadores marítimos liderados por Joleah Lamb, professora assistente de ecologia e biologia evolutiva reuniram diversas informações através de inspeção visual mergulhando até seis horas por dia, analisando o tamanho dos corais e a saúde de mais de 300 espécies. Constataram que, quando a temperatura do mar aumenta, os corais expulsam as algas das quais normalmente dependem para obter energia. O excesso de energia tira a cor dos corais fazendo com que fiquem brancos e morram.

Segundo os cientistas envolvidos na pesquisa, há tempo ainda para salvar os recifes se algumas estratégias forem colocadas em prática na região oceânica Indo-Pacífico. Uma dessas estratégias é proteger a região do impacto humano o que corresponde 17% do total dos corais, a outra é ajudar a recuperar 54% de todos os corais danificados e por último é tentar fazer com que as comunidades costeiras se adaptem de acordo com os corais, o que corresponde 28% do total.

Enquanto líderes de diversos países acreditarem que a destruição do meio ambiente é apenas algo imaginativo alardeado pelos ambientalistas, todos nós continuaremos assistindo de camarote a destruição de diversos habitats espalhados ao redor do mundo, entre os quais a Floresta Amazônica, que apesar da maior parte dela estar em território brasileiro é patrimônio natural da humanidade, ou seja, pertence a todos os povos.



Ignorar o problema das queimadas dizendo que é um problema ocasional causado pelo tempo seco que acomete a região neste período, é o mesmo que tentar encobrir os problemas reais que vem acontecendo há tempos na região amazônica. Os interesses políticos dos governantes, que acreditam no agronegócio como o setor mais rentável do Brasil, têm feito com que latifundiários e madeireiros explorem a região extensivamente.

As queimadas acabam sendo o recurso mais fácil para a derrubada de árvores centenárias da região, consequentemente destroem o habitat de diversas espécies animais e vegetais, a fim de possibilitarem a reutilização das áreas devastadas em pastos e o cultivo de grãos, como a soja, milho, feijão e arroz. O agronegócio é um dos setores mais lucrativos do país, sendo inteiramente apoiado pelo governo federal atual, que possui políticas de incentivo a expansão do setor sem se importar com o meio ambiente, ou seja, enquanto o país estiver lucrando, a natureza estará definhando e junto com ela toda a população global que direta e indiretamente depende da Floresta Amazônica.



Interesses políticos e econômicos jamais podem estar acima dos interesses da preservação ambiental, indiferente que no passado países desenvolvidos destruíram suas florestas, e que atualmente gastam grandes quantias de dinheiro para recuperá-las. O péssimo exemplo do passado, não de ser seguido nem pelo Brasil e muito menos pelos demais países da região Amazônica.

A política do retrocesso demonstra um governo enfraquecido, sem parâmetros, e desacreditado por não ter políticas econômicas adequadas ao desenvolvimento do país. Acreditar que um país não precisa de políticas de preservação ambiental demonstra o quanto o governo atual caminha para um abismo sem precedentes.

Enquanto a autoridade máxima de um país não se comportar como um verdadeiro chefe de Estado e continuar ofendendo ou discutindo com outros líderes através das redes sociais, o país continuará patinando no lamaçal em que se encontra atualmente, sem políticas públicas adequadas à realidade nacional, ou seja, continuaremos na corda bamba correndo o risco de sermos banidos por outros países, o que pode impedir novos acordos internacionais e até mesmo sofrer diversas sanções.

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A supremacia da elite na Terra


Marisa Fonseca Diniz



Atualmente, o planeta Terra possui mais de 7,6 bilhões de pessoas, e deste montante há um pouco mais 2.100 bilionários em todo mundo que retém mais de US$ 8,7 trilhões (dados recentes de 2019). O homem mais rico do mundo é Jeff Bezos, CEO da Amazon, que sozinho acumula uma fortuna de US$ 131 bilhões de dólares. No Brasil, por exemplo, a crise econômica parece não atingir o grupo seleto de 58 bilionários, que acumulam uma fortuna de US$ 179,7 bilhões, sendo eles proprietários de indústrias alimentícia e bebidas, varejo, além de investimentos e bancos, o fato é que, nem mesmo o Qatar sendo o país mais rico do mundo tem tantos megabilionários (apenas sete) como no maior país da América do Sul (Fonte: Forbes).

Vergonhosamente, quase metade da população mundial vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, um pouco mais que 3,4 bilhões de pessoas, que se quer possui acesso às condições básicas de sobrevivência. Segundo o Banco Mundial, no caso do Brasil são 54 milhões de pobres, o que equivale quase 1 milhão deles para cada bilionário do país, sem contabilizar neste montante os mais 24 milhões de desempregados, desalentados e subempregados, ou seja, pouquíssimos indivíduos detêm fortunas bilionárias tudo em detrimento da falta de emprego e trabalho exploratório da maioria da população tanto a nível nacional como mundial.

A população americana atualmente é de um pouco mais de 331 milhões de pessoas, por lá há 609 megabilionários, no entanto mais de 140 milhões são considerados pobres e há 5,8 milhões de desempregados. Os bilionários americanos são dos setores de tecnologia, investimentos, telecomunicação, petróleo e gás, supermercados, cosméticos, mídia e lojas de departamentos, ou seja, são os donos do mundo explorando os mais pobres.

O mais interessante nesta lista toda de megabilionários é que eles enfatizam o fato de aplicarem uma parte de seus ganhos em projetos beneficentes, porém de interesse próprio. Por outro lado, eles não divulgam que por trás de toda boa ação há uma grande maldade em penalizar os outros cidadãos em benefício próprio como é o caso do que acontece atualmente na cidade de San Francisco, Estados Unidos. Os bilionários da área da tecnologia estão tão preocupados com o crescimento acelerado nos valores dos imóveis da região de Menlo Park, que fez com que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg através de sua instituição de caridade The Chan Zuckerberg Initiative distribuisse mais de US$ 3 milhões em subsídios para ajudar a crise imobiliária que surgiu nos últimos anos na região do Vale do Silício.

Segundo David Plouffe, presidente de política e defesa da instituição, o objetivo principal destas doações era simplesmente ajudar as famílias em crise imediata, apoiando pesquisas e novas ideias, a fim de encontrar uma solução em longo prazo para a crise imobiliária que acomete a região. No entanto, nem tudo é o que parece ser, pois a aparente generosidade em tentar resolver as desigualdades sociais e econômicas da região causadas justamente pelas grandes empresas de tecnologia, incluindo o Facebook, ironicamente permitiu que todas elas acumulassem altos lucros gerados pelo problema causado, subentende-se portanto, que as doações são apenas uma maneira de tapar o sol com a peneira.



A falsa ideia de que bilionários do ramo de tecnologia têm criado instituições filantrópicas para ajudar os mais necessitados cai por terra, quando ações como estas vêm à tona, uma vez que, a direção destas instituições continuará controlando os investimentos das empresas da maneira que acharem lucrativas acumulando diversos benefícios tributários, fiscais, comerciais e acima de tudo políticos em detrimento do prejuízo causado aos menos favorecidos. A manipulação das noticias divulgadas são sempre satisfatórias aos poderosos, nada do que dizem é realmente verdade, portanto não acreditem em tudo que leem ou veem.

O perigoso mundo do filantrocapitalismo encabeçado pela maioria dos poderosos do planeta pode na verdade não acabar com a fome do mundo, e sim exterminar milhões de pobres. A mercantilização da caridade e o empoderamento que transcendem a economia tem um fator preocupante: a queda da democracia e o emergente legado político que se encontra nas mãos de pouquíssimos indivíduos considerados bilionários.

Enquanto muitos indivíduos acreditam que instituições, ONGs, fundações e entidades são apenas o caminho mais curto para diminuir as desigualdades sociais, os poderosos da elite continuam usufruindo os benefícios que a filantropia proporciona à minoria bilionária como é o caso da Fundação Bill & Melinda Gates que incentiva a promoção da saúde pública, e que no entanto  é apenas uma maneira lucrativa de ganhar dinheiro.

O Relatório “Uma economia para os 99%” efetuado pela Oxfam em 2017 destacou que os oito homens mais ricos do mundo tinham renda equivalente a 3,6 bilhões de pessoas, o que não mudou absolutamente nada nos dias atuais, e sim piorou. Os oito homens mais ricos do mundo que designam milhões de suas fortunas a projetos de saúde pública, pesquisa científica, educação e causas humanitárias são justamente aqueles considerados megafilantropos, pois quanto mais eles colaboram com o desenvolvimento destes projetos mais eles lucram, ou seja, o investimento vale a pena porque o retorno é muito lucrativo.

Em geral, as pessoas ao redor do mundo tem a falsa ideia de que os grandes empresários nos quais tanto admiram investem em megaprojetos sociais simplesmente porque estão preocupados em mitigar os impactos da miséria, pura ilusão, pois por trás de toda ação filantrópica há sim um retorno financeiro extremamente lucrativo, o que faz com que as fortunas se acumulem cada vez mais.

O filantropismo da enganação acaba sendo um absurdo quando pensamos nas propostas inescrupulosas que certos bilionários fazem aos seus colaboradores como é o caso do Twitter.  No ano de 2015, o diretor geral da empresa decidiu ceder um terço das ações da empresa avaliadas em cerca de US$ 197 milhões, o equivalente a 1% do valor total da empresa, apenas com a intenção de sanar os danos que seriam causados com a demissão de 300 funcionários, uma maneira fácil de ludibriar os funcionários, adoçar para depois amargar, ora que golpe baixo, não?!

O mais impressionante é que os interesses financeiros vão muito mais além do que se pode imaginar, não se engane, pois na cartilha dos bilionários a palavra caridade significa lucro fácil, exemplo disso foi o caso da proposta descabível que Daniel Price, Presidente da Gravity Payments, empresa de processamento de cartões de crédito fez a seus funcionários. Em abril de 2015 ele anunciou que o salário mínimo na sua empresa seria de US$ 70 mil anual enfatizando a todos os empregados que seu próprio salário seria diminuído de US$ 1,1 milhões para 70 mil dólares, uau!

Vamos entender melhor o caso, na época a empresa possuía cerca de 120 funcionários com salários anuais de 50 mil dólares, porém o plano era apenas duplicar o salário de 30 pessoas e aumentar o salário de outras 40 que ganhavam abaixo de US$ 70 mil dólares deixando os demais na mesma situação salarial em que se encontravam. Dentro deste plano não estava incluso as demissões, o aumento nos preços das ofertas comerciais e nem o corte nos salários dos outros executivos, já que mais da metade do custo total seria assegurado pelo corte no salário de Daniel Price ou pelos lucros da empresa.

Essa medida fez com que o interesse mensal dos clientes aumentasse de 30 para 2000 em duas semanas, um impacto enorme no chamado custo de aquisição do cliente levando a contratação de mais 10 funcionários. No entanto, seu sócio/irmão detinha 30% da empresa e o processou por considerar que Daniel Price recebia vencimentos superiores a que tinha direito.

A repercussão do plano e o processo judicial deu o que falar na mídia e Daniel por sua vez recebeu diversas propostas atrativas nos quais fez mais que duplicar seus ganhos financeiros devido os convites recebidos para fazer palestras e escrever um livro. Percebemos que Price nada perdeu, apenas lucrou com sua intenção nada caridosa de colocar todos os funcionários no mesmo patamar de ganhos.



O termo filantrocapitalismo surgiu em 2008 quando citado pelo editor da revista The Economist, Matthew Bishop no qual definiu que os filantrocapitalistas não são doadores tradicionais e sim investidores sociais que direcionam os recursos financeiros a causas que consideram prioritárias. 

A dupla vertente do filantrocapitalismo demonstra o potencial filantrópico do sistema capitalista infiltrando princípios e práticas da filantropia em projetos de interesse próprio e que tenham fins lucrativos. Nada é o que verdadeiramente parece ser aos olhos dos tolos que acreditam em caridade gratuita.

No entanto, não podemos esquecer que a elite bilionária manipula as pessoas do mundo todo, direta e indiretamente não tem como escapar, pois é ela quem decide o que irá produzir de alimentos, bebidas, automóveis, vestuário, aparelhos eletrônicos, e o que irá reproduzir na mídia, o manejo das telecomunicações, tudo o que se pode imaginar, nada, absolutamente nada escapa do controle.

Ironicamente ainda encontramos em algumas comunidades espalhadas pelo mundo pessoas que apoiam e exaltam decisões como estas, apenas pelo fato de acreditarem que um dia poderão adentrar neste seleto círculo de iluminados, porém o que poucos indivíduos sabem é que a própria elite decide quem entra ou saí do grupo.



As ações da elite mundial não ficam apenas na filantropia, a audácia vai muito mais além, a quantidade de desempregados em todo mundo pode triplicar nos próximos anos, já que medidas tecnológicas vêm sendo tomadas para exterminar de vez os empregos. Altos investimentos em inteligência artificial vêm sendo aplicados em todo mundo, a fim de se criar robôs eficientes na execução de tarefas antes exercidas por seres humanos, além de criar programas de computador cada vez mais inteligentes. Manter um robô em funcionamento é muito mais barato do que manter um ser humano trabalhando, além do que, a máquina será obediente a todos os comandos, enquanto o mesmo não pode ser garantindo com os indivíduos. Os robôs já vêm sendo substituídos em várias frentes de trabalho de diversos setores da economia, tais como a construção civil, produção industrial, atendimento, supermercados, empresas de tecnologia, entre outros.

O agravante é que, a substituição da mão de obra humana pela tecnológica fará com que os governos de todo mundo fiquem mais endividados por não terem dinheiro suficiente para pagar as aposentadorias e pensões daqueles que recebem dinheiro das instituições públicas, além do que, não terá ajuda financeira disponível para este grande contingente de desempregados.

A melhor solução será criar métodos silenciosos de extermínio da grande massa populacional inútil, o que por sinal já vem acontecendo há anos como é o caso do surgimento de vírus e bactérias mais potentes e difíceis de serem eliminadas. Doenças antes consideradas erradicadas, atualmente têm efeitos muito mais devastadores, e a indústria farmacêutica não tem interesse em desenvolver pesquisas para o desenvolvimento de novas drogas, que possam exterminar de vez o problema, uma vez que não é rentável financeiramente. 

O consumo de remédios em longo prazo é muito mais rentável do que aqueles que resolvem os problemas de saúde em curto prazo, ou seja, continuaremos reféns dos interesses financeiros da elite mundial ou em último caso morreremos.



Outro fator preocupante é a falta de interesse em acabar com a deterioração galopante do meio ambiente por parte dos poderosos, a situação do jeito que está é muito mais rentável à elite bilionária que rege o mundo. As pessoas estão morrendo de fome pelo  esgotamento do meio ambiente como pode ser visto no artigo O tempo está se esgotando..., a cada dia que passa mais pessoas tendem a morrer de fome ou envenenadas pelos agrotóxicos utilizados nas lavouras que estão cada vez mais potencialmente perigosos.

Muitos cidadãos podem se questionar sobre quais são os problemas causados pelos  vírus, fungos e bactérias potencialmente devastadores, porém não podem esquecer que a ideia de exterminio em massa não acometerá apenas a população mais desprovida de recursos financeiros como também poderá prejudicar a elite. No entanto, dentro desta análise há um detalhe significativo, que há sim imunização, porém apenas os poderosos  poderão pagar milhões por uma dose. Lembremos, que a elite controla quem terá o direito de se imunizar e ficar ileso dos efeitos destrutivos destes potentes organismos vivos.

Em referência aos alimentos, já existem diversos bunkers espalhados pelo mundo com sementes e mudas sendo catalogadas e cultivadas sem nenhum tipo de pesticida ou agrotóxico, porém a população não tem acesso a elas, apenas a elite mundial. Para muitas pessoas todas estas ações podem ser consideradas uma mera conspiração, porém se analisarmos detalhadamente todos os fatos veremos que vivemos tempos difíceis há algum tempo, pois o surgimento de doenças cada vez mais agressivas tem exterminado assustadoramente populações com rendas cada vez mais baixas, pois a falta de acesso à hospitais e médicos especializados impossibilitam que se tenha um tratamento mais eficiente para combatê-las.

O crescimento descontrolado da população em certas regiões mais pobres do planeta, um número maior de pessoas sendo escravizadas e sem emprego tem tirado a oportunidade dos mais pobres de terem uma condição mais digna de sobrevivência, os altos custos com alimentação diária necessária ao corpo humano e a falta de acesso a itens básicos de sobrevivência faz com que cada dia mais pessoas morram por desnutrição ou infecção.

Governantes cada vez mais intolerantes, corruptos, sanguinários tem massacrado a população com elevadas taxas e impostos em pró a interesses próprios ignorando por completo a elaboração de  políticas públicas a favor da população do país. A cada dia que passa, governos adotam políticas direcionadas aos mais poderosos abandonando por completo as classes menos abastadas, não há segurança, saúde, educação e muito menos o básico necessário para ter uma vida mais digna.

A quantidade de miseráveis no mundo cresce assustadoramente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD no seu último levantamento do Índice de Pobreza Multidimensional (2018) concluiu que do total de pessoas no mundo que são consideradas pobres, 46% vive abaixo da linha da pobreza. A pobreza multidimensional é encontrada em todas as regiões em desenvolvimento no mundo, mas é bem maior na África Subsaariana e no Sul da Ásia.



Na África Subsaariana, cerca de 58% da população ou 560 milhões de pessoas vivem na pobreza multidimensional, e no sul da Ásia são 31% da população ou 546 milhões de pessoas, que se encontram nesta mesma condição. Outro dado chocante é que a maior parte dos considerados multidimensionalmente pobres vive em áreas rurais em todo o mundo, sendo que 36% corresponde a quatro vezes mais do que quem vive nas áreas urbanas.

Não devemos esquecer que alguns índices considerados aceitáveis para ter uma boa qualidade de vida são os seguintes: nutrição, baixa mortalidade infantil, anos de escolaridade, crianças matriculadas em escolas, energia para cozinhar, saneamento, água, eletricidade, moradia digna e renda. É parece que estamos chegando aos finais dos tempos, pois enquanto a população definha, a elite desperdiça recursos para satisfazer seus desejos mais insanos.

Pense bem sobre isso, se você não faz parte do seleto grupo dos iluminados bilionários mundiais e tão pouco faz parte dos miseráveis, então você faz parte da classe mediana, que para os índices e para a elite mundial não significa absolutamente nada, a não ser um mero pobretão metido a besta!

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O trabalho A supremacia da elite na Terra de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://marisadiniznetworking.blogspot.com/2019/06/a-supremacia-da-elite-na-terra.html.