O atendimento é a chave do sucesso de uma organização


Marisa Fonseca Diniz




Atendimento é o ato de atender ou recepcionar alguém, isso é o que todos os profissionais que trabalham na área da recepção ou do atendimento ao cliente deveriam fazer. Porém, quando nos dirigimos ou entramos em contato por telefone com uma organização privada ou pública, o que recebemos nem sempre é um bom atendimento.

Profissionais de má vontade, grosseiros, mal educados, mal qualificados e que não respeitam quem quer que seja é o que mais encontramos atualmente trabalhando. Os órgãos públicos detêm uma grande parte de profissionais mal preparados para atender o público em geral, principalmente na área da saúde e educação. Quando um concurso público é aberto para o preenchimento de vagas de atendimento, além da escolaridade apropriada deveria exigir também experiência na área de atendimento, pois o que se nota é um bando de profissionais mal preparados que estão apenas interessados na estabilidade profissional, e em receber um salário gordo no final do mês.

O Decreto Lei 2.848/40 do Código Penal, artigo 331 que determina pena de detenção de seis meses a dois, ou multa, quando o funcionário público é desacatado no exercício da função ou em razão dela, só beneficiou o profissional preguiçoso que não respeita as pessoas. Não generalizando todos os profissionais ativos, mas uma boa parte dos funcionários públicos se quer tem a boa vontade ou são educados com o público em geral.

Outra triste realidade é em questão aos profissionais terceirizados que desempenham a função do atendimento em órgãos públicos, principalmente no que se diz respeito á saúde. Profissionais jovens demais, irresponsáveis, imaturos, mal formados e treinados no atendimento a idosos, doentes e deficientes são uma constância diária verificada em órgãos da saúde pública.

O atendimento que deveria ser excelência àqueles que temporariamente se encontram debilitados é caótico. A falta de boa vontade em ler uma guia de encaminhamento, indicar o caminho de um consultório médico ou de um exame torna-se uma via sacra aos pacientes que se sentem perdidos pela falta de informação adequada. Em geral, os profissionais de atendimento sentem-se a vontade para ridicularizarem os pacientes e divertem-se com a situação criada por eles, onde o paciente acaba sendo o palhaço da organização naquele momento. Onde está o respeito aos doentes?

Profissionais da área educacional que deveriam dar o exemplo na questão do atendimento é outro problema. Atendimentos mal feitos geram desentendimentos entre pais, professores e gestores educacionais e tem se tornado uma constância nos dias atuais. Funcionários de atendimento que estão mais interessados em ficarem digitando inutilidades em seus celulares ou ficarem visitando páginas de redes sociais em seus computadores de trabalho já virou normalidade. Ignoram por completo a presença de pais e alunos que procuram informações nas escolas ou nos órgãos associados à educação. Onde está a educação tão apregoada nas instituições de ensino?

Organizações privadas perdem tempo e dinheiro desenvolvendo diferenciais de mercados em relação a produtos e serviços, mas esquecem de investir no treinamento dos seus funcionários de atendimento ao cliente. Comprar um produto ou adquirir um serviço novo é fácil, o difícil é resolver o problema ocasionado por eles. Centrais de atendimento telefônico com profissionais mal qualificados que não sabem dialogar ou entender um problema é uma constância no Brasil.

O atendimento precário das empresas ocasiona a fuga de clientes, e deteriora a imagem das organizações. O lucro acaba se tornando prejuízo ao longo do 
tempo, a falta de investimento em políticas adequadas de recursos humanos, treinamentos e qualidade estimulam a precariedade do atendimento das organizações públicas e privadas no país.

A falta de gerenciamento adequado dos profissionais de atendimento tem virado um agravante negativo nos dias atuais. Os profissionais de atendimento são diferenciados no mercado por beleza, idade e incompetência, enquanto os bons profissionais experientes na área são dispensados.

As empresas precisam rever melhor seus conceitos antes que seja tarde, pois estamos às vésperas de campeonatos internacionais importantes, onde o país terá uma larga presença de estrangeiros em seu território. A falta de qualidade no atendimento é grave, pois os profissionais mal sabem se expressar no idioma nativo, imaginem nos demais idiomas onde o conhecimento básico é nulo?

O péssimo atendimento ao cliente pode destruir a imagem de uma empresa, de um produto ou serviço. Mas, quem está realmente interessado nisso no país?

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Que tal morar em uma edificação sustentável?


Marisa Fonseca Diniz

O termo sustentabilidade surgiu a partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano realizada na cidade de Estocolmo, na Suécia em junho de 1972. A palavra sustentável veio do latim sustentare, que significa sustentar, defender, favorecer, cuidar, porém segundo o Relatório de Brundland de 1987 o uso sustentável dos recursos naturais deve suprir as necessidades das gerações presentes sem afetar as possibilidades das gerações futuras.

Atualmente, o conceito sustentabilidade está muito relacionado à responsabilidade social das organizações desenvolvendo o conceito da vantagem competitiva. A expansão de alguns setores e mercados como o da construção civil, por exemplo, permitiu o desenvolvimento da vantagem competitiva de técnicas, processos e produtos adequados na utilização de construções sustentáveis, que não agridem o meio ambiente e utilizam recursos ecologicamente corretos.

A exemplo desta competitividade sustentável há diversos projetos de construções ecológicas em desenvolvimento ao redor do mundo, que devem ser seguidos por todos os países, tais como:


Greenwich Millennium Eco Village: é um empreendimento de habitação popular localizado na Península de Greenwich, na Inglaterra. As residências são construídas dentro dos padrões internacionais direcionados a conservação do meio ambiente. Nas construções são utilizados materiais sustentáveis, tais como vidros com alto desempenho térmico e acústico, sistemas de ventilação e recuperação do calor, a utilização de placas que acumulam a luz natural e iluminam as residências, o aproveitamento de águas pluviais no abastecimento local, a utilização de azulejos e pisos de carvalho, entre outros. 



Dongtan, China: é um projeto de construções criado para ser a cidade mais autossustentável da China, sendo que, até 2050 tem projeção para abrigar pelo menos 500.000 habitantes. A primeira fase do projeto estava prevista para 2010, mas as obras estão atrasadas. Os apartamentos foram planejados para aproveitar as condições naturais do clima utilizando vidros térmicos que diminuem o consumo de energia.

O projeto foi desenhado para ter edificações de no máximo seis andares, dispensando a utilização de elevadores. Placas solares, biogás, energia eólica, e biomassa gerada através da casca de arroz previamente gerariam a energia a ser utilizada nas edificações. O sistema de água duplo foi planejado para ter água potável e não potável, sendo esta última para ser usada na descarga e irrigação.

O lixo seria 80% reciclado, os dejetos processados e reutilizados como adubo. Os meios de transportes público da eco cidade não emitiriam gases poluentes, pois seriam movidos a eletricidade ou hidrogênio.



Masdar City, Abu Dhabi: 19 milhões de dólares estão sendo investidos até 2015 na construção da cidade sustentável, Masdar City nos Emirados Árabes Unidos. Projetos arrojados de gestão eficiente de água, além de uma central de dessalinização que utiliza energia solar. A cidade foi planejada para ser totalmente isenta em emissão de carbono, onde carros não são permitidos, apenas os elétricos.

O lixo será utilizado como fertilizantes, além de gerar energia através da incineração. Plásticos e metais serão totalmente reciclados e reutilizados. 



Tianjin Eco-City: um modelo de cidade sustentável idealizado pelos governos de Cingapura e da China tem previsão para abrigarem cerca de 350 mil habitantes em 2020. A eco cidade foi planejada com base em três pontos importantes: proteção ambiental, desenvolvimento social e desenvolvimento econômico utilizando recursos sustentáveis que proporcionarão uma excelente qualidade de vida aos futuros moradores e trabalhadores.



8 House, Dinamarca: um projeto que mistura habitações e escritórios ecologicamente corretos distribuídos em 61.000 metros quadrados em formato de gravata borboleta. Os apartamentos são colocados na parte superior do edifício para se beneficiar da vista, do ar fresco e da luz solar. As moradias são ladeadas de jardins e cobertos de telhados verdes que tem a função de reduzir o calor. 




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Que tipo de animal você é?


Marisa Fonseca Diniz




Em 1992, Maximiniano definiu a “organização” como sendo a combinação de esforços individuais com a finalidade de realizar propósitos coletivos. Por meio de uma organização é possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Sendo assim, a definição que expressa melhor o significado de uma organização é aquela formada pela soma de pessoas, máquinas, recursos, finanças, entre outros, que visam o alcance de objetivos e resultados estabelecidos.

Atualmente, o comportamento profissional das pessoas envolvidas nas organizações é visto como um grande desafio às empresas. As atitudes expressas por alguns profissionais envolvidos nos processos organizacionais, em geral, tem sido motivos de preocupação no que se diz respeito ao resultado final obtido.

O ambiente organizacional que antes era considerado saudável tem se tornado em algumas empresas um verdadeiro campo de batalha. Onde, profissionais mal preparados e mal dirigidos tem expressado suas atitudes diárias através de comportamentos inadequados ao desenvolvimento positivo das empresas em todas as áreas de atuação.

Por outro lado há comportamentos profissionais que geram resultados positivos e proveitosos ao desenvolvimento das equipes  e organizações. Para saber qual a melhor personalidade profissional adequada aos moldes processuais de cada empresa, os comportamentos foram comparados à vida selvagem de alguns animais em destaque na natureza. Vamos conhecê-los:  


Águia: é uma ave de rapina, carnívora e com visão aguçada. Profissionais águias são experientes, astutos, inteligentes, determinados, focados em seus objetivos, trabalhadores, ótimos líderes, destemidos, desafiadores e são uma ameaça aos demais profissionais da empresa, pois nem todas as pessoas possuem as mesmas características e acabam se acovardando perante este tipo de profissional águia;

Cachorro: é um mamífero social e fiel. Os profissionais com características deste animal são ótimos trabalhadores, obedientes, organizados, expressivos e fiéis;

Cobra: é um réptil que se arrasta e na natureza é considerado  um animal peçonhento e vingativo. Profissionais considerados cobras, em geral são pessoas falsas, invejosas e adoram ficar rondando as pessoas que demonstram ameaças ou desagrado pessoal e profissional, facilmente dão o bote prejudicando os desavisados;

Escorpião: é um animal invertebrado que utiliza o veneno para mobilizar a pressa. Os profissionais considerados ambiciosos e venenosos não possuem limites para o trabalho. Possuem personalidade forte com oscilações de humor, não executam as tarefas de maneira satisfatória, são autoritários, discutem com os colegas de trabalho e não medem as consequências em prejudicar quem quer que esteja em seu caminho;

Galinha d’angola: são aves que vivem em bandos e extremamente agitadas e estressadas. O profissional galinha é de personalidade estressada, vive ciscando de um canto ao outro e nunca se compromete com nada. São profissionais de personalidade acomodada e sem iniciativa;

Hiena: é um animal carnívoro, muito agressivo costumam matar uns aos outros e produzem o som parecido a uma risada. O profissional hiena está sempre rindo é interesseiro, falso, fofoqueiro, copia projetos e ideias alheias, e adora se fazer de inocente;

Lobos: são animais predadores com ótima visão e uma audição apurada. Os profissionais lobos são em geral experientes e excelentes observadores, porém muitas vezes são utilizados pela chefia como informantes, principalmente quando há possibilidades de cortes na empresa;

Leão: é um animal carnívoro considerado o rei da floresta por sua personalidade dominante. O profissional com características de leão gosta de ter a atenção dos outros voltada toda para ele, se destacam em posições de comando, se adapta as atividades de liderança, risco e desafio, quando trabalham com pessoas pacificas ou apáticas não poupam esforços em explorá-las profissionalmente;

Maritaca: é uma ave que vive em bandos e fazem barulho estridente. O profissional maritaca é falante, extrovertido,  sempre se dispõem em ajudar os demais da equipe, mas não se iluda é apenas promessa. São irresponsáveis, imaturos, enrolões, atrapalham o trabalho dos outros profissionais, e não apresentam resultados positivos;

Ovelha: é um animal ruminante acostumado a viver em grupo. O profissional ovelha é medroso, não são criativos, não se interessa por atividades inovadoras possuem aprendizado restrito, só servem para executar trabalhos fáceis onde não precisam pensar muito;

Pavão: é uma ave conquistadora e de plumagem colorida. O profissional pavão é aquele que vai trabalhar vestido como se fosse a uma festa, adora falar alto e chamar a atenção dos demais, porém não traz resultados positivos à empresa. São profissionais preguiçosos, imaturos, irresponsáveis, polêmicos, exibicionistas e cheios de  manias;

Urubu: é uma ave individualista e agressiva. O profissional urubu é pessimista, vive reclamando, preguiçoso com baixa autoestima, e desmotivado por natureza.

Qual destes animais corresponde a sua personalidade profissional?


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Brasil: “ignorância pela ignorância”


Marisa Fonseca Diniz





No Brasil somos aproximadamente 150 milhões de cidadãos, porém menos de 5% do total de brasileiros é considerado “culto”. Entenda-se culto as pessoas que possuem opinião, conhecimentos políticos, econômicos, sociais, profissionais, culturais, entre outros, além de uma ótima formação escolar e familiar, isto é, EDUCAÇÃO.

Educação esta que anda em falta para os 95% restantes da população brasileira. Independente da classe social, o brasileiro é considerado pelos demais povos como uma população “ignorante” e o pior é que o brasileiro sente orgulho deste título.

A palavra “ignorância” pode soar forte para algumas pessoas, mas é a que melhor exprime a realidade do país. A falta de conhecimentos básicos de educação como limite, regras, moral e civilidade deixou de ser um orgulho à pátria.

O Brasil é um dos poucos países que pune quem é responsável pela educação familiar e escolar, isso mesmo, é proibido punir as crianças com rigor e limites. A liberdade é apregoada como exemplo de civilidade e recebe apoio de instituições públicas e privadas, as quais recriminam qualquer tipo de punição ou imposição de limites aos menores do país. As alegações são as mais variadas desde o trauma psicológico até a falta de afeto por parte dos responsáveis.

Ensina-se desde pequeno que os “pais” têm a obrigação de prover aos filhos, além de alimentação e educação, todo tipo de conforto necessário ao bom desenvolvimento infantil, incluindo tecnologia como forma de educação. Os menores aprendem que a sociedade e o mundo de modo geral têm a obrigação de atender todos os seus desejos, e se algum dia isto vier a faltar, os jovens são instigados a contemplar seus desejos mesmo que para isso precisem usar a força.

Menor no Brasil pode tudo, inclusive matar, roubar, estuprar e cometer qualquer tipo de delito, mas não pode ser punido severamente pelos seus atos cruéis. Assim, quando se tornam adultos eles têm a certeza da impunidade, e se sentem cada vez mais fortes por isso.

A ignorância do povo brasileiro vai muito mais além, o ensino que deveria ser prioridade de um governo é uma verdadeira vergonha mundial, nossas instituições escolares são as piores do mundo. Professores, gestores e acadêmicos em geral são mal formados, não tem opinião de nada, são péssimos funcionários, mas são ótimos políticos. Raros são os professores altamente capacitados que executam a função por amor à profissão e aos alunos e que buscam mudar o país.

Anualmente diversas faculdades formam profissionais analfabetos, responsáveis em repassar conhecimentos a diversos alunos de escolas públicas e particulares espalhadas pelo país, um problema que já começa na base do ensino e vai replicando por gerações.

Somos um país que se orgulha em discriminar gerações, e idolatra outras, estufa-se o peito dizendo que as gerações “Y” e “Z” são o futuro do país. Gerações estas que não sabem que a Crimeia não é um aplicativo de celular e muito menos uma marca nova de biscoito, pasmem, mas estas foram às respostas que alguns doutores em economia internacional e história escutaram de seus alunos.

Gerações de ignorantes que levantam a bandeira do socialismo, mas possuem o último modelo de smartphone, o carro mais caro, só usam roupa de marca e almoçam em restaurantes caríssimos da moda. É precisamos informar para este povo a diferença entre capitalismo, socialismo, comunismo e anarquia, pois os conceitos andam bem deturpados.

O brasileiro se considera tão evoluído que lança moda nas redes sociais e um bando de pessoas “sem noção” os seguem achando o máximo. Moda dos peitos de fora, das músicas de aclamação ao crime, danças em pró a prostituição e lemas preconceituosos recheados de futilidades.

As redes sociais e profissionais viraram o muro das lamentações dos brasileiros vazios que não sabem reivindicar cara a cara com os seus representantes ou com os órgãos públicos e privados os seus direitos. O oportunismo barato das redes demonstra cada dia mais o quanto o brasileiro é ignorante e procura popularidade do modo errado. Quando nada conseguem, usam a baderna e o vandalismo como forma de manifestação, porém são totalmente desinformados e incapazes de discernir os fatos.

Brasileiro é assim, reclama de tudo, inclusive quando uma marca famosa de artigos esportivos lança uma camiseta com publicidade apelativa. Instantaneamente os falsos críticos moralistas aparecem para defender as mulheres, as quais eles acham que estão sendo desrespeitadas, mas esquecem de que a imagem que é exportada ao estrangeiro é a da mulher fácil.  A imagem repassada é daquelas que expõem na mídia o corpo desnudo sensualizando nas festas de carnaval, nas baladas, nas programações televisivas e nas redes sociais. Os brasileiros adoram ser reconhecidos pelo corpo escultural, nunca pela mente, aliás, os pesquisadores brasileiros passam fome nesse país que considera gente inteligente um estorvo.

A população brasileira está realmente longe de se tornar um povo culto em todos os sentidos. Pessoas com opinião formada são difíceis de serem manipuladas em todos os aspectos. Políticos e empresários odeiam pessoas cultas, pois acreditam que é uma péssima influência às demais pessoas. O ignorante é um ser fácil de ser ludibriado, qualquer mentira passa a ser verdadeira quando as pessoas não possuem discernimento para a reconhecerem como tal.

Empresários reclamam de que não há profissionais capacitados, concordo plenamente, pois os ignorantes profissionais são incapacitados de reconhecer um profissional culto no meio de tantos outros iguais a ele. O profissional brasileiro se considera um expert em gestão e negócios, mas não tem a capacidade para criar processos próprios que se adaptam a realidade econômica do país, e pior, copia todos os processos dos estrangeiros, principalmente os fracassos.

Mente descaradamente nos currículos, o idioma básico vira fluente, as viagens de passeio viram viagens de negócio, as certificações servem apenas como chamativo para empresários e recrutadores despreparados em reconhecer uma boa lábia mentirosa, e quando o profissional precisa demonstrar todo o seu conhecimento, é um vexame. Não sabe interpretar um texto no idioma nativo e quando arrisca no inglês, que vergonha.

No Brasil ser ignorante é sinal de prestígio, aqui quem recebe glórias é o corrupto, o assaltante, o mentiroso, o manipulador, o assassino, o traficante espelho da população ignorante. População ignorante esta que elege o político bonitinho, popular não por sua capacidade, aliás, nem procuram saber do passado do candidato, é chato ficar olhando e lendo isso.

O eleitor ignorante acredita em promessas de campanha, mas não sabe cobrá-las. Recebe favorecimento por meio de bolsas miséria, e acha que está no lucro já que detesta trabalhar. Pagam impostos exorbitantes, e ficam calados mediante a roubalheira no país. Recebem serviços de péssima qualidade, e não reivindicam nada, aliás, acham normal serem tratados como animais nos hospitais públicos, nos transportes e nos órgãos governamentais de qualquer natureza.

O Brasil está muito longe de ser um país desenvolvido, enquanto isso continuaremos sendo considerados o chiqueiro do mundo, governado por um bando de comunistas terroristas que se gabam de suas ideologias retrógradas. Incompetentes em gerir um país de tamanha grandiosidade, mas com um povo ignorante que é facilmente manipulado e acredita em tudo que vê e ouve.

A falta de EDUCAÇÃO do povo brasileiro está refletida na sociedade, na economia, na política, na cultura, na segurança e na imagem do país no exterior. 
Enquanto o povo “cego” grita pela Copa do Mundo e as Olimpíadas, os governantes corruptos fecham os olhos e comemoram antecipadamente mais alguns anos de reeleição. Se os brasileiros fossem no mínimo inteligentes nem teriam apoiado os projetos esportivos do antigo presidente “popular” do Brasil, e hoje estariam comemorando a construção de novos hospitais, escolas, infraestrutura aeroportuária, investimentos em transportes, na indústria, entre outros. Só resta lamentar a ignorância pela ignorância.

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A valorização do gestor competente nas empresas



Marisa Fonseca Diniz



No Brasil foram criadas mais de 1.840.000 novas empresas só em 2013 segundo dados do indicador Serasa Experian, o que representa um aumento de 8,8% na comparação do ano de 2012, sendo que, mais de 57,2%  do total são empresas de serviços.

Recentemente participei de um workshop direcionado a profissionais de gestão, e confesso que saí de lá bem preocupada com o rumo das empresas, pois mais da metade dos participantes se quer tinham conhecimentos mínimos de gestão empresarial. Um bom gestor necessita ter a visão geral de uma empresa a curto e longo prazo. Engana-se quem acha que um gestor não necessita deter outros conhecimentos.

Planejamento, orçamento, custos, tributos, marketing, estratégias de negócios, gerenciamento, entre outros são conhecimentos mínimos que um bom profissional da área de gestão necessita ter  para que uma empresa tenha resultados financeiros positivos e satisfatórios por longo prazo.

A economia brasileira oscila muito, e há a necessidade de se ter profissionais adequados na direção das empresas com visão futura para projetarem os resultados da empresa. O que muitos empresários desconhecem é que, a maioria dos profissionais de gestão sequer possuem qualificação ou experiência em mercado de economia instável.

Pequenas e micro empresas são justamente as que mais sofrem com o problema da instabilidade econômica do país. A falta de plano de negócios, e de um profissional de gestão competente que saiba driblar a falta de fluxo financeiro por um determinado período, pode fazer com que a empresa tenha o comprometimento da saúde econômica devido a financiamentos e dívidas desnecessárias.

A maioria dos empresários de micro e pequenas empresas tem a cultura empresarial ultrapassada de que contratar um gestor jovem ou barato ou até mesmo um profissional indicado seja a melhor solução para a empresa. Esta política retrógrada não combina com as deficiências encontradas na maioria dos profissionais, pois nem todo gestor jovem é comprometido com as obrigações da empresa, e nem todo profissional barato é eficiente, assim como nem todo profissional indicado tem a capacidade de erguer uma empresa em queda.

Profissionais jovens são criativos, mas sedentos de conhecimento. O profissional barato não se atualiza, não detêm novos conhecimentos técnicos e tampouco é motivador. O profissional indicado já entra na empresa com visão de que é protegido por um superior, e com certeza não se compromete com as obrigações diárias, pois sabe que raramente será demitido se fizer alguma besteira. A política empresarial do pouco por muito não funciona no dia-a-dia, o custo acaba sendo elevado e não compensa.

Profissionais de gestão mal formados e informados decorrentes da falta de estudo adequados são os mais comumente encontrados no mercado de trabalho. O bom profissional de gestão é caro para a maioria das empresas, mas detêm o conhecimento, experiência, competência e a excelência para desenvolver as técnicas e processos adequados para que uma empresa tenha ótimos resultados. Além de manter suas equipes motivadas, e comprometidas com o crescimento da empresa no ambiente global.

Apesar do mercado de trabalho de gestão atual caminhar a passos lentos, nem todos os profissionais acima dos 40 anos são qualificados, experientes, motivadores, comprometidos, responsáveis ou se interessam pela atualização profissional constante. Há ainda muitos profissionais acomodados, inabilitados e incompetentes que não se submetem a valores salariais baixos, e consideram-se acima de qualquer outro profissional mais qualificado do que eles.

Cabe aos profissionais de recursos humanos e os empresários a dura missão de selecionarem os melhores profissionais capacitados para gerir as empresas em épocas de baixa produtividade e crescimento.

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Construção Civil: “insumos ecológicos”


Marisa Fonseca Diniz



Desde a antiguidade, o ser humano vem usando indiscriminadamente o ambiente natural, como se os recursos existentes nele fossem ilimitados. Na América do Norte, os colonos derrubaram florestas inteiras, na Europa, África e Ásia a exploração excessiva e a queimadas destruíram imensas camadas de vegetação. Caçadores em todo o mundo mataram vários animais para obter marfim, óleo e outros produtos valiosos, e acabaram extinguindo diversas espécies, além de acabar com o habitat de diversos animais.

A partir do século passado é que as nações começaram a se conscientizar da importância da preservação do meio ambiente. Governos, entidades públicas, organizações não governamentais, órgãos de pesquisa tem procurado desenvolver tecnologias, processos e programas de prevenção contra a destruição e o desperdício das riquezas naturais.

A camada fértil da terra responsável pela produção de alimentos tem sido destruída gradativamente, o desgaste do solo contribui para o desaparecimento dos nutrientes. Árvores e arbustos necessários à preservação da terra têm sido constantemente desmatados, impossibilitando desta maneira que, as raízes sejam firmadas ao solo a fim de reter a água das chuvas. Superfícies desprovidas de vegetação devido à contínua destruição das florestas fazem com que a terra fique fofa, e não consiga reter a água causando erosões.

A poluição do ar e da água é outro fator preocupante, peixes morrem por causa do excesso de esgotos e detritos químicos lançados nos rios e mares, que além de contaminar as águas contaminam os solos próximos a eles. O ar poluído típico das grandes cidades é causado pela poluição advinda do escapamento de carros e pelas chaminés das indústrias.

A utilização desenfreada de recursos minerais não renováveis é outra preocupação, pois além de serem utilizados como fonte de energia é altamente poluente. Muitos dos setores da economia mundial vêm contribuindo com a degradação do meio natural em que vivemos.

Um destes setores é o da construção civil, que utiliza em sua maioria produtos compostos por minerais não renováveis, contribuindo gradativamente com a poluição do meio ambiente.

A necessidade de desenvolver produtos sustentáveis para serem utilizados no setor tem feito com que, empresas e profissionais invistam cada dia mais em pesquisas. O conceito de que todo produto e processo sustentável tem custo elevado vem perdendo espaço nos últimos anos. A destruição do meio ambiente tem sido fator determinante para o desenvolvimento de técnicas e insumos sustentáveis no setor da construção civil.

Muitos profissionais do setor achavam que fosse impossível desenvolver compostos ecológicos que substituíssem de maneira satisfatória os compostos químicos dos produtos utilizados nas obras civis. Dentre este produtos estão os selantes, os adesivos e o verniz.   

No Brasil, pesquisas financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) com o apoio da Cietec, IPEN, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT e o Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT possibilitaram o desenvolvimento de novos compostos ecológicos a serem agregados na composição de selantes e adesivos.  

Os produtos são à base de água excelentes para serem aplicados em paredes, pavimentos, janelas e coberturas. Todos eles são isentos de solventes derivados de hidrocarbonetos aromáticos compostos de orgânicos voláteis (VOCs), e isocianatos que degradam o meio ambiente e fazem mal a saúde.

No caso do verniz ecológico há duas versões: metal e madeira. O   verniz para metais é aquoso e sem solventes com a função de formar uma camada protetora e anticorrosiva, excelente para o uso em alumínio, aço, metais ferrosos e metais amarelos em geral. O verniz para madeira por sua vez é elaborado à base de óleos vegetais e resinas naturais, substituindo a aguarrás, o poliuretano e o epóxi que são produtos químicos altamente poluentes que agridem o meio ambiente.

Através da conscientização ecológica de todos os profissionais e empresários do setor da construção civil, mais produtos e processos sustentáveis poderão ser desenvolvidos no futuro, basta “boa vontade” para que isso aconteça.

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