O medíocre mercado de trabalho brasileiro


Marisa Fonseca Diniz



A economia do Brasil, segundo dados do relatório World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional-FMI, relata que o país tem poucas perspectivas de crescimento para este ano e os próximos. A falta de investimentos em infraestrutura, a alta taxa inflacionária e o baixo investimento privado tem feito com que, as perspectivas de desenvolvimento do país fiquem bem abaixo do esperado para este ano.

A péssima administração federal é um dos aspectos mais preocupantes entre os empresários brasileiros. A falta de diálogo do governo com o empresariado brasileiro tem proporcionado certa   desconfiança dos setores da economia brasileira, que tem interpretado estas ações como um reflexo da falta de política adequada para controlar a economia que caminha ao precipício.

A alta carga tributária das empresas e a falta de uma economia estável têm motivado à evasão de investimentos do país. Há anos não há investimentos significativos no parque industrial nacional, com isso, menos empregos são gerados, e mais trabalhadores dispensados. As pouquíssimas vagas abertas no mercado de trabalho nos últimos dez anos têm sido criadas exclusivamente no comércio de bens de consumo e serviços.

Sem produção industrial não há como repor os estoques do comércio brasileiro de maneira satisfatória, pois a política gerada pelo governo federal nesta última década foi a de importar equipamentos e produtos da China, que possuem baixa qualidade e são muito mais baratos que os nacionais ficando inviável a competição.

A política econômica de incentivo ao consumo desenfreado de bens de consumo gerou um problema maior a população e a estabilidade do país. Atualmente, o reflexo desta economia de consumismo empobreceu a população brasileira e há muita desconfiança de que a economia não se fortalecerá no futuro. Sem crescimento, o país tende a se endividar cada dia mais.

Enquanto isso, a equipe econômica brasileira tenta driblar os problemas internos gerados pela ineficiência da sua gestão, a população vêm passando por dificuldades financeiras,se endividando cada dia mais com a alta taxa de preços e impostos abusivos.  Não há geração de novas oportunidades de trabalho formal no país, e esta situação tende a piorar nos próximos anos, uma vez que, os investimentos públicos no setor ficam a desejar.

As falsas promessas das campanhas eleitorais de geração de emprego nesta última década tem proporcionado um alto número de pessoas trabalhando na informalidade ou em subempregos para sua própria sobrevivência. Fontes e dados governamentais insistem em publicar que não há crise no país, e muito menos falta de vagas de emprego, o que há é falta de mão de obra altamente qualificada para preencher vagas de emprego de serviços gerais. Pois, segurar uma vassoura ou cabo de enxada exige alta capacidade profissional, experiência e idiomas fluentes para entender os manuais dos equipamentos utilizados no trabalho.

Não podemos fechar os olhos para uma grande parte da população que deixou de produzir a muitos anos atrás, e que atualmente ocupam um pequeno espaço nas diversas calçadas espalhadas nos grandes centros urbanos brasileiros. Sem trabalho, sem dinheiro, sem comida ou um teto para morar, a dignidade humana acaba se perdendo pelas ruas do país. Pais este que faz questão de divulgar ao mundo que está em pleno desenvolvimento e expansão, e que o mercado de trabalho brasileiro encontra dificuldades para achar profissionais adequados aos cargos em aberto.

É totalmente contraditório viver em um país que cria vagas para pessoas que estão despreocupadas em trabalhar e preferem as facilidades da vida, e excluem por completo profissionais altamente qualificados em busca de um emprego formal para sustentar suas famílias. A imagem que os governantes passam ao exterior é que, somos um país solidário e humanitário, mas somos preconceituosos com a nossa própria população, em questões de gênero, idade, cor, situação social e nível educacional. As poucas vagas de emprego criadas no país não aceitam candidatos com mais de 35 anos de idade, mulheres, negros, pardos, mulatos, nível educacional elevado, pobres ou mendigos.

Passamos ou pretendemos passar a imagem de que não há preconceito no mercado de trabalho, repudiando qualquer tipo de manifestação semelhante efetuada fora do nosso território. No Brasil não há nenhuma lei que obriga a contratação formal de profissionais acima dos 35 anos, mulheres ou negros, pelo contrário, barreiras são colocadas para inserção destes profissionais no mercado de trabalho excluindo-os por completo dizendo que são velhos demais para trabalhar.

Velhos não produzem, pois estão sempre doentes este é o lema criado para excluir a maior parte da população desempregada no país, e que não entra nas estatísticas do governo. Estamos empobrecendo cada dia mais, tudo porque não há interesses dos governantes em mudar a política empregada no medíocre mercado de trabalho brasileiro.

Comemorar o 1º de Maio é uma utopia demagógica em um país que levanta a bandeira contra o preconceito de jogadores, mas não cria políticas ou defende o trabalhador nacional. Vagas há, mas apenas aos profissionais de interesse do governo, fáceis de ser ludibriado e manipulado, o resto que morra de fome, uma vez que, os políticos eleitos pela população neste país estão em berço esplêndido usufruindo das regalias garantidas a eles.

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Os presídios mais seguros do mundo


Marisa Fonseca Diniz

O processo Supermax aplicado nos presídios de segurança máxima nos Estados Unidos define que os presos sejam isolados em celas individuais à prova de fugas. Este sistema é essencialmente utilizado para aqueles presos considerados perigosos ou que ameacem outros presos, tais como: líderes de gangues e assassinos em série.

As celas da Supermax medem 2,5 x 3,5 metros são individuais e não possuem janelas. Neste sistema os presos não tem contato um com o outro, e passam praticamente 23 horas do dia confinados em celas solitárias. O preso toma sol sozinho por uma hora em um solário de concreto, que possui 6 metros de altura e uma pequena fenda no teto por onde passa os raios solares, e só é possível ver um trecho do céu. 



O Pelican Bay foi inaugurado em 1989 no Estado da Califórnia e adotou o Supermax. O Pelican Bay SHU ou Unidade de Habitação Segura é um conjunto de pavilhões em forma de “X” envolvido por uma cerca elétrica que cobre todo o perímetro.  Os prédios são de aço cobertos de concreto sólido, a comida é entregue duas vezes por dia, sendo o café da manhã, um lanche no almoço e o jantar através de uma pequena abertura na porta de aço da cela.

O agente penitenciário fica em uma cabine central, onde controla a abertura das portas de aço nos quais permite que o prisioneiro saia para fazer exercícios ao ar livre. Os exercícios são feitos em um pátio de cimento com uma pequena abertura no telhado, onde mal se vê o céu. Os agentes penitenciários trabalham armados, e tem total autonomia para atirar em presos desobedientes do sistema.

Em torno de 75% dos presos que estão no presídio Pelican Bay são cientes de que ali é a casa deles para o resto da vida. Em maio de 2013, a Pelican Bay foi considerada umas das dez piores prisões dos Estados Unidos com base nos relatórios da Revista Mother Jones, que citava o número elevado de presos dentro de suas unidades nos quais se encontravam em isolamento absoluto por longos períodos de tempo. Nunca houve nenhum tipo de fuga de presos na Pelican Bay.

Halden Prison é outro modelo de prisão que vem funcionando muito bem, quando se fala em presídios de segurança máxima. A prisão está localizada na cidade de Halden na Noruega, e foi desenhada pelo Arquiteto Erik Moller. A prisão tem capacidade para 252 presos e foi inaugurada em abril de 2010.



Apesar de ser considerada uma prisão de segurança máxima, os presos além de trabalharem para serem reabilitados também possuem algumas mordomias. As celas possuem televisão, geladeira, as janelas são verticais e destrancadas que permite a entrada de luz, o mobiliário possui design moderno, e os presos podem compartilhar a cozinha, a sala de estar, a pista de cooper e o estúdio de som.

Na Halden Prison é oferecido aos presos aulas de culinária e música. Os agentes penitenciários andam desarmados para não intimidar os presos, e causar distanciamento social. A reincidência é de apenas 20% dos presos na Noruega, se comparado com os demais países esta taxa é considerada baixa.

A Prisão La Santé localizada na França foi projetada pelo arquiteto Joseph Ausguste Émile Vaudremer. A construção foi inaugurada agosto de 1867, porém inicialmente serviu como convento e depois foi transformada em prisão durante a Revolução Francesa.



As 500 celas iniciais foram transformadas em 2.000 celas, sendo cada uma com 4 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 3 metros de elevação, o complexo penitenciário é dividido em 14 divisões.

A prisão foi moradia de diversos terroristas e ditadores, entre os quais: Paul Gorguloff, Lucio Urtubia, Ernesto Mila, Manuel Oriega, Carlos “Chacal”, etc, assim como é também considerada o lugar onde há mais suicídios registrados entre as prisões da Europa. Em 2000, o médico chefe da prisão Veronique Vasseur denunciou as más condições da prisão, tais como sujeira, insalubridade, temperatura das celas em torno de 40º C, entre outros problemas chocando o público francês.

O Campo de Concentração Haengyong mais conhecido como Kwan-li-so Nº 22 é uma prisão de segurança máxima localizada na Coréia do Norte. Kwan-li-so é um campo de prisioneiros políticos, onde os presos são mantidos juntamente com seus familiares, incluindo crianças e idosos. O principal objetivo desta prisão é isolar os prisioneiros do mundo exterior obrigando-os a trabalhos forçados.




O Campo Nº 22 possui 225 km² é rodeado por cerca elétrica de 3.300 volts, arame farpado em toda área externa, e entre eles  encontram-se diversas armadilhas escondidas. O campo de concentração é vigiado e controlado por mais de 1.000 guardas e 600 agentes administrativos. Os guardas são equipados com rifles automáticos, granadas de mão e cães treinados dificultando a fuga do lugar.

Na década de 1990 havia mais de 50.000 presos políticos, sendo na sua maioria pessoas que criticavam o governo, prisioneiros de guerra sul-coreano, cristãos, repatriados do Japão ou membros expulsos do partido comunista. Os prisioneiros nunca são libertados, pois ficam no local até morrer.

O acampamento é dividido em várias colônias de trabalho prisional, e as condições do campo são deprimentes. Mais de 30% dos prisioneiros têm deformidades resultantes dos espancamentos e maus tratos sofridos, e cerca de 2.000 prisioneiros tem algum membro amputado. Os presos têm apenas duas refeições totalizando 180 g por dia compostas por milho e legumes, carne apenas a de ratos, cobras e sapos quando os prisioneiros conseguem caçá-los.



Estima-se que morra de 1.500 a 2.000 pessoas de desnutrição todos os anos, sendo a maioria crianças. As crianças recebem educação básica até os 6 anos, e a partir desta idade já começam a fazer trabalhos forçados, tais como: escolher legumes, descascar milho e secagem de arroz, o pagamento que recebem por estas atividades é uma dieta de 180 g por dia. As crianças morrem antes de completarem 10 anos de idade, os idosos tem que trabalhar até morrer, e os doentes são colocados em quarentena e abandonados para morrer.

Os solteiros vivem em cabanas feitas de paredes de lama com diversas rachaduras, onde apenas um quarto abriga mais de 100 pessoas, os banheiros são coletivos sujos e lotados. Os prisioneiros são obrigados a fazer trabalhos físicos duro na agricultura, mineração e nas fábricas. O horário de trabalho é das 5 horas da manhã às 20 horas da noite, seguindo a reeducação ideológica e as sessões de autocrítica.

O Presídio Central de Bang Kwang localizado na Tailândia abriga muitos prisioneiros estrangeiros. É considerada uma prisão de segurança máxima, onde muitos prisioneiros encontram-se no corredor da morte ou cumprem prisão perpétua. Todos os presos são obrigados a usar algemas e correntes amarradas aos pés, os condenados à morte utilizam permanentemente este artefato.



A alimentação é composta por uma tigela de sopa de arroz e legumes, que é adquirida pelos presos nas cantinas do presídio, isto é, a comida deve ser comprada pelos presidiários. A hierarquia social interna da prisão estipula que os presos mais pobres façam as tarefas mais duras para os presos mais ricos.

As prisões brasileiras ainda estão longe de seguir o modelo dos sistemas de segurança máxima empregada nos presídios do exterior. O Supermax americano serve como cumprimento de pena, enquanto o processo de segurança máxima no Brasil serve apenas para o preso passar uma temporada, isto é, dois anos no máximo de reclusão. Os chefões do tráfico são um bom exemplo de como o sistema de segurança máxima no país é falho, quando presos ganham o status de presos de alta periculosidade, seguem para o regime especial ficam incomunicáveis, trancafiados em celas individuais por 22 horas ao dia e sob vigilância pesada.

Depois deste período de reclusão, alguns presos são transferidos para outros presídios onde não há um sistema de segurança confiável, e continuam comandando seus crimes de dentro das prisões. Isto, quando não continuam tendo acesso a outros presos com igual ou pior periculosidade durante o banho de sol. As regalias e benefícios que os presos brasileiros recebem do governo federal revoltam qualquer trabalhador honesto no país, pois os benefícios recebidos são os mais variados, desde visitas íntimas até auxílio reclusão onde os valores pagos por filho excedem o valor do salário mínimo de um trabalhador comum. 



O sistema prisional brasileiro não corrige ninguém, muito pelo contrário é uma perfeita faculdade do crime. Quem entra roubando galinha sai especialista em crimes hediondos. As prisões brasileiras estão mais próximas do sistema empregado no Centro de Palmasola, na Bolívia.

O Centro de Reabilitação Santa Cruz “Palmasola” localizada na Bolívia possui capacidade para 3.500 prisioneiros, além de ser a maior prisão do país o regime disciplinar aplicado é de segurança máxima, porém este sistema fica apenas na teoria. Os guardas penitenciários apenas protegem o perímetro das instalações deixando livre o controle interno dos presos. Várias empresas operam dentro do presídio oferecendo armamento e drogas, onde não há nenhum controle e as gangues mandam e desmandam dentro e fora do complexo prisional.



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Comportamento: “síndrome de Burnout”


Marisa Fonseca Diniz




Nos inícios dos anos 70, o psicanalista americano Freudenberger constatou através de estudos, que a dedicação exagerada à atividade profissional caracterizava uma doença psicológica dando o nome de Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome de esgotamento profissional.

Burnout é uma palavra de origem inglesa que significa queimar por completo. A principal característica desta síndrome é o desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho profissional. O portador da Síndrome de Burnout mede a sua autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional.

O que deveria ser apenas uma satisfação no desenvolvimento profissional acaba se tornando uma obsessão por não ter seu desempenho reconhecido no ambiente de trabalho ou na sociedade. O desejo compulsivo por ter seu trabalho reconhecido gera uma compulsão doentia, e acaba levando a pessoa a um quadro de estresse profundo de ordem psicológica.

Nas últimas décadas com a modernização dos processos de trabalho e o desenvolvimento da tecnologia, o número de profissionais acometidos por esta síndrome vem aumentando gradativamente. A competitividade criada dentro dos ambientes tem obrigado os profissionais a se dedicarem mais intensamente as suas funções e habilidades. Porém, esta dedicação excessiva vem gerando riscos à saúde psicológica, mental e física, e se não detectada a tempo pode chegar ao nível de exaustão.

Os sintomas da síndrome de Burnout podem variar desde uma simples dor de cabeça como tremores, tonturas, falta de ar, oscilações de humor, distúrbios digestivos até mesmo a falta de concentração. A síndrome sempre se manifesta a partir de um resultado estressante por um período de esforço excessivo no trabalho com pequenos intervalos, que possibilitem a recuperação da estafa.

Profissionais da área de saúde, segurança pública e educação são os mais propensos a desenvolver a síndrome de Burnout. A síndrome de Burnout possui doze estágios a saber:

·        A necessidade de se afirmar e provar para si mesmo que é capaz de executar determinada atividade ou função;
·        Extrema dedicação no trabalho, dispensando ajuda de colegas e aceitando trabalhar qualquer hora do dia, sem qualquer limite;
·        Não há tempo para realizar as atividades pessoais;
·        Negação do problema, mesmo sabendo que precisa de ajuda;
·        A autoestima direcionada apenas ao trabalho;
·        Anti-socialização;
·        Mudanças comportamentais com oscilação de humor;
·        Não comparece a reuniões ou confraternizações, dando preferência a contatos apenas através de recados enviados, mensagens ou emails;
·        Depressão;
·        Sensação de vazio e desgaste;
·        Colapso físico e mental;
·        Emergência e ajuda médica-psicológica.

O diagnóstico da Síndrome de Burnout deve ser feita por um profissional competente, a fim de não confundir os sintomas da síndrome e os sintomas de depressão, que no início são muito parecidos. O tratamento é feito por meio de estratégias multidisciplinares, isto é, através de medicamentos e acompanhamento médico.

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Ser inteligente é ser racional


Marisa Fonseca Diniz




Albert Einstein, Santos Dumont, Marie Curie, Isaac Newton, Walt Disney e Margaret Thatcher possuem a mesma personalidade, além de qualidades em comum que todos os gênios possuem. Os grandes cientistas, pensadores e revolucionários são do tipo de personalidade racional.

Há quatro tipos de personalidades existentes os racionais, os idealistas, os guardiões e os artesãos. Porém, aqui neste artigo falaremos apenas dos racionais, que são considerados os mais inteligentes, além de serem pessoas teóricas e estrategistas. Os racionais têm como principal característica fazerem com que as ideias aconteçam, o pensamento está voltado para a lógica, além de serem perfeccionistas e exigentes. As pessoas de personalidade racional são autossuficientes, independentes, justas e corretas em suas tomadas de decisão.

O ponto forte da personalidade racional é a alta capacidade de raciocínio com isso a inteligência é altamente desenvolvida. É a partir de pequenos fatos que conseguem tirar grandes conclusões. Outra característica propícia deste tipo de personalidade é a observação, a praticidade dos racionais faz com que sejam determinadas e autodidatas em todos os assuntos.

As pessoas com este tipo de personalidade utilizam a lógica em todas as áreas da sua vida. São lúcidas, falam com fluência, pensam rapidamente, possuem opinião e gostam de debater assuntos diversos com outras pessoas, que nem sempre estão dispostas ou tem conhecimento específico para acompanhar o raciocínio dos racionais. 

As principais características que intercalam a personalidade racional a inteligência são as seguintes:

a)   Adaptação;
b)   Persistência;
c)   Coragem;
d)   Objetividade;
e)   Otimismo;
f)    Entusiasmo;
g)   Persuasão;
h)   Liderança;
i)     Comunicação;
j)     Paciência;
k)   Senso de humor;
l)     Versatilidade;
m) Curiosidade.

As pessoas inteligentes e racionais possuem baixa sociabilidade, justamente por serem autossuficientes não cultivam muito as relações com outras pessoas. O racional é uma pessoa que se cobra muito em questões de eficiência com isso acaba sendo propenso ao estresse e acaba não desenvolvendo bem seus trabalhos. Emotivamente ficam abalados com críticas negativas, e em casos mais extremos podem se tornar inseguros.

O trabalho ideal para os racionais e inteligentes são aqueles voltados para o lado intelectual com poucas atividades práticas. O ambiente de trabalho deve ser calmo, pois não suportam trabalhos sobre pressão. O ambiente deve oferecer constantes desafios e aprendizados. O profissional racional deve estar orientado a projetos, planejamento, análise lógica, desenvolvimento de novas ideias e estratégias.

As profissões mais indicadas para a personalidade racional são as seguintes:

a)   Administração;
b)   Engenharia;
c)   Projetos;
d)   Física;
e)   Química;
f)    Economia;
g)   Matemática;
h)   Astronomia;
i)     Pesquisador.

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A cultura da malandragem no Brasil


Marisa Fonseca Diniz



A cultura da malandragem no Brasil surgiu nos tempos da colonização, quando a coroa portuguesa com medo de perder seu domínio e não poder explorar as riquezas brasileiras decidiu povoar o território enviando para cá a escória de Portugal, no qual era composta de ladrões, bandidos, prisioneiros condenados, assassinos, prostitutas e toda espécie de renegados.

Atualmente, encontrar um cidadão honesto e de caráter no Brasil é a mesma coisa que tentar encontrar uma agulha no palheiro. O malandro brasileiro é aquele sujeito que acha que com “jeitinho” consegue tudo, inclusive se dar bem na vida mesmo que para isso precise lesar alguém.

Ironicamente, o malandro brasileiro consegue destaque nos horários nobres das redes de comunicação, na política, na sociedade, no mercado de trabalho, nos esportes, não importa onde, mas está sempre em evidência nos noticiários nacionais e internacionais.

Cidadãos que se recusam a usar o “jeitinho brasileiro” são considerados “tolos” pela sociedade, pois ser honesto em um país de corruptos é a mesma coisa que nada. De vez em quando aparece em destaque nos noticiários nacionais um cidadão honesto como se fosse algo anormal, já que é tão raro este tipo de atitude no país.

Em contra partida, nos países desenvolvidos quando um político ou cidadão é desonesto ou corrupto, nem pedindo desculpas publicamente o sujeito tem perdão. O político por sua vez se vê obrigado a deixar o cargo público e o cidadão é praticamente banido, situação esta que não acontece no Brasil. Aliás, empresário golpista é considerado cidadão emérito, raramente político corrupto é punido e mesmo cometendo os maiores escândalos sempre é reeleito.

A população brasileira repudia a corrupção dos seus representantes políticos em redes sociais, por incrível que pareça é a mesma que para tudo arranja um jeito para driblar as normas corretas de convivência em sociedade. Para tudo há um jeitinho, entrar em uma empresa indicado por um cidadão corrupto de cargo superior virou algo normal para aqueles que persistem em dizer que só se consegue um bom emprego na base da indicação. Passar uma rasteira em um concorrente já deixou de ser uma atitude anormal há muitos anos, pois o importante é fechar um bom negócio indiferente se isso possa ocasionar algum desconforto no mercado.

Pagar propina a funcionários públicos, políticos e empresas privadas em troca do benefício milionário decorrente de um contrato de licitação de merenda escolar, obra de infraestrutura, material escolar, uniformes, medicamentos, equipamentos, entre outros, já deixou de ser um escândalo, e passou a ser uma conformidade dos procedimentos jurídicos e  legais. Usar o jeitinho brasileiro para subornar quem quer que seja em uma empresa privada ou pública pode parecer estranho, mas saiba que aqui no Brasil quem não pratica tal delito está por fora das oportunidades de negócios, pois ser malandro nos negócios enriquece.

Copiar, imprimir, plagiar artigos publicados em livros, sites e blogs é outra visão distorcida daqueles que preferem lucrar em cima dos sacrifícios intelectuais de outros. Superfaturar preços em época de Copa do Mundo, por exemplo, para o malandro é algo extremamente normal, pois para ele é uma forma de ganhar um dinheiro rápido, mesmo que para isso precise lesionar o bolso do turista.

Furar fila, comprar produto pirata, enganar pessoas com negócios ilícitos, puxar o tapete do colega no trabalho, dar informações erradas aos turistas, se beneficiar de dinheiro que não lhe pertence, sonegar, entre outras são atitudes que deveriam ser recriminadas e banidas da cultura brasileira. Mas, para a maioria dos brasileiros tais atitudes são consideradas normais e já estão incorporadas no dia a dia, anormal na verdade é o político que rouba na surdina e não divide com o povo.

O jeitinho brasileiro já virou caso de polícia em outros países, mas parece que é algo difícil de ser apagado da cultura nacional. Apesar do personagem “Zé Carioca” criado pelos estúdios de Walt Disney representar a figura do malandro brasileiro, a atitude da malandragem só tem provado o porquê que o Brasil ocupa as piores colocações nos ranques mundiais, tudo por falta de educação e noção do que é certo e errado.

Infelizmente, o Brasil está longe de ser um país de exemplos de caráter e honestidade a serem seguidos por outros países e povos!

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Como se livrar dos stalkers


Marisa Fonseca Diniz



Vire e mexe escutamos histórias de pessoas que sofreram algum tipo de violência grave, depois de tempos sendo perseguidos por algum ex cliente, namorado, marido ou até mesmo um colega de trabalho. Stalker é uma palavra de origem inglesa que significa caçador que persegue o animal na qual pretende caçar, porém a melhor definição do ponto de vista da psicologia jurídica é perseguição implacável.

O stalker sempre existiu desde os tempos mais remotos da humanidade, porém só a partir da década de 1990 nos Estados Unidos é que, o comportamento social stalking ou síndrome do molestador teve mais notoriedade. Uma série de delitos graves, tais como os homicídios fizeram com que providências legais fossem tomadas para coibir tal comportamento.

Vários estudos comportamentais referentes aos stalkers têm sido feitos, inclusive vários filmes americanos tem sido produzidos tendo este tema como foco principal das tramas, como por exemplo, Atração Fatal. Apesar de muitos stalkers estarem relacionados às vítimas através de relacionamentos amorosos mal sucedidos há casos em que o stalker também pode ser um ex cliente pertinente, um fã fanático ou um ex colega de trabalho obcecado pela vítima.

As principais características do stalking são comportamentos repetitivos, persistentes, invasivos que buscam vigiar, controlar e importunar a vítima que em geral é do sexo feminino, e em alguns casos pode chegar à violência física. O stalker pode acompanhar a vítima às escondidas ou mesmo sem ser notado, mandar flores indesejadas, vigiar, mandar cartas, e-mails, convites insistentes, enviar sms para celular com conteúdo amoroso, sexual de forma implícita ou explícita. Assim como ofender e perseguir a vítima em redes sociais e profissionais na busca incessante de manter-se próximo, se aproximar dos amigos da vítima tentando tirar informações ou dando a desculpa de que está preocupado com o sumiço da vítima.

Sentimentos de rejeição, fracasso e sequelas como ciúmes fazem com que o stalker se sinta inconformado com o final do relacionamento amoroso ou profissional, e tende a perturbar e perseguir suas vítimas por um curto ou longo período de tempo.

As formas como o stalker busca atenção são complexas, mesmo que para muitas pessoas o envio de flores e presentes seja algo normal em contra partida o limite entre o desejável e o indesejável é justamente a aceitação explícita por parte da vítima.

Os especialistas no assunto stalking identificam cinco padrões comportamentais diferentes, que são:

Carente: é movido pela procura constante de uma relação e para o “stalker carente” a vítima é na sua concepção a pessoa ideal para resolver  a sua própria falta de afeto. A resposta da vítima é sempre interpretada como sendo uma luta contra o desejo dela estar com ele, um delírio erótico típico de maníacos;

Rejeitado: geralmente é um ex que quer voltar ou se vingar, porém ele oscila entre os dois desejos, e isso pode durar um bom tempo, porque a perda é intolerável. É o modelo típico dos inseguros, pois a ausência do outro representa ameaça. É a categoria mais comum de stalkers, o tipo amante abandonado;

Cortejador incompetente: o comportamento é alimentado pela escassa capacidade de se relacionar, manifestando através de atitudes opressivas. Quando não alcança seus objetivos torna-se agressivo. É menos resistente, e tende a mudar seu alvo, mas repete as mesmas ações;

Predador: ambição por ter relações sexuais com vítima que é perseguida e espionada. O medo excita este tipo de stalker, que se sente poderoso organizando suas estratégias. Crianças também podem ser vítimas deste tipo de stalker;

Ressentido ou invejoso: é movido pelo desejo de vingança pelos danos causados pela perda de algo que julgava ser seu de direito. Neste tipo de stalker há escassa noção de realidade e o ressentimento na sua concepção justifica todas as suas atitudes.

A personalidade insegura, frágil, dependente torna o stalker incapaz de assimilar e suportar a perda afetiva e emocional que é decorrente de uma separação. Alguns estudos apontam que esta incapacidade está relacionada a acontecimentos na fase infantil e adulta. A base psicológica do stalker não está no sentimento de rejeição e na depressão oriunda da perda ou separação, e sim ao pensamento ligado a ideia de prejuízo, nas distorções da realidade, a falta de juízo crítico, conteúdos de perseguição e delirantes.  

A rejeição e o sentimento de perda desencadeiam os mecanismos de defesa, tais como a projeção, o deslocamento, a identificação projetiva e a regressão fazendo com que o stalker retorne as etapas anteriores do seu desenvolvimento psicológico. O caso se agrava quando as personalidades do stalker ficam comprometidas passando a ter transtornos delirantes associados ao abuso de drogas.

Os especialistas tem a certeza de que mediante a recusa por parte da vítima, o stalker desenvolve uma habilidade incomparável em elaborar estratégias repetidas e indesejáveis só para manter contato. Suas ações são tão exageradas que fazem com que as vítimas sintam medo e angústia. No intuito de se defender da perseguição, a vítima inicia um conjunto de comportamentos protetivos, tais como: trocar o número do telefone, alterar as rotinas diárias, os horários, os itinerários, inclusive passando a deixar avisos em casa, no trabalho e em redes sociais.

A vítima deve ter em mente que tentar negociar, ceder ou partir para o confronto é um erro, pois o comportamento do stalker nunca mudará, e com o tempo a situação se agravará. É importante ter consciência de que o stalker é um indivíduo  psicologicamente doente, e mesmo a vítima tendo outro relacionamento ou emprego, ele não tem noção das suas atitudes delirantes.

Dentro do aparato legal a vítima deve procurar a área policial e jurídica, mesmo não tendo uma lei específica para os casos dos stalkers há algumas leis que podem ajudar nestes casos, tais como a Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que estabelece no Artigo 7º a seguinte definição:

“violência física, sexual, patrimonial, moral e psicológica são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, sendo que a violência psicológica se enquadra em qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição de sua autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação”.

As ações dos stalkers também podem ser configuradas nos tipos contidos no Código Penal – Decreto-Lei 2.848/1940:

Artigo 129 – LESÃO CORPORAL

Artigo 146 – CONSTRANGIMENTO ILEGAL

Artigo 147 – AMEAÇA

Em casos extremos:

Artigo 121 - HOMICÍDIO

As ações dos stalkers também podem destacar contravenção penal, segundo o Decreto-Lei nº 3688/1941 (Lei das Contravenções Penais – LCP) sobre perturbação a tranquilidade:

Artigo 21 – VIAS DE FATO

Artigo 42 – A PERTURBAÇÃO DO TRABALHO OU DO SOSSEGO ALHEIOS

Artigo 61 – IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR

O Projeto Lei 5419/2009 tramita no Congresso Nacional, que visa tipificar a violência do stalkers, inserindo no Código Penal o Artigo 146-A que determina o crime de perseguição insidiosa. Porém, o último requerimento de inclusão na ordem do dia deste projeto na Câmara dos Deputados data do dia 16 de junho de 2010.  

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