MD Networking: Abril 2015

Os melhores países para fazer negócios no mundo


Marisa Fonseca Diniz



Com a economia global em baixa, empresários de diversos setores tem ficado com receio de investir por não terem a certeza do rumo que a economia possa tomar. O Banco Mundial em junho de 2014 publicou um ranking com as melhores economias mundiais, onde é possível fazer bons negócios sem medo.

As economias são classificadas pela facilidade de se fazer negócios, onde o ambiente é mais regulatório e propício para a partida e operação de uma empresa no local. O ranking foi determinado por características de classificação à distância agregada a pontuações de fronteira em 10 tópicos, sendo que cada uma é composta por vários indicadores econômicos.

As 5 melhores economias do mundo para fechar negócios ou estabelecer empresas no país são as seguintes:

Singapura: é um país insular localizado na ponta sul da Península Malaia constituído por 63 ilhas, e é considerado o país com o melhor IDH entre os países Asiáticos e 9º melhor do mundo em 2014. Seu território é altamente urbanizado, porém quase 50% de todo o território está coberto por vegetação, o que faz o país ser considerado um país sustentável.



O país é um dos 4 tigres asiáticos e possui um importante centro de transporte internacional. Os principais setores econômicos são:

ü Indústria;
ü Serviços portuários;
ü Finanças.

Os principais produtos agropecuários produzidos são:

ü Legumes;
ü Aves;
ü Ovos;
ü Peixes.

Os principais produtos industrializados:

ü Eletrônicos;
ü Produtos químicos;
ü Tecidos;
ü Equipamentos para exploração de petróleo;
ü Alimentos processados;
ü Borracha processada.

Principais parceiros econômicos para exportação e importação:

ü Hong Kong;
ü Malásia;
ü Indonésia;
ü China;
ü Japão;
ü Estados Unidos.

Nova Zelândia: é um país insular no sudoeste do Oceano Pacífico formado por duas grandes ilhas do Norte e do Sul e outras numerosas menores. A Nova Zelândia é um país desenvolvido e industrializado, sendo o IDH muito alto o 3º do mundo com ótima qualidade de vida, esperança de vida, educação, alfabetização, baixíssima corrupção, prosperidade, liberdade econômica, liberdade de imprensa, democracia, prosperidade e um excelente país para negócios.


O país possui vários centros de pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias e energia limpa com baixíssimo grau de produção de carbono, onde a economia está baseada na economia sustentável global.

A economia da Nova Zelândia é baseada no livre comércio, sendo a Austrália o principal aliado comercial. Os principais setores econômicos são os seguintes:

ü Agropecuário;
ü Indústria de transformação;
ü Turismo;
ü Serviços.

Os principais produtos agropecuários produzidos são:

ü Kiwi;
ü Uva;
ü Criação de ovinos – lã e carne;
ü Piscicultura – mariscos e mexilhões;
ü Silvicultura – madeira e celulose;
ü Produção de vinho.

Principais produtos industrializados:

ü Indústrias pesadas;
ü Alumínio;
ü Siderurgia.

Hong Kong: de 1898 a 1997 foi administrado pelo Reino Unido, mas a partir de 1997 passou a ser administrada pela China, sendo o principal centro comercial. A economia é de livre mercado com baixos impostos e mínima intervenção do governo central. Sistema de bombeamento da água do mar é utilizado no país para as descargas.


Os principais setores econômicos de Hong Kong são:

ü Serviços;
ü Finanças.

Os principais produtos agropecuários produzidos são:

ü Legumes;
ü Carnes – peixe, aves e suínos.

Os principais produtos industrializados:

ü Tecidos;
ü Roupas;
ü Brinquedos;
ü Plásticos;
ü Relógios;
ü Eletrônicos.

Principais parceiros econômicos para exportação e importação:

ü China;
ü Japão;
ü Estados Unidos;
ü Taiwan;
ü Singapura.

Dinamarca: localizado a sudoeste da Suécia, a sul da Noruega e Alemanha, e faz fronteira com o Mar Báltico e Mar do Norte. O país tem um dos maiores IDH considerado como o lugar mais feliz do mundo com base na melhor política de saúde, bem-estar, assistência social e educação. Não é um país corrupto e é o  2º país mais pacífico do mundo depois da Nova Zelândia.


A Dinamarca é um país sustentável, líder na produção de energia eólica e investe mais de 3% do PIB em tecnologias de eficiência energética sustentável.

Os principais setores da economia da Dinamarca são:

ü Indústria;
ü Finanças.

Os principais produtos agropecuários produzidos são:

ü Trigo;
ü Cevada;
ü Batata;
ü Beterraba.

Os principais produtos industrializados:

ü Alimentos processados;
ü Produtos químicos;
ü Máquinas;
ü Eletrônicos;
ü Aço;
ü Móveis.

Principais parceiros econômicos para exportação e importação:

ü Alemanha;
ü Suécia;
ü Noruega;
ü Alemanha;
ü Reino Unido;
ü Estados Unidos;
ü Holanda;
ü China.

Coréia do Sul: localizado na Ásia Ocidental é classificado como um dos países mais desenvolvidos do mundo, e é a maior economia dos tigres asiáticos. O IDH é muito alto, a estratégia econômica é baseada na ecologia, sendo 2% do PIB aplicado em tecnologia sustentável que inclui rede nacional de ciclismo e energia solar.


Os principais setores da economia da Coréia do Sul são:
ü Indústria;
ü Informática;
ü Tecnologia;
ü Finanças.

Os principais produtos agropecuários são:

ü Arroz;
ü Cevada;
ü Legumes;
ü Cultura de raízes;
ü Frutas;
ü Carnes – frango, porco, vaca;
ü Peixe;
ü Ovos.

Principais produtos industrializados:

ü Automóveis;
ü Navios;
ü Produtos eletrônicos;
ü Produtos de telecomunicações;
ü Produtos químicos;
ü Aço.

Principais parceiros econômicos para exportação e importação:

ü China;
ü Japão;
ü Hong Kong;
ü Estados Unidos;
ü Austrália;
ü Arábia Saudita.

As principais características dos países que estão nas 5 primeiras colocações, além de serem excelentes para fazer negócios possuem:

ü IDH alto;
ü Baixos níveis de corrupção;
ü Investimentos em sustentabilidade;
ü Qualidade de vida.

A sustentabilidade é uma tendência do mundo moderno, e os países que realmente se preocupam com o futuro da sua população estão investindo altos valores em novas tecnologias que preservam o meio ambiente.

Os artigos aqui publicados e este blog estão protegidos pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. É PROIBIDO copiar, imprimir ou armazenar de qualquer modo os artigos aqui expostos, pois estão todos registrados.


 Licença Creative Commons
O trabalho Os melhores países para fazer negócios no mundo de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível emhttp://marisadiniznetworking.blogspot.com/2015/04/os-melhores-paises-para-fazer-negocios.html.

Qual o seu nível de corrupção?


Marisa Fonseca Diniz



Parece estranho começar o artigo com esta pergunta, mas quando falamos de corrupção a primeira coisa que vem na mente é a política. Porém, ninguém para pra pensar quantas vezes as pessoas se deixam corromper por situações adversas na família, no trabalho, nos estudos, na sociedade, e nos mais variados lugares.

As pessoas pensam apenas em situações que estão longe do próprio convívio e apagam tudo da mente, não importando se o que fazem tem colaborado para deteriorar a sociedade em que vivem. A corrupção não está apenas na política ou relacionada ao dinheiro, ela está presente na forma de abuso, omissão e desvio.

Apesar das pessoas acharem totalmente normal o abuso, seja pelo poder ou pela hierarquia, é uma situação totalmente equivocada e que predispõe a uma forma vergonhosa de corrupção. Raras não são as situações que encontramos diariamente quando alguém se considera melhor que outros por ter um cargo superior ou uma situação financeira melhor, sempre fazendo questionamentos do tipo “sabe com quem está falando?” ou “somos de níveis sociais muito diferentes”, entre outros.

Um exemplo claro de abuso é  permitir ser corrompido por pessoas de cargos superiores no trabalho em troca de promoção ou contratação de colegas sem ter a necessidade de participar de um processo de seleção. As desculpas são as mais variadas para que este tipo de procedimento corruptível aconteça que vão desde o corte de custos até a indicação de profissionais confiáveis. Situações estas que deterioram não apenas a sociedade como também a reputação profissional e pessoal de quem se deixa levar por atitudes de falta de caráter.

Outra forma de corrupção é a omissão, muito perceptível na sociedade, e em especial em épocas de economia em crise. A omissão nada mais é do que deixar de fazer ou dizer algo quando deveria se manifestar, permitindo que o problema prossiga ininterrupto. Quantas são as vezes que pessoas tentam demonstrar “boas ações”, porém com o intuito de enganar ou omitir a verdade?

As pessoas omitem fatos e situações, quando não, permitem que outros indivíduos enganem os mais fragilizados. Exemplos de que esta omissão possa prejudicar muitos:

ü NÃO denunciar condutas erradas de funcionários;
ü NÃO denunciar erros profissionais de qualquer natureza;
ü NÃO alertar pessoas desempregadas sobre golpes de emprego ou condutas duvidosas;
ü NÃO denunciar condições inadequadas de atendimento seja público ou privado;
ü NÃO apontar erros que ferem os direitos dos cidadãos;
ü NÃO ajudar pessoas que precisam de auxílio;
ü NÃO devolver objetos que não lhes pertencem;
ü NÃO respeitar filas ou ordens de chegada;
ü NÃO auxiliar pessoas com deficiências físicas ou mentais;
ü NÃO respeitar direitos adquiridos.

Entre outras tantas atitudes que deveriam ser feitas e não são, omite-se, pelo simples prazer de pensar apenas em si próprio, por mero egoísmo, consequências estas que trazem danos a todos.

A outra forma de corrupção é o desvio, não menos nocivo, que é o  abuso entre as partes envolvidas. Este tipo de conduta acontece muito entre pessoas responsáveis por administrar recursos públicos ou privados e que visam benefício próprio. Esta forma de corrupção é muito apreciada por políticos que empregam parentes em cargos de confiança, e pessoas que usufruem do patrimônio alheio.

A falta de ética e os costumes deturpados da sociedade que negligencia os direitos e deveres em favor de se autobeneficiar é o que põe em descrédito as atitudes das pessoas, principalmente aquelas que apontam o dedo para outras, mas não conseguem enxergar as suas próprias.

Quando a sociedade acusa seus representantes políticos de corrupção, não consegue ver que eles estão ali porque foram eleitos pelo voto direto, e são o reflexo da própria sociedade que sempre arranja um jeitinho de se dar bem à custa de outrem. O ciclo da corrupção acaba se repetindo diariamente com as atitudes errôneas daqueles que deveriam dar um basta no vício de que só se dá bem quem se deixa corromper.

O mais interessante é que muitas pessoas se calam perante situações corruptíveis, e tantas outras apoiam e acham normal tais atitudes. O que deveria ser considerado anormal perante os deveres e obrigações da sociedade tem sido acoplado diariamente aos costumes dos cidadãos. A passagem bíblica que diz: "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?” (Mateus 7:3) se adapta muito aos dias atuais, as pessoas só enxergam o problema na casa do vizinho, nunca na própria.

Portanto, pergunto qual o seu nível de corrupção? Até que ponto você se deixa corromper para se beneficiar por algo?

Os artigos aqui publicados e este blog estão protegidos pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. É PROIBIDO copiar, imprimir ou armazenar de qualquer modo os artigos aqui expostos, pois estão todos registrados.

 Licença Creative Commons
O trabalho Qual o seu nível de corrupção? de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível emhttp://marisadiniznetworking.blogspot.com/2015/04/qual-o-seu-nivel-de-corrupcao.html.