Brasil, um país abandonado


Marisa Fonseca Diniz



Brasileiros se iludem com tão pouco neste país, que não conseguem perceber que são vítimas das suas próprias escolhas erradas, pelo simples fato de não se interessarem em participar ativamente da política. Brasileiros são patriotas apenas quando a seleção brasileira está em campo, nunca e nem mesmo se importam se o governo federal apenas incentivou a realização dos eventos esportivos no país para distrair a população, enquanto às escuras maquinam políticas contra o povo.

A história atual do Brasil é uma cópia fiel da política e economia empregada pelo Império Romano na cidade de Roma no período de 752 a.C. à 476 d.C., onde a corrupção e os gastos com luxo dos governantes eram alarmantes. Vamos refrescar a mente daqueles que se quer tem algum conhecimento de história geral ou  do Brasil, e que não se interessam em saber ou entender alguma coisa de política e economia.

O Império Romano gradualmente se expandiu tornando-se um estado rico, sendo a capital Roma o centro de todos os acontecimentos sociais, políticos e culturais. Roma se expandiu e milhares de pessoas provenientes de diversas regiões mudaram-se em busca de uma vida melhor. Pessoas pobres e humildes se acotovelavam em busca de uma habitação rudimentar na periferia da cidade sem nenhum tipo de saneamento básico, além de serem exploradas em empregos braçais e sem retorno financeiro satisfatório.

A maior cidade do Brasil, São Paulo vive atualmente uma verdadeira baderna, onde movimentos populares dos “sem teto” e “sem moradia” buscam pressionar os governantes com suas manifestações, muitas vezes violentas, a construir casas de baixa renda em lugares próximos ao centro da cidade em pró aos manifestantes. A cidade antes considerada a maior cidade da América Latina rica e cheia de oportunidades, atualmente é uma cidade abandonada, onde favelas brotam do dia para noite sem condições básicas para sobrevivência humana. Há um déficit muito grande de escolas e creches, falta água constantemente, não há transporte público para todos, não há hospitais com a infraestrutura necessária, falta planejamento e não há segurança. Diariamente milhares de mendigos, drogados e desempregados buscam refúgio nas ruas por não terem mais condições financeiras de pagar um aluguel ou comer, e o pior é que não há recursos sociais disponíveis para todos. Apesar de muitos acharem que a cidade de São Paulo é o centro financeiro do país e há muitos ricos, saiba que menos de 5% da população é realmente abastada financeiramente. O restante faz parte da classe média, não apenas aquela divulgada pelo governo federal com renda de um salário mínimo, mas também aqueles que não são contabilizados por falta de interesse do governo federal em divulgar os dados corretos.

Assim como a cidade de São Paulo outras cidades passam por situações semelhantes, tais como Rio de Janeiro e Brasília.

A falta de condições de uma vida digna foi o estopim das revoltas sociais de grandes proporções, os imperadores a fim de evitarem os conflitos internos optaram em distribuir cereais e promoverem vários eventos esportivos para entreterem e distrair o povo dos problemas mais sérios na fundação da sociedade romana.

O Programa Bolsa Família foi criado segundo o governo federal para apoiar as famílias mais pobres e garantir a elas o direito à alimentação, o acesso à educação e à saúde. O programa beneficia mais de 13 milhões de famílias, porém já ficou comprovado que este programa assim como os demais “benefícios” fornecidos pelo governo, não beneficiam as famílias e sim as mantêm no voto cabresto. Se o governo federal realmente se importasse em garantir uma vida digna aos miseráveis do país ofereceria um emprego, afim de que pudessem comprar sua própria alimentação de qualidade e ter acesso a uma boa educação e plano de saúde.

Ao contrário do que parece, os tais benefícios do governo federal não tem favorecido de fato os miseráveis, e sim os camaradas de partido, os cachorros de estimação, os fantasmas, os bandidos e os ignorantes em política e economia, que neste caso são facilmente manipulados pelos governantes inescrupulosos do poder.
Surgiu assim a conhecida política do “Pão e Circo” usada pelo Império Romano como um modo pelo qual os líderes romanos lidavam com a população, a fim de mantê-los fiéis à ordem estabelecida e assim conquistar o apoio. A frase “Pão e Circo” tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal, onde o contexto original criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer tipo de interesse em assuntos políticos, preocupando-se apenas com o alimento e o divertimento.
O brasileiro nunca se interessa por política, economia e é desmemoriado, diria que a grande maioria não passa de meros bobalhões, pois acreditam em tudo e todos e nunca questionam absolutamente nada.

Em tempos de crise, as autoridades acalmavam a população com a construção de enormes arenas nas quais eram realizados espetáculos sangrentos que envolviam gladiadores, animais ferozes, corridas de bigas, quadrigas, acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalo.

Em 2007 o então presidente populista do Brasil ofereceu o país como sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 à FIFA, na época o país vivia uma fase de euforia e exuberância com as falsas promessas de que o Brasil passava por uma fase de crescimento descomunal, e com a realização dos jogos seríamos considerados uma das cinco maiores economias do mundo. Balelas populistas que fizeram com que a maioria da população não percebesse que era apenas uma maneira eficiente de fazer marketing político para um próximo mandato presidencial.

O então presidente populista vendeu a imagem de que o Brasil teria condições favoráveis para fazer mega arenas, assim como as construídas no Império Romano, afim de que o povo pudesse comemorar a vitória de sua seleção diante dos demais países.

Os “presentes” distribuídos ao povo pelos imperadores iam muito além da distribuição mensal de cereais, que garantia à plebe não morrer de fome e nem de aborrecimento. A vantagem desta prática era que a população ficava contente e apaziguada, e a popularidade do imperador entre os ignorantes ficava consolidada.

O brasileiro por não entender nada de política, economia e história tende sempre a reivindicar de maneira errada seus direitos como cidadão. 

Acreditam facilmente em qualquer notícia divulgada nas redes sociais ou através de movimentos anarquistas. Reivindicam tudo na hora errada e da pior maneira, acreditam que a rua seja o lugar mais apropriado para manifestar sua indignação com os gastos atribuídos nas construções e reformas das grandes arenas que abrigam os espetáculos futebolísticos no país, quando na verdade deveriam ter reivindicado à exatamente sete anos atrás.

A cada manifestação violenta contrária a realização dos jogos da Copa, que já acontece desde o dia 12 de junho, a grande maioria dos manifestantes mascarados se quer consegue demonstrar que entende o que de fato acontece no país. O patrimônio público no qual todos nós somos responsáveis é brutalmente destruído por aqueles que se consideram politizados, mas que não percebem que mais tarde arcarão com os prejuízos por meio do pagamento de taxas embutidas em produtos e serviços oferecidos ao povo. A falta de educação é visível nos brasileiros que sequer estão realmente preocupados com o futuro do país.

Os espetáculos ocupavam aproximadamente 182 dias ao ano, sendo que, para cada dia útil havia um ou dois dias de feriado. Os espetáculos se desenvolviam no período das férias romanas, e tinham origem na religião. Os romanos tinham o costume de cumprir com suas obrigações, mas com o tempo perceberam que as solenidades tinham deixado de ser apenas um festejo religioso, e passaram a ser um espetáculo que saciava o prazer dos que assistiam.

Uma boa parte da população brasileira prefere curtir um feriado a trabalhar, adoram espetáculos de mau gosto, não tem opinião formada sobre nada, tem o costume de votar errado e ainda assim acabam sendo escravizados politicamente pela própria falta de bom senso nas urnas.

Do mesmo modo que aconteceu no Império Romano, o Brasil empregou em 1.970 a mesma política do “Pão e Circo”, e vem repetindo a mesma receita nos dias atuais. Depois de mais de 40 anos, o brasileiro que na sua grande maioria não passa de um povo desinformado e ignorante, não consegue perceber que os líderes não estão nem um pouco interessados no social que pregam em suas ideologias baratas, e sim em poder, luxo e dinheiro. Aliás, muito dinheiro em suas contas particulares.

A corrupção é uma cultura enraizada no Brasil, o partido que está no poder em mais de 10 anos de governo foi o recordista em escândalos de corrupção com mais de 400 casos. O governo atual conseguiu em pouco tempo acabar com a empresa mais rentável do Brasil, a Petrobrás.

Em 1.970, a política do “Pão e Circo” foi empregada do mesmo modo que vem sendo empregada hoje pelo governo populista que prega a igualdade social e os direitos dos trabalhadores, mas que na realidade não passa de uma demagogia comunista em pró aos seus caprichos políticos e soberbos.

Os brasileiros que sofrem de amnésia ou tinham dificuldade em entender história na escola vão gostar de entender porque o país nunca se desenvolve economicamente, e sim caminha a passos largos rumo ao precipício.

O futebol tido como um esporte democrático se popularizou no governo Vargas, uma vez que até então era praticado apenas pela elite. A popularização levou o surgimento de bons jogadores, que lentamente buscaram a profissionalização nos anos 1.950 levando a torcida a ter apego pelo time, um amor incondicional à camisa chegando ao fanatismo. Os presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart exploraram a vitória da seleção brasileira na Copa de 1.958, sendo que o primeiro teve muito mais ganhos políticos do que o segundo respectivamente.

Na Copa de 1.970 os militares utilizaram um aparato publicitário inédito para associar a vitória da seleção brasileira ao governo. A Assessoria Especial de Relações Públicas – AERP era um órgão destinado a explorar o marketing político relacionado aos jogos da seleção. A vitória da seleção brasileira na Copa de 1.970 coroou também a ideia do “Brasil Potência”, que destinava a grandeza e nada poderia impedi-la de atingir seus objetivos.

O uso da seleção brasileira justificava-se pelo crescimento proporcionado pelo milagre econômico, que levou à expansão no consumo de televisores. A Copa de 1.970 foi compartilhada inteiramente ao vivo, aumentando assim o impacto das partidas da seleção brasileira com o torcedor. A imagem do jogador Pelé foi muito explorada pelo regime militar, principalmente o soco de comemoração dado no ar pelo jogador em comemoração a um gol.

A política consumista empregada pelo governo populista incentivou a população brasileira a comprar eletrodomésticos, celulares de última geração, televisões de plasma e liberou o credito para a compra de automóveis e imóveis. A consequência deste desgoverno é o endividamento das famílias brasileiras, e a perda do padrão de vida devido ao desemprego no país.

A Copa do Mundo de 2.014 coincidentemente utiliza a imagem de um ex-jogador do Santos Futebol Clube o mesmo no qual o jogador Pelé fazia parte para incentivar a seleção brasileira a ganhar a taça do mundial.

Por incrível que pareça, o soco dado por Pelé no ar em comemoração a um gol é o mesmo utilizado pelos maiores líderes comunistas do mundo.

O regime militar usava esta imagem em suas propagandas e incentivava os cidadãos a usarem o mesmo gesto na comemoração dos jogos da seleção. O ufanismo generalizado afirmava que o Brasil era o país do futebol, superando os rivais muito mais avançados economicamente, tais como Itália e Alemanha.

A sociedade era induzida a acreditar que fazia parte de um time de futebol, em que o governo fazia o papel de técnico comandando e direcionando os jogadores, no caso a população brasileira. A submissão do povo brasileiro às leis ditatoriais do governo militar garantia a vitória do governo, que em contrapartida vendia a ideia de que o Brasil entrava no restrito clube dos países ricos e de elevada qualidade de vida, uma grande mentira.

A riqueza não era a realidade partilhada pela maioria da sociedade brasileira, o tal milagre econômico havia sido responsável pela elevação do Produto Interno Bruto – PIB, sem promover a distribuição de renda, e sim elevar a concentração de renda, aumentando com isso o número de miseráveis no país.

A sociedade brasileira apesar de se alegrar com as vitórias da seleção brasileira, não tinha motivos para comemorar a prosperidade econômica. A imagem do milagre econômico jamais fora contemplada pela maioria dos brasileiros que sofreram com a política massacrante da contenção de gastos impostas pelo governo.

Em mais de 10 anos de governo populista, o Brasil tem vivido a política do “Pão e Circo”. A imagem carismática de um líder que tinha o costume de pregoar em tempos de campanha eleitoral que era uma pessoa injustiçada por ser pobre e trabalhador, não existe mais depois que assumiu a liderança do país e viu como era fácil ludibriar os brasileiros com simples palavras cativantes e enganosas. Depois de anos no governo mudou radicalmente o discurso e agora faz questão de dizer a quem quer que seja que faz parte da elite branca e odeia pobre.

O atual populismo brasileiro se apoia na imagem de líderes carismáticos, que em seus atos populares prometem uma vida melhor a população, se autoendeusando, mesmo que seus atos e melhoras sejam apenas de caráter momentâneo e não realizam a devida e real justiça social. Getúlio Vargas é o exemplo máximo do populismo no Brasil, que atualmente é copiado fielmente pelos seus simpatizantes do partido que está no poder. Getúlio Vargas subiu ao poder através de um golpe de Estado nos anos de 1.930 elegendo-se democraticamente presidente em 1.951.

A Era Vargas aconteceu de 1.930 à 1.945, e em 1.954 o então presidente se suicidou. Apelidado como “pai dos pobres” sua popularidade entre a população era atribuída à sua liderança carismática e ao seu empenho na aprovação de reformas trabalhistas que favoreceram a classe operária. Porém, muitos alegaram que suas medidas apenas minaram o poder dos sindicatos e de seus líderes tornando-os dependentes do Estado, e sendo usados pelos políticos por muito tempo para ganharem voto. 

Atualmente o partido do poder  apoia a elite criminosa do país beneficiando-os em todas as alçadas. Por sua vez, os trabalhadores têm os seus direitos totalmente ignorados. Dados sobre desemprego são totalmente manipulados, há constantes bloqueios e cortes de pagamento do seguro desemprego e a aposentadoria é miserável. O governo populista defende a ideia de que os trabalhadores desempregados e aposentados geram prejuízos aos cofres públicos. Em compensação, os gastos astronômicos com o funcionalismo público não param de crescer e a dívida interna do país supera o orçamento todos os anos. As esplanadas dos ministérios e órgãos governamentais são verdadeiros cabides de emprego, muitos empregando parentes e amigos dos políticos. 

Concursado é ignorado, e raramente é chamado para assumir o cargo no qual foi aprovado.

Enquanto o Brasil se diverte com a política do “Pão e Circo”, as principais lideranças do país criam à surdina decretos leis contra o povo, e a favor dos seus camaradas dos movimentos sociais, tudo em pró suas ideologias comunistas, pois social é apenas para os poderosos.

Mas, o povo brasileiro acha tudo divertido, não entende nada de política e nem quer saber, pois acredita fielmente no governo. Acredita que deve ser patriota apenas em tempo de espetáculo futebolístico, não consegue enxergar e nem compreender as ciladas que o governo federal está preparando para todos nós e jamais acredita que estão entrando em uma tremenda recessão.

Brasileiro é assim, só percebe que foi escravizado quando perde por completo seus direitos sociais e sua condição financeira, enquanto nada disso acontece fica rindo que nem hiena sem entender nada. As eleições estão próximas, mas ninguém está prestando atenção em nada, a ignorância não permite enxergarem além do próprio nariz.

O comunismo e socialismo são regimes políticos tão bons que os líderes mais ricos do mundo são justamente os que seguem a risca as ideologias. Assim como a população mais escravizada e miserável no mundo é justamente àquela que vive sob esses mesmos regimes.

O regime comunista já matou mais que 100 milhões de pessoas em todo mundo, muito mais que o nazismo, além de ter enriquecido a maior parte dos líderes comunistas loucos existentes em todo mundo. Os líderes populistas e carismáticos não estão preocupados com o bem estar do povo, apenas querem explorar a população fazendo-os trabalhar de graça para o governo até morrerem de fome. Assim como já vem acontecendo em muitos países comunistas.

Está na hora de dar um basta nesta bandidagem que se encontra no governo, que todos os eleitores tenham consciência de que nada vem de graça. Principalmente daqueles que insistem em defender as mesmas promessas de eleições passadas e que nada fizeram, e nada farão.

Acorda Brasil!

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Cuidado: Greenwashing na construção civil


Marisa Fonseca Diniz






Greenwashing é um termo em inglês que significa “lavagem verde ou branqueamento ecológico ou maquiagem verde”, isto é, faz o uso inadequado de ações de marketing, que visam passar a imagem de que a empresa fabricante ou prestadora de serviços adota ações de responsabilidade social e respeito ambiental. Porém, na realidade não adotam tais ações, apenas enfatizam o apelo do selo verde desviando a atenção dos consumidores aos impactos ambientais negativos que seus produtos geram na natureza.

Há necessidade de se criar materiais sustentáveis para serem utilizados no setor da construção civil, porém é importante ressaltar que nem todos os produtos são realmente verdes, isto é, 100% naturais. Muitos produtos da construção civil têm em suas fórmulas componentes corrosivos e tóxicos, tais como arsênio e formaldeído que agridem o meio ambiente.

Muitos fabricantes de produtos têm o péssimo hábito de colocar em seus portfólios o jargão “científico” ou informações que confundem ou não explicam claramente a composição dos produtos. Outro ponto importante a destacar é que, empresas postam em seus anúncios certificados ambientais que parecem terem sido emitidos por entidades e órgãos reconhecidos, e que na verdade não possuem certificações.

Há empresas que vão muito mais além da sustentabilidade, produzem produtos verdes, mas não possuem responsabilidade social, poluem rios, solos e acabam danificando o habitat natural de alguns animais e plantas. Outras usam expressões vagas sobre ecologicamente amigável ou utilizam cenários para vender produtos ambientalmente inadequados, quando não, não há provas concretas do produto ser realmente sustentável.

A greenwashing ou maquiagem verde tem banalizado o uso das expressões  “desenvolvimento sustentável” e “sustentabilidade”, onde a Responsabilidade Social Corporativa acaba sendo desvirtuada do propósito da transparência do desempenho social, ambiental e financeiro das empresas. Além de que muitas empresas não utilizam organizações não governamentais, instituições de ensino e pesquisa para confirmar os benefícios e as atitudes ambientais de seus produtos e organização.

Seria muito mais prudente se as empresas desenvolvessem produtos ou serviços que  agregassem vantagens socioambientais, fossem testados e produzissem os resultados esperados, antes de  divulgarem ao mercado. O consumidor deve ter evidências objetivas sobre as vantagens e particularidades de determinados produtos e serviços através de um marketing socioambiental transparente.

Existem programas de avaliação e certificação ambiental de serviços, edificações e produtos com características e requisitos diferentes, e que avaliam os critérios que uma construção deve ter para ser considerada sustentável, assim como o uso racional da água, energia, materiais, a qualidade ambiental dos ambientes e sua localização.

As empresas socioambientalmente comprometidas com a qualidade sustentável de seus produtos e serviços tendem a ter as seguintes certificações destacadas na embalagem dos seus produtos e portfólios de serviços:

LEED – Leadership in Energy and Environmental Design;
BREEAM – Building Research Establishment Environmental Assessment Method;
SCS Certified – calCOMPliant ; WaterSense;
ISO International Organization for Satandardization;
DGNB – Sociedade Alemã de Construção Sustentável;
CBCS – Conselho Brasileiro da Construção Sustentável;
FSC Brasil; Processo Aqua.

Não se deixe enganar e adquira apenas produtos e serviços certificados.

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Quando a máscara cai, descobre-se um mentiroso compulsivo


Marisa Fonseca Diniz



Há algum tempo estou tentando publicar este artigo em continuação ao artigo escrito sobre mitomania, que descreve perfeitamente o comportamento doentio de pessoas que fantasiam a sua própria vida e tentam enganar as pessoas. Abrindo os estudos de análise comparativa da mentira patológica e compulsiva na vida de algumas pessoas comuns, relato aqui uma breve experiência e análise de situações criadas por doentes patológicos nas empresas, comunidades, grupos, redes sociais e profissionais.

Há alguns anos atrás fui convidada por um construtor a trabalhar em uma empresa renomada da cidade de São Paulo como gestora de negócios. O mercado da construção civil estava em amplo desenvolvimento, por lá tive a felicidade e infelicidade de encontrar profissionais capacitados, experientes e honestos, assim como também conheci muitos desonestos e mal intencionados. Mas, um profissional em particular me chamou muito a atenção em seu comportamento.

Falante, nunca olhava diretamente nos olhos, sempre dando ênfase a cargos assumidos no passado, a família era perfeita, bem informado em qualquer assunto, viajado, boa lábia, mas numa boa análise percebia-se claramente, que tudo aquilo não passava de mera fantasia da cabeça do personagem. Inicialmente, no dia a dia de trabalho demonstrou-se ser uma pessoa insegura e ansiosa. Com o passar do tempo criou situações constrangedoras entre os colegas de setor, contando mentiras e colocando uns contra os outros, nunca assumindo os erros, sempre se fazendo de vítima.

Mantinha uma postura de mau caráter, atravessando negócios alheios e colocando-se como vítima de injustiças de gestores acima dele, com esta atitude conseguiu prejudicar diversos colegas de trabalho e fechar negócios alheios em seu nome. Em comemorações da empresa era uma pessoa soberba, antipática e falsa. Gostava de contar vantagens sobre o filho, namorado, viagens e tantos outros assuntos desnecessários, que nunca ninguém viu ou presenciou.

Depois, de alguns anos na empresa, me desliguei e fui trabalhar em outros projetos perdendo o contato pessoal e profissional. Mas, há alguns anos atrás tive a infelicidade de encontrar esta pessoa por acaso na rua, que me cumprimentou como se fossemos amigos de longa data, sem nem ao menos eu ter me recordado da fisionomia do personagem. Em momento nenhum quis saber como eu estava, apenas começou a falar incessantemente de seus negócios, vida particular, profissional e família.

Como no passado jamais assumiu ter uma família problemática, ser um profissional medíocre, ter problemas de relacionamento pessoal e profissional ou ser uma pessoa desonesta. Sempre enfatizando sucesso a qualquer custo, mesmo sabendo que as suas fantasias não convenciam ninguém. Confesso que sempre que via a pessoa em meu caminho, atravessava a rua para não ter o desconforto de ouvir falar as mesmas ladainhas fantasiosas.

Da última vez, que a encontrei em um restaurante questionei se não possuía um perfil em alguma rede social ou profissional, uma vez que, como trabalho com mídia social seria muito mais fácil conversar com a pessoa. Tal foi meu espanto a pessoa dizer que o seu perfil social não tinha o seu nome e muito menos amigos ou antigos colegas de trabalho.

Na hora não me importei, achei ótimo não ter perfis nas redes. Mas, passado alguns dias percebi que a pessoa tinha sim um perfil social com o nome completo, mas com dados e fotos que não eram seus, onde se identificava como uma pessoa formada em uma faculdade de renome e com diversas mentiras relatadas no perfil. Percebi na hora que quando disse que não tinha perfil na rede social foi por medo de ser desmascarada perante seus amigos virtuais.

Analisando o caso percebo que, pessoas iguais a esta há diversas esparramadas nas empresas, e que muitas vezes passa despercebido por colegas e chefes. A pessoa portadora desta patologia não consegue perceber o mal que está fazendo a si mesma, pois em outras situações semelhantes já foi constatado que pessoas que mentem compulsivamente têm distúrbios comportamentais, além de serem pessoas mal resolvidas em suas vidas sentimentais e profissionais.

Diversos outros casos de pessoas que criam mundos paralelos a realidade, vivem e passam a acreditar que são bem quistas pelos amigos e colegas por aquilo que tentam demonstrar, e não pelo que vivem ou são. A vida para elas é um verdadeiro conto de fadas, transmitindo a ideia de que trabalham em empresas de renome, exercem cargos executivos, as relações pessoais são perfeitas, se veem como o centro das atenções, criam relacionamentos inexistentes, e não percebem que a vida real é enfadonha. Criam uma vida baseada na vida de pessoas bem sucedidas que conheceram em algum momento da vida.

Profissionais patologicamente mentirosos ou compulsivos de imediato podem enganar uma equipe de trabalho, mas com o tempo acabam se tornando pessoas indesejáveis e insuportáveis para trabalhar. Outros ficam anos em cargos de pouca projeção e não se desenvolvem profissionalmente ou pessoalmente.

A mentira começa na idade infantil e prolonga ao longo da vida, sem a pessoa se dar conta de que vive uma vida que não lhe pertence, o conflito com a realidade acaba trazendo várias consequências a vida pessoal e profissional, sem contar o afastamento de outras pessoas do seu rol de amizade. O medo de ficarem sozinhos os faz incorporar um personagem que só existe na cabeça deles. As redes sociais são ótimos ambientes para os mentirosos compulsivos propagarem suas delirantes atitudes, pois muitos não se veem na vida real e são isca fácil as mentiras relatadas em seus perfis.

Infelizmente, na vida real os mentirosos compulsivos tendem a ter uma vida solitária, mesmo estando  em ambientes onde há diversos colegas de trabalho ou de estudos. Ninguém em sã consciência suporta conviver com uma pessoa doente e compulsiva por insistir em convencer os demais sobre suas fantasias. Da mesma maneira que nós não gostamos de ser ludibriados com as mentiras que os políticos nos contam, não suportamos a ideia de engolir mentiras que às vezes parecem ser inocentes, mas não são. Aliás, só acredita em mentiras quem não tem discernimento do certo ou errado, e pensa como eles.

É necessário fazer uma reflexão mais detalhada sobre assuntos semelhantes a estes, pois não podemos nos deixar ludibriar por vagas promessas e aparências, que não dizem respeito a realidade apresentada por pessoas patologicamente doentes. A primeira vista, o profissional mentiroso compulsivo pode não demonstrar perigo, mas se não for contido a tempo poderá trazer diversos problemas aos colegas de trabalho e a própria imagem da empresa.

A maioria das pessoas portadoras desta patologia não aceita a ideia de que precisam de tratamento, pois elas não conseguem visualizar o problema. O problema está incorporado na sua vida diária, e para elas a mentira é algo extremamente normal. O exemplo da análise comportamental é apenas um dos muitos casos encontrados no ambiente de trabalho cabendo aos profissionais de relações humanas detectarem o problema, e encontrarem soluções para o caso, a fim de que não afete o desenvolvimento dos demais profissionais.

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Comportamento: “os malas sem alça”


Marisa Fonseca Diniz



Mala sem alça ou chato é aquele indivíduo que é inconveniente, desagradável e desinteressante, muito parecido com o piolho-da- púbis, mais conhecido como chato. A semelhança do parasita com o ser humano “mala sem alça” vai muito além da definição.

Enquanto o piolho-da-púbis é conhecido por ser um inseto parasita responsável por infestar os pelos humanos alimentando-se exclusivamente de sangue, os indivíduos chatos tem o costume de incomodarem as pessoas quando não são chamados. Adoram incomodar, e não conseguem enxergar o quanto são inconvenientes.

Os malas sem alça podem ser encontrados em todos os lugares, propagam rapidamente e são de difícil remoção, assim como o piolho-da-púbis. Em geral, este tipo de indivíduo pode ser facilmente encontrado nas festas de confraternização, nas escolas, no trabalho e até mesmo nas redes sociais e profissionais.

Quem já não teve a infelicidade de cruzar com um chato pela vida, não sabe o que é ter uma pessoa azucrinando seu ouvido a troco de nada. Há chatos de todas as espécies circulando na sociedade que vivemos, aqui estão os 21 piores chatos encontrados nos mais variados ambientes. Veja qual dos chatos mais se identifica com você:

Chato Intelectual: é aquele indivíduo que tudo sabe e tudo entende. Numa roda de amigos, ele tende a interromper os demais para expressar sua opinião, mesmo que ninguém esteja interessado em saber. Não deixa ninguém falar ou fazer comentários, sempre interrompe causando desconforto entre os demais;

Chato Turista: imagine você estar em uma roda de amigos comentando e compartilhando experiências adquiridas com uma viagem, e de repente um chato se intromete na conversa. Os chatos em geral sempre gostam de realçar que a viagem que fizeram foi muito melhor ou que não valeu a pena. Deixando todos os participantes da conversa estupefados pela intromissão;

Chato Ranzinza: é aquela pessoa mal humorada que reclama de tudo, em geral pode ser um vizinho que se incomoda com qualquer barulho ou conversa um pouco mais alta;

Chato Festeiro: é aquela pessoa que aparece de surpresa nas festas sem ter sido convidada. Não sabe quem é o anfitrião, não conhece ninguém da festa, mas se sente a vontade para comer tudo que lhe oferece. Exagera na bebida e acaba sendo extremamente inconveniente;

Chato Chorão: em geral é um amigo, que sempre que acaba um relacionamento amoroso adora ficar contando todos os detalhes do ex, chora e se sente injustiçado com o término do namoro ou casamento;

Chato Metido: muito comumente encontrado em ambientes de trabalho, é aquele indivíduo que sempre se acha o cara mais importante da empresa, nem sempre útil, mas que segundo ele é uma pessoa indispensável em uma reunião ou conversa. Sempre com ideias banais e sem criatividade, insiste em achar que é a pessoa certa para ser promovida para as oportunidades que aparecem;

Chato Dom Juan: é aquele sujeito que se acha a última bolacha do pacote. Sempre aparece em eventos e confraternizações achando que lá encontrará a mulher ou o homem dos seus sonhos. Tem mania de ficar perseguindo as pessoas e passando xavecos sem o menor constrangimento;

Chato Grudento: é a pessoa carente, em geral tímido e que acredita que se ficar atrás de algum chefe ou colega de trabalho terá seus trabalhos reconhecidos, mas não deixa ninguém respirar é um verdadeiro chiclete;

Chato Sentimental: é aquele solteirão não por opção, e sim porque ninguém suportou a ideia de ter alguém como ele ao lado. É do estilo que sonha com a Cinderela ou o Príncipe Encantado, nem mesmo com a idade avançada consegue perceber o quanto é inconveniente e desagradável. Sempre que conhece alguém já fica imaginando o homem ou mulher perfeita que irá colorir os dias da sua vida, sai divulgando felicidade antes mesmo que o fato aconteça;

Chato Invejoso: é aquele indivíduo que gostaria de ter o cargo, a situação financeira, o casamento, o carro do melhor amigo ou colega de trabalho, mas que não luta para ter. Em geral, adora criticar as atitudes dos amigos e colegas, e fica remoendo quando não consegue atingir seus objetivos;

Chato Político: é o indivíduo que vive de promessas, em geral trabalha com o público, conta vantagem e nunca cumpre com o prometido. Quando cobrado sente-se pressionado e tende a reverter à situação de modo a tornar o ambiente insuportável;

Chato Crítico: em geral muito encontrado em ambientes de trabalho. São indivíduos que criticam tudo, nada está bom, são inconvenientes e não tem didática para serem chefes;

Chato Petulante: é o indivíduo com dinheiro que acha que pode tudo contra todos, em geral aparece nos atendimentos do SAC (sistema de atendimento ao cliente) das empresas sempre com o jargão: “você sabe com quem está falando?”;

Chato Individualista: nas empresas e nas escolas é aquele que detesta repartir conhecimentos, só ele é bom, e só ele ganha nota. Não gosta de fazer trabalho em equipe, porque não quer sentir-se prejudicado pelos demais;

Chato Folgado: é o indivíduo espaçoso, acha que todos tem que criar as melhores ideias e colocá-lo na equipe por obrigação e não por colaboração;

Chato Tagarela: é a pessoa inconveniente que não para de falar, não importa em que lugar esteja. Sempre arranja um jeito de criar uma conversa, mesmo que desnecessária;

Chato Comentarista: é o indivíduo que gosta de deixar comentários em artigos, nem sempre lê o conteúdo, mas sempre deixa sua marca registrada e sai divulgando;

Chato Exibicionista: é aquela pessoa que adora estar presente na foto dos outros, nunca é convidado, mas sempre aparece. Quando a foto é revelada lá está ele fazendo parte da paisagem. Também muito comum em reportagens televisivas, onde ele não faz parte do enredo;

Chato pessimista: é aquele individuo negativo, sempre acha que a situação possa ficar pior do que já está. É o tipo de pessoa que  tenta te convencer que não há saída para alguma crise que você esteja passando, ele ganha pela inconveniência;

Chato rede social e profissional: é aquele indivíduo que te manda convite de tudo de jogos até para curtir a foto sem noção que ele postou no perfil. Ele passa o dia todo conectado nas redes e chats louco para pegar uma cobaia e ficar contando vantagem;

Chato dos Chatos: ou o verdadeiro mala sem alça é aquele que consegue ter todas as características de um indivíduo irritante, em geral todos correm dele, mas ele insiste em aparecer mesmo quando não é chamado.

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O trabalho Comportamento: “os malas sem alça” de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.