Estratégia de Negócios – Inovação e lucro


Marisa Fonseca Diniz


Apesar da crise econômica e política no qual o país vem atravessando nos últimos anos, os empreendedores não podem se deixar abater pelo desânimo, sendo necessário arregaçarem as mangas e irem à luta, mesmo quando não há uma luz favorável no final do túnel. A inovação é uma das poucas maneiras rentáveis de se alavancar os negócios, sendo todas as pessoas capazes de inventar novos produtos ou serviços a fim de terem um diferencial de mercado. Resistência e comodismo devem ser deixados de lado em situações de estagnação econômica, principalmente porque nenhuma crise se resolve de um dia para o outro. 

O cérebro precisa ser usado de forma criativa, pois o mercado está constantemente sedento de novos produtos  úteis, eficientes e com baixo custo de produção.  Pessoas comuns que não possuem muito conhecimento técnico, mas possuem boa vontade podem, por exemplo, criar um novo cardápio de comida com baixo teor calórico,  mas que tenha um bom valor nutricional, e utilize matérias-primas de baixo custo, outras podem criar maquinários eficientes, e outros indivíduos podem apenas criar uma rede social voltada para uma área específica, ganhar mercado e conseguir lucros consideráveis.

Não importa o tipo de invenção, o importante é colocar a criatividade em ação, e inovar em épocas de crise. Quando falamos em inovação nos referimos ao ato de criar um novo produto, processo, tecnologia ou até mesmo aperfeiçoá-los. A invenção costuma surgir após momentos de reflexão, no início é apenas um projeto ou um protótipo sem valor econômico ou foco mercadológico. Nem todas as invenções são novidades, porém quando determinado produto, processo ou tecnologia possui desempenho econômico ou é comercializado através de técnicas de estratégia de negócios desenvolvidas especificamente para aquele fim passam a ser chamadas de inovação.

É essencial saber que a inovação independe de experiência ou conhecimentos técnicos, pois o seu foco principal é agregar valor aos produtos de uma determinada empresa diferenciando-os dos demais existentes no mercado. A inovação é muito importante porque coloca o empreendedor e seus negócios a frente dos concorrentes. Ideias que atendem as expectativas ou as necessidades de um determinado mercado tende a ser visto com ótimos olhos, porque além de ser considerado um processo sustentável também tende aumentar os lucros das empresas.

Atualmente, a resistência dos empreendedores tem sido o maior desafio no campo dos negócios estratégicos fazendo com que eles fiquem para trás em questões de novidades e percam mercado para a concorrência que muitas vezes investe grandes quantias financeiras em inovação. Não importa o tamanho da empresa, deixar de investir em diferenciais de mercado faz com que a estagnação tome conta dos negócios, e consequentemente os clientes tendem a procurar novos produtos em outros mercados mais rentáveis.

Há uma carência muito grande de produtos eficientes e inovadores, portanto nenhum empreendedor pode permitir que a resistência retrograda do mercado conservador o impeça de emergir em tempos de crise econômica. Inovar com diferenciais de mercado e abrir-se a novos mercados.  Transformar dificuldades em oportunidades é a receita de sobrevivência e sucesso em tempos difíceis.

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Sustentabilidade Organizacional, a evolução

Marisa Fonseca Diniz



Sempre que se fala em sustentabilidade vem à mente a conservação da natureza, mas ela integra também a economia, sociedade e meio ambiente.  A palavra sustentabilidade vem do latim sustentare, que significa sustentar, defender, apoiar e cuidar. Em 1980, o presidente da Worldwatch Institute – WWI, o norte-americano Lester Brown, utilizou pela primeira vez o termo sustentabilidade para defender a importância em satisfazer as necessidades atuais sem reduzir as oportunidades às futuras gerações.

A ideia de desenvolvimento sustentável surgiu a partir do conceito de eco-desenvolvimento proposto durante a 1ª Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento na cidade de Estocolmo, Suécia, em 1972, chamando a atenção internacional para questões relacionadas à degradação ambiental e à poluição, porém este assunto não se limita apenas às fronteiras políticas como também afeta países, regiões e povos muito além do ponto de origem.

O conceito de sustentabilidade expressa o quanto a existência e a qualidade de vida humana dependem do uso racional e eficiente de recursos naturais e humanos. O amplo conceito é um conjunto complexo de significados que pode ser utilizado para apoiar diferentes ações, sejam direcionadas ao meio ambiente, ao social ou simplesmente a políticas econômicas. Dentro do Relatório de Brundtland existe uma dicotomia sobre a sustentabilidade, um é sobre o alarde feito sobre a degradação ambiental que resulta no crescimento econômico, e outra é enxergar o desenvolvimento econômico como o principal caminho para a redução das disparidades da riqueza.  

Esse paradigma da sustentabilidade é totalmente compreensível quando há ações pré-estabelecidas, por exemplo, é necessário degradar determinados ecossistemas para facilitar o comércio proveniente da produção de alimentos ou da construção de moradias. Apesar de parecer contraditório, compensações podem ser feitas antes que os resultados destes danos sejam realmente conhecidos. Existem limites definidos para as compensações de capital natural, humano e social, o que é ou não permitido para entender o quanto os sistemas econômico e social provêem do ser humano e do meio ambiente, sem esquecer que o bom funcionamento do ambiente sustenta a economia e a sociedade.

Partindo desse conceito, a sustentabilidade organizacional nada mais é do que o modelo de gestão onde há interatividade total entre o capital humano, o desenvolvimento organizacional e o resultado positivo.  Pesquisar sobre questões de cultura organizacional não pode ficar restrito apenas a área administrativa partindo do pressuposto das atividades profissionais e processos internos. Toda organização deve ter consciência que o desenvolvimento sustentável só vem por meio da capacidade de interagir todos os envolvidos com a responsabilidade sócio-ambiental no processo organizacional de maneira criativa e inovadora.

O funcionário não pode ser mais aquele acomodado sem perspectiva de crescimento, o novo modelo sustentável sugere um profissional empreendedor, que seja líder e tenha a capacidade de desenvolver seu trabalho de maneira individual e coletiva. O profissional ideal para este tipo de modelo sustentável organizacional é o que inova, identifica e cria azos de negócios, além de coordenar todas as combinações possíveis de recursos extraindo as melhores oportunidades em um meio incerto. Os profissionais devem ter certa dose de ousadia para levar a inovação para dentro das empresas, além de serem altamente capazes de solucionar os problemas corporativos.

As organizações devem possuir primeiramente profissionais baseados em quatro pontos básicos, a saber: culturalmente aceito, ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo, quem não for um profissional com estes quesitos básicos dificilmente se adequará as novas tendências do mercado de trabalho sustentável. Dentro do processo de adequação das organizações ao modelo de sustentabilidade organizacional há a necessidade de conhecer e adotar novos conceitos de gestão, o que exige novos conhecimentos por parte de todas as pessoas envolvidas no processo.

O grande desafio hoje da sustentabilidade organizacional é focar os conhecimentos da liderança de modo a explorar o ambiente socioeconômico de maneira a mobilizar todos os profissionais envolvidos no processo sendo cientes da importância e necessidade de lutar por valores e princípios que possam melhor a qualidade de vida de todos no ambiente organizacional.  É impossível ter qualidade total sem investir na qualidade de vida dos colaboradores relacionado ao ambiente saudável das organizações.

Segundo Nadler & Lawler – 1983 – a qualidade de vida no trabalho é um modo de pensar sobre as pessoas, trabalho e organizações, sendo os elementos essenciais: preocupação do impacto do trabalho sobre as pessoas e a afetividade organizacional, a ideia de participação na solução de problemas organizacionais e a tomada de decisão. Muito próximo da realidade atual sobre sustentabilidade organizacional, um desafio para muitas empresas que estão ainda presas a conceitos ultrapassados de organização eficiente.

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Brasil, que país é esse?


Marisa Fonseca Diniz

Há quase 50 anos escuto que o Brasil é o país do futuro, fico me questionando, que futuro é esse que nunca chega? Perdoe-me meus conterrâneos portugueses, porém Pedro Álvares Cabral com certeza deveria estar completamente bêbado quando navegava em direção as Índias, com a vista embaçada e a mente confusa não se deu conta de que tinha se desviado completamente da rota indo parar em terras totalmente estranhas. O efeito do vinho foi tão devastador que Cabral só se deu conta que não estava nas Índias, quando aportou as caravelas e viu aquela multidão de silvícolas desnudados a tomar sol nas praias paradisíacas do sul do Estado da Bahia. Curar a ressaca não deve ter sido nada fácil!


Desde o tempo da colonização pouco mudou em Pindorama, digo,  Terra de Vera Cruz como diz o ditado “tudo continua como dantes no quartel de Abrantes”, e assim caminha o Brasil. Entra ano, sai ano e nada muda, ah muda sim para pior, de quatro em quatro anos ou de oito em oito anos mudam os ocupantes das cadeiras do congresso nacional, do senado e dos governos municipais, estaduais e federais. Os cargos continuam os mesmo e os donos muitas vezes das cadeiras também, às vezes entra um novo representante que se deixa corromper pelos demais ou fica isolado em seu canto por ser honesto.

O eleitor brasileiro sofre de amnésia, ignorância política e econômica, sendo assim prefere votar sempre nos mesmos candidatos, o ditado mais apreciado é “para quê mexer em time que está ganhando”, sendo que quem está vencendo é sempre a classe política.

O Brasil possui um território de 8.516.000 Km2 rico em contrastes, o país é tão amplo que caberia lado a lado Portugal 96 vezes, o que mais espanta é a desigualdade social. De norte a sul do país a distribuição de renda é totalmente desigual, a conta é astronômica e de difícil compreensão, principalmente àqueles que não entendem o porquê de tantos contrastes. Imagine que dos 27 milhões de brasileiros que declaram imposto de renda, apenas 0,1% da população é extremamente rica tendo aproximadamente US$ 14 bilhões de rendimento bruto tributável e aproximadamente US$ 51 bilhões de rendimento total bruto, segundo dados de 2014, muito dinheiro, não? 

Atualmente não mudou quase nada esta distribuição de renda, minto mudou sim, os miseráveis aumentaram e pagam impostos dobrados para garantir o rendimento financeiro da minoria.

O interessante nessa política brasileira é que o pagamento de impostos, obrigatório, não garante qualquer tipo de benefício e muito menos de qualidade. Acredito que o povo brasileiro seja pacífico demais permitindo que uma minoria o explore contundentemente por anos a fio, porque em qualquer outro lugar do mundo mais desenvolvido ninguém permitiria tanta roubalheira, onde apenas um pequeno percentual da população se beneficia.


Não se engane achando que todo brasileiro conhece as paisagens exuberantes do país, não, as viagens são exclusividade para pessoas que podem pagar grandes quantias de dinheiro com passeios extravagantes como os funcionários públicos, políticos e alguns empresários. As viagens são caríssimas dentro do país e fora, também pudera se paga a maior carga tributária já existente, não se espante se um dia algum brasileiro disser que nunca conheceu o mar, isso é mais comum do que se imagina. 

Ser honesto no Brasil é sinal de anormalidade, quando deveria fazer parte dos costumes brasileiros, por lá, ser corrupto é sinal de “esperteza”, o tal “jeitinho brasileiro” já está incorporado há anos na cultura do país. Apesar das intermitentes investigações sobre a corrupção no sistema político e empresarial, ninguém se espanta mais, porque no final todos sabem que de alguma maneira os processos caducarão e virará uma deliciosa “pizza” como se nada tivesse acontecido.

A burocracia (ou seria burrocracia?) empaca a eficiência das gestões públicas dificultando o acesso da população aos serviços públicos básicos, também pudera o que tem de pessoal ineficiente nestes órgãos com leis que os protegem por serem mal educados e com baixa qualidade profissional, não é brincadeira. 

Querer ter educação de qualidade em um país que é favorável a manipulação de massas, é algo descomunal.  Educação no Brasil é uma regalia para os ricos e uma bobagem aos pobres. O processo é ultrapassado e não se forma pessoas com capacidade de pensar, e sim analfabetos funcionais, vergonhoso!


Outro ponto interessante, a saber, é que o Brasil apesar de ter um sistema único de saúde que deveria funcionar, na verdade é um escândalo em desvio de dinheiro e incompetência. A maior cidade da América Latina possui diversos hospitais, porém sofre com a falta de leitos disponíveis para doentes de alto risco de vida, não possui muitos médicos qualificados ou especialistas em doenças raras, há falta de medicação e equipamentos para diagnosticar certos tipos de doenças, e para piorar a gestão e a maioria dos profissionais de saúde são ineficientes e grosseiros. Haja paciência!

Se começarmos a relatar todas as deficiências no maior país da América Latina, vamos precisar voltar lá para a época de Cabral e refazer a rota.
Este blog foi totalmente repaginado para falar dos escândalos políticos, econômicos, sociais e as gestões eficientes que ainda sobrevivem nesse país. 

O mundo desconhece a realidade do Brasil, pois a mídia nem sempre passa a realidade pelo qual vivem a maioria dos brasileiros. Atualmente, a imagem que se tem deste país é sobre corrupção, Lava Jato, tráfico de drogas ou prostituição infantil. O país é muito mais que isso, e poderia ser uma potência econômica, senão houvesse tanta falta de caráter como há por lá.

Há uma música escrita em 1978 pelo compositor Renato Russo (in memoriam) que traduz perfeitamente a situação do país nos últimos anos:






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A importância da energia sustentável


Marisa Fonseca Diniz


Quando falamos em energia logo vem a nossa mente os benefícios que ela nos fornece, sem nos darmos conta do seu real significado. Energia é o potencial inato para executar um trabalho ou realizar uma ação, sendo um conceito essencial da física encontrado também na mecânica, termodinâmica, eletromagnetismo, mecânica quântica, na química entre outras disciplinas, pois a energia não é criada e sim transformada.

As principais formas de energia, a saber, são as seguintes:

Cinética:


A energia cinética está associada ao movimento dos corpos, ou seja, quanto maior for à velocidade no qual o corpo se movimenta maior será a sua energia cinética, como exemplo temos os automóveis que transformam a energia gerada pelos combustíveis em energia cinética.

Energia potencial:

Dentro da energia potencial temos a gravitacional e a elástica. A energia armazenada em virtude da posição de um corpo em relação à superfície é denominada energia gravitacional, ou seja, é a energia dada pelo produto entre a massa do corpo, a altura e a gravidade. Como exemplo da energia gravitacional tem a queda de um objeto, quanto mais alto estiver o corpo em relação ao solo, maior será a sua velocidade ao chegar ao chão.


A energia potencial elástica está presente em uma mola comprimida ou esticada, ou seja, quando comprimimos ou esticamos a mola realizamos um trabalho para deformá-la, quando a soltamos a mesma adquire movimento e depois volta a sua posição inicial. Como exemplos desta energia têm o arco e flecha, o estilingue, e a própria mola.


Energia Térmica:


Como o próprio nome diz o calor é a energia térmica associada à energia cinética das moléculas que compõe um elemento. Por exemplo, quando colocamos a água na presença de uma chama  gerada por um bico de gás há um movimento mais intenso das moléculas aumentando a energia térmica. Agora, quando a água é colocada na presença do gelo há uma redução no movimento molecular diminuindo dessa maneira a energia térmica.

Energia Química:


A energia química é aquela gerada através de reações químicas como a gerada por pilhas e baterias.

Energia Solar:


É a energia proveniente do sol, que pode ser capitada por meio de placas fotovoltaicas.

Energia Eólica:


É a energia proveniente do movimento das massas de ar, ou seja, do vento que podem ser captadas por meio de hélices e aerogeradores responsáveis pela produção de energia.

Energia Nuclear:


É obtida através da fissão nuclear que ocorre pela divisão do núcleo de um átomo gerando a liberação de uma grande quantidade de energia.

Há duas categorias, a saber, energia renovável e a energia não renovável. A energia renovável é aquela produzida através de recursos naturais, como o sol, vento, chuva, marés e geotérmica. A energia não renovável é produzida por elementos naturais, mas que são limitados e em geral poluem o meio ambiente, tais como o carvão e o petróleo.


A energia é necessária para as nossas atividades diárias, tais como, tomar banho, cozinhar, ver televisão, usar o computador, entre tantas outras utilidades. A geração de energia utilizada em quase todo mundo está associada a fontes não renováveis, que são aquelas que se encontram na natureza em quantidades limitadas. As fontes não renováveis uma vez esgotadas não se regeneram como é o caso dos combustíveis fósseis.


Embora ainda haja muita resistência no uso de fontes renováveis, não podemos deixar de citar a importância da utilização das mesmas na geração de energia limpa, uma vez, que as mesmas são inesgotáveis e não poluentes. Um assunto interessante a ser citado aqui é a utilização da nanotecnologia associado à geração de energia limpa. A nanotecnologia proporciona potenciais de melhoria no desenvolvimento de fontes de energia geotérmica, vento, sol, água, marés e biomassa.

A nanotecnologia se torna eficiente na geração de energia limpa de diversas maneiras, neste caso podemos citar as sondas de perfuração. Quando as sondas são nano-revestidas elas se tornam resistentes ao desgaste e otimizam a vida útil, o que proporciona maior eficiência aos sistemas de desenvolvimento dos depósitos de energia geotérmica, consequentemente diminuem os custos.

Os nanomateriais de alto rendimento são essenciais a geração sustentável de energia, pois as pás do rotor quando feitas com este tipo de material proporcionam maior leveza e resistência dos ventos e marés, protegendo contra o desgaste e corrosão dos componentes mecânicos, principalmente dos rolamentos e das caixas de engrenagens.


As nanotecnologias desempenham um papel decisivo, principalmente no que diz respeito ao uso intensificado da energia solar através de sistemas fotovoltaicos. No caso de células solares de silício cristalino convencionais há um significativo aumento na eficiência das camadas anti-reflexo tendo um aumento no rendimento da luz.

O desenvolvimento de células solares de camada fina são  beneficiadas com as nanotecnologias por utilizar materiais como cobre, silício, índio, selênio, que resultam em células solares corantes ou células solares poliméricas. As células solares de polímero possuem potencial elevado especialmente a respeito do fornecimento de dispositivos eletrônicos portáteis. 

O desenvolvimento de nanomateriais, processos e sistemas em médio prazo farão com que a energia sustentável seja altamente eficiente e a vida útil dos equipamentos seja de vários anos. A nanotecnologia contribui para a otimização de projetos e morfologia de misturas de semicondutores orgânicos em componentes estruturais. Em longo prazo a utilização de nanoestruturas, como pontos quânticos e fios, permitirá a eficiência das células solares em mais de 60%, ou seja, o custo-benefício será compensador.

Aprovisionar energia sustentável, otimizar em paralelo o desenvolvimento das energias disponíveis, melhorar a eficiência no consumo de energia ou evitar o consumo desnecessário de energia faz com que as nanotecnologias ofereçam uma multiplicidade de abordagens para poupar energia. As poupanças de energia consideráveis são realizáveis através de camadas tribológicas para componentes mecânicos em projetos e máquinas.

A tecnologia da construção oferece grandes potenciais de poupança de energia, que podem ser aproveitadas como material de isolamento térmico nanoporoso adequadamente aplicável na reabilitação energética de edifícios antigos. O controle de fluxo de luz e calor por componentes  nanotecnológicos é uma abordagem promissora para reduzir o consumo de energia em edifícios.

Que a nanotecnologia venha contribuir com a eficiência da energia renovável, a fim de que as próximas gerações possam ter melhor qualidade de vida e seja beneficiada com as novas tecnologias.

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Baseado no trabalho disponível em http://marisadiniznetworking.blogspot.com/2017/05/a-importancia-da-energia-sustentavel.html.