Quero ter um milhão...


Marisa Fonseca Diniz


Como a própria música de Roberto Carlos diz, quero ter um milhão de amigos, não, não quero não, pois todas as pessoas que conheço que possuem um milhão de amigos tentam mostrar aquilo que não são principalmente nas redes sociais, a grande maioria sofre de depressão e tem crises de ansiedade, e no fundo estão sempre sozinhas. Na verdade quero continuar com meia dúzia de amigos reais, que mediante qualquer problema estão ao meu lado para compartilhar tristezas e alegrias.

Esse negócio de querer ter um milhão de amigos é tão penoso quanto ser famoso e ter mais de um milhão de dólares na conta corrente, porque no final felicidade não se compra e só atraí gente falsa e interesseira. Quero mesmo é ter um milhão de oportunidades para poder esbanjar felicidade e compartilhar com aqueles que talvez não tenham esta mesma sorte.

Queria ter mesmo é uma saúde de ferro para poder correr o mundo a fora levando conhecimentos aqueles que não tiveram a oportunidade de ter um bom estudo. Modesta parte preferia mesmo é ter um milhão de visitantes diários nos meus sites para poder levar as novidades do novo mundo àqueles que se encontram do outro lado do Oceano Atlântico e Pacífico.



A vida poderia ser muito melhor se eu tivesse um milhão de pedras coloridas, valiosas e as leiloa-se para ajudar em causas humanitárias, pois não podemos fechar os olhos achando que nada acontece ao nosso redor. Milhões de pessoas, incluindo crianças morrem vítimas de violência e desnutrição no mundo. Enquanto isso algumas pessoas fúteis e hipócritas acreditam que sua vida deve ser repleta de viagens inúteis, além de esbanjar um guarda-roupa cheio de marcas famosas e participar de eventos medíocres que nada acrescentam.

Adoraria ter um milhão de litros de óleo de peroba para presentear os políticos que insistem em achar que são os seres mais honestos do mundo, mesmo sabendo que receber dinheiro ilícito não é tão legal quanto parece, pois no final quem paga a conta dessa roubalheira toda são os cidadãos de bem.

Queria ter um milhão de leitos vagos e bem equipados para acolher os cidadãos que passam horas e dias jogados no chão dos hospitais públicos no território nacional por falta de boa vontade e capacidade dos gestores públicos em administrarem o dinheiro público de maneira eficiente.

Criaria milhões de clínicas populares que oferecessem serviços de qualidade ao público que pudesse pagar uma taxa única para ter um serviço médico especializado, sem que os pacientes tivessem que ficar implorando atendimento e se sentissem explorados em sua ingenuidade por aqueles que  deveriam respeitar os direitos de consumidor. Converteria a taxa única paga pelos pacientes às instituições sem fins lucrativos que cuidam de pacientes com câncer e doenças raras, que são totalmente ignorados e morrem sem terem condições físicas e financeiras para se tratarem.

Adoraria construir mais de um milhão de escolas equipadas com os mais avançados e modernos equipamentos tecnológicos, doar diversos livros e disponibiliza-los em um grande espaço para que crianças e jovens carentes pudessem ter acesso ao conhecimento sem precisar ficar mendigando atenção de profissionais despreparados.

Com mais de um milhão construiria espaços esportivos e escolas  técnicas gratuitas de qualidade nas comunidades carentes espalhadas no território nacional, a fim de oferecer uma oportunidade de futuro melhor aos jovens que são ignorados pela sociedade e pelos governantes deixando-os na mira do crime organizado que os alicia para o mundo do crime.

Gostaria de receber um milhão de desculpas daqueles que se consideram o “dono do mundo” e que não respeitam os Direitos Humanos por acharem que estão acima de qualquer lei. Gostaria que milhões de pessoas respeitassem as diferenças entre os cidadãos, pois negros, pobres, mulheres e homossexuais tem sido as maiores vítimas da intolerância humana.

Que fosse criado um milhão de empregos diários para que todos tivessem a mesma oportunidade de trabalhar, sem ter que ficar mendigando o pão diariamente pelas ruas das cidades. Que não houvesse discriminação de idade, raça ou opção sexual.

Que mais de um milhão de moradias fossem construídas para que todas as pessoas pudessem ter um teto que as protegessem contra o frio ou o calor excessivo, pois poucos indivíduos entendem que quem mora na rua já perdeu a pouca dignidade que tinha. Adoraria que não houvesse distinção de classes sociais, pois a miséria está cada dia crescendo mais e mais, enquanto uma minoria de bilionários detém toda a riqueza do mundo escravizando pessoas ingênuas e ignorantes em troca de altos lucros.

Milhões e milhões de alimentos são desperdiçados diariamente por pessoas que não se importam com aqueles que estão lutando para sobreviver porque não tem nem uma gota de água potável para alimentar seus filhos. É a vida está ficando cada dia mais difícil, as oportunidades são raras, mas a intolerância é bem alta. As pessoas tem deixado o amor de lado, mal sabem o significado da empatia e acreditam que são superiores a todos, não se importando com a dor ou os direitos alheios.



Imagino, se Jesus Cristo retornasse ao mundo hoje, com certeza não seria crucificado e sim metralhado, mas antes seria colocado no banco dos réus por perdoar e ajudar os indefesos e acreditarem que ele na verdade era um comunista, já que quem se coloca no lugar do outro assim é considerado.


Pena, que muitos ainda não se deram conta de que não é o dinheiro que faz uma pessoa ser melhor que a outra, e sim suas atitudes humanas, se colocando no lugar do outro, respeitando as diferenças, sendo gentis e oferecendo ajuda sem ficar esperando algo em troca.


Que o próximo ano seja muito melhor que o que está terminando e que todos possam refletir sobre seus atos, caso contrário todos, sem exceção, sofrerão as consequências destes atos tão covardes, irresponsáveis e maquiavélicos. Que haja mais amor, compreensão, paz, respeito tolerância e benevolência com o próximo.

Pense sobre isso, qual o mundo que você espera ter nos próximos anos?

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A vida na Terra está se tornando insuportável


Marisa Fonseca Diniz


A Revolução Industrial teve um marco significativo na construção da economia das nações ao mesmo tempo em que, contribuiu para o aumento da degradação do meio ambiente. O capitalismo foi consolidado pela revolução mundial, onde a indústria era considerada uma atividade econômica de vanguarda.



No entanto, no final do mês de novembro, 2018, a Organização das Nações Unidas, ONU, Meio Ambiente divulgou um relatório no qual relata que as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram no ano de 2017, após três anos sem ter qualquer tipo de alteração no nível de emissão. O CO2 é um gás que retêm o calor na atmosfera e é amplamente responsável pelo aumento das temperaturas ao redor do planeta de acordo com pesquisas científicas. O fato é que, os países em sua maioria tem feito vista grossa para o Acordo de Paris que estipula que o aquecimento global fique abaixo dos 2ºC com relação aos níveis pré-industriais.


O relatório da Eco Experts de 2018 confirmou que os níveis globais de poluição por ar, luz e ruído tem um impacto real sobre a saúde e o bem-estar das pessoas, por outro lado a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram ar poluído. O agravante nos dados da OMS é de que cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência da poluição, pois partículas finas de ar poluído penetram profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando doenças como derrame, câncer de pulmão, infecções respiratórias, tais como pneumonia, doenças cardíacas, entre outras 100 espécies de doenças que surgem no decorrer dos anos.

É mais alarmante pensar que o relatório de 2018 da The Lancet Countdown, Tracking Progress on Health and Climate Change, mostra que o aumento das temperaturas é o resultado da mudança climática, no qual tem colocado em risco a saúde de idosos e crianças prematuras principalmente àqueles que vivem nas regiões da Europa e a leste do mediterrâneo, que tem ultrapassado as temperaturas atuais da África e do sudeste asiático.

Na Europa e no Mediterrâneo Oriental a proporção de idosos acima dos 65 anos está em entorno dos 43%, sendo eles mais vulneráveis ao calor, acima dos 38% do total de vulneráveis na África e 34% na Ásia, ou seja, no ano 2015 milhões de pessoas morreram em consequência de doenças causadas pelo ar poluído.

Gregor Kiesewetter, pesquisador do IIASA liderou uma equipe do programa de pesquisa Poluição do Ar e Gases de Efeito Estufa, no qual, estimou os perigos da poluição do ar à saúde humana e as mortes devido a esse problema. Kiesewetter e sua equipe de pesquisadores descobriram que apenas o carvão corresponde a 16% das mortes prematuras relacionadas com a poluição, ou seja, cerca de 460.000 (Fonte: International Institute for Applied Systems Analysis - Nov/2018).

A urbanização é uma das grandes fontes de poluição, o que implica diversos problemas ambientais, tais como o aumento do volume de esgotos, os congestionamentos de tráfego, a quantidade de lixo produzido, entre outros, tanto é que pesquisas revelam o quanto a poluição tem destruído o meio ambiente das grandes cidades ao redor do mundo.

Não apenas as indústrias, o transporte, a geração de energia e agricultura contribuem para o aumento da poluição como também as residências que utilizam combustíveis sólidos como a biomassa e o carvão. As alterações climáticas vêm contribuindo com o aumento do calor e das temperaturas em todo planeta, o que agrava a poluição atmosférica urbana, sendo o principal propagador de doenças como a cólera e a dengue.



É interessante ressaltar que a mudança de temperatura global média à qual os seres humanos estão expostos é mais do que o dobro da mudança média global, ou seja, 0,8 ° C versus 0,3 ° C. Hugh Montgomery,diretor do Instituto de Saúde Humana e Performance da University College London, alega que o estresse calórico tem causado problemas de saúde adjacente em idosos urbanos, tais como diabetes e doenças renais crônicas.



A World Weather Attribution Study afirma que 2018 foi o ano muito mais quente que os demais em diversas áreas do mundo, o que acarretou um aumento a quantidade de áreas acometidas por incêndios, como é o caso do norte da Inglaterra, a Califórnia e a Austrália provocando mortes diretas, perda de casas, deslocamento de pessoas e impactos respiratórios.

A América do Sul e o sudeste da Ásia estão entre as regiões mais expostas a enchentes e secas acarretando queda no rendimento das safras agrícolas em todas as regiões à medida que os extremos do clima se tornam mais frequentes e mais drásticos.

O Relatório de Riqueza Inclusiva 2018, ONU Meio Ambiente, mostra que a riqueza média global está aumentando em detrimento à custa de ativos ambientais, como água, ar limpo, florestas e biodiversidade.

O relatório Eco Experts 2018 analisou dados sobre poluição do ar, luz e ruído de 48 cidades no mundo. As cidades que ficaram nas três primeiras posições como sendo as mais poluídas são as seguintes:

1ª Posição - Cairo, Egito (Pontuação: 95.8361)



O estudo nomeou a cidade do Cairo como a cidade mais poluída do mundo. Em um dia comum, os moradores da capital egípcia respiram ar contaminado com PM 2,5, ou seja, 11,7 vezes maior que o nível recomendado pela OMS.


A cidade também possui o 2º maior nível de PM 10 do mundo, com 284 ug/m3 em média, que é 14,2 vezes acima do limite recomendável.


Cairo é a terceira cidade mais barulhenta do mundo, com uma pontuação de 1,70, ficando atrás apenas de Guangzhou e Delhi, o que não surpreende seus habitantes, uma vez que, o relatório sobre poluição sonora do Centro Nacional de Pesquisa do Egito relatou  que a  cidade atinge uma média de 85 decibéis por dia, é o mesmo que viver 24 horas dentro de uma fábrica.


A poluição luminosa na cidade do Cairo é péssima, a luz artificial é 85 vezes mais brilhante que o céu natural (14.900 μcd/m2).

2ª Posição – Delhi, India (Pontuação: 86.7024)


Delhi é uma cidade ambientalmente dos finais do tempo que bate recordes mundiais perdendo apenas para a cidade do Cairo no Egito. A névoa é tão densa na cidade que os carros batem por ser impossível enxergar as luzes dos faróis de trânsito. As estimativas apontam que respirar o ar da cidade equivale a fumar pelo menos 50 cigarros ao dia.

3ª Posição – Beijing, China (Pontuação: 76.4648)


O ar densamente poluído da cidade chinesa Beijing(Pequim) atinge frequentemente níveis considerados perigosos que prejudicam a saúde da população.

As cidades apontadas com melhor ar respirável, menos luminosidade e ruído são as seguintes:

48ª Posição – Zurich, Suíça (Pontuação: 7.5966)


A qualidade do ar na cidade de Zurich é ótima, tendo a quinta densidade mais baixa de PM 2.5 (a 10 ug/m3 em média) e a quarta menor quantidade de PM 10 (a 16 ug/m3 em média) no mundo, tornando seu ar 11 vezes mais limpo que a da cidade do Cairo e dentro do nível de segurança aceitável pela OMS para  qualidade do ar.


Zurique é a cidade mais tranquila do mundo, com uma pontuação de 0,02, os suíços levam o ruído tão a sério que até implementaram o "Quiet Hours", onde os moradores são proibidos de fazer barulho indevido. Problemas com poluição luminosa são praticamente inexistentes sendo classificada como a 2ª mais escura do mundo, perdendo apenas para Oslo.

47ª Posição – Oslo, Noruega (Pontuação: 8.8645)


Oslo é considerada uma das cidades mais limpas do mundo graças a diversas iniciativas e projetos sustentáveis dentre os quais a transformação do lixo doméstico e combustível.

46ª Posição – Munich, Alemanha (Pontuação: 13.4212)


Munich é uma cidade limpa que investe em transporte público de energia limpa.

Mediante estes dados apresentados podemos perceber o quanto algumas políticas econômicas e industriais têm prejudicado a população mundial devido à soberba de alguns governantes que acreditam ser uma tolice investir em políticas ambientais e sustentáveis. O mundo poderia ser um ambiente muito melhor se todos os governantes se comprometessem em fornecer qualidade de vida, educação, alimentos e saúde a todos que vivem na Terra. Pena, que estamos longe dessa realidade, infelizmente a cada dia que passa nos tornamos seres doentes, enfraquecidos, miseráveis e sem perspectiva de uma vida melhor.

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Desratizando o poder



Marisa Fonseca Diniz



É notório que há muitos anos o ser humano insiste em querer ser o que não é sufocando muitas vezes aqueles nos quais acredita ser mais fraco do que si mesmo, esquecendo-se por completo que a fraqueza nem sempre está naqueles que subjulga. A concorrência desleal entre as pessoas tem posto de lado as virtudes revelando o lado inescrupuloso dos indivíduos.

Desde a antiguidade, os manipuladores do poder já se utilizavam de subterfúgios para se dar bem às custas alheias, pois suas estratégias políticas e comerciais sempre estiveram acima de qualquer  suspeita  não importando os danos causados aos seus súditos. Atualmente percebemos que nada mudou, ou seja, apenas os anos passaram.

A arrogância de certas pessoas que se encontram no poder e que se consideram acima de qualquer suspeita e até mesmo da lei tem permitido que tiranos cruéis sejam escalonados e subam ao poder máximo de governos e corporações ludibriando pobres mortais néscios nos quais acreditam poder ter uma vida mais digna sem serem escravizados.

O poder político, econômico e social se encontra nas mãos de poucas pessoas, que exploram desmedidamente pessoas indefesas ludibriando a ingenuidade alheia com falsas promessas de que tudo pode mudar a partir do momento que forem eleitos ou colocados em cargos superiores.

Vergonhosamente são mais de 767 milhões de pessoas em todo mundo que vive em extrema pobreza, em compensação a quantidade de milionários não ultrapassa a 2.100. O que faz acreditar que a minoria domina a maioria por meio da exploração e violação de direitos, no qual não tem capacidade suficiente e muito menos poder para impedir todo este despautério social.

Ironicamente, os países com os governantes mais corruptos são justamente aqueles em que os recursos não chegam à população ficando as riquezas do país concentrada na mão de poucos e dos poderosos que governam.

Enquanto a miséria cresce gradativamente no mundo, não sendo privilégio apenas dos países pobres, os tiranos se multiplicam como ratazanas no lixo. A demagogia política que corre na veia dos poderosos coloca em risco a vida de muitas pessoas, que inocentemente acreditam em suas promessas.

A arte de conduzir o povo é uma maneira de manipular a população  com promessas que jamais serão concretizadas, pois visam à conquista do poder político e as suas vantagens. A estratégia político-ideológica utiliza argumentos populistas, apelativos, emocionais e irracionais que visam proveito próprio, omitindo os dados reais.

A maneira como alguns déspotas agem na sociedade faz toda a diferença na hora de pedir votos, seja de maneira direta ou indireta, depois de eleitos não medem esforços para ignorar e se afastar de vez daqueles que um dia os elegeram. A soberania do poder mostra o lado mais negro e cruel daqueles que deveriam criar ações sociais, econômicas e políticas em pró a sociedade como um todo, a fim de que todos pudessem ter uma vida mais digna. Porém, o que vemos na maioria das vezes é a propaganda enganosa e populista da criação de pacotes sociais de recursos mínimos e indignos de sobrevivência para agraciar os eleitores em troca da perpetuação de seus mandatos.

O jogo de interesses em que os candidatos ao poder soberano de países e corporações fazem é o de encantar seus súditos com falsas promessas de que quando eleitos ou contratados acabarão de vez com a insegurança, falta de oportunidades, ineficiência educacional, o caos na saúde, e que a comunicação entre os comandantes e comandados será maravilhoso, balela.

O poder é o brilho dos olhos daqueles que pensam apenas em si mesmos sem se importar com o mal que provocam aos outros. Quando falamos em tiranos cruéis, logo vem à mente grandes ditadores, tais como Hitler, Mussolini, Stalin, Mao Zedong, Papa Doc, Pinochet, Ferdinand Marcos, entre tantos outros, porém nos esquecemos de que ainda há muitos no poder e ao derredor dele a espera de reconhecimento popular. A frase popular “lobo em pele cordeiro” nunca foi tão real como nos dias atuais, nada muda, a mesma sociedade que elegeu no passado ditadores cruéis que mataram milhares de pessoas inocentes é a mesma que permite que corruptos subam ao poder por meio de palavras doces e cheias de más intenções.


O comportamento populista autoritário é mais comum do que se pode imaginar, muitos alegam que esta ideologia política pertence à esquerda, porém nem de direita e nem de centro. O populismo é basicamente uma maneira de exercer o poder dando importância às classes sociais menos favorecidas, conquistando a confiança. Depois de conquistado a tal confiança, os poderosos tem o consentimento para exercer o autoritarismo, dominação essa que raramente é percebida por quem é dominado.

O detentor do poder autoritário populista tem uma forma de manipular amigável, ele não necessita de intermediadores, o contato é direto, e as palavras utilizadas para encantar é a preocupação com a situação individual criando laços afetivos que permitirão aplausos da grande massa popular das classes média e baixa que confia naquele candidato, déspota ou líder, no qual ele considera como um amigo do povo e não um político inescrupuloso.

Atualmente, os governos populistas se multiplicam pelo mundo a fora, não estando apenas nos continentes com maior concentração de classes sociais baixas ou médias, como é o caso da América Latina. O presidente americano é um exemplo típico de governo populista autoritário, entre tantos outros como o Reino Unido, a Alemanha, Áustria e a França.

Mediante o caos político e econômico em que se encontra o Brasil, não é à toa que temos presenciado tantas argumentações eleitoreiras sem fundamento, todos querem poder, porém pouquíssimos são aqueles que estão fundamentados em programas políticos, econômicos e sociais que irão beneficiar a população brasileira. A maioria dos candidatos à presidência, congresso nacional, senado, assembleias legislativas e governo dos estados estão mais preocupados em atacar um ao outro do que apresentar propostas que irão beneficiar a todos. O populismo autoritário se repete tanto na conquista pelo voto direto das classes sociais mais baixas como nas mais altas, não ficando mais restrito  a candidatos de esquerda, mas também os de centro e direita.

A classe brasileira mais abastada composta por grandes empresários, militares e inconformados com a atual situação pelo qual o país vem passando elegeu seu próprio candidato que prega aos quatro cantos do país a moralidade, a justiça, e a honestidade, porém de maneira autoritária. A rejeição por aqueles que são considerados um mau exemplo no país tem feito com que uma legião de zumbis manipulados encare essa disputa de maneira acirrada, impondo goela abaixo as promessas vazias de justiça com as próprias mãos, porém esquecem que não vivemos mais em tempos medievais.

Do outro lado o candidato também populista, que se encontra encarcerado por escândalos de corrupção, levantava até pouco tempo atrás, a bandeira da injustiça social, e que apesar de ter governado por oito anos consecutivos, não conseguiu zerar os problemas sociais, políticos e econômicos do país e sua sucessora de confiança afundou de vez o país na lama, onde a recessão colocou vários trabalhadores na rua, a margem da pobreza.

O que muitos acreditam ser uma solução é na verdade uma cilada política para manter tiranos no poder, a fim de se deliciarem com a abundância de recursos financeiros e assim manter o esquema de corrupção beneficiando a si mesmos e seus aliados. Infelizmente, poucos são aqueles indivíduos que estão realmente interessados em dar ao povo os benefícios que lhes cabe quando do pagamento de tributos e enxergam que quanto mais o povo for beneficiado maior será a renda financeira que um país terá, consequentemente mais desenvolvido será.

Enquanto isso não acontece viveremos todos nós a sombra de ditaduras comunistas, socialistas e militares, onde se prega muito a democracia, porém não a vemos e tão pouco a vivenciamos. As antigas gerações reclamavam do autoritarismo de governantes que direta e indiretamente mataram diversos inocentes em câmaras de gás, porém agora não muito diferente do que antes, mata-se a população de fome e sede. Sem forças e dignidade para lutar, o indivíduo acaba elegendo qualquer um, sem se preocupar se o candidato irá ou não cumprir promessas construtivas.

Quando uma parte da população perde a esperança de ter um futuro melhor, perde também à vontade de eleger o candidato que fará com que o país ande para frente dando condições dignas a todos. É um erro achar que o povo se satisfaz com pequenas ajudas financeiras, todos tem o direito de ter uma vida digna, pois direta e indiretamente todos pagam muito caro por isso.

Não sejamos hipócritas, juntos poderemos construir um mundo muito mais digno e igualitário sem ideologias baratas e tiranos populistas. Que os pulhas que ocupam hoje as cadeiras do congresso sejam colocados para fora, pois chegou a hora de desratizar o poder nacional!

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Quando o reino é o próprio umbigo



Marisa Fonseca Diniz




Você permitiria que uma criança de seis ou quatro anos mandasse na sua casa, na sua vida e quando fosse visitar um ente querido se sentisse a vontade para fazer o que bem entender sem se importar em respeitar as pessoas? Pode parecer estranha esta pergunta, mas saiba que a permissividade de muitos pais tem criado tiranos infantis, que se sentem a vontade para fazer o que bem entendem, seja em casa, na escola, na rua ou em qualquer lugar sem se importar com o que os outros vão falar, pois eles são mais importantes do que tudo que está à volta.

A repressão educacional dos avós no passado fez com que uma geração de filhos fosse criada sem limites acreditando que a disciplina pudesse traumatizar e frustrar as crianças quando adultas, porém os filhos dessas gerações têm criado filhos sem nenhuma disciplina, limite ou respeito, sendo tudo permitido.

Atualmente, os pais da nova geração acredita que por ficarem muito tempo fora de casa devido suas atividades laborais, o melhor a fazer é permitir que seus filhos façam tudo que desejam confundindo liberdade com indisciplina. Outro quesito equivocado para suprir a falta de tempo com os pequenos tem sido presentear os rebentos com tudo aquilo que há de melhor e mais caro no mundo, tais como brinquedos, tecnologia, viagens, entre outros, a fim de não se sentirem culpados no futuro e as crianças não se sentirem frustradas por não conseguirem realizar seus desejos.

Atitudes inconsequentes dos pais tem feito com que os filhos da nova geração sejam crianças sem limites, indisciplinadas, rebeldes, manipuladoras, desrespeitosas, mimadas, birrentas e mal educadas. Crianças cada vez mais novas, como exemplo do começo deste artigo, vêm se tornando tiranas por falta de comprometimento dos pais em amá-las e educá-las, porque permitir que elas façam tudo sem direção não é uma demonstração de amor, e sim de falta de responsabilidade dos pais.

Aqueles que deveriam ser responsáveis pela educação básica e familiar dos filhos, e assim não o fazem, estão permitindo que seus pequenos tenham a Síndrome do Imperador, ou seja, são crianças com comportamento abusivo e agressivo em relação às outras pessoas. Falta de disciplina e limites fazem com que as crianças não sintam culpa alguma em referência a seus atos, apesar de ter um comportamento desmedido e nada convencional à sua idade.

Os pequenos “imperadores e imperatrizes” do mundo atual são controladores, manipuladores, dão ordens e exigem que os respeitem, impulsivos, não temem nenhum tipo de autoridade, tais como professores, pais ou pessoas mais velhas, o quadro piora quando quem deveria cuidar deles é alguém que desenvolveu a mesma síndrome ou tem algum distúrbio de comportamento como a psicopatia que nem sempre é perceptível por outras pessoas ao redor.

Uma criança imperadora é capaz de tudo, desde empurrar propositalmente os colegas na escola como bater, ameaçar, coagir, agredir verbalmente qualquer indivíduo com a conivência de seus responsáveis, não é capaz de ser solidária e quando frustrada em seus desejos se torna violenta. Na fase infantil são o centro de tudo, chamam atenção, gritam quando contrariadas, esperneam e se debatem no chão, além de serem agitadas, inquietas, insubordinadas, rebeldes e desobedientes ao extremo. Estes tiranos são seres arrogantes, soberbos, desobedecem normas, regras e ordens.

Egocêntricas desfrutam a vida da melhor maneira sem se importar com as outras pessoas, conviver com elas ou próxima a elas é um grande sacrilégio, desafiadoras, mentirosas, cruéis, chantagistas emocionais e choram quando não são atendidas. É um grande erro pais ou responsáveis dizerem “que criança pode tudo”, em geral este tipo de afirmação é uma resposta pela imaturidade e irresponsabilidade de quem deveria educar e não o faz.

Na fase da adolescência, os tiranos imperadores acreditam que podem tudo porque se sentem sempre insatisfeitos, não desenvolvem vínculos afetivos com ninguém, essa atitude é justificável, uma vez que as outras pessoas não conseguem ficar próximas de alguém insuportável de se conviver. Explorador e irresponsável podem desenvolver uma personalidade mais agressiva e chegar a causar danos irreparáveis a familiares.

Na fase adulta, esses indivíduos quando não tratados se tornam cada vez mais autoritários, tiranos e perturbadores, pior ainda quando continuam sendo incentivados por pessoas que acreditam ser apenas uma rebeldia passageira. Já dizia o psiquiatra Içami Tiba em seu livro “Quem ama, educa!”, pais responsáveis e amadurecidos se preocupam com seus filhos e sabem que o melhor caminho é a educação, a disciplina, a comunicação e os limites.

Os filhos nascem inteligentes e não devem ser subestimados, os pais devem colocar limites e discipliná-los usando a comunicação, olhando dentro dos olhos e mostrando a eles a importância da hierarquia familiar e do respeito, pois assim crescerão fortes para superar qualquer medo, fracasso ou trauma.

Há uma passagem na Bíblia, Provérbios 13:24, que fala da importância em amar e educar os filhos: “ O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que ama, desde cedo o castiga”, ou seja, quando educamos as crianças da forma correta não permitimos que o mundo os corrija, pois a sociedade com certeza não terá a mesma dedicação e amor por eles como os pais.

O desleixo dos pais com relação à educação dos filhos faz com que eles cresçam inseguros e insatisfeitos com tudo que os rodeia, a frustração faz parte do amadurecimento das pessoas, e tentar evitar isso na fase infantil é atestar a própria inabilidade de ser pai e mãe por falta de sabedoria, conhecimento ou até mesmo imaturidade. E neste caso o melhor a ser feito é buscar ajuda psicológica, a fim de evitar danos futuros na vida dos filhos.

Pense sobre isso, o que você espera do seu filho no futuro? Uma pessoa que saiba respeitar, grata, compreensível, amável, feliz ou um adulto arrogante, soberbo, frio, egoísta, agressivo, mal educado e infeliz?
               

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Inovando na construção civil



Marisa Fonseca Diniz


A preocupação na conservação com o meio ambiente tem feito com que alguns setores da economia mundial se preocupem diretamente em desenvolver processos e produtos, que não agridam a natureza. Lima e Silva em 2000 descreveu o meio ambiente como sendo um conjunto de fatores naturais, sociais e culturais que envolvem um indivíduo e com os quais ele interage, influenciando e sendo influenciado por eles.

Pensando nisso, o setor da construção civil tem desenvolvido uma série de técnicas e produtos sustentáveis que podem ser empregadas nas construções, conservando desta maneira o solo, a vegetação e os lençóis freáticos. Materiais empregados nas construções convencionais são extremamente poluentes e corrosivos com grande poder de destruição da natureza.

Profissionais do setor, tais como arquitetos e paisagistas vão muito mais além do que a própria engenharia civil, e tem desenvolvido projetos construtivos que interagem com a natureza. Quem nunca imaginou ter uma árvore dentro da sala de estar? Estranho, mas saiba que já é possível ter a natureza pertinho do aconchego do lar ou mesmo no escritório.


Um projeto de construção de casas no Canadá, na Península Bruce propõe que as árvores sejam parte integrante das casas. A natureza invade de maneira harmoniosa o meio em que os moradores vivem. Este projeto utiliza materiais sustentáveis e aproveita os recursos naturais como água e sol na geração de energia.



A natureza é mais bem aproveitada utilizando nas edificações as árvores já existentes ou plantando novas, pois além de conservá-las no próprio ambiente natural, acabam tornando peças chaves à decoração de salas, dormitórios, decks, banheiros e varandas dando a falsa ideia de que a casa foi feita na árvore.


Avanços tecnoecológicos ao redor do mundo têm trazido diversos  benefícios às novas construções não apenas de residências como também de edifícios como é o caso dos espelhados, que são uma nova tendência arquitetônica do mundo moderno. Os vidros aplicados nas novas construções retêm a energia solar, diminuindo a necessidade de luz e de ar condicionado. O consumo de energia diminui devido à película espelhada, refletiva que absorve parte do calor, deixando o ambiente mais leve e fresco. A manutenção desse tipo de fachada é de baixo custo, e mais fácil de limpar e conservar.


Apesar das críticas e resistência de alguns engenheiros do setor da construção civil, esta é uma nova tendência ecologicamente correta, e muito facilmente encontrada em grandes centros urbanos ao redor do mundo. Como é o caso da Freedom Tower  localizada na cidade de Nova York, Estados Unidos.



Considerada a primeira torre ecológica de Nova Iorque por utilizar materiais recicláveis e de economia energética, dentre estes materiais está o vidro espelhado da fachada, que proporcionou a Certificação do Leed Gold.

Na China, a New Century Global Center é um edifício multifuncional  construído sobre uma estação de metrô em Chengdu. 



O edifício é considerado o mais largo de mundo com 100 metros de altura e 400 metros de largura. A estrutura é composta por aço espelhado, vidro abobadado e um “sol artificial” que brilha 24 horas por dia refletindo uma temperatura agradável.

No Canadá, as duas torres do Absolute Towers foram projetadas pela MAD Architects e são totalmente sustentáveis.



Com 170 metros de altura, a fachada é toda de vidro sustentável, que proporciona redução de gasto energético e contribui com a iluminação e climatização ambiente.

A Swiss Re Building, também conhecido como The Gerkin é um arranha-céu espelhado que fica localizado no centro financeiro de Londres. 



A torre tem 180 metros de altura e usa métodos de economia energética, que permite usar apenas metade da energia que uma torre semelhante normalmente consome. Os gaps em cada piso criam seis eixos que servem como um sistema de ventilação natural para todo o edifício. Os eixos criam um gigante efeito de vidro duplo, onde o ar circula e climatiza o espaço interno dos escritórios.

O edifício Aldar Headquarters localizado nos Emirados Árabes Unidos é totalmente sustentável.



A estrutura esférica é formada por duas conchas de vidro espelhado e jateado unidas por uma estrutura metálica, que contribui para o aproveitamento da luz solar economizando energia. O aço da estrutura foi fabricado através de materiais recicláveis diminuindo desta maneira a produção de resíduos.

A inovação na construção civil não fica restrita apenas a produção de casas e edifícios permitindo que muitas outras técnicas sejam utilizadas por aqueles que veem na sustentabilidade uma maneira de preservar o meio ambiente. Não há restrição tecnológica que impeça de indivíduos comuns investirem ou adaptarem objetos por vezes estranhos em moradia. Muitos destes objetos são arrematados em leilões ou comprados em lugares afastados dos grandes centros urbanos, a vantagem é que além de fazerem uma boa aquisição muitos podem inovar.

Como é o caso da Casa Ambulante feita com sistema modular de habitação de baixo impacto ambiental.




A casa possui um processo de coleta de energia que utiliza células solares e moinhos de vento de pequeno porte, além de possuir um sistema que capta a água da chuva, e um sistema solar que aquece a água. É uma casa totalmente voltada à sustentabilidade.

Caixas d´água construídas de concreto e abandonadas há diversas no mundo. A proposta da Casa Caixa d’água como é conhecida é o reaproveitamento e adaptação à moradia.




A vantagem desse tipo de construção é que fica longe do solo, e com algumas adaptações aproveita melhor o espaço e tem um designe interior arrojado.
Que tal aproveitar um leilão de aviões ou barcos e adaptá-los como moradia? Além de contribuir para o déficit habitacional, ainda poderá reciclar o que antes seria descartado na natureza, e colaboraria para a degradação do meio ambiente.



Não gostou da ideia? Se preferir pode apenas utilizar algumas partes do avião e construir uma casa sustentável. Essa é a proposta do projeto da Wing House elaborada pela David Hertz Architects Inc.



Localizado nas colinas de Malibu, Estados Unidos, o projeto consiste em usar várias estruturas das partes de um avião Boeing 747-200 para fazer o telhado do quarto principal. A residência possui diversos recursos ambientais desde o uso de materiais 100% recicláveis, além de energia solar, aquecimento e ventilação natural.



Outra forma de reaproveitar o que antes seria descartado é comprar um vagão de trem antigo e transformá-lo em moradia. Quando reformados podem ser equipados com placas solares e sistema de coleta de água da chuva.




Entre tantas esquisitices transformadas em residências há uma em especial que chama a atenção. A Casa Outdoor  foi criada a partir da ideia de reaproveitar as estruturas dos painéis de outdoor  e transformá-las em apartamento. Vidros bioclimáticos são utilizados para manter o ambiente fresco, além de captar a luz solar que é transformada em energia.

Na costa norte da Espanha de frente para o Mar Cantábrico,  um projeto arquitetônico foi elaborado com a principal característica de ser uma casa, onde a cobertura é toda feita de grama ecologicamente correta. Na Espanha é muito comum em algumas regiões do país, as pessoas viverem em cavernas ou casas construídas debaixo da terra, assim como também já se popularizou o uso de telhado verde na construção de casas e edifícios.



O telhado verde  (veja o link) é uma boa opção sustentável, pois mantém a casa fresca durante o verão, além de captar a água da chuva.

O arquiteto australiano Max Pritchard usou uma ponte para fazer um projeto para lá de inusitado sem agredir a natureza.





A ponte é composta por treliças de aço com piso em concreto, deck e telhado feito de tubos, as paredes são transparentes, o que dá a sensação de liberdade e permite que a luz solar entre no ambiente iluminando a casa.

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