As vilas mais antigas do mundo


Marisa Fonseca Diniz





As vilas são aglomeradas de tamanho intermediário entre as aldeias e cidades com economias quase que autosuficientes. A história da formação das vilas iniciou por volta de 6.000 anos atrás, quando alguns grupos de humanos descobriram a técnica da produção de cerâmica através do aquecimento da argila. Subsequentemente aprenderam a converter as fibras naturais em fios, dando inicio ao processo da fabricação dos tecidos. Aos poucos começaram a trabalhar com metais para a  produção de  instrumentos.

O trabalho árduo da cerâmica, da tecelagem e dos metais fez surgir os trabalhadores artesãos, que deram os primeiros sinais da divisão social do trabalho. A diversidade na produção, a diversificação de trabalho e as novas funções na sociedade contribuí para que algumas comunidades se transformassem em vilas.



As vilas se desenvolveram em regiões onde o solo era fértil e propício à agricultura, mas em algumas regiões como a América elas estavam associadas aos cultos religiosos e serviam de abrigo para os artesãos para troca de produtos.

O processo de consolidação das vilas está associado ao aumento da organização social, a prática da religião e do comércio, além do aumento populacional com a diversificação das atividades produtivas. As vilas eram compostas por uma sede onde havia um conselho político e um importante centro setorial econômico, social e cultural responsável pelas decisões tomadas para a evolução das vilas.

As vilas mais antigas tombadas pelo UNESCO ficam na Hungria e Romênia, que  são Hollôko e Rimetea.

A vila de Hollôko localiza-se a 100 quilômetros a nordeste de Budapeste, é uma pequena comunidade rural com 126 casas e edifícios agrícolas com pomares, vinhas, prados e bosques. A vila e os arredores têm a proteção de um castelo, que teve papel decisivo nas guerras feudais da Palocz e as guerras hussitas, onde serviu de proteção para a vila.



No final da ocupação otomana em 1683, o castelo e a vila foram abandonadas. Mas, a partir do século 18 e 19 a vila tornou a ter vida. A primeira geração de habitantes se estabeleceu em ambos os lados da rua principal, e as gerações seguintes construíram suas casas na parte de trás da rua principal. Os celeiros foram construídos para além da vila nas bordas dos campos.



Os habitantes de Hollôko nunca atenderam o decreto que proibia a construção de casas de madeira, e com isso diversos incêndios devastaram a cidade, o último datado de 1909. A partir do último incêndio as casas começaram a ser feitas de pedra com paredes caiadas de branco, reboco grosso, reforçada pelos altos pilares de madeira e varandas.


Atualmente, a Vila de Hollôko é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO que inclui não só a atividade agrícola, mas também as construções. A vila possuía em 2001 apenas 387 habitantes. 


A vila de Rimetea fica localizada em Aba County, na região de Transilvânia, Romênia composta por duas aldeias a Coltesti e Rimetea.


O patrimônio arquitetônico de Rimetea constitui o maior patrimônio vernáculo  da região com  201 edifícios tradicionais, sendo 170 históricos. Os edifícios possuem padrão histórico valioso e estão agrupados em torno de praças em fileiras de casas que formam conjuntos homogêneos cercados de paisagem natural e de beleza excepcional.


Os edifícios representam cinco diferentes tipos de construção:

Tipo A: construções do século 17 e 18 caracterizadas por métodos construtivos arcaicos e formas únicas com algumas raridades arquitetônicas como uma construção de 1668, conhecida por ser a edificação rural mais antiga da região. Além de uma fábrica de ranger datada de 1752, a mais antiga da Bacia dos Cárpatos.

Tipo B: a parte mais valiosa do patrimônio arquitetônico é o grupo de educação classista;


Tipo C: edifícios burgueses do século 19 e os primeiros do século 20 únicos devido à sua geometria homogênea e estrutura, vários e rica decoração, elementos de ferro forjado como produtos de fabricação local. As características descrevem a prosperidade do material e a espiritualidade do período;
Tipo D e E: foram construídas pelos habitantes mais pobres da Rimetea. São estruturas com valiosas peças de alta qualidade da arquitetura vernacular (Fonte: UNESCO).


A vila possui valor étnico da mobília tradicional, bordados, trajes tradicionais, bem como elementos de ferro forjado que representam as relíquias da tradição mineira de ferro e a tradição local. No censo de 2011, aproximadamente 92% da população da vila era de húngaros e 8% de romenos.


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Glacê ou asfalto?



Marisa Fonseca Diniz


As vias e rodovias de acesso das cidades brasileiras mais parecem glacês e não asfalto, qualquer intempérie faz com que o asfalto derreta e as vias se transformem em grandes panelas.




A falta de qualidade em obras de recapeamento asfáltico no Brasil é de dar medo a qualquer um. Não há qualquer tipo de comprometimento com a segurança, o que é alarmante. Grande parte das empresas responsáveis pelas obras de recapeamento não se preocupam em atender itens de conforto na trafegabilidade dos veículos nas vias e rodovias do país.

Técnicos e profissionais responsáveis pela execução e supervisão das obras de recapeamento devem observar e aplicar métodos executivos através das normas técnicas. Alguns aspectos técnicos devem ser empregados no recapeamento das vias sem interferir na qualidade do pavimento asfáltico, afim de que não seja reduzido o tempo útil dos revestimentos asfálticos.

Buracos (panelas), trincas e outras patologias quando identificadas devem ser  adequadamente solucionadas evitando assim o risco de deslocamento, e os danos irreparáveis que possam exigir a reconstrução completa da estrutura. Diversos são os materiais utilizados na execução do pavimento das vias, os principais são: a lama asfáltica, SMA – Stone Matrix Asphalt, CBUQ e asfalto-borracha.



A lama asfáltica é um revestimento betuminoso constituído de elementos minerais de dimensões reduzidas, que é utilizada na conservação de pavimentos asfálticos de modo preventivo e corretivo. Não é recomendado o uso como reforço estrutural do pavimento, e sim uma camada que protege, impermeabiliza e prolonga a vida útil do pavimento, reduzindo a penetração de água e consequentemente a oxidação do ligante asfáltico das camadas estruturais.



A SMA – Stone Matrix Asphalt conhecida também por pedra-matriz de asfalto foi desenvolvido na década de 1960 na Alemanha é um material de revestimento durável resistente, e adequado às estradas de tráfego intenso. O SMA é o material mais utilizado na Europa, Austrália, Estados Unidos e Canadá, sendo esta a opção mais durável para a pavimentação de ruas e rodovias. O SMA é composto por uma grossa camada de agregado que interliga a estrutura de pedra e resiste à deformação permanente. A estrutura de pedra é preenchida por mastique de betumes e com enchimentos para que, as fibras sejam adicionadas proporcionando estabilidade e evitando a drenagem da massa. 


O CBUQ – Concreto Betuminoso Usinado a Quente é um dos materiais mais utilizados no recapeamento de vias, por ser um material com alta flexibilidade e excelente resistência de esforços de flexão. Porém, é um material que se deteriora rapidamente principalmente quando ocorrem falhas no processo de execução. Outro ponto negativo é o fato de que, a maioria das cidades brasileiras usa este tipo de material para a conservação e manutenção periódica das vias de acesso.
Segundo Bernucci, o CBUQ é um produto obtido da mistura de agregados de vários tamanhos e cimento asfáltico, a sua principal característica quando aquecidos é a viscosidade-temperatura do ligante.



O asfalto-borracha é um método ecologicamente correto, pois reutiliza pneus velhos e inservíveis. A mistura de borracha de pneus triturada em misturas asfálticas é mais resistente e duradouro, porém o maior obstáculo para a utilização deste tipo de asfalto ainda é o elevado custo.



As camadas típicas de um pavimento são: o revestimento, a base, a sub-base e o reforço de subleito. O revestimento asfáltico é usado como acabamento final e tem a função de impermeabilizar e dar resistência à derrapagem. A base ou concreto asfáltico alivia as tensões nas camadas inferiores distribuindo-as, a principal função é permitir a drenagem da água que se infiltra pelos drenos e resiste às deformações. A sub-base reduz a espessura das camadas e possui as mesmas funções da base. É no subleito que as camadas estruturais repousam após a conclusão dos serviços de cortes e aterros. 



A falta de conservação e manutenção adequada das vias e rodovias mal conservadas tem ocasionado uma série de transtornos aos cidadãos que sofrem com o desgaste do asfalto. Buracos, pedregulhos soltos, trincas e falta de sinalização adequada que alerte o problema das falhas com manutenção são alguns dos transtornos mais decorrentes. Os pedestres e condutores de veículos devem estar sempre em alerta quanto à estrutura física das vias e rodovias para não se envolverem em acidentes de trânsito.


O Brasil ainda está longe de seguir exemplos de países que priorizam o conforto e a segurança nas vias e rodovias. Quem sabe no futuro próximo não possamos seguir o exemplo dos países desenvolvidos seguindo seus melhores exemplos de recapeamento? Quem não gostaria de trafegar por uma rodovia como a foto abaixo?


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Não copie, crie, inove



Marisa Fonseca Diniz


O ano terminou, porém muitas empresas e profissionais ficaram estagnados a crise sem saber ao certo qual caminho seguir, a fim de superar a queda nas vendas e nos negócios, mas por quê? Porque muitos não perceberam que para sobreviver a tempos difíceis há necessidade de se inovar, criar e ter diferenciais de mercado que possam impulsionar as vendas para terem resultados financeiros positivos. A falta de profissionais competentes no mercado que enxergue nas dificuldades a boa oportunidade de inovar e criar é um dos grandes desafios da era moderna em tempos de economia em queda.

Não basta ter diploma de especialização nas melhores universidades ao redor do mundo, se o profissional em questão não é criativo, não possui conhecimentos básicos de economia e tampouco visão de mercado. Nos últimos tempos tem ocorrido uma invasão de profissionais inaptos a enfrentarem dificuldades, o que reforça a ineficiência das empresas mediante os problemas financeiros. A questão chega a ser qual o verdadeiro motivo para algumas empresas não perderem o equilíbrio frente à mediocridade do mercado na atualidade? Se olharmos lá trás e analisarmos detalhadamente a história de algumas organizações que eram absolutamente nada, conseguiremos enxergar qual foi o pulo do gato dado por elas em tempos de crise econômica.

A visão de mercado a longo prazo, e o incentivo pela criatividade dos profissionais faz com que muitos empresários se adaptem a nova realidade, pois não basta apenas querer, há a necessidade de se transformar e se adequar as novidades. Neste caso podemos citar um exemplo bem simples do dia-a-dia que auxiliará os empresários e profissionais a tomarem as decisões corretas em épocas de sobrevivência, e ser um diferencial no mundo dos negócios. A dona de casa acostumada a ir ao supermercado para fazer compras mensais, percebe que já não consegue mais comprar a mesma quantidade de produtos como antes da crise, porém como se adaptar a nova realidade? Simples, apenas comprando alimentos e produtos mais baratos que possam substituir os anteriores, além de utilizar a criatividade para fazer novos pratos tão apetitosos e saudáveis.

A mesma receita deve ser utilizada pelos empresários, substituir, criar e inovar produtos e serviços tão bons quanto os anteriores, porém eficientes e baratos sem perder a qualidade e para um maior número de clientes. Difícil? Não, quando se tem visão de negócios. O que não pode acontecer é copiar, plagiar ideias, produtos e serviços de profissionais que por algum tempo desenvolveram pesquisas, a fim de saber qual o melhor mercado a ser atingindo em tempos difíceis. A cópia demonstra falta de criatividade, comodismo e mediocridade, o que detona o futuro do empreendedor.

Há várias tendências a serem exploradas no mercado, e cada qual com suas particularidades, que faz com que a criatividade se aflore criando produtos eficientes. Criar nem sempre necessita de um alto investimento financeiro, e sim idéias simples e práticas que possam ser transformadas. Uma das muitas maneiras de inovar nos negócios está associada à criação de produtos e serviços relacionados aos seguintes segmentos:

·        Aquecimento global: energia renovável, materiais sustentáveis, reciclagem;

·        Turismo: programas diferenciados para a terceira idade;

·        Soluções tecnológicas: para entregas de equipamentos pesados ao redor do mundo, que sejam mais eficientes e com menos perda;

·        Vestuário: desenvolvimento de técnicas sustentáveis na fabricação de roupas que não agridem o meio ambiente, além de malharia propicia há pessoas com doenças específicas;

·        Pesquisas: dos mais variados segmentos que sejam necessárias no desenvolvimento humano e tecnológico;

·        Produtos artesanais: criação de metodologias mais produtivas e com menos perdas para produtos artesanais;

·        Animais: criar produtos adequados para cada tipo de animal, além de serviços que seja acessível para todos os níveis sociais;

·        Produtos agrícolas: menos tóxicos e mais eficientes;

·        Mídia: processos para interagir a mídia social e a virtual.

Essas são apenas algumas dicas de como criar e inovar, porém se todos empreendedores e profissionais pararem e analisarem a variedade de segmentos que precisam de produtos inovadores, ideias variadas surgirão para proporcionar um mundo mais eficiente e mais humano, sem deixar de lado os resultados positivos para todos os envolvidos e interessados.


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Bonitinho, mas fútil...


Marisa Fonseca Diniz


Quem já não se deparou com algum rostinho bonito na vida e não se perguntou, mas que mais há nessa pessoa para dizermos que é alguém para ter algum tipo de relacionamento?

As redes sociais surgiram com o intuito das pessoas terem uma ligação social entre si, porém nem tudo têm sido flores. Estudos comportamentais comprovam que quanto mais as pessoas estiverem se sentindo solitárias, mais elas publicarão pormenores sobre si.



As redes sociais para muitas pessoas são como um diário, onde elas sentem o prazer de relatar tudo que acontece diariamente com elas. Por outro lado é o local favorável àqueles que possuem distúrbios psiquiátricos e que se veem livres para manifestar suas aberrações sem serem perturbadas por outros.

Pesquisadores da Universidade Católica João Paulo II, Lublin, Polônia pesquisaram sobre o comportamento nas redes sociais e constataram que quanto mais sozinhos se sentem os usuários, maior é o número de detalhes pessoais que publicam em seu mural.  Pessoas solitárias tem a necessidade de expor pormenores de suas vidas para ficarem conhecidas por todos, e assim terem a sensação de anular os sentimentos de solidão e isolamento.



Enquanto estas pessoas acreditam que suas atitudes possam trazer-lhes conforto na alma, por outro lado acaba afastando indivíduos que consideram estas atitudes exageradas e perturbadoras. Aquele rostinho bonito que tem a necessidade de publicar o seu desjejum, restaurantes, baladas, viagens e academia nos mínimos detalhes não deixa de ter um comportamento de exibicionismo, onde a solidão é o principal agravante.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, o Transtorno de Personalidade Histriônica – TPH é caracterizado por um padrão de emocionalidade excessiva na qual o portador tem a necessidade de chamar atenção para si mesmo, incluindo a constante aprovação pelos demais indivíduos. O comportamento sedutor, dramático, animado e flertador alternam seus estados entusiásticos e pessimistas.



Os portadores de TPH expressam suas emoções de forma impressionável e facilmente influenciados pelos outros. As principais características relacionadas ao egocentrismo são a desorganização do ego, autoindulgência, anseio contínuo por admiração, comportamento persistente e manipulativo para suprir as suas próprias necessidades.

Sabe aquele seu amigo da rede social que vive publicando seus dotes culinários, suas opiniões sobre política, economia, critica comentários contrários aos dele, fotos do bichinho de estimação e as selfies no espelho? Então, ele está demonstrando que acima de tudo é uma pessoa solitária e precisa da aprovação dos amigos virtuais para ser aceito, ou seja, pessoas exibicionistas precisam de tratamento psicológico.

A revista científica Computers in Human Behavior revelou que os jovens são os que mais compartilham seus segredos em público. Segundo estudos do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual da Califórnia, a solidão é o principal quesito deste comportamento nas redes sociais.

O site Tlife em um artigo fez referência há duas pesquisas simultâneas dos Estados Unidos e Alemanha, no qual revelava que as pessoas nos quais possuíam mais amigos nas redes sociais se sentiam mais queridas e valorizadas do que aquelas que possuem um número menor de amigos virtuais.

Psicólogos tem informado em estudos comportamentais que as redes sociais criam aos usuários a falsa ilusão de que quantidade é muito melhor do que qualidade, porém não adianta nada ter milhares de amigos virtuais se na realidade não se pode contar com eles no dia-a-dia.

Resumindo, as redes sociais são ótimas para divulgar empresas, produtos, na conexão com pessoas, mas são péssimas para pessoas solitárias que necessitam constantemente da aprovação dos outros em suas atividades diárias. O fato é que, quando o exibicionismo é o principal fator para manter a popularidade dos portadores de TPH nas redes sociais, o problema não apenas agrava com o passar do tempo como também pode tanto afastar pessoas como aproximar outras que sofrem do mesmo problema.



Os portadores de TPH em contato com a sociedade real também demonstram esta saciedade imediata de precisar da aprovação alheia, tanto que é comum pessoas que trabalham com elas perceberem este problema. Em uma reunião ou evento elas sempre querem estar em evidência, terem o melhor carro, estarem vestidas com marcas de grife e serem notadas pelas suas conversas. Elas gesticulam constantemente, a fim de terem os olhares alheios centrados na sua própria imagem.

Portanto, não se enganem rostinho bonito não quer dizer que a pessoa seja completamente bem resolvida ou possua sua autoestima em equilíbrio, às vezes ela só está precisando mesmo é sanar a sua carência emocional demonstrando um lado que nem sempre é a realidade.

Pessoas totalmente amadurecidas, bem resolvidas com autoestima em equilíbrio não possuem necessidade de se exibir nas redes sociais e nem buscar aprovação de quem quer que seja. O que mais fazem é viver a sua realidade sem ter que ficar justificando alguma coisa a alguém.

Infelizmente, a futilidade tem sido a principal causa de pessoas bem resolvidas desistirem de ter um perfil nas redes sociais, pois não há nada que justifique a necessidade de publicar fotos de momentos íntimos, familiares ou profissionais aqueles que não são amigos reais.

Ficar muitas horas ao dia publicando fotos ou mensagens sobre si mesmos não apenas afasta os amigos reais como aproxima aqueles que sofrem da mesma dificuldade comportamental de aceitação. Muitos relacionamentos terminam quando uma das partes interessadas percebe que o outro não se aceita e faz de tudo para mostrar que é uma pessoa normal, embora precise constantemente da aceitação alheia para se sentir totalmente feliz.

Os tempos modernos melhoraram muito a vida de algumas pessoas, mas também fez com que pessoas em desequilíbrio emocional mostrasse o seu lado negro de ser, e nesse caso a psicologia e a psiquiatria é o melhor aliado ás pessoas perturbadas que necessitam de tratamento contínuo.
Pensem sobre isso!

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Aventura nas alturas, a ferrovia mais alta do mundo



Marisa Fonseca Diniz


Aventureiros e apaixonados por trem vão adorar viajar pela ferrovia mais alta do mundo, Qinghai-Tibet construída a 5.000 m acima do nível do mar possui 1.956 km de extensão, sendo os 815 km inaugurados em 1984 percorrendo de Xining a Golmud. A construção do restante do trajeto de 1.142 km até Lhasa no Tibet foi inaugurada em julho de 2006.




O investimento na construção deste gigante foi de US$ 3,68 bilhões, sendo que trabalharam na obra 20 mil trabalhadores e 2.000 paramédicos. Os maiores desafios na construção foram transpor mais de 550 km no permafrost constituído por rochas congeladas, gelo e terra, e durante o verão o solo tornava-se pantanoso.




A construção da ferrovia foi um desafio, principalmente no assentamento de mais de 1000 km de trilhos em lugares ermos. Foram escavados 7 túneis, dentre alguns túneis está o Fenghuoshan, considerado o mais alto do mundo com mais de 4900 m, e o Guajião o mais longo da ferrovia com seus mais de 3.300 m de extensão.

A ferrovia conta também com 675 pontes e 45 estações em altitude acima dos 4000m, a estação Tanggula fica no trajeto e é considerada a mais alta do mundo com mais de 5000 m de altura.




A ferrovia por ser a mais alta do mundo pode causar mal estar em alguns passageiros, pensando nisso as cabines são pressurizadas com máscaras de oxigênio e janelas duplas de vidro para conter os raios ultravioletas.



Desde a inauguração da ferrovia em 2006, mais de 73 milhões de pessoas já se aventurarem pelas altas altitudes da ferrovia de Qinghai-Tibet, portanto preparem o espírito e sigam em frente, pois vale a pena viajar pelas infinitas planícies da China. 



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Empreender é arte


Marisa Fonseca Diniz



Empreender é arte para muitos, porém para algumas pessoas não deixa de ser um grande quebra cabeça principalmente em épocas de crise. Nem todos nasceram para ter uma empresa própria ou desenvolver ideias criativas criando oportunidades diferentes de negócios. Empreender é muito mais do que apenas abrir um estabelecimento comercial ou registrar a abertura de uma empresa nos órgãos competentes. Apesar de o empreendedorismo ser considerado o estudo voltado para o desenvolvimento das habilidades e competências relacionadas a um projeto comercial ou técnico-científico, empreender é realizar, fazer acontecer e executar, e neste quesito, nem todos são exímios na arte.

Há algumas características que toda pessoa precisa ter para ser um bom empreendedor, além da vontade, que são as seguintes:

ü Criatividade;

ü Organização;

ü Planejamento;

ü Responsabilidade;

ü Liderança;

ü Visão estratégica;

ü Coragem para assumir riscos;

ü Persistência;

ü Comunicação.

A crise econômica que paira atualmente no país tem feito com que alguns empreendedores desistam de suas empresas simplesmente pelo fato de não serem inovadores ou não saberem qual a melhor direção a tomar, a fim de evitar o endividamento e os estoques encalhados. Anos antes com a febre do comércio algumas pessoas optaram em ter franquias, por acreditarem que com uma marca mais estabelecida no mercado poderiam ter um retorno imediato de seus investimentos, porém como tudo no Brasil, não é bem assim que as coisas funcionam.

O imediatismo nunca foi bom companheiro a nenhum empreendedor, pois toda empresa necessita de um bom planejamento antes mesmo de cabecear uma ideia, produto ou mercado, ou seja, uma boa viabilidade de negócios se faz necessário antes mesmo de começar a pensar em abrir uma nova empresa. Ideias criativas devem ser colocadas no papel e registradas nos órgãos competentes, bem como pesquisar o mercado que se deseja atingir seja com o serviço ou produto a ser comercializado, o que para muitos indivíduos acabam sendo ignorados. Indiferente da crise econômica que assola o país deve-se ter em mente a necessidade de ser ter um bom caixa financeiro para não ficar contando com vendas rápidas e lucro fácil, pois toda empresa tem certo tempo de maturação para obter lucro, não esquecendo que o dinheiro que entra primeiro é sempre aquele que irá pagar os custos de abertura, estoque, investimentos e despesas diversas.

No Brasil são criados em torno de 1,2 milhões de novos empreendimentos anualmente, sendo 99% micro, pequenas empresas e empreendedores individuais, porém a taxa média de sobrevivência dessas empresas é de dois anos devido à falta de planejamento e gestão da maioria delas, portanto antes mesmo de tomar a decisão de investir o fundo de garantia ou suas economias na abertura de uma empresa, veja se esta é a única saída para a falta de emprego em tempos de crise econômica.


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Qual a diferença entre desenvolvimento de negócios e vendas?



Marisa Fonseca Diniz


Desenvolvimento de negócios e vendas sempre causa muita confusão, mas qual a diferença entre ambos?  A começar desenvolvimento de negócios faz parte da área de marketing e vendas é comercial. Todas as empresas necessitam de receitas para pagar seus custos diários, mensais ou anuais, porém é um grande equívoco afirmar que somente vendas dão resultados positivos as corporações e possam ser consideradas rentáveis.


Desenvolver negócios não é tarefa nada fácil, mas é um dos principais passos que todo empreendedor deve dar quando da ideia de abrir um negócio próprio. O termo negócio vem do latim negotium que significa “aquilo que não é lazer”, ou seja, é uma ocupação ou atividade que pode ser lucrativa ou não. 
A atividade lucrativa é a ação de negociar ou executar transações comerciais e obter receitas com aquilo no qual se comercializa.

O desenvolvimento de negócios atua no mecanismo estratégico da busca de oportunidades comerciais no âmbito nacional e internacional formando parcerias que possam agregar valores para o portfólio de produtos e serviços das empresas. Perceba que desenvolver negócios implica em desbravar mercados, a fim de que as empresas possam comercializar seus produtos ou serviços de maneira mais rentável do que o normal.

O conceito de desenvolvimento de negócio diz respeito às principais estratégias e formas possíveis para a concretização e sucesso do negócio. O desenvolvimento do negócio não depende apenas da equipe de gestão, apesar de ser responsável pela tomada de decisão, mas também de todos os colaboradores envolvidos no ciclo de produção. Não basta apenas ter uma ideia nova de produto ou serviço, se não houver antes uma equipe de desenvolvimento de negócio apta para avaliar o mercado a ser comercializado, bem como se o produto ou serviço será um diferencial a ser implantado.

Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de negócios devem ser:

ü Estrategistas;

ü Comunicativos;

ü Organizados;

ü Otimista;

ü Arrojados;

ü Empreendedores;

ü Com visão de mercado;

ü Criativos.

É necessário utilizar ferramentas específicas de análise das tendências do mercado, ou seja, estes mecanismos fazem parte da área de marketing, a fim de visar à perpetuação da presença da empresa no futuro do mercado promissor, assim o negócio poderá ser mais bem orientado na obtenção do lucro.  Quanto maior o lucro, melhor será para os gestores, empreendedores e indiretamente à comunidade, pois gerar lucros está associado diretamente com o desenvolvimento da empresa construindo uma cultura empresarial favorável e um ambiente de trabalho adequado.

Depois de consolidado o desenvolvimento de negócios e o mercado, cabe ao departamento comercial aplicar as melhores técnicas de vendas direcionadas ao produto ou serviço a ser comercializado. Vender é uma arte e significa o ato de alienar ou ceder por certo preço, ou seja, trocar por dinheiro. Vender envolve três elementos importantes, a saber:

ü Cliente;

ü Produto;

ü Profissional de vendas.

Alguns dos principais métodos estatísticos e eficientes na captação de clientes é a pesquisa de opinião e a análise de mercado. Por outro lado, a ferramenta fundamental na conquista e fidelização do cliente para a empresa diz respeito ao profissional de vendas que tem como função a prospecção de possíveis clientes interessados em adquirir produtos e serviços específicos.

O profissional de vendas deve ter as seguintes características:

ü Conhecimento de técnicas de vendas;

ü Boa postura;

ü Atenção;

ü Persuasão;

ü Comunicação;

ü Ser bom ouvinte;

ü Estar sempre se renovando;

ü Paciência;

ü Estar em constante aprendizado;

ü Gostar do que faz.

Todas estas características são importantes no procedimento de vendas, a fim de se obter resultados favoráveis às empresas.

Percebe-se claramente que desenvolvimento de negócios e vendas são áreas distintas, mas indiretamente uma necessita da outra para obter projeção de mercado e obter lucros rentáveis. Se todos os empreendedores tivessem a consciência da necessidade de se ter estas áreas bem definidas em suas empresas, nenhum deles teria tantos prejuízos em épocas de crise. 

Desenvolvimento de negócios não pode ser tratado apenas como prioridade em alguns segmentos de mercado, e tampouco a área comercial deve ser dita como a área responsável por marketing, comercial e qualquer outra miscelânea, apenas para economizar despesas que julgam desnecessárias.


Este artigo foi citado por Omarson Costa -  Business Development Director at Netflix em seu artigo Vender ou desenvolver negócios?



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