Mobilidade Urbana Sustentável

 Marisa Fonseca Diniz



O Brasil possui um grande desafio nos próximos anos que é proporcionar a população meios de transportes mais eficientes e menos poluentes. Nos últimos dez anos, o incentivo do uso do automóvel como forma de driblar a falta de investimentos públicos em transportes de massa acabaram gerando problemas de congestionamento em larga escala nas grandes capitais brasileiras. A frota de automóveis e motocicletas teve um crescimento de mais de 400% nos últimos anos, e os investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana ficou muito aquém do esperado.

Com a aproximação dos eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas que ocorrerão no Brasil em 2014 e 2016 respectivamente, um verdadeiro caos poderá se formar impossibilitando o tráfego de pessoas nas cidades onde acontecerão as competições. O Brasil tem pela frente um grande desafio na questão da mobilidade urbana sustentável que é justamente proporcionar meios de transportes públicos eficientes e com melhor qualidade de vida às pessoas que deles dependem totalmente.

Planejamento, investimentos e gestão eficientes poderão colaborar na confecção de projetos de mobilidade urbana expandindo de modo satisfatório transportes públicos menos poluentes, e que proporcionem melhor qualidade do ar das grandes cidades. Investimentos em veículos sobre trilhos, tais como metrô, trem, bondes com tecnologia avançada, ônibus elétrico-híbrido e sistemas de bicicletas públicas poderão ser uma boa solução para a mobilidade urbana. Não podemos esquecer que se faz necessário investimentos em infraestrutura urbana principalmente à ampliação de ciclovias, calçadas mais seguras, integração entre os transportes públicos, faixas exclusivas para o tráfego de ônibus, sinalizações  adequadas e orientação educacional para a melhora do trânsito.


Atualmente, Tóquio, Nova York e Londres são as cidades com melhor mobilidade urbana sustentável. A capital japonesa possui um sistema de transporte complexo onde integra metrô, bondes (VLT), trens urbanos, ônibus e balsas que são responsáveis por mais de 30 milhões de viagens diárias. A cidade de Nova York por sua vez, investiu em transportes que funcionam 24 horas por dia, tais como ônibus, metrô, trem, bicicletas, balsas, e criou faixas exclusivas de pedestres para uma melhor mobilidade dos transeuntes. Londres possui o metrô mais antigo do mundo datado de 1863 com 400 km de extensão e 268 estações. Além de investir em trens de superfície em uma vasta rede de ônibus e bondes suburbanos.



Em contra partida, o Brasil possui uma das piores malhas ferroviárias perdendo apenas para países como Paquistão e Índia. A malha ferroviária brasileira é datada de 1828 com aproximadamente 30.000 quilômetros de extensão, sendo deste total apenas 1,4 mil km direcionados para transporte de passageiros em áreas urbanas. A partir da década de 1980 as ferrovias brasileiras entraram em estado de sucateamento e esterilização da ampliação da malha ferroviária, não recebendo investimentos desde então.



No caso do metrô a falta de investimentos na ampliação é um problema ainda maior, enquanto Pequim possui a maior rede de metrô do mundo com 442 km de extensão, o Brasil possui apenas 270 km. São Paulo é a cidade que possui a maior rede de metrô com 74,3 km de extensão, porém em horários de pico os trens circulam com média de 8 passageiros por m² gerando desconforto e insegurança aos usuários. As plataformas das estações ficam abarrotadas de pessoas, e muitas vezes acontecem arrastões onde acontecem roubos e acidentes. O descaso dos governantes com a população brasileira é absurda, principalmente porque o valor da passagem está muito além do benefício oferecido. 




Os turistas que planejam acompanhar os eventos esportivos no país terão que ter doses superiores de paciência e tolerância à insegurança que os transportes públicos oferecem, além de correrem o risco de terem seus objetos roubados durante os arrastões.


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Mentes robotizadas e perigosas


 Marisa Fonseca Diniz




Bons tempos aqueles em que os célebres Chopin, Bethoven, Einstein entre outros utilizavam o cérebro de modo criativo e inteligente para expressar suas idéias e seus conhecimentos.

O surgimento da tecnologia como ferramenta auxiliar para a modernização dos grandes parques industriais do século passado, atualmente tem proporcionado um rico material a uma legião de seres humanos robotizados, onde o cérebro não funciona mais como o órgão que comanda o corpo e a criatividade de processos e projetos com a finalidade de ajudar empresas e outras pessoas desfavorecidas de conhecimento

A idéia inicial de que, a tecnologia além de colaborar com o avanço das máquinas e com o encurtamento das distâncias mundiais no fechamento de grandes negócios, tem feito com que uma leva de seres humanos nos dias de hoje fiquem completamente dependentes do mundo virtual.

O mundo virtual da maioria das massas populacionais tem sido muito mais importante do que a realidade física destes seres. Tiranos virtuais têm conduzido uma massa de seres ignorantes que não conseguem enxergar ou discernir o certo do errado, deixando-se levar por normas impostas aos viciados em tecnologia.

A inteligência racional e emocional tem sido constantemente deixada de lado, dando lugar a inteligência cybernética. Mas, que inteligência é essa que invés de abrir a mente das pessoas para o conhecimento e a sabedoria, tem destruído e fechado às mentes por um simples interesse comercial?

Regras e normas são ditadas às sociedades sem permitir que o ser humano pense em colocar para fora seus sentimentos reais. Sentimentos estes que vão criando rancores, insatisfações e problemas psicológicos ao longo da caminhada vital. Normas escusas impostas pelo marketing agressivo e convincente de empresas que visam apenas lucro exorbitante com a venda de seus aparelhos virtualmente avançados. Não ponderando ou se preocupando com a destruição da vida de muitos outros que são explorados pela falsa idéia de que a tecnologia cria seres geniais.

A exploração exagerada das massas populacionais pela tecnologia tem feito com que o conceito família seja totalmente esquecido. Não há mais comunicação interpessoal, apenas via aplicativos tecnológicos. A vida virou uma exposição gratuita nas redes sociais, onde tudo é belo, inclusive a ignorância alienatória das mentes vazias.

As empresas estimulam sem limites a criação de vagas de emprego à procura de profissionais com inteligência cybernética, pois são mais facilmente manipulados pela maioria e não causam problemas uma vez que, não pensam, não criam e não opinam.

As pessoas perderam a noção do que pode ser feito ou não, condenam  severamente àqueles que não fazem uso da tecnologia como forma de relacionamento pessoal. Tiranos cybernéticos estão criando a cada dia um exército de seres com mentes robotizadas e de fácil manipulação.

Exército este que obedece às normas impostas e é vigiada vinte e quatro horas por dia sem reclamar. Mentes robotizadas e perigosas que satisfatoriamente replicam aos demais seres as ações absurdas que lhe são impostas não importando os sentimentos, o preconceito ou a falta de bom senso. Uma legião de robôs obedientes onde a função de desligar não funciona, e muito menos a de pensar.

Diariamente continuaremos observando ao nosso redor este exército de robôs que não tiram o olhar das minúsculas telas dos celulares e tablets que comandam seus cérebros apodrecidos dentro da pequena caixa craniana, e vagam sem destino pelas ruas, transportes, lugares privados e públicos preocupados muito mais com o mundo virtual do que o real. 



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A educação é a chave para um mundo mais sustentável

Marisa Fonseca Diniz




No decorrer dos últimos tempos ficamos cientes dos diversos pensamentos, projetos, tecnologias e regulamentações ambientais criadas para conter os avanços da destruição do nosso planeta. Vários cientistas e estudiosos constataram que a emissão crescente de gases tóxicos na atmosfera vem destruindo gradativamente a biodiversidade provocando colapsos climáticos e ambientais que, tem como consequência o aumento da fome no mundo.

Diversos impostos foram criados para educar os países poluentes através de punição financeira, porém invés dos níveis de poluição desacelerarem surgiu um mercado de interesses econômicos na negociação dos créditos de carbono. A concorrência econômica nos mercados internacionais fez com que países ignorassem por completo as políticas ambientais estabelecidas.

A partir de março de 2012 a União Européia criou a lei da “taxa de carbono emitido”. É um tributo cobrado pelo Estado pela quantidade de CO2 emitido nos processos de produção e venda de produtos e serviços em diferentes setores. A polêmica envolveu principalmente as companhias aéreas, uma vez que, empresas de outros continentes deveriam pagar pelas emissões de CO2, porém a China foi o primeiro país a se manifestar contrariamente proibindo suas empresas a pagarem à taxa.

A criação da taxa de carbono foi uma das soluções encontradas pela União Européia e de outros países em elaborar e aplicar uma solução a nível internacional  mitigando os efeitos da poluição atmosférica. Outra polêmica criada entre os países é a questão dos créditos de carbono que, são certificados emitidos a uma pessoa ou empresa pela redução da emissão dos gases do efeito estufa (GEE). O comércio de compra de créditos de carbono no mercado virou um excelente negócio e lucrativo. Pois, comprar créditos de carbono no mercado corresponde comprar uma permissão para emitir GEE. O preço dessa permissão deveria ser inferior ao valor da multa a ser paga pelo emissor ao poder público, porém na prática o que vem acontecendo no mercado é a obtenção de descontos sobre a multa devida.

Os países desenvolvidos estimulam a redução da emissão de GEE em países em desenvolvimento através do mercado de carbono, quando adquirem créditos de carbono provenientes destes países, sendo assim um mercado promissor aos emissores de gases.

Atualmente há vários acordos internacionais relacionados ao aquecimento global, tais como:

Protocolo de Kyoto: é um tratado internacional que possui compromissos rígidos na redução dos gases que provocam o efeito estufa que causam o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto surgiu como resultado coercitivo da Conferência-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas;

Conferência-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – CQNUMC: firmada por quase todos os países do mundo com o objetivo de estabilizar a concentração de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera em níveis que evitem a interferência perigosa no sistema climático;

Organization for Economic Co-operation and Development (OECD): é uma organização que reúne governos de alguns países comprometidos com a democracia do Mercado mundial para dar suporte ao crescimento sustentável da economia, impulsionando empregos, elevando padrão de vida, mantendo a estabilidade financeira, auxiliando o desenvolvimento econômico de outros países e contribuindo com o comércio mundial;

Conferência das Partes: são reuniões onde cerca de 190 países membros se reúnem para debater e aprovar medidas de preservação ambiental.

Porém, se percebermos todas as ações que têm sido feitas em conjunto através dos tratados internacionais não são suficientes na melhora do ambiente em que vivemos. A consciência sustentável deve partir de cada um de nós. O primeiro passo é mudar nossos hábitos diários utilizando produtos sustentáveis que não agridam o meio em que vivemos. Abolir a utilização de aerossóis, saneantes domissanitários, reciclar materiais como papel, plásticos PET, pneus, tecidos, aproveitar alimentos invés de jogá-los fora, reaproveitar o lixo sólido, utilizar meios de transporte alternativos, e conscientizar a sociedade em que vivemos da importância em conservar o meio em que vivemos.

Somente com educação podemos mudar o quadro atual do nosso planeta, há ótimos exemplos de países ao redor do mundo que são sustentáveis e colaboram para radicar deste problema, por exemplo, a Dinamarca. Os países devem ter consciência da necessidade de ampliar pesquisas no combate aos gases poluentes, criar recursos sustentáveis a fim de que a população local, e as empresas saibam a importância de conservamos nosso planeta e fornecer uma vida mais saudável ao futuro das nações.

Interessante seria criar políticas mais duras a fim de punir os países que insistem em destruir a biodiversidade, e quem sabe criando um tribunal mundial do meio ambiente não poderemos acabar mais rapidamente com a ignorância mundial que insiste em destruir o planeta?



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Construção civil: “insumos verdes”

 Marisa Fonseca Diniz




A preocupação com o meio ambiente tem feito com que pesquisadores desenvolvam materiais sustentáveis com baixa emissão de gases tóxicos, baixos custos e alta qualidade. Segundo o maior órgão de certificação internacional de construções sustentáveis, Green Building Council (USGBC), o Brasil está em quarto lugar no que diz respeito a esse tipo de construção.

O ranking é liderado pelos Estados Unidos com mais de 40.262 construções, seguido pela China com 869 e os Emirados Árabes Unidos com 767. Mas, ainda é muito pouco perante a necessidade de se combater os efeitos nocivos causados pela produção de insumos da construção civil. A maioria dos produtos utilizados no setor é poluente, e em contato com o solo e os lençóis freáticos causam deterioração da natureza.

Pensando nisso muitas empresas do setor vem desenvolvendo insumos ecologicamente corretos, tais como:

Concreto verde: o engenheiro civil Tobias Pereira desenvolveu um concreto sustentável que possui vida útil superior ao concreto tradicional. A fórmula do concreto verde possui uma quantidade menor de cimento e incluiu um aditivo superplastificante composto por policarboxílicos, diminuindo desta maneira a quantidade de gás gerado pela fabricação do concreto tradicional, e dando mais resistência ao concreto.

Fibrocimento: telhas, painéis, caixas d’água são produtos fabricados com fibrocimento composto de fios sintéticos de  Polipropileno, PVA e celulose. São materiais inertes, atóxico e 100% reciclável, além de serem reconhecidos internacionalmente como produtos sustentáveis.

Isolantes: isolantes podem ser feitos com lã de ovelha ou a base de fungos que substitui a utilização de espumas plásticas.

Vidro ecológico: é feito de vidro reciclável, onde o vidro é derretido e a energia utilizada para a fusão é menor. A qualidade do produto é a mesma do vidro tradicional.

Piso: podem ser feitos de grânulos de pneus usados com características antiderrapantes e amortecedoras de impacto, como podem ser produzidos com bambu que é um material renovável.

Revestimentos: é um azulejo reciclável e sustentável feitos de polipropileno, as placas possuem diversas estampas.

Madeira plástica: são madeiras em formato de tábuas feitas de termoplástico agregado de fibras naturais. Este tipo de madeira não solta farpas, não retém fungos e nem cupim e não absorve umidade. Apesar de ser uma madeira sintética, ela é bem parecida com a natural e a sua conservação é fácil de manter.

Argamassa sustentável: é uma massa polimérica que utiliza nanoparticulas que substitui a mistura de cimento, cal, areia e água. Não gera resíduos e dispensa a utilização de betoneira. A argamassa sustentável também pode ser feita de garrafas PET, isto é, substitui a areia pelo PET moído na sua fabricação.



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Comportamento: “profissional zumbi”


Marisa Fonseca Diniz



Zumbi é uma criatura definida na cultura popular como um “morto vivo” que possui hábitos noturnos, e vive a perambular de forma estranha e instintiva. É um ser privado de vontade própria, sem personalidade, lento, letárgico, cambaleante e irracional. A cultura popular aponta zumbis também com comportamentos extremamente perigosos, ágeis, ferozes, inteligentes, fortes e que constituem uma grande ameaça a um grupo de pessoas.

Diversas organizações empresariais possuem em seus quadros funcionais, pessoas acomodadas, sem iniciativa, desanimadas, sem criatividade, e com escolaridade muito aquém do desejado. Profissionais desta natureza mais atrapalham do que ajudam no desenvolvimento de uma empresa.

Em geral, o problema em contratar um funcionário com estas características é a perspectiva de que ele mudará assim que se adaptar a empresa, mas nem sempre é o que acontece. Pois, o profissional “zumbi” é aquele que apenas se importa com o salário no final do mês. Não é uma pessoa movida pelo conhecimento ou pela curiosidade. Apenas é um ser que acata ordens e as cumpre sem questionar ou sugerir mudanças.

Profissionais com estas características atrasam a evolução das equipes, não pensam no futuro profissional e não se sentem incomodados com tal situação. Atualmente profissionais com baixa escolaridade ou graduações efetuadas em faculdades com baixo conceito de qualidade são facilmente encontrados nas organizações empresariais. A progressão dos estudos é visto por estes seres como algo desnecessário e oneroso, pois o comodismo não permite que visualizem a possibilidade de crescimento profissional.

Muitas vezes estes seres são vistos por seus gestores como bons operadores ou executores. A falta de preparo da maioria dos profissionais de recursos humanos colabora com a propagação destes profissionais no mercado de trabalho. A oferta de vagas com baixos salários vem agravando gradativamente o aparecimento de profissionais “zumbis” que, quando não são acomodados são uma ameaça aos demais profissionais.

Comportamentos agressivos, ágeis, criativos, egocêntricos e com requinte de crueldade são muitas vezes disfarçados pela simpatia dos profissionais. Profissionais de seleção mal preparados na identificação de pessoas com estas características têm proporcionado o crescimento de “zumbis” na gestão das organizações, que acabam representando uma grande ameaça ás equipes de trabalho e a própria empresa.

A necessidade de identificar na seleção o comportamento profissional de uma pessoa é essencial para o bom desenvolvimento de uma empresa, e a boa gestão de uma determinada equipe. Não basta apenas ler o currículo ou se simpatizar com o profissional durante o processo seletivo. O selecionador deve estar preparado para realizar atividades que revelam a personalidade dos candidatos, e saber interpretar de maneira correta as atitudes que os candidatos tomarão perante situações conflitantes, inesperadas e que demandam responsabilidade, principalmente em ambientes com alta pressão de cobrança.

Os profissionais de recursos humanos devem constantemente se aprimorar através de especializações, palestras, seminários, cursos, leituras específicas e acima de tudo procurar profissionais capacitados e com maior experiência na área. Não podemos esquecer que os selecionadores são responsáveis diretos pelas falhas na contratação de profissionais. A não adequação dos profissionais contratados às políticas organizacionais gera uma infinidade de problemas, inclusive a alta rotatividade de profissionais dentro das empresas, que continuará sendo um grande desafio ás empresas no futuro.



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Geoprocessamento e o meio ambiente


Marisa Fonseca Diniz



Quando ouvimos falar em geoprocessamento logo associamos a mapas, mas em uma definição mais ampla constatamos que é o processo informatizado de dados georreferenciados. Isto é, o geoprocessamento opera sobre os registros de ocorrência analisando suas características e relações geotopológicas a fim de produzir as informações geográficas dos lugares.

A utilização de programas de computador permite que as informações coletadas pelo geoprocessamento sejam transcritas cartográficamente, ou seja,  em mapas, cartas topográficas e plantas. Técnicas matemáticas e computacionais são utilizadas no tratamento das informações geográficas influenciando diretamente nas áreas de cartografia, análise de recursos naturais, energia, transportes, comunicações, planejamento urbano e regional.

Durante toda a história da civilização, o ser humano sempre se preocupou em registrar dados da natureza, tais como, a fauna, flora, relevo, vegetação, rotas comerciais, entre outros aspectos importantes. Com o desenvolvimento da informática e da tecnologia, surgiu a possibilidade de criar bancos de dados que fossem capazes de armazenar uma grande quantidade de informações sobre a geografia de um país ou região específica.

O desenvolvimento fez com que programas de computadores específicos em geoprocessamento fossem criados como o Sistema de Informação Geográfica – SIG, ou Geographic Information Science – GIS, em inglês. Na concepção do geógrafo Michael Goodchild, em 1992 o SIG é um instrumento que abre portas para a construção de uma nova ciência.

A história do geoprocessamento surgiu nos Estados Unidos na década de 50 com o intuito inicial de aperfeiçoar a confecção e manutenção de mapas. A atividade era muito onerosa e a informática ainda não estava tão desenvolvida, apenas a partir da década de 70 começou a ser empregado o conceito GIS. Com a fundação do National Centre for Geographical Information and Analysis, NCGIA em 1989, o geoprocessamento foi reconhecido como uma disciplina científica.

Os profissionais de geoprocessamento têm forte conhecimento em geodésia e topografia que os auxiliam no levantamento de dados característicos do local com base nos aspectos físicos, humanos e técnicos que são auxiliados pela captação de imagens através de satélites e de radar.

O geoprocessamento é utilizado em várias áreas, não somente na confecção de mapas, sensoriamento ambiental e agrimensura. Na construção civil, por exemplo, é utilizado para medição e caracterização de terrenos, além de trabalharem em parceria com engenheiros agrimensores e civis, ajudando a delimitar áreas ou lotes de pontos específicos através de levantamentos dados  fundamentais para o planejamento rural e urbano para a instalação de parques industriais, condomínios ou obras de infraestrutura.

O geoprocessamento também está presente no processo do licenciamento ambiental que é concedido na fase preliminar do planejamento de empreendimentos e atividades que precisam desta licença, tais como mineradoras que geram um grande impacto ambiental. As informações cartográficas ilustram e especificam a localização do empreendimento e o alcance dos seus impactos potenciais, que são criteriosamente analisados por analistas ambientais dos órgãos licenciadores.

A relação do geoprocessamento com a natureza é de grande utilidade para a conservação da biodiversidade. A coleta de dados permite que estudos e análises mais detalhadas sejam desenvolvidos para a identificação de áreas prioritárias na conservação e delimitação da biodiversidade. O geoprocessamento permite o monitoramento da cobertura vegetal, o uso da terra, níveis de erosão do solo, poluição das águas e ar, a disposição irregular de resíduos, a qualidade do habitat e a sua devida fragmentação.

O geoprocessamento é útil para a definição de políticas e diretrizes na gestão governamental identificando as áreas afetadas na degradação ambiental,  estreitando assim, as relações entre governos e cidadãos na questão ambiental.



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Golpes “171”

 Marisa Fonseca Diniz


No jargão popular o 171 no Brasil refere-se ao artigo do Código Penal sobre estelionato:

Art. 171 – Obter para si ou para outrem vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.
Pena – reclusão de 1 (um) a 5 (cinco) anos e multa.

Em época de declínio da economia, o que mais encontramos são os famosos golpes aplicados pelos espertalhões de plantão. Seja o golpe do emprego, o dinheiro fácil ou o amor impossível tudo é pretexto para os estelionatários aplicarem golpes em pessoas desavisadas, carentes e fragilizadas.

Quem já não foi abordado pessoalmente ou virtualmente por alguém que prometia amor eterno ou facilidades para conseguir dinheiro? Pois é, saiba que nada vem de graça na vida, nem mesmo o amor eterno ou a sorte grande em uma rifa. Saiba que os caloteiros e espertalhões possuem conversa mansa e convincente para ludibriarem pessoas desesperadas tanto no mundo virtual como real.


O desespero em perder o emprego em épocas de crise econômica é outro ponto negativo às pessoas que, buscam uma rápida recolocação no mercado de trabalho. É nesta hora que os estelionatários mais se sentem a vontade em aplicar o golpe do emprego fácil, não se esqueça nada vem fácil na vida. O crescimento de empresas de consultoria e recursos humanos especializadas em recrutar e recolocar profissionais no mercado de trabalho aumenta diariamente.


Headhunting, outplacement, job hunting, coaching são algumas das expressões mais encontradas hoje na área de recolocação profissional. Porém, o que muitas pessoas não sabem é como as empresas deste segmento trabalham oferecendo seus serviços:

Quando uma empresa demite um funcionário de alta gestão, em geral procura uma empresa de consultoria para auxiliar o funcionário a se recolocar novamente no mercado de trabalho - outplacement;
Quando uma empresa abre uma vaga em seu quadro funcional utiliza os serviços de consultoria para encontrar um profissional executivo que se encaixe perfeitamente na vaga proposta – headhunting;

No caso dos serviços de outplacement e headhunting contratados por uma empresa, os custos financeiros são “pagos” pela própria empresa contratante. Quando um profissional ou executivo está interessado em obter uma vaga no mercado de trabalho, pode contratar serviços de recolocação profissional ou job hunting, onde todos os custos financeiros sairão do bolso deste profissional contratante.

A maioria das empresas de recolocação profissional estelionatárias possui um marketing arrojado utilizando a internet, ou até mesmo atendentes para convencer os profissionais a se associarem em troca de falsas promessas de emprego. Diversas são as artimanhas destas empresas para pescar os profissionais desesperados por uma vaga de emprego, tais como: anúncio de vagas falsas em empresas multinacionais, a utilização do perfil “confidencial”, captação de currículos cadastrados em sites especializados, ligar para o profissional com  a alegação que possui uma vaga e o perfil dele se encaixa perfeitamente.

As diversas promessas fazem com que o profissional acredite na veracidade das vagas e acabam contratando os serviços de recolocação, porém depois que começam a pagar pelos serviços percebem que caíram em uma cilada. A quantidade de pessoas lesadas é extremamente alta, pois além de ficarem associadas às empresas, acabam encontrando dificuldades para se desvencilharem dos contratos assinados.

Sem emprego algumas pessoas acabam caindo em outro golpe muito aplicado em épocas de dinheiro curto no mercado, que é o golpe da agiotagem. O que muitas pessoas e empresas não sabem é que este tipo de empréstimo de dinheiro é crime no Brasil devido os juros abusivos e extorsivos que são cobrados. A agiotagem pode ser aplicada por meio da internet ou telefone e o estelionatário sempre pede 20 a 30% do valor emprestado como garantia, quando não, dependendo do valor solicita um bem de valor maior ao do empréstimo. Se a pessoa não pagar o valor emprestado perde o bem “penhorado” ao estelionatário, ou em outras situações perde a própria vida.


Outro golpe muito aplicado em desesperados em adquirir um bem é o consórcio. Sabe aquela conversinha de vendedor que te convence que irá ser sorteado ao aderir o plano? Saiba que é golpe, pois muitos falsos vendedores se fazem passar por funcionários de financeiras oferecendo empréstimos, cobram taxas de cadastro e “nunca” entregam o dinheiro. A vitima do golpe só verá mais tarde que assinou de fato um contrato de compra de cotas de consórcio.


Há diversos outros golpes no Brasil, tais como:

Recadastramento: estelionatários resgatam saldos de contas antigas e utilizam de forma ilegal, eles enviam e-mails ou ligam solicitando que o cliente passe a senha a fim de que possam fazer o recadastramento;

Bilhete premiado: o estelionatário chega até a vítima vendendo um bilhete premiado, e diz que está precisando de dinheiro naquele exato momento. Apressado deixa o bilhete como garantia à vítima e diz que volta logo com o dinheiro para resgatar o bilhete, e desaparece. A vítima só irá perceber que o bilhete é falso quando tentar resgatá-lo;

Cartão clonado: cartões de crédito e débito são alvos fáceis de estelionatários, pois eles colocam um chip nos caixas eletrônicos, portas de bancos de auto-atendimento, máquinas de pagamento que copia todos os dados do cartão clonando-os. Os cartões de crédito clonados ficam livres para compras em qualquer lugar, cuidados ao digitar senhas;

Compras on line ou por telefone: empresas estelionatárias especializadas em comércio à distância com negócios efetuados pelo correio, sites ou telefones enviam mercadorias que não foram solicitadas pelas vítimas, e enviam a cobrança;

Pedras preciosas: o golpista envia por e-mail a sugestão de compras de pedras preciosas valiosas como moeda de troca para se obter empréstimo bancário;

Lucro fácil: anúncios de lucro fácil com a promessa de cursos de cultivo de rãs, cogumelos e minhocas a um preço bem atraente, e retorno garantido com altos lucros. A vítima entra no curso e na esperança de ganhar fortunas com o negócio, só perceberá que é um golpe quando perceber que o anúncio prometia algo que não era real;

Empresa quebrada: o estelionatário promete liberação de créditos a receber de empresas falidas, não acredite, é golpe;

Aposentadoria: o golpe é aplicado por telefone na promessa de que existe um saldo de aposentadoria, e que para ser retirado é preciso efetuar um depósito na conta “x” (do estelionatário).

Atualmente, um golpe que tem sido muito aplicado no país, e tem feito diversas vítimas em geral desempregadas é o golpe da pirâmide ou corrente, que muitas vezes é mascarado como marketing de alto nível. O esquema funciona da seguinte maneira:


A vítima é recrutada na promessa de obter altos lucros por meio de trabalho de marketing que pode ser feito em “home office”. Estes trabalhos são conhecidos como: MLM (Multi Level Marketing), MMN (Marketing Multi Nivel), Marketing de Rede, Novos Sistema Revolucionário, Resolva os seus Problemas Financeiros, Trabalho ideal, Ganhe quanto quer, Seja o seu próprio patrão, BBOM, Multiclic, Ponzi, Avestruz Máster, Top Avestruz, Herbalife,  VOIP, Telexfree, entre outros.


O esquema de pirâmide ou pirâmide financeira basicamente recruta pessoas pelo método progressivo, pois a idéia básica por trás do golpe é que a pessoa interessada em participar deste negócio efetuará um único pagamento com a promessa de ganhar benefícios exponenciais de outras pessoas como recompensa. A vítima que entra no golpe não percebe que, sempre terá que trazer mais pessoas para participar do negócio, caso contrário, não terá direito aos benefícios exponenciais. Cada venda inclui uma comissão para o vendedor original, o dinheiro percorre a cadeia, e somente o idealizador do golpe é que ganha trapaceando os demais. A falsa ilusão do dinheiro fácil, faz com que a vítima vá sempre em busca de novos participantes, e não perceba que sempre há alguém acima delas ganhando em cima da ingenuidade alheia. As pessoas que estão na base da pirâmide são as maiores prejudicadas.


Não se engane com pessoas que prometem amor eterno, pois o comportamento psicopata que muitos apresentam é apenas a maneira mais fácil de convencer alguém que esteja inteiramente apaixonado. O bom coração e a falta de malícia em muitos casos fazem com que, pessoas desavisadas percam altas quantias de dinheiro em pró um amor inexistente movido apenas por interesses financeiros.


Mulheres e homens carentes que procuram um compromisso mesmo que à distância são os maiores prejudicados deste tipo de golpe:

O golpe do amor, falso casamento, noivado ou casamento à distância é antigo e não surgiu com a internet. O golpe funciona da seguinte maneira, a vítima se cadastra em um site de relacionamento ou conhece alguém pelas redes sociais ou salas de bate papo, e se apaixona pelas palavras e gentilezas do golpista que se faz passar por um namorado virtual. Quando a vítima se apaixona perdidamente, o estelionatário a convence de que um parente está muito doente e precisa de dinheiro para a internação ou remédios. Imediatamente a vítima se convence de que o tal namorado que a ama perdidamente precisa de sua ajuda, e sem pensar deposita o dinheiro solicitado.

Em alguns casos, o golpista consegue manter a vítima por vários meses como sua fiel depositante financeira, sem a pessoa perceber que o tal namorado virtual é um golpista. Em geral, a vítima só irá perceber que era um golpe quando já transferiu várias quantias de dinheiro para alguém que passava ser quem não era.


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A verdade sobre o desemprego no Brasil

 Marisa Fonseca Diniz




Os profissionais acima dos 40 anos de idade com mais de doze anos de experiência com alta taxa de qualificação e que se encontram desempregados, não precisam se questionar mais onde sobram vagas de emprego, pois as vagas que são divulgadas não existem.

Embora o governo brasileiro insista em divulgar notícias de que há falta de profissionais qualificados no mercado de trabalho, a verdade é que, as noticias não são divulgadas na integra dando a sensação de que só há profissionais mal formados e incapacitados para ocuparem as vagas oferecidas pelas empresas.

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgados no início deste mês informa que a porcentagem de profissionais desempregados no Brasil pulou de 20% em 1992 para 50% em 2012. De acordo com o relatório divulgado, é cada vez maior a porcentagem de profissionais altamente qualificados desempregados. E por outro lado, o percentual de pessoas sem qualificação desempregadas vem caindo gradativamente.

Apesar de o governo brasileiro divulgar que, pessoas altamente qualificadas encontram-se empregadas, a informação repassada à sociedade é totalmente equivocada. Visto que, as pessoas que se encontram na situação de desemprego por meses e anos, são justamente aquelas que possuem maior grau de qualificação e experiência, e não o contrário, segundo o IPEA.

Não há escassez de mão de obra qualificada no país, o que há na verdade, é falta de ofertas de vagas aos profissionais com alta qualificação. As ofertas de vagas disponíveis no mercado de trabalho são direcionadas aos profissionais com baixa escolaridade, qualificação e experiência. Em contra partida, a quantidade de profissionais com alta qualificação vem aumentando continuamente no país nas últimas décadas.

A importação de mão de obra estrangeira com a desculpa de que não há mão de obra qualificada no país, vêm agravando a situação da maioria dos profissionais qualificados, que tendem a ficar mais de um ano desempregados, e sem perspectiva de retornar tão cedo ao mercado de trabalho.

Outro aspecto apontado no relatório do IPEA é que, o preço relativo pago a mão de obra qualificada vem reduzindo gradualmente, desvalorizando por completo o profissional, e colocando-o no mesmo patamar que os profissionais com baixa qualificação profissional.

Atualmente, o Brasil sofre de escassez de mão de obra desqualificada nos setores da agricultura, construção civil e trabalho doméstico, segundo o IPEA. É errôneo dizer que todos os setores da economia sofram com a falta de mão de obra qualificada. O que vêm acontecendo no mercado de trabalho nos últimos anos é encontrar profissionais que se submetam a ganhar salários baixíssimos em cargos de alta responsabilidade e gestão.

O estudo foi elaborado com base nos resultados apresentados em 2012 pela Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios, que calculou em 2,2 milhões de brasileiros desempregados no ano passado, e 93,9 milhões de pessoas com ocupação.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula a taxa de desemprego com base nas pessoas que procuraram emprego nos últimos 30 dias, se um profissional procura emprego em período maior do que 30 dias não é contabilizado. Calcula-se que, a quantidade de profissionais desempregados por longos períodos sejam bem maiores dos que os divulgados pela mídia e o governo.

Portanto, os profissionais que estão fora do mercado de trabalho há mais de 30 dias e não conseguem se recolocar devido a falta de vagas abertas, o problema é inteiramente do desempregado, pois nem o governo e nem as empresas estão interessadas nas dificuldades enfrentadas por estes profissionais.

Porém, devemos ressaltar que, em época de eleição todos estes profissionais altamente qualificados desempregados são lembrados com falsas promessas de geração de emprego. Não podemos esquecer que, nem todos os profissionais qualificados têm condições de se manterem em empregos informais, abrirem empresas com altas cargas tributárias por longos períodos de tempo ou contar com a sorte e passar em um concurso público.

As políticas governamentais aplicadas no mercado de trabalho beneficiam apenas os mais jovens, e com pouca qualificação com base nas teorias socialistas. Onde todos os profissionais com baixa ou alta qualificação são considerados da mesma maneira. A pergunta que fica é: por que estudar ou se qualificar tanto em um país que trata todos os profissionais como ninguém?



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Com base no trabalho disponível emhttp://marisadiniznetworking.blogspot.com/2013/11/a-verdade-sobre-o-desemprego-no-brasil.html.