Prefira o anonimato a vida de pavão


Marisa Fonseca Diniz


O pavão é uma ave conhecida por sua cauda verde e azul em formato de leque, que chama a atenção das fêmeas em época de acasalamento. Assim como o pavão há diversas pessoas que adoram estar sempre em evidência, seja na mídia, na sociedade, nas redes sociais ou nos eventos, porque acreditam que possam facilmente ter melhor oportunidades de trabalho ou destaque, e há aquelas outras pessoas que sofrem da síndrome do pavão, e não percebem o quanto acabam denegrindo a própria imagem sem necessidade. Porém, há um grupo de pessoas  que ainda prefere o anonimato do que a exposição excessiva, e por quê?

Dependendo da cidade onde se vive, a exposição constante traz uma série de problemas, principalmente por chamar a atenção de pessoas de má índole que possam provocar uma série de transtornos, tais como o sequestro. O anonimato nem sempre significa solidão como muitos alegam, e sim uma maneira de ter a vida pessoal preservada dos holofotes e dos curiosos de plantão.

Engana-se quem acredita que os milionários, por exemplo, gostam de aparecer, quem gosta mesmo de aparecer são aqueles indivíduos que se julgam milionários, e não são. Os endinheirados preferem uma vida discreta, sem chamar atenção de ninguém.

Assim como os milionários, intelectuais, profissionais que são destaques em grandes empresas, escritores, blogueiros principalmente os de opiniões, políticos, empresários, entre outros preferem o anonimato a exposição, muitas destas pessoas citadas se quer participam de redes sociais ou profissionais, os que fazem uso dessas ferramentas, sempre utilizam um codinome, contratam uma agência especializada para divulgação de suas atividades profissionais ou são totalmente discretos.

Não há nada melhor do que viver em paz, sem aborrecimentos, perseguições ou confusões. A vida real é muito melhor do que a virtual, assim como quem vive em uma cidade grande e consegue ter sua vida preservada acaba sendo somente mais um na multidão. Portanto, quando procurarem o nome de alguma personalidade e não encontrarem nada ou quase nenhuma informação, não se espantem, não quer dizer que a pessoa em questão não entenda nada de mídia ou internet, e sim porque ela optou em ter sua vida no anonimato evitando o assédio da imprensa e das pessoas em geral.

Há artistas que quando chegam ao ápice das suas carreiras profissionais, somem da mídia, por opção de terem uma vida normal sem nenhum tipo de exposição exagerada que possa atrapalhar sua vida familiar ou pessoal.

A simplicidade da vida requer sossego e harmonia espiritual, o que  não combina em nada com os exageros que são cometidos diariamente por aqueles que não conseguem sair da frente das câmeras, seja na televisão, nas redes ou apenas no grupo de amigos.

Sucesso é ter êxito na vida a fim de servir de exemplo a outras pessoas e organizações sem ter que se expor agressivamente ou romper com seus costumes diários. A exposição exagerada causa sempre muita inveja aqueles que adorariam ter uma vida rodeada de glamour sem se esforçarem para ser uma pessoa melhor do que são na realidade, além do que aproximar todo tipo de pessoa sem caráter.

Experimente viver no anonimato, e veja como é bom ir aos restaurantes, parques, praças, estádios, shoppings, teatros, cinemas, exposições de arte, etc, e não ter ninguém rodeando no intuito de tirar fotos, pedir autógrafos ou fazer entrevistas. Perceberá que poderá falar bobagens a vontades, dar risadas, sair com os amigos, familiares em paz, sem ter que ficar dando satisfações a estranhos, acenando para desconhecidos ou ficar dando sorrisinhos falsos apenas para agradar aqueles que te perseguem e fica a espera de um deslize para condenarem suas atitudes.

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ALERTA VERMELHO: Networking Internacional


Marisa Fonseca Diniz


O assunto de hoje é de extrema importância àquelas pessoas que trabalham com networking internacional, principalmente quem trabalha com estratégia de negócios voltados à construção civil e energia renovável.

Há profissionais da área da engenharia e energia proveniente de alguns países dando golpes comerciais nas redes profissionais e sociais, em geral eles se aproximam de empresários brasileiros e profissionais de média e alta gestão destes segmentos com promessas fraudulentas de negócios internacionais. 

Não importa se são homens ou mulheres, no caso das mulheres há alguns agravantes, pois escolhem suas vítimas cuidadosamente, solteiras, divorciadas, viúvas, jovens, bonitas e com um bom nível de escolaridade. A maioria destes homens são profissionais graduados e solteiros. Diferente dos scammers, golpistas virtuais amorosos da máfia nigeriana, eles não pedem dinheiro, mas vão muito além de seus interesses pessoais.

A aproximação às vítimas é bem simples, em geral, com a desculpa de que buscam uma nova recolocação no mercado internacional de trabalho, dependendo das informações obtidas pelas suas vítimas partem para outras abordagens, que pode ser sentimental ou comercial, dependendo do sexo da vítima. Muito cuidado nesta hora, jamais fale algo da sua vida profissional a um estranho, e muito menos conte algo da sua vida pessoal, de preferência omita dados.

Eles são ardilosos possuem uma ótima formação universitária falam inglês, árabe, espanhol e francês fluentemente e possuem ótimas empresas no currículo. Ao se comunicar com um desses profissionais, seja meticuloso para analisar todas as informações repassadas, pois são  ótimos mentirosos.

Alguns desses profissionais chegam a dizer que tem interesse em visitar o Brasil durante o ano corrente, que são apaixonados pelo país, a cultura e as praias, e logo pedem uma carta convite ou um visto de trabalho. Para quem não sabe a Carta Convite é um dos documentos exigidos pela Policia Federal ao turista estrangeiro que queira entrar no Brasil sem precisar de visto de entrada, ou seja, é a maneira mais fácil e rápida desde que ele fique hospedado na residência de um amigo, familiar ou conhecido que resida permanentemente no país, e seja responsável por eles.

Durante a abordagem das vítimas, em geral mulheres, esses profissionais já conseguem tirar algumas informações que acreditam ser primordiais para conseguir no futuro a tal carta convite, tais como, se mora sozinha ou com a família, se possui filhos e com que idade, se viaja internacionalmente, etc. A carta convite é solicitada às mulheres como desculpa para manterem no futuro próximo, um relacionamento sério com suas vítimas em troca de moradia no Brasil, uma grande furada para quem não conhece as artimanhas destes golpistas virtuais.

C U I D A D O

Alguns países possuem uma leva de profissionais que colaboram com o terrorismo, e outros que correm do terrorismo, o que significa que nunca sabemos de fato de que lado eles se encontram. O interesse dessas pessoas é um só, entrar na Europa, mas não como refugiados. E qual o interesse deles no Brasil? Aí está o “X” da questão.

O Brasil é um país muito vasto e propicio a expansão da construção civil e da sua capacidade energética renovável devido à abundância dos seus recursos naturais, sol, vento, água, sendo assim, as empresas internacionais principalmente as européias tem investido maciçamente seu know-how em mega projetos no país, independente da recessão, e isso é visto como um dos fatores mais positivos aqueles que têm interesse em entrar na Europa com visto de trabalho. Conseguir um emprego em uma dessas empresas no Brasil é porta aberta para todos os países do continente europeu, parece absurdo, mas para eles é algo maravilhoso.

Porém, para muitos profissionais estrangeiros interessados neste tipo de estratégia o maior impedimento tem sido o idioma português, que diga se de passagem é um dos mais difíceis de aprender devido à diversidade de vocábulos. Alguns têm preferido deixar esta hipótese em segundo plano e preferem ir à busca de novas rotas alternativas mais rápidas e baratas como a fronteira de Marrocos e Espanha. 

O deslocamento de um profissional para a Europa é muito mais fácil e barato, do que para o continente americano. Marrocos, por exemplo, tem altos investimentos na construção civil e energia renovável, onde uma gama de empresas espanholas tem investido tecnologia e recursos financeiros em projetos no país, o que facilita a possibilidade de conseguirem empregos nestas empresas e conseqüentemente poderão entrar no continente europeu com vistos de trabalho, e terem livre acesso aos países do bloco.

A fronteira entre a Espanha e Marrocos é uma das menores fronteiras internacionais do mundo e rodeia três plazas de soberania, ou seja, possessões espanholas no norte da África, a saber:

·        Marrocos – Melilla = 9,6 km
·        Marrocos – Ceuta = 6,3 km
     A fronteira de Melilla e Ceuta é murada para evitar a entrada de imigrantes ilegais no território da União Européia.
·       Marrocos – Peñon Vélez de La Gomera = 87 metros de comprimento de fronteira, onde a ilha é ligada ao continente por uma faixa de areia.

É uma jogada de mestre, porém quando esta estratégia começa a ruir ou há demora em conseguir atingir seus objetivos, os profissionais tendem a tirar uma carta escondida na manga, e fazem contatos acirrados com os brasileiros na tentativa de formalizar parcerias comerciais com promessas evasvias de poderem aplicar recursos financeiros em Marrocos. O mais tosco nessa negociação é a maneira como eles tentam negociar as parcerias comerciais, pois a inexperiência estratégica os dedura por incompetência.

A mentira começa a ser desenrolada a partir do momento que dizem ser sócios ou que estão ocupando cargos de alta gestão nestas empresas marroquinas de construção civil e manutenção, e o interesse deles é que as empresas brasileiras que possuem de preferência contratos ou contatos internacionais com empresas espanholas ou portuguesas possam ser parceiras de negócios nos projetos da empresa no qual eles são investidores diretos. Perceba que essa situação acontece rápido, logo após algumas semanas sem obter sucesso na travessia do continente africano ao europeu.

Detalhes minuciosos, mas muito importantes aos estrategistas de negócios que precisam estar sempre conectados ao mundo e os possíveis deslizes dos comunicadores. Corram dessa proposta absurda, pois o interesse deles é só ter um bode expiatório para conseguir atingir suas metas de entrar no território europeu. Quando houver interesse comercial em fazer negócios no Marrocos procure a Câmara Comércio Indústria Brasil-Marrocos, não caia nessa cilada.

O grande erro desses profissionais é subestimar a capacidade dos profissionais brasileiros, achando que todos sejam ignorantes comerciais. E não pense que essa estratégia para por aí, pois quando eles percebem que não estão conseguindo enganar e nem atingir suas metas, eles podem hackear seu sistema de dados informáticos por meio de programas maliciosos e sair de vítimas quando descobertos. Somem por um determinado tempo, retornam depois de meses ou anos com desculpas sem nexo, e tentam ser amigo dos seus antigos contatos brasileiros na esperança de conseguirem atingir o alvo, ou seja, como pragas não desistem nunca.

O melhor conselho nesse caso é comunicar o ocorrido aos órgãos competentes no Brasil sobre os possíveis golpes comerciais internacionais, e ataques de hacker. A maioria dos profissionais estrangeiros acredita que o Brasil é um país que não possui leis que funcione, porém eles se enganam principalmente quando o assunto é golpe internacional e terrorismo. Bloqueie os contatos e não permita que depois de algum tempo eles queiram refazer contato.

Fica aqui um conselho precioso às mulheres que acham que estes profissionais nos quais se aproximam sejam pessoas realmente apaixonadas pelo Brasil, a imagem da brasileira no exterior é a pior possível, mesmo que não represente a maioria, os homens tratam todas como objetos ou produtos, eles podem dizer que são cabeça aberta, tão aberta, que o cérebro pulou para fora. Eles não têm interesses em se casar com as brasileiras e sim acham que é uma maneira fácil de conseguir atingir seus objetivos, usando-as com uma promessa furada de casamento.

Se informem mais sobre os golpes sentimentais que estes homens praticam através de contatos da internet, há diversos sites e blogs falando a respeito desse assunto.

A vantagem que os empresários e profissionais estrategistas de mercado, produto e negócios brasileiros possuem é que, acostumados a lhe dar diariamente com golpistas nacionais, os internacionais se tornam ridículos quando das suas abordagens estúpidas.

P R E V I N A - SE

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Cuidado: Os medíocres estão a solta na sociedade


Marisa Fonseca Diniz


De uns anos para cá venho me questionado o porquê das pessoas estarem cada dia mais tentando demonstrar de maneira forçosa seu lado medíocre de ser – com o advento da crise financeira e política que tem tomado conta de alguns países, em especial o Brasil, esta observação tem se tornado mais contundente. Não importa o local em que se esteja, pois de maneira veemente as pessoas tendem a querer aparecer mais do que os outros de maneira rude e agressiva, sem perceber o mal que fazem a elas mesmas. Essa ânsia de querer mostrar competência pessoal e profissional a qualquer custo tem feito com que pessoas não passem de seres medíocres, fúteis e ignorantes.

A mediocridade é perceptível principalmente nas redes profissionais. Os medíocres possuem a necessidade de ter muitos seguidores, a fim de que isso faça bem ao ego, acreditando serem ótimos influenciadores com suas idéias ou textos, quando na verdade só demonstram sua vulgaridade e falta de competência profissional. Quem muito fala, pouco faz, pois são como palavras jogadas ao vento, que com o tempo se dissemina.

A sociedade de um modo em geral rotula como competentes indivíduos que são ótimos em propaganda, sem avaliar a capacidade intelectual de cada um. O medíocre se apóia no marketing pessoal justamente para criar a imagem de que é um indivíduo com altas habilidades profissionais, devido à falta de percepção cognitiva de muitos que os seguem ou os ouvem.

A imagem que o medíocre faz de si próprio é sempre distorcida, pois ele não possui o hábito de compartilhar conhecimentos específicos de suas áreas de atuação ou função, preferindo criar novas roupagens sobre situações nas quais consideram ter sido vítimas de preconceito, quando de avaliações profissionais, ou seja, direta ou indiretamente sempre falam mal de pessoas e situações, por se considerarem sempre superiores aos demais, passando sempre a falsa imagem do que consideram certo.

A busca infinita pela popularidade nas redes profissionais é encoberta pela desculpa de se estar fazendo networking, não importando se os contatos agregados estão no mesmo segmento de trabalho, o que denota a falta de capacidade do indivíduo em ter percepção para tal, demonstrando dessa maneira a falta de competência profissional.

Não bastando, escrevem livros e textos dando receitas para o sucesso, que acreditam ter conseguido atingir sem estarem baseados em algum tipo de estudo específico ou experiência, ou seja, o papel aceita qualquer bobagem.

A popularidade extrema nem sempre é vista com bons olhos por alguns empresários ou gestores especializados em comportamento organizacional, principalmente quando o profissional em algum momento de sua vida decide procurar uma nova recolocação no mercado de trabalho acreditando que conseguiu enganar muitas pessoas com seus discursos acalorados, podendo correr o risco de ser considerado um indivíduo egocêntrico ou narcisista.

Não longe disso, ainda poderá ser considerado um talento excepcional devido à agressividade de seu marketing pessoal, conseguindo atingir dessa maneira gestores e empresas que acreditam em palavras frívolas, invés de ações. Não é a toa que há tantas pessoas sendo promovidas diariamente dentro das organizações, não pela sua competência e sim pela sua inépcia, porém apenas ao longo do tempo é que se poderá perceber o mal que este tipo de indivíduo pode causar as empresas.

Por outro lado, profissionais competentes e inteligentes são providos de humildade, gostam de ficar no anonimato e sempre acreditam que precisam estudar e se atualizar constantemente, pois o mundo gira muito rápido, o que era aprendizado no passado pode não ser mais no presente, ou seja, estas pessoas são inquietas quanto à sapiência que possuem em suas mentes.

Contrariando o comportamento dos medíocres, pessoas inteligentes são reservadas, não necessitam impor qualquer tipo de conduta social de destaque para se sentirem pessoas populares ou queridas, pois ter muitos amigos não é o foco principal por acreditarem que é supérfluo investir em uma a vida social agitada.

Na história da humanidade diversos gênios foram descritos como pessoas solitárias, o que é reprovável pela maioria da sociedade nos dias atuais por não conseguirem entender o real motivo. Os indivíduos dotados de inteligência acima da média, tais como os intelectuais, se dão por satisfeitos quando fazem aquilo que os leva a conquistar determinados resultados, além do que, eles vivem facilmente de acordo com suas próprias leis, segundo pesquisa da Brookings Institution.

Após análise do resultado de estudos sobre o comportamento das pessoas inteligentes, os psicólogos evolutivos Satoshi Kanzawa da Escola de Economia e Ciência Política de Londres e Norma Lee da Universidade de Gerenciamento de Singapura (SMU) concluíram que quanto mais alto for o QI, menor é a necessidade destes indivíduos se relacionarem constantemente com os amigos.

Jonathan Swift, autor do livro as “Viagens de Gulliver”, fez uma observação bem interessante sobre o pensamento dos medíocres em relação às pessoas inteligentes: quando surge um verdadeiro gênio no mundo facilmente se pode reconhecê-lo, pois os medíocres conspiram contra eles – assim acontece nas organizações e na sociedade de um modo geral.

O medíocre se sente ameaçado pelas pessoas inteligentes, por isso utiliza a ferramenta do marketing pessoal para tentar ocultar a inveja que sente em relação a estas pessoas e sua falta de capacidade intelectual. Alguns pensadores da antiguidade tinham a seguinte conclusão sobre os medíocres: o ignorante estabelece critérios que desqualificam o conhecimento alheio em favor da sua falta de conhecimento, fazendo idéias falsas sobre si e o mundo que o cerca de forma errônea e deturpada.

Percebe-se que o problema da mediocridade vem desde a antiguidade e continua da mesma maneira até os dias atuais. Enquanto as pessoas intelectualmente desenvolvidas promovem o progresso, os medíocres tendem a assegurar a estabilidade social.

A mediocridade é o grande flagelo da humanidade, pois a falta de conhecimento continua sendo a maior causa de guerras, atentados, terrorismo, fome, doenças, crimes, desemprego, crises, miséria e prejuízos. O que muitos indivíduos não conseguem entender é que conhecimentos específicos em matemática, química, física, biologia, filosofia, psicologia etc ou títulos acadêmicos não fazem com que uma determinada pessoa seja culta, pois seus conhecimentos são restritos.

A avaliação com base no comportamento de profissionais com cursos notórios de engenharia, medicina, direito, entre outros, faz com que haja uma confusão entre sabedoria, inteligência, e experiência, o que é um erro. O que faz uma pessoa ser culta ou talentosa é a capacidade intelectual que ela possui em captar e acumular conhecimentos diversos de todas as áreas tornando-a mais útil a toda a sociedade.

A lição que fica a todos que lêem este artigo é:

“Antes de contratarem ou julgarem uma pessoa, veja se ela é competente a ponto de ser um diferencial significativo dentro da organização ou se ela é apenas uma pessoa que possui um bom marketing pessoal que a faz ser uma pessoa popular, mas que pode estar apenas interessada em continuar influenciando outras pessoas com seus pensamentos nem sempre construtivos.”

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Networking egocêntrico


Marisa Fonseca Diniz




Se você é do tipo de pessoa que sai adicionando todo tipo de contato nas suas redes sociais e profissionais, sem ter nenhum tipo de critério visando apenas ganhar algo rentável para si mesmo, então, preciso te dizer que você está fazendo a coisa errada. Dói ler isso? Que bom, porque você já conseguiu perceber que é uma pessoa capaz de tudo para se dar bem a custa alheia.


Networking é uma palavra inglesa que significa rede de contatos de cunho profissional, ou seja, são contatos que um determinado indivíduo tem e se relaciona pessoalmente, comercialmente e profissionalmente. Estes contatos precisam ser ativos e não apenas adicionados na rede para fazer volume ou para serem contactados quando há interesses individuais em épocas de crise.

Infelizmente, muitas pessoas têm o hábito de apenas contactar sua rede de contatos quando da necessidade imediata em conseguir algo que julgam de extrema necessidade, como por exemplo, um emprego, um negócio ou um contato que desejam possuir, mas não conseguem adicionar por não ter intimidade e precisam ser apresentadas.

Essas pessoas são vistas nas redes sociais e profissionais como aproveitadoras sazonais, ou seja, só surgem das cinzas por interesses próprios, porém quando há interesse da parte contrária não há nenhum tipo de reciprocidade, sendo enfáticas em dizer que não podem ajudar ninguém.

Pessoas com este tipo de atitude são pessoas egocêntricas. O egocentrismo é a exaltação excessiva que um indivíduo tem da sua própria personalidade, ele se sente o centro das atenções, no qual prioriza a si mesmo os seus desejos, pensamentos e necessidades. Não estranhe, porém pessoas com esta característica há aos montes na sociedade e nas organizações.

O egocêntrico é uma pessoa narcisista, egoísta e que sofre de egolatria, ou seja, só pensa em seu próprio bem ignorando por completo o interesse dos outros. Nas organizações tem o costume de se sentirem melhor que os demais profissionais e não admitem terem que compartilhar suas experiências com ninguém, não pensam como equipe, pois são individualistas.

Nas redes sociais e profissionais, os egocêntricos tendem a se aproximar de profissionais que estejam em cargos de alta gestão, sempre chegam de maneira notória tentando uma aproximação de amizade, mas sempre com o intuito de levar alguma vantagem. Quando conseguem algo descartam o contato sem o menor pudor, e não retribuem mais tarde o favor, assim como quando nada conseguem se fazem de desentendidos.

O networking egocêntrico prejudica apenas o indivíduo que possui esta prática, pois com o tempo as pessoas vão enxergando suas estratégias negativas e se afastam. Ninguém em sã consciência irá querer contratar uma pessoa que possui uma atitude dessas, pois além de ser falta de caráter demonstra ser uma pessoa desinteressada em evoluir como profissional.

O networking deve ser positivo a todas as partes interessadas, deve-se ter consciência de que compartilhar conhecimentos, experiências e contatos, seja no campo comercial, profissional ou pessoal deve ser feito constantemente, e não apenas quando há interesses próprios para uma indicação ou para a solução de um problema exclusivo.  

Que tal tornarmos nosso networking mais saudável?

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Baseado no trabalho disponível em http://marisadiniznetworking.blogspot.com/2017/01/networking-egocentrico.html.







Marisa Fonseca Diniz em entrevista ao RIUS - Pessoas como rótulos ou produtos produzidos pela mídia




Entrevista concedida em julho/2015 à Rius – Rede de Informação Universal da Região Nordeste do Brasil

A Comendadora, CEO, escritora e consultora network marketing Marisa Fonseca Diniz tem produzido grande trabalho em seus sites sobre sustentabilidade, consultoria, negócios, comportamento dentre tantos outros importantes. E, é justamente sobre o comportamento que ela vai falar nesta riquíssima entrevista. Como anda o comportamento neste século? Como anda a ética? O modismo da mídia?

Marisa Fonseca Diniz explana sabiamente sobre a relação da mídia que procura moldar o comportamento das pessoas, neste artigo em seu site sob o título: “Rótulos: Ser humanos ou produtos?”, e de fato a mídia, pelo menos em grande parte cria mecanismos para atrelar as tendências que ela mesma cria para fazer muita gente enveredar por aqueles caminhos. Exemplos claros é nas áreas da beleza física, moda, religião dentre outros. De fato, para se moldar neste esquema perigoso, rotular as pessoas como se fossem produtos abre o precedente da intolerância, da perfeição de forma a causar danos, exclusões, doenças e até suicídios.

RIUS – Marisa, dentro deste cenário de paradigmas bem postados pela mídia, o que as pessoas precisam fazer para não cair nesta cilada? É possível ser feliz fora deste estilo criado pela mídia?

Marisa Fonseca Diniz - A mídia é uma excelente ferramenta de divulgação, porém de alguns anos para cá tem padronizado de forma agressiva algumas características que não condizem com a realidade humana. Em geral, as pessoas que mais são atingidas por este problema  são aquelas que se encontram debilitadas e com baixa autoestima. A  imagem padronizada acaba se tornando na cabeça dessas pessoas  a única aceitável pela sociedade, o que é um erro. A mídia se sustenta por meio de divulgação de marcas e produtos, porém o que vem acontecendo é a manipulação de massas, onde quem não estiver dentro dos padrões estipulados é praticamente banido ou condenado por ser diferente ou ter opinião própria.

Quando nos atentamos para o tamanho do problema gerado por esta padronização percebemos a quantidade de pessoas que tem feito verdadeiros sacrifícios em prol a estes rótulos que a mídia impõe sem se importar com os riscos que isso possa trazer a saúde ou a própria vida. No quesito beleza a situação é bem mais complicada, pois o Brasil é um país tropical e por consequência as características dos cidadãos fogem do padrão imposto pela mídia.

As pessoas precisam se valorizar mais, aceitar suas qualidades e não se deixar influenciar por modismos.  A magreza exagerada ou o corpo malhado em excesso nunca foi  bom exemplo de saúde, pois tudo que é extremo é ruim. Um dia todos envelhecem e percebem que o padrão imposto acabou se perdendo com o tempo. As pessoas precisam parar de querer agradar os outros ou seguir padrões.

É necessário distinguir o que é saúde e do que é exagero, a saúde deve ser tratada com carinho, mas quando o corpo perfeito vira obcessão o melhor é procurar ajuda médica ou psicológica. As pessoas com autoestima elevada não se preocupam com o padrão que a mídia estipula ou tão pouco estão preocupadas em seguirem tendências, pelo contrário elas têm estilo próprio e não se importam em estar indo  na mão contrária ao que a mídia insiste em implantar na cabeça das pessoas.

RIUS – Por que o mesmo processo não é criado no campo da cultura, da pesquisa e do desenvolvimento pessoal, isto é, por quais motivos este processo de criar caminhos não se expande para os campos intelectuais?

Marisa Fonseca Diniz - Ótima pergunta. A mídia é um canal que vende mais produtos de beleza do que livros, isso é fato,  a educação nos lares brasileiros é completamente oposta à cultura. Desde pequenos as crianças são educadas a seguirem tendências que a mídia estipula como sendo o aceitável pela sociedade, roupas de marca, celulares de última geração, brinquedos consumíveis, a música do momento e nunca se cultua a cultura pelas artes, a música clássica ou os bons livros. Raras são as famílias que se preocupam com o futuro dos filhos, e querem que eles se destaquem nesses segmentos.

A maioria das famílias sonha em ver seus filhos se tornarem jogadores de futebol, modelos, cantores de funk, mas nunca um maestro, uma bailarina ou uma escritora, aliás isso não está nos planos, tanto é que, a divulgação de pessoas que se destacam em pesquisas, descobertas científicas ou até mesmo  nas artes é pífia. A influência negativa da mídia na cabeça das pessoas muitas vezes traz consequências inabaláveis,  um exemplo claro disso é a escolha dos brasileiros quando decidem por um curso universitário, eles não escolhem o curso por prazer, e sim porque a mídia exalta apenas cursos que supostamente tem os maiores salários. Tem pior manipulação do que esta imposta pela mídia? Não.

A televisão aberta no Brasil é outro exemplo típico de que a cultura não é ponto principal da programação, a maioria usa a figura feminina como chamariz dos programas fúteis. Tanto é que são raras as emissoras que possuem programas direcionados a cultura, pesquisa e desenvolvimento pessoal, porque o retorno não é lucrativo e não dá audiência, e isso não acontece apenas nas redes televisivas como também na internet.

Cultura não vende no Brasil, o que vende são os rótulos impostos pela mídia.

RIUS – Realidade como a Nova Ordem Mundial e as tecnologias aliadas à cultura do hoje, agora, já, fatos que tem causados problemas sérios em muita gente e em empresas que são impulsionadas pela velocidade da internet, sobretudo, não faz com que a essência da vida esteja em segundo plano?

Marisa Fonseca Diniz - A Nova Ordem Mundial como se sabe é uma teoria conspiratória que visa manipular e escravizar os cidadãos através do domínio de um governo mundial único, sendo assim, percebe-se claramente que quem não estiver de acordo com o que for estipulado sofrerá consequências drásticas. A crise financeira global conseguiu eclodir o que há muito tempo estava sendo acobertada, a diferença é alarmante entre os ricos e pobres. A população atualmente vive completamente dependente das grandes empresas de tecnologia e de tudo que é divulgado na mídia televisiva e da internet.

Quem manda no mundo hoje é quem tem dinheiro, isto é, muito dinheiro. A maioria da população mundial por sua vez composta por cidadãos comuns parece ficar estagnada perante a situação, e  não contrariando o que é imposto pela minoria acaba  cedendo aos encantos da mídia e sofrendo calada.

Nunca se viu tanto a supervalorização da tecnologia móvel como nos dias atuais, a cultura se resume a navegar  em aparelhos de última geração, as pessoas são rotuladas por gerações e não por sua capacidade de pensar. E assim caminha a humanidade cada dia mais para a teia da manipulação, onde empresários precisam fazer milagres para se adaptar as novas tecnologias e cada dia mais pessoas ficam reféns dela.

A vida se resume a nada, poucas são as pessoas que tem coragem de desafiar o que é estipulado, e acabam sofrendo as consequências da retaliação.

RIUS – Por outro lado, como é possível se tornar racional? Como as pessoas que são bombardeadas todos os dias por produtos ou serviços que muitas vezes nem pensam em adquirir?

Marisa Fonseca Diniz - Todos os seres humanos são dotados de inteligência, porém o que difere uma das outras é o modo como elas são criadas. As pessoas racionais em geral não são aquelas que possuem ausência de sentimentos, mas sim aquelas que sobrepõem a razão a tudo que fazem. Elas pensam com a razão são mais observadoras conseguem assimilar melhor os problemas que acontecem ao seu redor consequentemente são mais criativas, lógicas e perspicazes em tudo que fazem, e por consequência a inteligência acaba se destacando. 

Os racionais têm opinião própria e não se deixam influenciar por qualquer  rótulo, produto ou modismo.  Acredito que todos nós deveríamos usar mais nosso lado racional evitando consumir sem necessidade. A mídia é rica em criatividade e sabe impulsionar o desejo das pessoas em consumir produtos e serviços supérfluos, pois este é o seu verdadeiro sentido, cede a tentação quem faz tudo para agradar os outros sem pensar se aquele produto ou serviço é realmente necessário.  Quando as pessoas colocam a razão acima da emoção com certeza elas pensam qual é a real necessidade de consumir algo no qual não estão precisando. Infelizmente, enquanto a maioria das pessoas achar que a mídia tem razão em tudo elas continuarão reféns do consumismo e dos modismos momentâneos.  

Fonte link origem: 
http://rius.com.br/infoarea/entrevistas/item/13892-marisa-fonseca-diniz-em-entrevista-rius/

O poder dos tecidos na construção civil

Marisa Fonseca Diniz


A nanociência e a nanotecnologia ainda é um campo desconhecido para muitas pessoas, porém quem trabalha, estuda a sustentabilidade e os materiais cientificamente sabe que é um velho conhecido. A eficiência dos materiais que propiciam melhora nos projetos da construção civil vem sendo um grande diferencial ao setor.

Segundo Durán (2006), a nanociência e a nanotecnologia são campos de estudos amplos e interdisciplinares que estende o estudo dos materiais para o domínio de partículas e interfaces com dimensões extremamente pequenas. O interesse na criação, além da exploração e o desenvolvimento destes materiais promovem o envolvimento de diversas áreas do conhecimento.
Diversas universidades e organizações desenvolvem pesquisas neste segmento promovendo novos materiais que no futuro próximo poderão ser comercializados e utilizados nos mais variados projetos da construção civil e energia renovável.

Alguém já imaginou algum dia utilizar membranas tipo Gore-Tex na construção civil? Certamente não. Essa membrana é encontrada em casacos à prova de intempéries e sapatos trekking, e estão sendo estudadas para construir paredes respiráveis e resistentes à água. O Tyvek é outro tecido sintético utilizado como revestimento, no mesmo conceito das barracas de acampamento que inspiram o setor builtech.

O novo campo de investigação está centrado em fibras de origem animal, tais como a lã e a seda, as fibras a base de plantas como o linho e o algodão, e os sintéticos como o poliéster e o rayon, a fim de desenvolver materiais técnicos de alto desempenho para serem utilizados na construção de edifícios, barragens, pontes, túneis e estradas. A vantagem é que estas fibras possuem propriedades mecânicas, tais como leveza e resistência a fatores como fluência, deterioração por produtos químicos e poluentes que se encontram no ar e na água da chuva.

Segundo o Departamento de Engenharia Civil e Ambiental – DICA , Politécnica de Milão, o nylon e a fibra de vidro misturados com as fibras tradicionais são ótimos para controlar o isolamento térmico e acústico nas paredes, fachadas e telhados. A inovação tecnológica que inclui a nanotecnologia combinada com tecidos tradicionais usados em roupas permite que os edifícios e outras construções sejam projetados usando tecidos que contenham cloreto de polivinilo – PVC ou etileno tetrafluoroetileno – ETFE, o que proporciona aos materiais propriedades antibacterianas, antifúngicas e antimicóticas, além de serem antiestáticos, resistentes a água e absorvem o som.

Outro exemplo disso é a utilização do Rooflys, uma espécie de tecido preto que é utilizado como isolamento sob o molde do telhado. O teste aplicado neste tipo de tecido constatou que eles são resistentes ao fogo, a selagem de pregos, impermeabilidade à água e vapor, além de ser resistente ao vento a aos raios UV.

A Universidade Técnica de Madrid – UPM desenvolveu um painel feito de resíduos têxteis, que tem como base a melhora significativa das condições térmicas e acústicas dos edifícios ao mesmo tempo  em que reduz as emissões de gases de efeito estufa e o impacto energético associado ao desenvolvimento de materiais de construção.

E que venham mais pesquisas científicas para melhorar a tecnologia e os materiais aplicados na construção civil, e proporcionar uma melhora significativa no meio ambiente.

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O trabalho O poder dos tecidos na construção civil de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
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