Portugal de ontem e de hoje


Marisa Fonseca Diniz


Quando falamos em arquitetura portuguesa, sempre vem a nossa mente as maravilhas da arquitetura européia com seus estilos góticos, barroco, rococó, os famosos azulejos portugueses entre tantos outros, porém não podemos esquecer que os tempos mudaram e o país teve que se adaptar a modernidade não apenas da arquitetura como também das novas tendências da engenharia, bem como investir em tecnologias renováveis. Neste artigo vamos falar um pouco de tudo, tanto da arquitetura do passado como as novas tendências modernas e inovadoras.

A história da arquitetura portuguesa se inicia na Idade do Bronze quando as primeiras aldeias surgiram de maneira organizada com casas, muralhas, assembléias e balneários, após o século II com a ocupação romana, as cidades começaram a evoluir surgindo  edifícios públicos e estradas pavimentadas melhorando dessa maneira as comunicações entres as partes, porém com a queda do Império Romano do Ocidente esse panorama artístico acabou ficando no passado. A arquitetura só voltou a ter formas uniformes após a invasão muçulmana no século VIII com a construção de mesquitas, palácios e novas vilas.

A partir do século XII, as mesquitas foram transformadas em igrejas, e de forma progressiva a arquitetura portuguesa passou pelo estilo romântico, gótico e manuelino. A arquitetura gótica em Portugal teve grande expressão tendo igrejas e mosteiros como principal referência.



A igreja de São Francisco localizada na cidade do Porto é um bom exemplo de arquitetura gótica, sua construção é datada do século XIV, a fachada foi ricamente elaborada tendo um portal barroco em dois níveis onde a estátua de São Francisco de Assis é suportada por colunas salomônicas, e o Portal Sul da igreja é decorada por um pentagrama. A abertura é composta por uma série de arquivoltas decoradas com altos relevos de influência mudéjar.



O Mosteiro da Batalha é outro exemplo de arquitetura em estilo gótico, localizado na vila Batalha em Portugal, tendo sido edificado em 1936 por D. João I como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. A Capelo-Mor do Mosteiro possui um arco acairelado e é totalmente decorada com cogulhos, relevos, ameias e grandes janelões de fina traceria gótica considerada desde 2007 Patrimônio Mundial pela UNESCO.



No século XVI, o estilo gótico foi substituído pelo renascimento através de um estilo intermediário conhecido como manuelino. É um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu durante o reinado de D. Manuel I e seguiu até sua morte. Um exemplo típico desse tipo de estilo é a Torre de Belém na cidade de Lisboa.



Portugal passou logo em seguida pelo estilo chã durante o domínio filipino, basicamente maneirista com estrutura clara, robusta,  superfícies lisas e pouca decoração. Subsequentemente os estilos barroco, rococó, pombalino, neoclassicismo, arte nova, arquitetura industrial, modernismo e estado novo foram tão importantes quanto o pós-moderno e a arquitetura contemporânea. 

Não podemos deixar de comentar sobre os altos investimentos que Portugal vem fazendo em energia renovável, apesar de seu território ter um pouco mais de 92.200 km2 de extensão, o país tem metas ambiciosas quando o assunto é produção energética.

As políticas de incentivo verde fazem com que o país tenha metas energéticas em torno de 31% de produção de energia advindas de fontes renováveis até 2020 contra os atuais 28% atuais, sendo uma das mais elevadas de toda Europa.



A Aguçadoura Wave Farm foi a primeira fazenda mundial de ondas localizada a 5 km no mar, perto da Póvoa de Varzim, ao norte do Porto, Portugal . A fazenda foi projetada para usar três conversores de energia de ondas Pelamis Wave Power para converter o movimento das ondas da superfície do oceano em eletricidade, totalizando 2,25 MW na capacidade instalada total. A fazenda foi oficialmente aberta em dezembro de 2008 e encerrada dois meses após a explosão da máquina Pelamis por uma onda.


Grandes torres eólicas no mar de Portugal apontam os investimentos feitos no país para a produção de energia renovável, o país deverá receber 7,3 milhões de euros em novos empreendimentos de energia limpas, sendo de 2 a 3 milhões de euros na atualização tecnológica e reforço de potência de instalações já em operação.



O Parque Eólico de Alto Minho é considerado um dos 20 maiores parques eólicos do mundo, constituído por 120 geradores e com capacidade instalada de 240 MW com produção anual de 530 GW/h. Portugal é um país inovador na produção de energia  renovável tendo seu primeiro parque eólico instalado em 1991 na Ilha da Madeira.

Atualmente o país possui 313 parques eólicos que transforma o vento em 23% da eletricidade consumida, sendo apenas ultrapassado pela Dinamarca neste quesito. A energia fotovoltaica em Portugal ainda tem muito que crescer, atualmente os principais parques solares existentes no país, a saber são os seguintes:

Central Fotovoltaica Hércules:



Localizada em Briches foi inaugurada em março de 2007 foi considerada até pouco tempo atrás a maior central fotovoltaica do mundo. A central é constituída por 52 mil painéis fotovoltaicos espalhados por 34 hectares com capacidade instalada de 11 MW.


Central Fotovoltaica da Amareleja:



Localizada em Moura possui capacidade instalada de 46,41 MW e produz cerca de KW/h por ano, o suficiente para abastecer 30 mil moradias. A central foi construída em terreno de 250 hectares e possui 2.520 seguidores solares azimutais equipados com 104 painéis solares cada um.



O próximo investimento de 200 milhões de euros a serem feitos em Portugal será a Central Fotovoltaica Solara4 nas freguesias de Vaqueiros e Martinlongo que terá capacidade instalada de 220 MW e será o maior parque solar da Europa.



Portugal não é só energia renovável, mas também é um país que aos poucos vai se recuperando do duro golpe da crise global. Há pelo menos 13 projetos com investimentos de 665 milhões do Banco Europeu de Investimentos – BEI, e espera-se que gerem mais 2,4 milhões de euros em investimentos. Além disso, o Fundo Europeu de Investimento – FEIE aprovou acordos com intermediários financeiros que totaliza 495 milhões de euros em financiamento que pode gerar mais 1,5 milhões de euros em investimentos beneficiando principalmente as pequenas empresas e star-ups.


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O impacto dos desastres naturais


Marisa Fonseca Diniz


Quando escutamos nos noticiários sobre uma catástrofe como tsunamis, inundações ou avalanches o impacto da notícia pode não deixar todas as pessoas aterrorizadas, mas acaba deixando uma preocupação aos ocupantes da localidade acometida por tal evento.

As catástrofes naturais como o próprio nome diz é um fenômeno da natureza, que provoca uma proporção elevada de destruição material, alterações na superfície terrestre, perdas de vidas humanas e seres vivos. Os principais fenômenos naturais são os deslizamentos de terra, temporais, tempestades de grande intensidade, maremoto ou tsunami, inundações, erupções vulcânicas, avalanches, seca e terremoto.

Os desastres naturais ocorrem quando há um evento físico, que provoca direta ou indiretamente danos de grande proporção a propriedades vitimando um grande número de pessoas.

A quantidade de catástrofes naturais nos dias de hoje estão associados às alterações climáticas provocadas pela ação do ser humano com a emissão de gases do efeito estufa, o que provoca o aquecimento global e aumenta a frequência e a magnitude destes eventos.

Vamos relembrar alguns episódios das catástrofes naturais que ficaram marcadas na história:

Deslizamentos de terra: é o deslocamento de uma grande porção de terra, que arrasta árvores e pedras. As principais causas do deslizamento de terra são as fortes chuvas na região e os terremotos. Como exemplo, podemos citar o deslizamento de terra que aconteceu este ano na Guatemala devido as fortes chuvas na região, onde as autoridades daquele país afirmaram 30 mortos e mais de 600 desaparecidos devido o deslizamento de terra que soterrou diversas casas.




Tempestade de grande intensidade e temporais: são decorrentes de alteração atmosférica em determinados pontos da Terra, os furacões, por exemplo, é um exemplo de tormentas catastróficas que ocorrem em áreas tropicais e causam grandes danos. O furacão Wilma atingiu a Península de Yucatan em 2005 e foi considerado categoria 5 na Escala de Furacões de Saffir-Simpson.


Maremoto ou tsunami: é a agitação da água do mar de maneira violenta com ondas gigantescas, ocorre quando acontece um terremoto que agita o fundo do mar. Em 11 de março de 2011, um tsunami de 10 metros de altura arrasou a Costa de Sendai a nordeste do Japão, sendo registrado um violento tremor de 8,9 de magnitude.


Inundações: São chuvas abundantes que acontecem em curto espaço de tempo e provocam o aumento do nível dos rios.  A cidade de Brownsville no Texas, Estados Unidos, neste ano sofreu com fortes inundações deixando 21 mortes e diversos desabrigados.



Erupções vulcânicas: é a expulsão de materiais líquidos, sólidos ou gasosos pela cratera de um vulcão. A mais famosa erupção vulcânica do Vesúvio em 79 d.C. destruiu Pompeia e Herculano na Itália, onde cerca de 16 mil pessoas morreram em consequência da forte onde de calor de cerca de 250º C seguida de explosão. 




Avalanches: são deslizamentos de grande quantidade de neve acumulada nas montanhas.  É muito comum haverem avalanches no Monte Everest, a montanha mais alta do mundo matando alpinistas desavisados.


Seca: período prolongado sem chuvas suficientes para atender a necessidades de água na região. O nordeste brasileiro é muito castigado pela seca, e algumas regiões ficam em estiagem por mais de um ano sem chuvas.


Terremoto: ou sismo é um fenômeno geológico caracterizado por uma forte e rápida vibração da crosta terrestre. Em 22 de maio de 1960, o Chile foi sacudido por um terremoto de magnitude 9,5 da escala Richter, aproximadamente 1,6 mil pessoas morreram e 3 mil ficaram feridas sendo que mais de 2 milhões de pessoas perderam suas casas.


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Meio ambiente, o que devemos esperar para os próximos anos?


Marisa Fonseca Diniz


Ironicamente, todos os anos os meios de comunicação alertam  para a preocupação em preservar o meio ambiente às futuras gerações, acordos mundiais são firmados, porém a situação pouco muda. No decorrer dos anos muitos países tem proposto ações eficientes para diminuir a emissão de gás carbônico e metais pesados na atmosfera, no entanto as propostas ainda são muito poucas perto da destruição a que o planeta está sendo submetido.

A Conferência das Nações Unidas das Alterações Climáticas, a COP 21, que está sendo realizada na França neste ano de 2015 tem como objetivo principal fazer com que as nações participantes  debatem propostas e cheguem a um acordo jurídico vinculativo e universal sobre soluções pautáveis sobre o clima não ficando apenas no discurso.

O problema a ser discutido está sempre vinculado às alterações climáticas, e quando olhamos mais a fundo os problemas que algumas nações têm causado ao meio ambiente acaba nos deixando perplexos com o tamanho da destruição.  O ser humano que inicialmente era apenas considerado parte integrante do ambiente, atualmente se coloca em uma situação de domínio sobre os demais seres vivos, causando um grande impacto destrutivo sobre os ecossistemas.

As florestas, pulmão mundial, em sua grande maioria são devastadas para alocação humana em assentamentos, que por sua vez desmatam para transformar em agricultura e pastos. O desmatamento é decorrente não apenas dos assentamentos como também da exploração madeireira desmedida para a produção de combustível e outros fins.




Metade das florestas tropicais de todo planeta já desapareceram segundo o relatório State of the Rainforest /2014, a perda da biodiversidade em consequência da degradação dos ecossistemas é uma das principais responsáveis pela emissão de toneladas de CO2 na atmosfera.


A emissão de gases causadores do efeito estufa é o grande vilão do aquecimento global, mais de 34 bilhões de toneladas de dióxido de carbono são lançados na atmosfera a partir da queima dos combustíveis fósseis, e os países líderes nesse processo são os seguintes:
  • China;
  • Estados Unidos;
  • Índia;
  • Rússia;
  • Japão.
O conceito de que país desenvolvido tem que ser aquele que consome combustível fóssil na produção anda completamente ultrapassado, pois além de deteriorar o planeta também diminui a qualidade de vida dos seres vivos. A alteração climática acelerada tem influenciado diretamente a saúde dos seres humanos afetando o sistema nervoso, respiratório, imunológico entre outros.
Os tratados entre os países são essenciais para diminuição da emissão de gases tóxicos, porém deve haver uma maior conscientização não apenas dos agentes causadores deste aceleramento climático como também da própria população.


A educação ambiental deve ser incluída como matéria obrigatória nas escolas, a fim de conscientizar a partir da infância a importância em conservar o meio ambiente. É um assunto a ser discutido em todas as alçadas da sociedade, pois só assim poderemos colaborar com o meio em que vivemos bastando empregar ações simples no dia-a-dia que poderá contribuir para uma melhora na qualidade de vida de todos.


Que neste ano e nos próximos, mais atitudes positivas possam surgir, a fim de que possam ser dissipadas pelo mundo afora, pois além da natureza agradecer todos os envolvidos direta ou indiretamente poderão se beneficiar com os benefícios que um mundo mais sustentável poderá proporcionar.


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Surfando na pororoca


Marisa Fonseca Diniz


O encontro das águas do mar com a do rio, caracterizado por ondas grandes e violentas na região amazônica é conhecida como pororoca. Alguns estudiosos acreditam que o fenômeno está relacionado às mudanças das fases da lua, principalmente aos equinócios o que aumenta a propensão da massa liquida dos oceanos proporcionando um grande barulho. Porém, para entendermos melhor como funciona a formação da pororoca é importante aprendermos como se formam as ondas. 


As ondas são perturbações que se propagam no espaço devido o transporte de energia, as partículas do meio no qual elas se propagam vibram em torno de suas posições de equilíbrio, mas não se movem com a onda. As ondas podem ser classificadas quanto a sua direção da propagação e quanto ao meio em que se propagam.  Quanto à propagação da direção, as ondas podem ser longitudinais e transversais, e quanto ao meio podem ser mecânicas ou eletromagnéticas.

As grandezas físicas que permitem caracterizar as ondas são amplitude, comprimento da onda, período, frequência e velocidade de propagação. A amplitude da onda em geral transporta mais energia, o comprimento da onda é a distância entre dois pontos que se encontram e um determinado instante, o período é o tempo que a onda se propaga, e demora a percorrer o comprimento da onda. A frequência é o número de vibrações ou oscilações completas que acontecem em um segundo, e a velocidade de propagação de uma onda é a relação que existe entre o espaço percorrido equivalente a um comprimento de onda e o tempo gasto para percorrê-lo.



Na Amazônia ocorre a elevação das águas em torno de 6 metros de altura a uma velocidade de 30 km/h. As ondas que se formam na cabeceira dos rios podem ser previstas duas horas antes do acontecimento, pois elas chegam à alta velocidade e arrastam tudo que encontram pela frente fazendo um barulho infernal, possível de ser escutado de longe.

A pororoca acontece apenas duas vezes ao ano, além de ser um fenômeno natural é atração turística. Há campeonatos de surfe na pororoca o que movimenta o turismo na região norte do país.


Que tal surfar na pororoca?


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Obra faraônica no coração da floresta amazônica


Marisa Fonseca Diniz

A Floresta Amazônica está localizada ao norte da América do Sul sendo dos seus 7 mil km² espalhados por territórios do Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A maior parte da floresta encontra-se no território brasileiro nos estados do Amazonas, Amapá, Roraima, Acre, Pará e Rondônia. A floresta amazônica é considerada uma das mais importantes florestas tropicais do mundo devido à riqueza da sua biodiversidade.



O solo é formado pela decomposição de folhas, frutos e animais mortos, e apesar de não ser considerado muito rico possui uma camada muito fina de nutrientes, além de ser o ambiente perfeito para o equilíbrio do ecossistema. O clima na região é equatorial, onde as temperaturas são elevadas e o índice pluviométrico também.

Atualmente, a floresta amazônica enfrenta sérios problemas referentes ao desmatamento ilegal e predatório, o que vem provocando desequilíbrio no ecossistema da região colocando em risco a floresta.

A biopirataria é outro problema que a floresta enfrenta, pois cientistas estrangeiros, sem autorização das autoridades brasileiras, entram na floresta e roubam espécies nativas de plantas e animais. Levam para seus países, pesquisam, desenvolvem substâncias, patenteiam e depois lucram com as espécies brasileiras como se fossem nativas de seus países. Ironicamente, o Brasil é obrigado a pagar para utilizar as matérias-primas nativas do seu território para os outros países que detêm a patente.



A descoberta do ouro na região, principalmente no Pará vem contaminado diversos rios com o mercúrio utilizado na extração e consequentemente os peixes acabam morrendo. Durante muito tempo a floresta amazônica foi chamada de “pulmão do mundo”, mas devido os diversos problemas que tem enfrentado este apelido acabou sendo deixado de lado. Os processos de filtragem e regeneração do ar, bem como a regulação do ciclo hidrológico são de grande importância na floresta amazônica.


Mediante todos estes problemas enfrentados pela floresta existe um que tem chamado atenção desde a sua criação, que é a Rodovia Transamazônica ou Rodovia da Integração Social (BR-230). Foi projetada na época do governo militar de Emílio G. Médici (1969 – 1974) para integrar a região norte do Brasil com o resto do país. Um dos objetivos principais era permitir a transferência de um grande contingente de trabalhadores da região nordeste que enfrentavam  problemas de terra na região.


Foto: Acervo O Globo

Que vergonha, um país que necessita de vias de acesso para levar o desenvolvimento as regiões mais longínquas, e que não mede esforços para jogar dinheiro no ralo, quando não é através da corrupção é através da falta de planejamento adequado.


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Casa sustentável de baixo custo


Marisa Fonseca Diniz


O sonho de todo brasileiro é ter uma casa própria, porém o custo em adquirir um imóvel é alto demais para a maioria da população brasileira que depende exclusivamente do salário mínimo para conseguir comprar uma casa padrão popular.

Há inúmeros projetos sociais de habitação popular disponíveis no mercado nacional, porém a grande maioria possui filas homéricas de credenciados a espera de um chamado para conseguir adquirir um imóvel por meio de sorteio.

O custo de um imóvel padrão popular no Brasil depende da região onde são construídos, conforme o índice de gestão compartilhada (SINAPI) entre a Caixa Econômica Federal – CEF e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, que divulga mensalmente os custos e índices da construção civil teve sua  última atualização em fevereiro de 2016.



O material utilizado atualmente na construção das casas populares não é sustentável ou reciclável o que acaba encarecendo demais o preço final do imóvel.

Há ainda muita resistência e desinformação no setor da construção civil no Brasil em questão de se usar materiais ecologicamente corretos, que agridem menos o meio ambiente e em grande escala tem um custo menor de construção possibilitando que mais pessoas possam comprar o tão sonhado imóvel, além de proporcionar melhor qualidade de vida aos interessados.

Diversas construções sustentáveis de baixo custo já foram erguidas ao redor do mundo, inclusive no Brasil, que utilizam materiais ecológicos e de fácil construção, ou seja, com pouco investimento se constrói imóveis para muito mais pessoas que necessitam de habitação para ter uma vida mais digna. Basta querer e ter incentivo dos governos para transformar uma ideia simples em várias casas populares.

Um grupo de amigos se reuniu e construiu uma casa sustentável no valor de mais ou menos US$ 2.500,00 utilizando produtos encontrados na natureza, além do custo ser baixo a construção ficou pronta em 9 meses. Impossível? Não.



Uma mistura de argila, areia e palha (COB) totalmente sustentável foi utilizada para fazer a estrutura da casa, altamente resistente, a prova de fogo e terremotos. A vantagem desse tipo de construção é que além de não agredir o meio ambiente ainda proporciona um ambiente agradável no verão e inverno.

Não gostou da simplicidade da casa? Não se preocupe porque isso não é motivo para deixar de produzir casas como estas, há muitas outras casas interessantes e baratas. Imagine uma casa baseada na nanotecnologia? Há não sabe o que é nanotecnologia? Então sugiro acessar estes links a seguir para se inteirar melhor ao assunto, Nanotecnologia na Construção Civil e Novidades da Nanotecnologia.

Imagine, uma casa de padrão europeu adaptada ao clima tropical brasileiro? Em menos de uma semana e com apenas 4 funcionários é possível construir uma casa 25% mais barata do que as convencionais brasileiras. Paredes com isolamento térmico e acústico mantêm a temperatura agradável em qualquer estação do ano, além de ser resistente a fogo, água e cupim.



A casa possui aproveitamento de água, ar e energia, além de estrutura para teto solar, aparelho de ar e purificador instalado que filtra a água antes de chegar às torneiras da casa. A construção é resiste a tremores sísmicos e ventos de até 300 km/h.


Também não gostou do modelo desta casa? Não desanime há outros modelos tão eficientes quanto as anteriores, sustentáveis e de baixo custo.



Com apenas US$ 4 mil dólares é possível construir uma casa 100% reciclável de papelão, não pense que este material é frágil como as caixas de papelão convencionais, o material foi desenvolvido por uma equipe de arquitetos que usou papelão corrugado fixado com cola ecológica em várias camadas compactas e isoladas formando anéis modulares altamente resistentes.


Com boa vontade e criatividade é possível construir casas simples e de baixo custo basta querer, pensar mais nas pessoas carentes e menos no lucro.


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Brasil, o país do futuro?


Marisa Fonseca Diniz


República Federativa do Brasil , ou simplesmente Brasil, está localizado no Continente Americano, sendo o maior país da América Latina, e o quinto maior do mundo com 8.516.000 kmde extensão . O país está localizado no subcontinente da América do Sul, onde é banhado pelo Oceano Atlântico, limita-se ao norte com a Guiana Francesa, o Suriname, Guiana, Venezuela e Colômbia, a noroeste com o Peru, a oeste com a Bolívia, o Paraguai e a Argentina, e ao sul com o Uruguai.

O Brasil é o único país do continente americano que majoritariamente se fala o idioma oficial, português, sendo o maior país lusófono do planeta, sendo mais de 211.000.000 de habitantes falando o português.  É um país de contrastes, multicultural e com diversas etnias em decorrência a imigração oriunda de diversos lugares do mundo.

O Brasil possui três fusos horários em decorrência da dimensão territorial, sendo que 93% do território do país localizado no hemisfério sul, a localização geográfica faz com que o clima predominante seja o tropical devido a incidência de raios solares sobre a superfície do país, porém há também outras características climáticas, tais como equatorial, subtropical e semi-árido. As temperaturas médias anuais nas diferentes regiões do país variam entre 16º C e 28º C.

O relevo brasileiro é constituído por dois extensos planaltos, o das Guianas e o Brasileiro, separados entre si por terras baixas. O planalto das Guianas ocupa o norte da Amazônia estendendo-se em direção à Guiana, Venezuela e Colômbia. O planalto Brasileiro cobre a área do sul do rio Amazonas e subdivide-se em cinco menores: Central, Meio-Norte, Nordestino, Atlântico ou Oriental e Meridional.



O Brasil apresenta uma diversidade de formações vegetativas, que são: Cerrado , Caatinga, Floresta Atlântica, Mata Araucária, Pradarias, Pantanal e Floresta Amazônica. As principais bacias hidrográficas do país são: a Bacia Amazônica que apresenta um verdadeiro labirinto de rios e canais; a Bacia do São Francisco que atravessa fortes declives com quedas d’água e corredeiras; a Bacia do Rio Paraná, a Bacia do Rio Paraguai e a Bacia do Rio Uruguai. No início da década de 1970 eram utilizados cerca de 10% desse potencial com usinas que geravam mais de 8.820 MW. Atualmente, a energia hidrelétrica no país desempenha papel importante no desenvolvimento e integração das regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. A geração energética está estimada em cerca de 260 GW, sendo 40,5% localizados na Bacia Hidrográfica do Amazonas, 23% na Bacia do Paraná, 10,6% a do Tocantins, e 10% a do São Francisco.



O potencial de consumo energético no Brasil, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, 2012, está dividido da seguinte maneira: Energia Hidraúlica e eletricidade -14,7%; Biomassa de Cana – 15,7%; Biomassa Tradicional – 9,7%; Outras Renováveis – 4,1%; Petróleo – 38,6%; Gás Natural – 10,2%; Carvão Mineral – 5,6%; Urânio (U308) – 1,5%.



O Brasil possui em abundância matéria-prima para a geração de energia renovável, sol, água, vento e biomassa, porém não detêm tecnologia avançada para aplicar todos estes recursos, tendo que abrir mercado às empresas estrangeiras.  Ainda há poucos projetos de grande relevância no país, se concentrando mais na região litorânea do país os projetos eólicos, mas a energia solar ainda está mais concentrada em uma pequena parcela da sociedade, pois o custo ainda é muito alto na questão de equipamentos e placas solares. O custo-benefício em longo prazo é enorme, mas a resistência da população e o desconhecimento atrasam a implantação por completo dessas novas fontes de energia, já que a água doce está ficando escassa.

O Brasil é uma Federação constituída por 26 Estados e o Distrito Federal, capital do país. Os Estados são divididos em municípios e esses em Distritos. A maior cidade do Brasil é também a maior cidade da America Latina, São Paulo com mais de 12 milhões de habitantes. 



O Brasil apesar de toda a sua extensão territorial é um país de contrastes, atualmente vem passando por instabilidades políticas, econômicas com alta taxa de desemprego, muitos processos judiciais sobre escândalos de corrupção e baixos investimentos financeiros . Durante a Ditadura Militar de 1964 – 1985, o Brasil possuía 31 escândalos políticos de corrupção que envolveu grandes investigações e leis controversas. De 1986 a 2002 já eram 46 processos de corrupção política, porém os escândalos de 2003 até hoje, superam os 77 anteriores, ou seja, são 139 no total.



A economia até antes da crise política econômica teve um crescimento significativo, sendo considerado um país emergente. Grande parte do PIB nacional é composta principalmente das atividades em campo, sendo líder principalmente na produção de café, soja, mate e laranja, além de ser forte na produção de carne bovina, suína e frango que somam as exportações do país. Não ficando atrás, o Brasil possui um parque industrial diversificado, o que colabora para colocar o país como um país de grandes expectativas futuras.

Segundo o Banco Central brasileiro, o impacto das reformas econômicas aplicadas no país tem feito com que a inflação venha caindo de forma consistente. A expectativa para 2018 é que a inflação encerre o ano em 4,34%, apesar da projeção do PIB continuar mantida em 2,50%.


A melhora nas projeções ocorre em um momento de queda de juros estruturais da economia, a expectativa é que a taxa básica de juros, Selic, encerre este ano em 8,50% e a projeção para 2018 é que a taxa fique neste mesmo patamar. Ainda há muito que melhorar no Brasil como é o caso do setor da construção civil que representa 8% do PIB, e que devido à crise e os escândalos de corrupção está praticamente estagnado.



O turismo é outro setor pouco explorado no país, o alto custo das passagens aéreas, rodoviárias e as diárias de hotel afasta a possibilidade dos próprios brasileiros conhecerem melhor as variedades culturais do Brasil. Se houvesse mais investimentos no setor, com certeza mais pessoas ao redor do mundo se interessariam em colocar o Brasil em seu roteiro de viagem, pois não tem como deixar de conhecer as belezas naturais que o país proporciona de norte a sul. Conheça algumas destas belezas exuberantes que o Brasil oferece aos seus visitantes acessando os links abaixo:


As maravilhas do Brasil



Manaus, Paris dos Trópicos


Culinária Manauara



Fortaleza – “Terra Luz”


Delícias de Fortaleza



Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro


Pratos típicos do Rio de Janeiro



Salvador, a capital da alegria


Os sabores da Bahia




Bah Tchê, Porto Alegre


Trilegal de bom



Recife,a “Veneza Brasileira”


As delícias de Recife








Curitiba,a cidade sustentável


As maravilhas da culinária curitibana



  Brasília, a capital do Brasil 





Receitas típicas da cidade de São Paulo



O Brasil é um país com grandes necessidades tecnológicas, investimentos, e políticos sérios que realmente tenham como principal interesse o desenvolvimento econômico e a igualdade social. A população brasileira precisa urgentemente vestir a camisa do país, ser patriota, sem ser fanático partidário, e confiar que uma população instruída é capaz de mudar os rumos atuais do país.



O jeitinho brasileiro é um grande problema para a imagem do país, pois demonstra uma cultura retrógrada e coloca o país fora dos trilhos, onde fortunas são desviadas diariamente dos cofres públicos, o mesmo dinheiro que é arrecadado diariamente da população e que não volta em forma de benefícios. A corrupção tem que acabar, a fim de que todos possam ter uma vida mais digna e justa, pois a honestidade traz mais benefícios do que a corrupção , visto que o país vem passando por diversos problemas por conta dessa imagem negativa nos últimos anos, um exemplo a não ser seguido por ninguém.


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