22 de janeiro de 2018

Portugal de ontem e de hoje


Marisa Fonseca Diniz


Quando falamos em arquitetura portuguesa, sempre vem a nossa mente as maravilhas da arquitetura européia com seus estilos góticos, barroco, rococó, os famosos azulejos portugueses entre tantos outros, porém não podemos esquecer que os tempos mudaram e o país teve que se adaptar a modernidade não apenas da arquitetura como também das novas tendências da engenharia, bem como investir em tecnologias renováveis. Neste artigo vamos falar um pouco de tudo, tanto da arquitetura do passado como as novas tendências modernas e inovadoras.

A história da arquitetura portuguesa se inicia na Idade do Bronze quando as primeiras aldeias surgiram de maneira organizada com casas, muralhas, assembléias e balneários, após o século II com a ocupação romana, as cidades começaram a evoluir surgindo  edifícios públicos e estradas pavimentadas melhorando dessa maneira as comunicações entres as partes, porém com a queda do Império Romano do Ocidente esse panorama artístico acabou ficando no passado. A arquitetura só voltou a ter formas uniformes após a invasão muçulmana no século VIII com a construção de mesquitas, palácios e novas vilas.

A partir do século XII, as mesquitas foram transformadas em igrejas, e de forma progressiva a arquitetura portuguesa passou pelo estilo romântico, gótico e manuelino. A arquitetura gótica em Portugal teve grande expressão tendo igrejas e mosteiros como principal referência.



A igreja de São Francisco localizada na cidade do Porto é um bom exemplo de arquitetura gótica, sua construção é datada do século XIV, a fachada foi ricamente elaborada tendo um portal barroco em dois níveis onde a estátua de São Francisco de Assis é suportada por colunas salomônicas, e o Portal Sul da igreja é decorada por um pentagrama. A abertura é composta por uma série de arquivoltas decoradas com altos relevos de influência mudéjar.



O Mosteiro da Batalha é outro exemplo de arquitetura em estilo gótico, localizado na vila Batalha em Portugal, tendo sido edificado em 1936 por D. João I como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. A Capelo-Mor do Mosteiro possui um arco acairelado e é totalmente decorada com cogulhos, relevos, ameias e grandes janelões de fina traceria gótica considerada desde 2007 Patrimônio Mundial pela UNESCO.



No século XVI, o estilo gótico foi substituído pelo renascimento através de um estilo intermediário conhecido como manuelino. É um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu durante o reinado de D. Manuel I e seguiu até sua morte. Um exemplo típico desse tipo de estilo é a Torre de Belém na cidade de Lisboa.



Portugal passou logo em seguida pelo estilo chã durante o domínio filipino, basicamente maneirista com estrutura clara, robusta,  superfícies lisas e pouca decoração. Subsequentemente os estilos barroco, rococó, pombalino, neoclassicismo, arte nova, arquitetura industrial, modernismo e estado novo foram tão importantes quanto o pós-moderno e a arquitetura contemporânea. 

Não podemos deixar de comentar sobre os altos investimentos que Portugal vem fazendo em energia renovável, apesar de seu território ter um pouco mais de 92.200 km2 de extensão, o país tem metas ambiciosas quando o assunto é produção energética.

As políticas de incentivo verde fazem com que o país tenha metas energéticas em torno de 31% de produção de energia advindas de fontes renováveis até 2020 contra os atuais 28% atuais, sendo uma das mais elevadas de toda Europa.



A Aguçadoura Wave Farm foi a primeira fazenda mundial de ondas localizada a 5 km no mar, perto da Póvoa de Varzim, ao norte do Porto, Portugal . A fazenda foi projetada para usar três conversores de energia de ondas Pelamis Wave Power para converter o movimento das ondas da superfície do oceano em eletricidade, totalizando 2,25 MW na capacidade instalada total. A fazenda foi oficialmente aberta em dezembro de 2008 e encerrada dois meses após a explosão da máquina Pelamis por uma onda.


Grandes torres eólicas no mar de Portugal apontam os investimentos feitos no país para a produção de energia renovável, o país deverá receber 7,3 milhões de euros em novos empreendimentos de energia limpas, sendo de 2 a 3 milhões de euros na atualização tecnológica e reforço de potência de instalações já em operação.



O Parque Eólico de Alto Minho é considerado um dos 20 maiores parques eólicos do mundo, constituído por 120 geradores e com capacidade instalada de 240 MW com produção anual de 530 GW/h. Portugal é um país inovador na produção de energia  renovável tendo seu primeiro parque eólico instalado em 1991 na Ilha da Madeira.

Atualmente o país possui 313 parques eólicos que transforma o vento em 23% da eletricidade consumida, sendo apenas ultrapassado pela Dinamarca neste quesito. A energia fotovoltaica em Portugal ainda tem muito que crescer, atualmente os principais parques solares existentes no país, a saber são os seguintes:

Central Fotovoltaica Hércules:



Localizada em Briches foi inaugurada em março de 2007 foi considerada até pouco tempo atrás a maior central fotovoltaica do mundo. A central é constituída por 52 mil painéis fotovoltaicos espalhados por 34 hectares com capacidade instalada de 11 MW.


Central Fotovoltaica da Amareleja:



Localizada em Moura possui capacidade instalada de 46,41 MW e produz cerca de KW/h por ano, o suficiente para abastecer 30 mil moradias. A central foi construída em terreno de 250 hectares e possui 2.520 seguidores solares azimutais equipados com 104 painéis solares cada um.



O próximo investimento de 200 milhões de euros a serem feitos em Portugal será a Central Fotovoltaica Solara4 nas freguesias de Vaqueiros e Martinlongo que terá capacidade instalada de 220 MW e será o maior parque solar da Europa.



Portugal não é só energia renovável, mas também é um país que aos poucos vai se recuperando do duro golpe da crise global. Há pelo menos 13 projetos com investimentos de 665 milhões do Banco Europeu de Investimentos – BEI, e espera-se que gerem mais 2,4 milhões de euros em investimentos. Além disso, o Fundo Europeu de Investimento – FEIE aprovou acordos com intermediários financeiros que totaliza 495 milhões de euros em financiamento que pode gerar mais 1,5 milhões de euros em investimentos beneficiando principalmente as pequenas empresas e star-ups.


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Baseado no trabalho disponível em https://marisadiniznetworking.blogspot.com/2018/01/portugal-de-ontem-e-de-hoje.html.



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