22 de junho de 2018

A evolução da habitação


Marisa Fonseca Diniz


Desde os tempos da pré-história o homem constrói casas, no inicio as primeiras moradias eram grutas e cavernas que estabeleciam as primeiras formas de alojamento. Nas regiões onde não havia cavernas, a solução foi utilizar folhagens para a cobertura, uma vez que as habitações eram praticamente iguais para todos e a única função era dar proteção contra o sol, chuva, frio, calor ou ataque de animais selvagens.




A agricultura fez com que o homem abandonasse o  nomadismo e as habitações começaram a ser mais permanentes tendo melhores condições de conforto para a vida em família. Aos poucos as aldeias foram se formando, e estas foram se transformando em cidades.

À medida que as diferenças sociais foram ser formando no interior dos grupos humanos, as casas foram adquirindo características conforme a posição social dos moradores. Na antiguidade greco-romana as pessoas mais ricas viviam em casas com diversos cômodos, enquanto que os pobres viviam amontoadas em choças aos arredores das cidades.




Na época do Renascimento por sua vez, os burgueses criaram habitações padronizadas com lojas no andar térreo e dormitórios na parte superior. A partir da Revolução Industrial  pode ser percebida a diferença das habitações de pobres e ricos. As casas dos ricos passaram a ficar cada vez mais luxuosas e confortáveis, enquanto a dos pobres era miserável e suja. 




No final do século XIX e inicio do XX, os arquitetos estipularam condições ideais e indispensáveis para uma moradia saudável com ventilação, insolação e a posição da casa em relação ao sol, e as disposições sanitárias contrariando a maioria dos construtores da época.

A evolução da sociedade e o surgimento das novas tecnologias transformaram não só a construção das casas como a própria arquitetura. A moradia no século XXI possui sistemas de racionalização dos recursos naturais e se tornam a cada dia mais sustentáveis devido à consciência da preservação ambiental. A preocupação com a segurança fez surgir habitações verticais, horizontais e condomínios.




As famílias diminuíram de tamanho e as habitações foram adaptadas a estes novos estilos de vida, além de diversificarem os ambientes internos tornando-se muito mais multifuncionais mesclando a tecnologia com a humanização e intimidade. As famílias ficaram muito mais reservadas em seus espaços, e vivem intensamente a sua exposição nas redes sociais e na internet.



Artigo protegido pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. É PROIBIDO copiar, imprimir ou armazenar de qualquer modo o artigo aqui exposto, pois está registrado.



Licença Creative Commons
O trabalho A evolução da habitação de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://marisadiniznetworking.blogspot.com/2018/06/a-evolucao-da-habitacao.html.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.