13 de março de 2017

Preconceito nas Organizações


Marisa Fonseca Diniz


O mercado de trabalho nas últimas décadas vem tendo uma queda significativa na qualidade dos profissionais que desempenham suas funções nas mais variadas áreas. O que mais chama a atenção é a exclusão de profissionais capacitados das seleções de emprego, sendo o principal motivo: o preconceito.

O preconceito de raça, opção sexual, religião e gerações é fator decisório para as organizações empresariais excluírem profissionais altamente qualificados dos processos seletivos. A discriminação é a antítese da igualdade, ou seja, a negação do princípio de que todos são iguais perante a lei.

A discriminação é uma realidade quase tão antiga quanto o homem. Apesar de todos os esforços, o combate às suas diversas formas não é tarefa fácil, demandando o engajamento e a participação ativa dos órgãos internacionais, governos e sociedades envolvidas.

Os privilégios de classes sociais e a discriminação por sexo, raça, cor, origem, crença religiosa, idade, etc, além de macular os ideais mais elevados de qualquer sociedade põe em risco a própria sobrevivência do Estado e das organizações, pelos conflitos que gera.

O que deveria ser uma atitude abolida não somente pela sociedade como também pelas empresas vem tornando um problema cada vez maior. A falta de oportunidades de trabalho para certos grupos de profissionais excluídos das seleções tem sido o maior agravante para a falta de qualidade profissional nas empresas.

As empresas no Brasil ainda possuem conceitos atrasados no que se diz respeito a profissionais capacitados. Pessoas que não se encaixam nos padrões pré-estabelecidos são totalmente excluídas das oportunidades de trabalho ficando por longos períodos de tempo desempregados.

Os principais padrões pré-estabelecidos para a admissão de profissionais nas empresas são os seguintes:

ü Beleza;
ü Vestimentas;
ü Raça branca;
ü Sexo masculino/heterossexuais;
ü Idade de 25 a 35 anos.

Profissionais que não condizem com os pré-requisitos são imediatamente excluídos após a avaliação, seja do currículo ou de uma primeira entrevista. Por mais capacitado que seja o profissional nos quesitos experiência e conhecimento, raramente possui a oportunidade de explanar seus conhecimentos e concorrer livremente às vagas ofertadas.

Vamos entender melhor a seguir o que é uma organização empresarial e o preconceito, e porque é tão importante que as empresas se conscientizem da necessidade de admitirem profissionais pela qualificação e experiência e não pelos pré-requisitos determinados. 


Conceito de Organização Empresarial

A organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa ou uma pequena oficina, um laboratório ou o corpo de bombeiros, um hospital ou uma escola são exemplos de organizações (Maximiano, 1992).

Qual a estrutura de uma organização?

A estrutura de uma organização pode ser:

ü Formal: é aquela que é planejada e estruturada seguindo um regulamento interno;

ü Informal: são as relações geradas espontaneamente entre as pessoas, resultado do próprio funcionamento e evolução da empresa.

O conjunto de elementos diretamente associados a uma organização é:

ü Clientes;
ü Fornecedores;
ü Concorrentes;
ü Comunicação social;
ü Funcionários;
ü Entre outros.


O que significa preconceito?

Preconceito = juízo pré-concebido

Tipos de Preconceitos:

ü Racial;
ü Linguístico;
ü Religioso;
ü Social;          
ü Sexual;
ü Gerações;
ü Entre outros.

Tipos de Preconceito

Social: é o preconceito generalizado aos indivíduos de toda uma classe social, aos quais são atribuídos traços de personalidade ou moral largamente homogêneos. Exemplo: considerar as pessoas pobres como preguiçosas ou incapazes.

Racial: ou racismo é a convicção sobre a superioridade de determinadas raças, com base em diferentes motivações, em especial as características físicas e outros traços do comportamento humano. Incluindo a xenofobia, homofobia e o bullying.

Sexual: é discriminar alguém pela sua orientação sexual. Exemplo: a não aceitação de homossexuais no mercado de trabalho, independentemente da capacitação e do potencial profissional que possuam.

Linguístico: é o julgamento depreciativo contra determinadas variedades linguísticas, geralmente atinge as variedades associadas a grupos de menor prestígio social.

Gerações: é a discriminação de faixas etárias ou gerações de profissionais diferentes no mercado de trabalho, impedindo-os de exercerem uma determinada função por motivos aleatórios à sua capacitação profissional.

Religioso: descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosas de outrem.


Erradicando o Preconceito

As organizações empresariais precisam olhar os candidatos as vagas de emprego com outros olhos, deixando de lado o preconceito quanto à raça, o sexo, a crença, as gerações, a classe social e começar enxergar a pessoa como “profissional” com  características positivas, experiências e conhecimentos.

A partir do momento que as organizações começam a enxergar os potenciais profissionais de uma pessoa, acabam ganhando qualidade em seus processos e os profissionais competentes tendem a agregar valores tanto à empresa quanto aos serviços exercidos.

As pessoas devem ser vistas e reconhecidas pela sua capacidade e competência de exercer determinadas atividades, NUNCA como uma embalagem. Não devemos esquecer que a embalagem nem sempre faz o produto ter qualidade.

Os profissionais também deveriam ser tratados da mesma maneira, pois nem sempre aqueles que atendem aos requisitos pré-determinados são suficientemente competentes para assumirem funções de responsabilidade. Que as seleções sejam menos preconceituosas e mais justas.

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Um comentário:

  1. Tão certo como dois e dois são quatro. E ninguém venha dizer que não. Parece que a aparência conta mais na hora de contratar, para depois demitir por questões comportamentais. Nosso país guarda a sete chaves, ainda, as chagas do preconceito.

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