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Cortando o Brasil de norte a sul com ferrovias

Marisa Fonseca Diniz O território brasileiro possui 8.514.876 km² o que poderia ser mais bem aproveitado se houvesse investimentos maciços do governo federal em infraestrutura ferroviária. Com um território tão amplo e com tantas diferenças culturais, não seria nada mal se o país fosse cortado de norte a sul por ferrovias, o que poderia aproximar e muito a população mais afastada dos grandes centros ao desenvolvimento. Atualmente a malha ferroviária nacional é composta por 30.129 km², minúscula se comparada com países como o Japão e os Estados Unidos. Deste total pelo menos 10.000 km² foram construídos no século XIX na época do Imperador Dom Pedro II, de lá para cá muito pouco foi investido para ampliar a malha ferroviária, a falta de investimentos e as crises econômicas enfrentadas no Brasil fizeram com que 4.078 km² fossem desativadas. As primeiras ferrovias no Brasil foram construídas com capital estrangeiro, principalmente o inglês que almejava um sistema de transporte eficie

O impacto das usinas térmicas no meio ambiente

Marisa Fonseca Diniz Usina termelétrica ou termoelétrica é uma instalação industrial que produz eletricidade a partir da  química armazenada em um combustível, seja petróleo, carvão ou combustível nuclear. A produção de energia dentro das usinas é feita da seguinte maneira: O grande problema das usinas térmicas é o fato da combustão do carvão e do petróleo contaminarem o ar devido os gases emitidos, tais como enxofre e óxido de nitrogênio, o que contribui para o aquecimento global através do efeito estufa e da chuva ácida. Quando não, a agressão ao meio ambiente pode vir do sistema de refrigeração das usinas, que lançam nos rios, mares e aquíferos substancias tóxicas que alteram as características físicas e químicas dos ecossistemas causando a mortalidade dos peixes e plantas. O alto custo de operação das usinas termoelétricas para a compra de materiais combustíveis, a construção das mesmas, além do alto grau poluente que elas proporcionam ao meio ambiente são

Reestruturando a Angola

Marisa Fonseca Diniz República de Angola é um país localizado na costa ocidental do Continente Africano limitado ao norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, ao sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Depois de longos anos de colonização portuguesa, Angola conseguiu sua independência em 1975, porém deste mesmo ano até 2002, o país enfrentou dura guerra civil pelo poder entre o Movimento Popular de Libertação da Angola – MPLA e a União Nacional para a Independência Total da Angola – UNITA. Durante os 27 anos de luta armada, a Angola gerou uma crise humanitária ao forçar o deslocamento de mais de 4,28 milhões de pessoas dentro do seu território, quase a totalidade dos habitantes do país não possuíam acesso a assistência médica básica, 60% não possuíam acesso a água potável e 30% das crianças morriam antes dos cinco anos de idade, além da expectativa de vida não passar dos 40 anos de idade. A Guerra Civil de Angola deixou um rastr

Portugal de ontem e de hoje

Marisa Fonseca Diniz Quando falamos em arquitetura portuguesa, sempre vem a nossa mente as maravilhas da arquitetura européia com seus estilos góticos, barroco, rococó, os famosos azulejos portugueses entre tantos outros, porém não podemos esquecer que os tempos mudaram e o país teve que se adaptar a modernidade não apenas da arquitetura como também das novas tendências da engenharia, bem como investir em tecnologias renováveis. Neste artigo, vamos falar um pouco sobre tudo, a arquitetura do passado e as novas tendências modernas e inovadoras. A história da arquitetura portuguesa se inicia na Idade do Bronze quando as primeiras aldeias surgiram de maneira organizada com casas, muralhas, assembléias e balneários, após o século II com a ocupação romana, as cidades começaram a evoluir surgindo  edifícios públicos e estradas pavimentadas melhorando dessa maneira as comunicações entres as partes, porém com a queda do Império Romano do Ocidente esse panorama artístico acabou ficando

Surfando na pororoca

Marisa Fonseca Diniz O encontro das águas do mar com as do rio caracterizado por ondas grandes e violentas na região amazônica é conhecida como pororoca . Alguns estudiosos acreditam que o fenômeno está relacionado às mudanças das fases da lua, principalmente aos equinócios o que aumenta a propensão da massa liquida dos oceanos proporcionando um grande barulho. Para entendermos melhor como funciona a formação da pororoca é necessáio aprender como se formam as ondas.  As ondas são perturbações que se propagam no espaço devido o transporte de energia, as partículas do meio no qual elas se propagam vibram em torno de suas posições de equilíbrio, mas não se movem com a onda. As ondas podem ser classificadas quanto a sua direção da propagação e quanto ao meio em que se propagam.  Quanto à propagação da direção, as ondas podem ser longitudinais e transversais, e quanto ao meio podem ser mecânicas ou eletromagnéticas. As grandezas físicas que permitem caracterizar as ondas sã

Obra faraônica no coração da floresta amazônica

Marisa Fonseca Diniz A Floresta Amazônica está localizada ao norte da América do Sul e seus 7 mil km² estão espalhados por territórios do Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A maior parte da floresta encontra-se no território brasileiro nos estados do Amazonas, Amapá, Roraima, Acre, Pará e Rondônia. A floresta amazônica é considerada uma das mais importantes florestas tropicais do mundo devido à riqueza da sua biodiversidade. O solo é formado pela decomposição de folhas, frutos e animais mortos, e apesar de não ser considerado muito rico possui uma camada muito fina de nutrientes, além de ser o ambiente perfeito para o equilíbrio do ecossistema. O clima na região é equatorial, onde as temperaturas são elevadas e o índice pluviométrico também. Atualmente, a floresta amazônica enfrenta sérios problemas referentes ao desmatamento ilegal e predatório, o que vem provocando desequilíbrio no ecossistema da região colocando em ri

Casa sustentável de baixo custo

Marisa Fonseca Diniz O sonho de todo ser humano é ter uma casa própria, porém o custo em adquirir um imóvel muitas vezes é alto demais para a maioria da população que depende exclusivamente de salário para conseguir comprar uma casa padrão popular. Há inúmeros projetos sociais de habitação popular disponíveis no mercado habitacional, no entanto, a grande maioria possui filas homéricas de credenciados a espera de um  imóvel, que muitas vezes beneficia os interessados por meio de sorteio. O custo de um imóvel padrão popular no Brasil, por exemplo, depende da região onde é construído, conforme o índice de gestão compartilhada (SINAPI) entre a Caixa Econômica Federal – CEF e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, que divulga mensalmente os custos e índices da construção civil teve sua  última atualização em dezembro de 2022. Acesse o relatório neste link . O material utilizado atualmente na construção das casas populares não é sustentável ou reciclável o qu

Estaqueamento e seus riscos

Marisa Fonseca Diniz Sempre que alguém planeja executar uma obra de construção civil de grande magnitude, é indispensável pensar nas bases mais adequadas para sustentar o empreendimento. A fundação profunda precisa ser muito bem calculada, a fim de não causar riscos nem para o empreendimento e nem para o solo. Durante séculos as fundações profundas eram feitas com base em conhecimentos práticos, porém com o surgimento da física moderna no século XVIII tornou-se possível o estudo científico dos solos, o que proporcionou uma melhor adequação das estruturas necessárias a serem utilizadas nas construções. No caso de fundações rasas, diretas e superficiais em que a profundidade é inferior a 3 metros, e as cargas são mais leves, como por exemplo, residências, o baldrame é o tipo de fundação mais utilizada. O baldrame é constituído por uma viga de alvenaria ou concreto simples ou armado construída diretamente no solo firme dentro de uma pequena vala. A sapata é outro tipo de f