1 de fevereiro de 2018

Reestruturando a Angola


Marisa Fonseca Diniz


República de Angola é um país localizado na costa ocidental do Continente Africano limitado ao norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, ao sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico.


Depois de longos anos de colonização portuguesa, Angola conseguiu sua independência em 1975, porém deste mesmo ano até 2002, o país enfrentou dura guerra civil pelo poder entre o Movimento Popular de Libertação da Angola – MPLA e a União Nacional para a Independência Total da Angola – UNITA.



Durante os 27 anos de luta armada, a Angola gerou uma crise humanitária ao forçar o deslocamento de mais de 4,28 milhões de pessoas dentro do seu território, quase a totalidade dos habitantes do país não possuíam acesso a assistência médica básica, 60% não possuíam acesso a água potável e 30% das crianças morriam antes dos cinco anos de idade, além da expectativa de vida não passar dos 40 anos de idade. A Guerra Civil de Angola deixou um rastro destruição no país com mais de 2 milhões de mortos, 1,7 milhões de refugiados e 80 mil pessoas mutiladas pelas diversas minas espalhadas pelo país.



O país tenta se recuperar após o período da Guerra Civil com um território de 1.247.000 km² possui grandes reservas minerais de diamantes, minério de ferro, cobre, urânio, chumbo, fosfatos, estanho, ouro, prata, platina, manganês, mica e sal. O petróleo também é um produto importante no país tornando-se um grande produtor do ouro negro no mundo. 



A economia e baseada pela agricultura de cana-de-açúcar, sisal, milho, óleo de coco, amendoim, algodão, tabaco, borracha, batata, arroz, cacau e banana. O gado também é atividade importante no país com grandes rebanhos bovinos, caprinos e suínos.

O território angolano possui diversas indústrias de beneficiamento de oleaginosas, cereais, carnes, algodão, tabaco, cerveja, cimento, madeira e açúcar. Outras indústrias que merecem destaque são as de fertilizantes, pneus, celulose, vidro, aço e refinamento de petróleo. Há cinco usinas hidroelétricas em potencial no país que além de fornecer energia aos consumidores ainda dispões de um potencial elevado.


Um dos maiores desafios para a Angola é reduzir os altos índices de pobreza no país, porém não é o único entrave, a reconstrução da infraestrutura é outra meta a ser cumprida pelo governo. O sistema ferroviário do país é composto de cinco linhas que ligam o litoral ao interior do país, sendo a estrada ferro de Benguela a mais importante delas já que faz conexão com as linhas de Catanga na fronteira com o Zaire.



A rede rodoviária do país é constituída de estradas vicinais em sua maioria que liga as principais cidades. Os principais portos são os de Luanda, Lobito, Benguela, Namibe e Cabinda. O aeroporto de Luanda é o principal do país já que possui vôos entre outras cidades do continente africano, europeu e americano. Atualmente, a Angola é um grande canteiro de obras, onde vários edifícios são erguidos nas grandes cidades do país.


Há um plano de obras sendo executado pelo governo angolano, onde há previsão reconstruir mais de 2,2 mil quilômetros de estradas, além de construção de novos portos e aeroportos. Há grandes investimentos também na ampliação e construção de novas barragens hidroelétricas, a fim de aumentar a potência instalada no país. A construção de cisternas em mais de 132 municípios e o fornecimento de água potável é outro projeto que deve atender mais de 65% da população.


A energia renovável é outro ponto crucial de investimentos do governo angolano até 2025 há previsão de atingir 39 TWh de energia superando os 9GW de potência instalada no país garantindo a segurança do abastecimento para isso há projetos e investimentos estrangeiros em energia eólica e solar no país. 


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Baseado no trabalho disponível em https://marisadiniznetworking.blogspot.com/2018/02/reestruturando-angola.html.


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