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Criando gerações de monstros



Marisa Fonseca Diniz



Preste atenção nesta receita de como criar um monstro na sociedade:

Arranje um filho, depois o transforme em um reizinho, isso mesmo, mostre a ele quais são os princípios para ele se tornar uma pessoa popular entre os amigos, o mercado de trabalho e a sociedade:

Eduque-o a nunca respeitar as pessoas, quanto a gênero, raça, religião, classe social, idade e intelecto;

Mostre a ele só péssimos exemplos, pois o mais importante é ser uma pessoa sem caráter;

Diga a ele que educação é obrigação dos professores, e que princípios familiares jamais foram importantes na criação dos filhos;

Satisfaça todos os caprichos e desejos dele, pois se ele está sendo criado para ser “rei” merece o melhor celular, computador, carro e até emprego;

Faça todas as vontades do seu filho, não se esqueça que ele merece tudo de bom, inclusive aprender que sendo corrupto chegará mais rápido ao poder;

Quando ele matar, roubar, estuprar, ria das atitudes dele e incentive a fazer mais, pois a lei não existe mesmo, e ele jamais será punido por isso;

Se ele mentir ou se fizer de vítima e colocar a culpa nos outros, defenda-o, pois com certeza ele se sentirá forte com sua atitude super-protetora, e saberá que da próxima vez que fizer a mesma coisa, você o apoiará integralmente, colocando em descrédito as outras pessoas, jamais ele;

Apóie-o em tudo e jamais o ensine a ter responsabilidades, pois o importante como rei é ter súditos para fazerem suas vontades sem precisar ter respeito por quem quer que seja;

Jamais permita que ele seja magoado quando ele ofender alguém ou destratar qualquer pessoa em seu ambiente escolar, de trabalho ou na sociedade, pois maldosos são os outros que não o entendem, ele nunca;

Quando ele cometer “bullying” contra alguém da escola, do trabalho ou da sociedade diga que ele está coberto de razão, pois ele nasceu para ser estrela e não para ter limites;

Quando ele espancar algum colega da escola ou trabalho, incentive-o a gravar e colocar em rede social, pois ele conseguirá ser popular com o sofrimento alheio, e isso o encherá de orgulho;

Ensine-o a ser uma pessoa egoísta, pois os outros são somente pessoas inferiores a ele;

Se ele disser que adora amedrontar as outras pessoas com atitudes aterrorizantes, diga a ele, que você conseguiu finalmente criar um monstro na sociedade.

Parece estranha esta receita, no entanto, é justamente isso que muitos pais e mães tem feito com a criação de seus filhos, incentivando-os há ser cada dia mais delinquentes e intolerantes. Pais que educam seus filhos sem limites, respeito e nenhuma base familiar, em geral, empurram aos educadores a obrigação e dever de ensinar normas e conceitos básicos esquecendo que apenas a educação do conhecimento é que deve ser aprendida na instituição escolar, sendo que é obrigação da família prover não apenas o básico para as crianças como também a base emocional.

Filhos sem limites, vem cada dia mais sendo um péssimo exemplo à sociedade. Os mesmos que recriminam pessoas de todas as gerações, seja no trabalho, seja na escola, seja na sociedade de um modo geral esquecem que seus filhos precisam também de atenção e educação básica.

Este artigo serve como um alerta a todos aqueles que são vitimados por pessoas sem nenhum tipo de escrúpulo, seja por meio de atitudes de preconceito ou de bullying.

O bullying é um termo da língua inglesa que significa ameaçar e intimidar, se referindo  a todas as atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem uma motivação evidente. Em geral, estas atitudes são exercidas por um ou mais indivíduos, causando angústia na vítima com o objetivo de intimidar ou agredir sem direito de defesa, por serem realizadas através da força e desigualdade de poder. O bullying se divide em duas categorias:




A vítima, em geral, tem medo do agressor em razão das ameaças por meio da concretização da violência física, sexual ou até mesmo a perda dos meios de subsistência. O bullying interfere na auto-estima, concentração, motivação e rendimento escolar causa males psicossomáticos, tais como: diarréia, febre, dor de cabeça, vômito, dor de estômago, transtornos de ansiedade, bulimia, anorexia, bruxismo, alergias, depressão e desejo suicida.


Pesquisas indicam que adolescentes em fase escolar são as maiores vítimas de bullying, onde os agressores têm personalidades autoritárias com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Além de possuírem deficiência em habilidades sociais com um forte ponto de vista preconceituoso que pode perpetuar para a fase adulta, atingindo dessa maneira o mercado de trabalho e a sociedade numa visão mais ampla.

Os principais motivos para o assédio escolar são inveja e ressentimentos. A raiva, força, comportamento agressivo, a preocupação excessiva com a autoimagem, hostilidade, ações obsessivas ou rígidas, intolerância são características predominantes em adolescentes que cometem bullying contra vítimas indefesas.

Se você é vítima de bullying ou conhece alguém que está sendo, não permita e nem se associe a quem pratica este mal, no Brasil denuncie pelo Disque 100, que atende casos de bullying.

É importante que os pais conversem com seus filhos, orientando-os a não serem preconceituosos, aceitando as diferenças, assim como autoridades escolares devem criar projetos que orientem os jovens a não cometerem bullying, evitando desta maneira que os jovens se tornem adultos violentos e preconceituosos criando gerações de monstros.

#bullying 
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Licença Creative Commons
O trabalho Criando gerações de “monstros” de Marisa Fonseca Diniz foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível emHttp://marisadiniznetworking.blogspot.com/2013/08/criando-geracoes-de-monstros.html .


Comentários

  1. Muitos pais sentem uma espécie de orgulho pelos seus filhos agressores, acham que é melhor seu filho ser o agressor do que o agredido. Um ponto de vista totalmente errado que é passado de geração em geração. Esses pais deveriam se por no lugar dos pais dos agredidos, e no lugar dos próprios agredidos.

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  2. Perfeito.... Muitas mães deveriam ver isso.

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  3. Na verdade é que as pessoas estão deixam para educar e corrigir atrde demais, quando se criança, ai que lindo, agrediu, bateu no seu rosto, gritou com vc, que lindinho, lindinho a pessoa vai ver depois, a criança tem que ser corrigida ainda pequena, amei seu texto, parabéns, como sempre, arrasou, forte abraço.

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